São Paulo – A BYD, em parceria com a Tupi Mobilidade, anunciou o lançamento do AutoCarga, que permite aos donos de modelos carregarem seus veículos de forma automática, sem a necessidade de cartões ou aplicativos.
Para utilizar o serviço é necessário conectar o veículo em um eletroposto BYD, depois usar o aplicativo BYD Recharge apenas para reconhecimento do veículo, permitindo assim que nas próximas recargas o processo aconteça de forma automática ao conectar o veículo em um ponto de recarga válido.
A novidade estará disponível para os proprietários de um BYD a partir de 23 de junho e o processo inicial para validação do veículo poderá ser feito em qualquer concessionária da marca que tiver um eletroposto público e rápido.
São Paulo – A Volvo Penta lançou no Brasil o G13, primeiro motor movido a biogás, biometano ou GNV para geradores elétricos. É produzido na fábrica de Curitiba, PR, de onde também saem motores para caminhões e ônibus.
O veículo foi apresentado pela primeira vez ao público durante a Agrishow 2025 e, desde então, já acumula trinta encomendas, mesmo antes do lançamento oficial.
Segundo a Volvo Penta o G13 é a alternativa ideal para propriedades rurais que podem produzir seu próprio gás por meio da decomposição do material orgânico gerado na operação. O novo motor reduz em quase 100% a emissão de materiais particulados e cerca de 30% do óxido de nitrogênio.
A versão a gás é um motor de 13 litros, com potências que vão até 400 cv, e o seu foco será nos segmentos de granjas, indústrias alimentícias, usinas de açúcar, destilarias de álcool e frigoríficos. O motor também deverá ser exportado para países da América do Sul, onde a demanda por motores a gás está em crescimento.
São Paulo – Cinco anos após assumir a função de CEO do Grupo Renault o italiano Luca de Meo, principal idealizador do plano de reestruturação Renaulution, anunciou no domingo, 15, sua decisão de deixar a companhia. Segundo comunicado oficial ele optou por “assumir novos desafios fora da indústria automotiva” – ele assumirá a Kering, do setor vestuário, dona de marcas como Gucci e de Yves Saint Laurent, dentre outras.
“Chega um momento em nossas vidas quando sabemos que a missão foi cumprida. No Grupo Renault enfrentamos desafios imensos em menos de cinco anos! Realizamos o que muitos consideravam impossível”, disse De Meo no comunicado. “E hoje os resultados falam por si mesmos: são os melhores da nossa história. Temos uma equipe sólida, uma organização ágil e um plano estratégico pronto para entregar a próxima geração de produtos. É por isso que decidi que estava na hora de passar o bastão. Estou deixando uma empresa transformada, voltada para o futuro, para colocar minha experiência a serviço de outros setores e viver novas aventuras.”
Agora o conselho de administração, presidido por Jean-Dominique Senard, inicia sua busca por um novo CEO. De Meo permanece no cargo até 15 de julho. Ele era um dos cotados a assumir a presidência da Stellantis, que optou por uma solução interna ao promover Antonio Filosa.
As ações do grupo fecharam a segunda-feira em forte queda, superior a 8%, e assim permanecem até a publicação desta reportagem. Em contrapartida os papéis da Kering avançaram mais de 11% após de De Meo ser anunciado seu novo CEO.
São Paulo – No ano em que celebra sete décadas de atividade a ferramentaria da General Motors, em São Caetano do Sul, SP, decidiu abrir os portões da Avenida Goiás para empresas de pequeno, médio e grande porte. O objetivo é elevar o volume de produção ao compartilhar infraestrutura e know-how na oferta de serviços.
Em outras palavras indústrias do segmento metalmecânico e fabricantes de veículos agora podem terceirizar à GM serviços de usinagem 2D e 3D, corte, soldagem e tratamento térmico a laser, montagem e finalização de ferramentas de estampagem e rebordeamento, além da fabricação de dispositivos de montagem e inspeção.
Segundo contou à Agência AutoData o gerente sênior de engenharia de manufatura da General Motors, Carlos Silva, a companhia tem trabalhado como fornecedora estratégica para empresas do setor, inclusive outras montadoras. Os nomes dos clientes, porém, devem permanecer em sigilo por questões contratuais:
“Já realizamos projetos que variam desde dispositivos de inspeção de alta complexidade até ferramentas de estampo para grandes painéis automotivos”.
Segundo ele o foco na automação e virtualização de processos assegura eficiência em custos, prazos e qualidade, resultando em maior competitividade e até mesmo no desenvolvimento de patentes.
A estratégia de abertura da ferramentaria faz parte de visão mais ampla da GM sobre a valorização de ativos industriais e da engenharia nacional, disse o executivo: “Apesar de não divulgarmos metas específicas buscamos ampliar a ocupação da nossa capacidade instalada, equilibrando produção interna com demandas externas, o que também contribui para maior eficiência operacional”.
O gerente de engenharia reforçou que a decisão é movimento estratégico que busca não apenas gerar receita mas, também, posicionar a GM como referência em soluções industriais de alto valor agregado.
“Estamos fomentando a indústria de transformação mecânica nacional uma vez que, ao ampliar nosso volume, elevamos a carga de uma cadeia de fornecimento que vai de modelação, passando por fundição e usinagem.”
Centro de ferramentaria do ABC Paulista é um dos três no mundo
Com capacidade de produção de até 25 peças ou cem ferramentas de grande porte por ano, Silva assegurou que a GM consegue operar, simultaneamente, grandes projetos, além de diversos serviços menores, sem comprometer padrões de qualidade e prazos: “Nossa engenharia integrada permite agilidade em mudanças de escopo e tomadas de decisão rápidas, o que é importante diferencial competitivo”.
A ferramentaria emprega 250 pessoas, distribuídas nos setores administrativos, de engenharia, de projeto e de construção. As atividades são divididas em dois turnos regularmente, com uma parcela de funcionários operando no terceiro turno para complemento da capacidade.
O centro de ferramentaria do ABC Paulista é um dos três da GM no mundo, ao lado de Estados Unidos e Coreia do Sul, todos com porte muito similar em termos de capacidade anual, assinalou Silva, ao complementar que cada um deles está inserido em sua cultura local que possibilita recursos distintos para suas utilizações.
Por aqui o executivo afirmou existir demanda em crescimento para empresas do segmento metalmecânico e que, por isto, a GM aposta também na oferta de soluções personalizadas com o uso de tecnologia de ponta e mão de obra especializada.
A maior procura tem se mostrado em serviços de têmpera e solda a laser, além de corte 2D e 3D laser, e tryout de ferramentas de estampo: “São serviços que hoje têm mais demanda no mercado e menor disponibilidade de contratação. A crescente procura por têmpera e solda a laser, por exemplo, é reflexo da busca das indústrias por processos mais precisos, sustentáveis e com menor retrabalho”.
Serviços de usinagem ou tratamento térmico podem ser feitos em cinco a dez dias. A construção de um set de ferramentas para produção de um painel, por sua vez, leva muito mais tempo, segundo Silva: “Temos projetos que podem durar um ano, desde as primeiras simulações, os testes, a fabricação até a entrega ao cliente”.
Metade do que é feito em São Caetano é exportado
Além de atender ao mercado nacional a ferramentaria da GM exporta parcela significativa de sua produção para países como Estados Unidos, Canadá, México e Argentina: na média 50% do volume é enviado para fora.
Os produtos têm as mesmas características dos fabricados para o mercado brasileiro: ferramentas de estampo e rebordeamento, além de dispositivos de inspeção e montagem.
“Este porcentual de exportação consolida a ferramentaria de São Caetano como um polo exportador dentro da operação GM mundial, contribuindo para projetos estratégicos em outras regiões e aumentando a competitividade da engenharia brasileira no cenário internacional.”
A reportagem destaca os projetos de hidrogênio verde previstos no País até julho do ano passado, em especial os tocados pela Bosch. A expectativa é a de que a partir de 2027 tenha produção em larga escala no País.
Ainda foram premiados, na categoria Inovação Tecnológica, o trabalho Redução de Emissões de Carbono e Consumo de Energia Elétrica em Set Up, Utilizando Plástico Drop in em Tanques de Veículos Comerciais, da VW Caminhões e Ônibus, Bepo e Universidade Estácio de Sá e na categoria Ambiental, Social e Governança o trabalho Toyota do Brasil Reimaginando o Futuro Sustentável, da Toyota, Borkar, Orquestra da Sucata e Uniarte.
Receberam Menção Honrosa na categoria Jornalística reportagens da Auto Esporte, de Leonardo Felix, e da Quatro Rodas, de Isadora Carvalho.
São Paulo – A atual geração da Fiat Strada chegou à marca de 700 mil unidades produzidas na fábrica de Betim, MG, desde que foi lançada em 2020. Se considerarmos todas as gerações da picape, o volume produzido já passou das 2,4 milhões de unidades.
A Strada é o veículo mais vendido do Brasil há cinco anos. Em 2024 somou 144 mil emplacamentos. A picape também é exportada para alguns países da região como Argentina, Paraguai e Uruguai.
De janeiro a maio de 2025 a Strada também é líder de vendas no mercado brasileiro, com 51,2 mil unidades.
São Paulo – A Jac iniciou as vendas do seu caminhão elétrico E-J T3,5, em versão única, com preço de R$ 299,9 mil. O modelo é dedicado a operações urbanas, com PBT de 3,5 toneladas e capacidade útil de carga de 1,7 tonelada.
Seu motor elétrico gera 150 cv de potência e a bateria da CATL de 64 kWh oferece até 230 quilômetros de autonomia. Segundo a Jac o custo operacional do veículo é bem menor do que um similar a combustão, gerando economia de R$ 1,5 mil por mês ou R$ 18 mil em um ano caso o proprietário rode 150 quilômetros por dia.
O conjunto elétrico “demanda um número menor de paradas para manutenção, por ser mais simples, e o custo de cada revisão chega a ser seis vezes menor”.
São Paulo – As concessionárias e o site da Foton iniciaram as vendas da picape Tunland pelas versões V7 e V9, já disponíveis por R$ 280 mil e R$ 300 mil, respectivamente, com garantia de dez anos. A empresa afirmou que os valores são cerca de 20% inferiores aos das principais concorrentes no mercado nacional.
A picape é a primeira a chegar ao País combinando motor diesel com sistema híbrido leve de 48V da Bosch, gerando 175 cv de potência. O câmbio é automático de oito marchas da ZF. Por ter um sistema híbrido a picape é isenta de do rodízio de veículos na cidade de São Paulo.
Interior da versão V9
As duas versões são equipadas com kit multimídia com tela de 14,6 polegadas, alerta de permanência em faixa, detector de fadiga, detector de ponto cego, quadro de instrumentos digital de 12,3 polegadas, alerta de abertura segura das portas e de tráfego traseiro cruzado, câmara 360º, ar-condicionado digital e automático, seis airbags e monitoramento de pressão dos pneus.
São Paulo – A Aliança pela Mobilidade Sustentável, movimento composto por 23 empresas e liderado pela 99, completou três anos com mais de R$ 332 milhões investidos em soluções no sentido da eletrificação e da descarbonização, com foco em veículos, infraestrutura e financiamento.
A 99 afirmou ter mais de 15 mil motoristas de aplicativo trabalhando com veículos híbridos e elétricos, que deixaram de emitir 18,5 milhões de toneladas de CO2. Já o Mercado Livre mantém frota de 2,2 mil veículos elétricos usados em entregas no Brasil e mais 1,4 mil que rodam na América Latina.
Movimentos ligados à infraestrutura de recarga também estão ocorrendo, como a parceria criada por BYD, Ezvolt e Tupi Mobilidade que conecta 1,5 mil carregadores em uma única plataforma.
São Paulo – A Scania e a Viação Santa Cruz anunciaram o início das operações do ônibus rodoviário movido a gás natural ou biometano rota São Paulo a Campinas. A montadora assinou um contrato de comodato de noventa dias com a Viação Santa Cruz, que poderá ser renovado por mais noventa dias.
Após os testes a operadora de transporte fará estudos internos e contas para avaliar a substituição dos seus ônibus movidos a diesel pelo modelo a gás, que custa de 20% a 30% a mais.
“Vamos primeiro testar o veículo para depois decidir pela compra para substituir parte da frota, algo em torno de dez unidades”, disse o proprietário da empresa, Francisco Carlos Mazon.
O ônibus utiliza chassi Scania K 340 4×2, é encarroçado pela Marcopolo, e tem motor de 340 cv de potência, similar à do motor movido a diesel. O veículo tem 14 metros de comprimento, capacidade para 46 passageiros, sua autonomia é de aproximadamente 450 quilômetros e quando abastecido com biometano a redução de emissões de CO2 pode chegar a 98%.
A Comgás também é parceira no projeto e será responsável pelo abastecimento do veículo, que nesta fase de testes será realizada em posto de combustíveis que já está conectado à rede de gás da empresa e fica próximo da garagem da Viação Santa Cruz. O cilindro de gás demora de 15 a 20 minutos para encher.
Caso o projeto avance a Comgás instalará um ponto interno de abastecimento na garagem da operadora, com maior capacidade de abastecimento, reduzindo o tempo para até 10 minutos.
A hora do gás é agora
A Scania entende que esse é o melhor momento para o crescimento do mercado de ônibus movidos a gás no País, pois existe produção nacional dos motores, a questão da infraestrutura é mais fácil de desenvolver na comparação com os elétricos, além do custo de aquisição que não é muito mais alto que um modelo similar a diesel. Até o fim do ano a montadora pretende chegar a 150 unidades comercializadas no País, sendo a maior parte para o segmento urbano.
Além das demandas no Estado de São Paulo a empresa participa de um projeto piloto em Goiânia, GO, que está avançando para uma fase final de negociação para o fornecimento de ônibus urbano movido a gás natural ou biometano na cidade, que construirá uma usina para produção do biometano que será usado no abastecimento dos veículos.
Atualmente a Scania tem três modelos de chassi urbano movido a gás e mais um modelo rodoviário.