São Paulo – A Marcopolo realizou a primeira exportação de um ônibus fabricado na unidade de São Mateus, ES. O modelo Volare Fly 10 Limousine foi embarcado para o Paraguai após negociação fechada com a operadora Ciudad de Pilar, por meio do seu concessionário local, Volpy.
Segundo Vinícius Tregansin, gerente comercial de mercado externo da Marcopolo, a exportação foi um marco para a fábrica de São Mateus, que tem potencial para ampliar os negócios da Volare e da Marcopolo no Brasil e no Exterior.
São Paulo – A fábrica da General Motors em Gravataí, RS, voltou a produzir na segunda-feira, 17, após trinta dias de paralisação por causa da realização de ajustes técnicos na linha, como modernizações e adaptações em algumas áreas da produção. Foram concedidos aos 5 mil profissionais, a metade deles empregados de sistemistas que trabalham no local, vinte dias de férias coletivas e dez de licença remunerada.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, Valcir Ascari, são fabricadas cerca de 450 unidades do Onix e do Onix Plus por turno e é possível, portanto, estimar que nos dois turnos diários de produção deixaram de ser produzidos ao menos 16 mil veículos neste período, considerando dezoito dias úteis.
Segundo a fabricante a medida, que afetará parcialmente a produção, busca alinhar o volume fabricado à demanda atual do mercado: “A GM reforça seu compromisso com colaboradores e parceiros, assegurando o acompanhamento contínuo do cenário econômico para ajudar suas operações conforme necessário nos próximos meses”.
Dados da Fenabrave mostram que foram emplacados no primeiro bimestre 4,7 mil unidades do Onix, o que coloca o modelo na posição de nono mais vendido do mercado brasileiro.
O hatch liderou as vendas por seis anos consecutivos, de 2015 a 2020, mas durante a pandemia problemas para obter componentes e semicondutores fez com que perdesse espaço diante de diversas paradas na produção no período. No ano passado encerrou na terceira posição do ranking.
Quanto ao Onix Plus, apareceu na vigésima-primeira colocação dos dois meses iniciais de 2025 com 2,5 mil unidades comercializadas.
São Paulo – O Ministério das Cidades anunciou a compra de 281 ônibus dentro do eixo Renovação de Frota do Novo PAC, Programa de Aceleração do Crescimento. A informação foi publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira, 17, e demandará investimentos na casa dos R$ 200 milhões, financiados pelo FGTS, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.
Os ônibus, todos equipados com motor Euro 6, são em sua maioria modelos Mercedes-Benz financiados pelo banco da montadora. Serão enviado a cidades dos estados da Bahia, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
O Novo PAC prevê R$ 8,4 bilhões em renovação do transporte público e melhoria da mobilidade urbana em grandes e médias cidades, de acordo com o Ministério das Cidades.
“Os testes confirmaram que o E30 é viável tecnicamente. É o resultado dos estudos conduzidos pelo nosso Instituto Mauá. Estudos acompanhados pela sociedade e pelos setores, de perto por Anfavea, Sindipeças, Abraciclo, Abeifa e outros representantes. O E30 é seguro para as frotas de duas e quatro rodas. Ele não prejudica o desempenho dos veículos, muito ao contrário”.
Atualmente a mistura do etanol na gasolina, feita nas distribuidoras de combustível, é de 27%. Sancionada no ano passado a Lei 14 993, conhecida como Combustível do Futuro, prevê o aumento a até 35% – mas é preciso conferir a viabilidade na frota circulante. O IMT atestou que até 30% não há riscos.
Silveira não ofereceu pormenores mas indicou que o aumento deverá ser gradativo. A intenção do governo, além de reduzir as emissões de CO2, é tentar baixar o preço do combustível, importante componente da inflação que está fora de controle. Segundo o ministro o aumento na mistura poderá fazer do Brasil independente da importação de gasolina, algo que não ocorre desde 2010.
“Com o E30 o preço da gasolina na bomba vai cair. Vamos nos livrar das amarras do preço de paridade internacional. O preço da gasolina será o preço da competitividade interna. Vamos aproveitar o aumento da oferta do etanol de milho. Vamos aproveitar ao máximo a supersafra que vem por aí.”
Pelos cálculos do ministério o aumento da mistura do etanol na gasolina poderá reduzir em 1,7 milhão de toneladas a emissão do CO2 por ano, o que equivale a retirar 720 mil carros das ruas.
A marca local pertencente ao Grupo Sunset Tires Corporation, que atualmente tem seus produtos fabricados por empresas espalhadas por países asiáticos, justificou participação no evento para apresentar seus produtos, discutir oportunidades de negócios e se posicionar como empresa relevante no mercado global de pneus, em busca parcerias estratégicas.
O assentamento da pedra fundamental e início das obras em Ponta Grossa são aguardados para este mês. A unidade terá capacidade para produzir anualmente até 12 milhões de pneus para carros de passeio e 2,5 milhões para veículos de transporte rodoviário, máquinas agrícolas e de mineração.
São Paulo – Após compartilhar conhecimento para multiplicar a fabricação de cadeiras de rodas da AACD, Associação de Assistência à Criança Deficiente, com a aplicação da metodologia TPS, Sistema Toyota de Produção, o plano era expandir em pelo menos 25% a quantidade de equipamentos. No entanto, nos primeiros meses da qualificação, iniciada em agosto de 2024, foi notado avanço de 30%, de oitenta para 102 unidades mensais, e ao término, conferido aumento de 52% na capacidade de produção, para até 122 cadeiras.
Foi o que afirmou a Toyota, ao divulgar a conclusão da capacitação de colaboradores da Oficina Ortopédica da unidade Ibirapuera da instituição, em São Paulo, que contou com 208 horas de treinamentos sobre o sistema TPS.
Na ação conjunta foram mapeadas trinta ações da linha de produção que poderiam ser padronizadas, além de 91 melhorias de processos. Segundo a AACD o plano agora é replicar o TPS a outras áreas da instituição. As oficinas ortopédicas da AACD atendem pacientes via SUS, Sistema Único de Saúde, e também de forma particular.
São Paulo – As vendas financiadas de veículos no primeiro bimestre, incluídos automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motocicletas, atingiram a melhor marca da última década. O total de 1,1 milhão de unidades novas e usadas comercializadas a prazo representa acréscimo de 3,6%, ou 39 mil veículos a mais do que nos dois meses iniciais de 2024.
Os dados são da B3, que opera o Sistema Nacional de Gravames. De acordo com Rodrigo Amâncio, diretor de produtos de financiamento na B3, o aumento dos financiamentos de veículos no acumulado do ano mostra que o setor continua aquecido. Segundo ele o segmento de motos continua sendo a principal categoria que contribui para o resultado positivo.
O resultado foi impulsionado pelo desempenho de fevereiro, em que foram financiadas as vendas de 564 mil veículos. Trata-se de avanço de 7,3% frente ao mesmo mês no ano passado. Em comparação a janeiro houve estabilidade.
A venda a prazo de veículos leves cresceu 6,7% no mês passado, mas, frente a janeiro, caiu 1,5%. O financiamento de motos avançou 10,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior e 11% com relação a janeiro. O volume de pesados aumentou 1,4% na comparação anual e 15% na mensal.
São Paulo – Em janeiro e fevereiro foram emplacados 133 ônibus elétricos, dez vezes o volume registrado no mesmo período do ano passado, que registrou treze unidades. A BYD forneceu 75 unidades no bimestre, ou 56% de todo o volume.
O mais emplacado foi o BYD D9W, que tem até 250 quilômetros de autonomia. Com 13m00 de comprimento permite transportar oitenta passageiros sentados. É produzido em Campinas, onde desde 2015 a BYD montou mais de trezentas unidades – um dos lotes mais recentes, sessenta ônibus, foi entregue a empresas operadoras do transporte urbano em São Paulo, Capital, em janeiro.
São Paulo – A terceira edição da pesquisa global de Perspectivas de Manufatura Automotiva da ABB Robótica, em parceria com a publicação Automotive Manufacturing Solutions, identificou que a transição para a fábrica inteligente é vista como próxima etapa crítica pelos fabricantes globais e seu principais fornecedores.
De acordo com o levantamento os entrevistados reconhecem a importância da robótica e da automação avançada no chão de fábrica do setor, tanto que 64% deles concordam que haverá um aumento no uso de robôs móveis autônomos na fabricação de automóveis, enquanto 57% avaliam que mais robôs colaborativos serão introduzidos ao lado de trabalhadores para realizar tarefas de montagem repetitivas.
Isto demonstra que as montadoras estão abraçando a mudança ao aumentar a adoção de inteligência artificial que alimenta robôs móveis autônomos dedicados à entrega de peças na linha de produção e da tecnologia de gêmeos digitais, modelos virtuais de objetos físicos. Para o diretor executivo da linha de negócios automotivos da ABB Robótica, Joerg Reger, juntas, estas tecnologias estão formando os blocos de construção das fábricas inteligentes.
“Elas ajudarão as montadoras a introduzir novos modelos de forma mais rápida e econômica ao mesmo tempo em que reduzem consideravelmente o consumo e os custos de energia e cumprem as metas de sustentabilidade.”
A maioria dos entrevistados, 82%, de fato, avalia que o uso da inteligência artificial generativa e de softwares tem potencial para reduzir custos de fabricação de veículos, melhorar a qualidade e agilizar a introdução de novos modelos. A adoção de gêmeos digitais e simulação também deverá aumentar significativamente, com 73% deles prevendo uma maior adoção.
A pesquisa destacou, ainda, como a adoção da manufatura flexível é vista de forma crucial para lidar com as complexidades enfrentadas por muitos fabricantes, o que inclui níveis imprevisíveis de demanda por determinados tipos de veículos, como elétricos, híbridos e a combustão, com a necessidade de montar diferentes sistemas de propulsão em um único local, mantendo ciclos de vida de produto mais rápidos.
Robôs da ABB utilizados para a produção de veículos elétricos. Foto: Divulgação.
Para os próximos cinco anos 84% dos entrevistados creem que a manufatura flexível será fator significativo na produção de veículos. Segundo Reger trata-se de algo essencial para gerenciar as complexidades e os compromissos financeiros que muitas montadoras precisam enfrentar atualmente.
Percalços como os custos inerentes à tecnologia podem atrasar sua adoção
Embora os entrevistados tenham apoiado a introdução de novas tecnologias e visto a futura fábrica inteligente de forma positiva, reconheceram alguns dos desafios envolvidos para chegar a esse destino. A maior restrição está nos altos custos iniciais, para 54% deles. Os desafios técnicos são considerados percalços para 35% enquanto que 32% consideram a segurança cibernética e a proteção de dados, assim como a adaptação da força de trabalho, para 32%, e a falta de funcionários qualificados, para 28%.
Daniel Harrison, analista-chefe da Automotive Manufacturing Solutions, destacou que à medida que se avança às fábricas automotivas inteligentes o fator humano não pode ser ignorado:
“As preocupações com a adaptação da força de trabalho e a percepção de falta de funcionários qualificados em TI foram novamente destacadas pelos entrevistados. Os parceiros tecnológicos do setor precisam desempenhar papel fundamental no treinamento e na educação, além de encontrar maneiras de introduzir avanços-chave, como a tecnologia de IA, de forma não disruptiva e acessível”.
Para esta edição da pesquisa foram considerados 434 respondentes, com cargos de liderança em empresas da cadeia automotiva. Do total 44% deles estão na Europa, 29% na América do Norte, 18% na Ásia-Pacífico, 5% no Oriente Médio e na África e 4% na América Central e América do Sul.
São Paulo – A Nissan apresentou no Japão os avanços da sua tecnologia de direção autônoma. Pela primeira vez um carro circulou sem condutor por uma via pública japonesa, em Yokohama. O sistema está em desenvolvimento para ser usado pela montadora em um serviço de mobilidade que será ofertado, inicialmente, no seu país-sede.
Os veículos usados nos testes são do modelo Serena, uma minivan equipada com catorze câmaras, nove radares e seis sensores LiDAR. Neste projeto a Nissan instalou sensores no teto do veículo, ampliando a capacidade de leitura, que também é mais precisa na comparação com as tecnologias anteriores.
A montadora também trabalha para que a sua tecnologia se adapte às mais diversas condições de tráfego no mundo. Para isto, além do uso de inteligência artificial, a empresa está utilizando pesquisas realizadas no Japão e no Vale do Silício.