Novos SUVs da Nissan serão exportados para vinte países

Rio de Janeiro, RJ – O inédito SUV da Nissan que integra o investimento de R$ 2,8 bilhões no Brasil deverá marcar o início da transformação da fábrica de Resende, RJ, em base exportadora. Segundo o presidente Gonzalo Ibarzábal o modelo partirá para vinte países da América Latina, incluindo o México, que nunca recebeu veículos produzidos no Brasil. Mais: o plano é buscar oportunidades em outros continentes.

O executivo considerou que é fundamental para a indústria nacional olhar para o mercado externo a fim de sofrer menos com as oscilações do mercado local e ter maior estabilidade no negócio, tanto em volume como em resultados financeiros. O Kicks atual, agora Kicks Play, segue atualmente para Argentina e Paraguai.

Quando os dois novos modelos entraram em linha a produção de Resende poderá crescer de 25% a 30%, calcula Ibarzábal, sem abrir um segundo turno, apenas com aceleração da linha de montagem e otimização dos processos internos. No ano passado a empresa produziu 64,5 mil unidades do Kicks.

Expandir a exportação do Kicks para mais mercados também integra o planejamento da Nissan do Brasil: “A nova geração do Kicks também será exportada, podendo chegar a vinte países da América da Latina também”.

E o segundo maior mercado de veículos do mundo, os Estados Unidos, torna-se candidato a receber veículos de Resende caso as ameaças do presidente Donald Trump, de elevar as tarifas de importação de produtos do México sejam efetivadas – na segunda-feira, 3, os dois países entraram em acordo e suspenderam por trinta dias a subida das taxas para 25%. O Kicks vendido lá é produzido no México e, atualmente, tem tarifa zero.

Mas Ibarzábal disse que a situação ainda é tratada com cautela pela Nissan, que aguarda um cenário mais claro e com previsibilidade para suas decisões.

Novo modelo

Ainda são guardados segredos a respeito do segundo SUV Nissan do novo investimento. Não se sabe se será maior ou menor do que o Kicks, mas é certo que será equipado com o novo motor 1.0 turbo que também será produzido em Resende.

Segundo o presidente o lançamento está programado para o próximo ano fiscal da montadora, que começa em abril de 2025 e vai até março de 2026, e a nova geração do Kicks chegará no primeiro semestre.

Em janeiro Nissan registrou participação de mercado de 4,1%. O foco de Ibarzábal é manter este índice ao longo do ano: “Manter o market share de 4% até o fim do ano é uma boa meta e possível de ser alcançada. A médio prazo nossa intenção é conquistar 6% do mercado brasileiro”.

Atual geração do Kicks passa a ser Play, enquanto Nissan prepara terreno para a nova

Rio de Janeiro, RJ – Para preparar terreno para a chegada da nova geração do SUV Kicks ao mercado brasileiro, produzida em Resende, RJ, a Nissan promoveu uma importante mudança na atual, também montada na fábrica sul-fluminense: passa a ser denominada Kicks Play e oferecida em três versões, abandonando a topo de linha Exclusive.

Os dois Kicks conviverão no mercado brasileiro, assim como ocorre no mexicano, que já recebeu a nova geração. Ela será posicionada em um degrau acima do mercado – os preços do Kicks Play, entretanto, ainda não foram divulgados. Segundo o presidente Gonzalo Ibarzábal a intenção é ganhar participação no mercado e manter a operação de Resende saudável – hoje apenas o SUV é produzido ali.

Além do novo Kicks e do atual um outro SUV Nissan será produzido na fábrica, resultado do investimento de R$ 2,8 bilhões: “Os novos produtos também são importantes para desenvolver a cadeia de fornecimento da Nissan no Brasil, que atualmente conta com 346 empresas”.

Bom desempenho no ano passado

Lançado em 2016 o Kicks alcançou seu recorde de vendas em 2024, com 60,5 mil unidades, 19% a mais do que em 2023. Único nacional, é também o modelo mais vendido da Nissan no Brasil. Ele também é produzido no México e vendido em mais de 70 países, exportado a partir da unidade brasileira e da mexicana.

Segundo o presidente a intenção ao trocar o nome é começar o ano com o pé direito, dando força para os lançamentos que virão e mostrando que a expectativa da Nissan para os próximos anos é de crescimento do mercado nacional, como ocorreu nos últimos anos.

O Kicks Play é o modelo mais vendido da categoria B-SUV no Rio de Janeiro, concorrendo com Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta e Jeep Renegade, dentre outros. É também o SUV preferido do público PCD em todo o Brasil, o mais vendido desse segmento, de acordo com a Nissan.

Anunciado como linha 2025 o Kicks Play será vendido nas versões Active Plus, Sense e Advance Plus, todas equipadas com o motor 1.6 aspirado de 113 cv de potência, acoplado a transmissão automática CVT. A configuração Sense ganhou novas rodas aro 17, enquanto a Active Plus traz como novidade o alerta de colisão frontal e assistência inteligente de frenagem.

Os preços serão divulgados nos próximos dias pela Nissan.

Frota brasileira cresce para 124 milhões de veículos e é a maior da história

São Paulo – O Brasil possui a maior frota já registrada em sua história: 123,9 milhões de veículos estão em circulação atualmente. O volume avançou 4% em 2024, o que representou aumento de 4,7 milhões de unidades, com maior impulso vindo dos Estados do Norte e pela aquisição de utilitários. Foi o que apontou levantamento da Veloe, hub de mobilidade e gestão de frota, feita em parceria com a Fipe, Fundacão Instituto de Pesquisas Econômicas, com base em dados da Senatran, Secretaria Nacional de Trânsito.

O estudo citou, como razões para a expansão, combinação de fatores como o crescimento econômico acima das expectativas, estímulos à indústria automotiva, queda na taxa de desemprego e aumento real na renda das famílias.

O Estado que registrou o maior crescimento porcentual foi o Pará, com avanço de 7%, seguido por Alagoas, 6,6%, Amapá, 6,4%, Amazonas, 6,4%, e Espírito Santo, 5,9%. Em termos absolutos a liderança coube a São Paulo, com o acréscimo de 1 milhão de veículos, seguido por Minas Gerais, mais 494,1 mil, Paraná, mais 341 mil, Bahia, mais 269,2 mil, e Rio de Janeiro, mais 269 mil.

A maior parte dos veículos está em São Paulo, com 34,3 milhões de unidades, o que corresponde a fatia de 27,7%. A segunda maior participação cabe a Minas Gerais, com 11,3%, seguida de Paraná, 7,4%, Rio Grande do Sul, 6,7%, Rio de Janeiro, 6,4%, Santa Catarina, 5,2%, Bahia, 4,3% e Goiás, 4%.

Em termos porcentuais o segmento que mais cresceu foi o de utilitários, 13,9%. Em números absolutos automóveis lideraram, com incremento de 1,5 milhão de veículos, motocicletas, com 1,4 milhão, e caminhonetes, com 522,6 mil.

Com relação às cores a frota de veículos brasileira é predominantemente branca, com 27,5 milhões ou 21,7% do total, seguida pelo preto, com 18,9%, e pelo prata, 16,5%. Os maiores acréscimos em 2024 foram cores não consideradas padrão pelo Detran.

A tecnologia que predomina na frota nacional é a flexfuel, com 42,2%, acompanhada de perto por gasolina, 40,5%, diesel, 7,8% e álcool, 3,5%. Eletrificados estão mais presentes, mas a parcela ainda é discreta. O volume de elétricos foi o que mais cresceu em termos porcentuais, com 564%, seguido de híbrido plug-in, com 194%, gás, com 172% e híbrido, com 141%.

VW Caminhões e Ônibus bate recorde em serviços de pós-venda

São Paulo — A Volkswagen Caminhões e Ônibus celebrou seus resultados de pós-vendas alcançados em 2024: a Volks|Care, sua marca de serviços, bateu recorde na venda de serviços de conectividade, com 3 mil veículos conectados à plataforma RIO, o que configurou aumento de 50% com relação ao ano anterior.

Quanto ao plano de manutenção com serviços de revisões preventivas e corretivas Volks|Total foram negociados pacotes para mais de 1,6 mil veículos, na maior negociação já feita pela companhia, crescimento de 10% na comparação com 2023.

O monitoramento ativo da torre de controle Volks|Uptime, que centraliza e analisa dados em tempo real para antecipar necessidades e reduzir paradas inesperadas, aumentou 100% em doze meses. O serviço, diferencial no suporte de extrapesados, segundo a empresa, agora também está disponível em diversas concessionárias.

Fiat Strada lidera em mês de destaque de SUVs

São Paulo – A Fiat Strada começou 2025 como terminou 2024: na liderança do mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves. A picape registrou, no primeiro mês do ano, 8,8 mil emplacamentos, abrindo confortável distância para o vice-líder Volkswagen Polo, com 5,8 mi. O Chevrolet Onix completou o pódio, 5,6 mil unidades, repetindo o trio que dominou o mercado no ano passado.

O que diferenciou janeiro foi o desempenho dos SUVs: nada menos do que seis dos dez modelos mais vendidos foram utilitários esportivos. Quarto no geral, o Chevrolet Tracker liderou o segmento no primeiro mês do ano, somando 5,4 mil emplacamentos.

Os outros SUVs do Top 10 foram Volkswagen T-Cross, o mais vendido do ano passado, Hyundai Creta, Nissan Kicks, Jeep Compass e Honda HR-V.

O Hyundai HB20, que chegou a liderar o mercado em um mês de 2024, ficou fora do Top 10.

Veja os veículos leves mais vendidos de janeiro:

Gustavo Schmidt assume a presidência da Eaton no Brasil

São Paulo – Gustavo Schmidt foi escolhido presidente da Eaton no Brasil e conduzirá a divisão de mobility group e corporativo para a América do Sul. Ele sucede a Antônio Galvão, que em dezembro foi indicado para a presidência global da divisão de Mobility e, desde janeiro, está baseado nos Estados Unidos.

Schimidt, que tem mais de vinte anos de experiência em liderança no setor de energia, ingressou na Eaton em 2022 para ocupar os cargos de vice-presidente e gerente geral do setor elétrico para a América Latina e presidente corporativo no México.

Ele trabalhou por 24 anos na Siemens Energy, onde assumiu posições estratégicas como CEO da unidade de negócios de produtos de alta tensão no Brasil e vice-presidente da divisão de transmissão de energia para México, América Central e Caribe. Formado em engenharia mecânica pela Universidade São Francisco Schmidt tem MBA e certificação pelo programa de CEO da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.

Fenabrave considera resultado de janeiro positivo e dentro das expectativas

São Paulo – A venda de 171,2 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no mês passado foi considerada um resultado positivo por Arcélio Júnior, presidente da Fenabrave. Os emplacamentos cresceram 6% sobre os 161,6 mil do primeiro mês do ano passado e recuaram 33,5% na comparação com dezembro, que registrou 257,4 mil. Movimento considerado natural pelo presidente da entidade que representa o setor de distribuição de veículos:

“Janeiro é historicamente pior do que dezembro, pois é um período com características singulares que influenciam o desempenho. O orçamento das famílias é afetado por despesas como IPVA, matrículas e material escolar, além de ser uma época em que muitos consumidores saem de férias e acabam postergando a decisão de compra de veículos. Ainda assim tivemos um resultado positivo frente a janeiro de 2024”.

O segmento de automóveis e comerciais leves registrou avanço de 4,1% neste início de ano, comparado com janeiro de 2024, somando 159,9 mil unidades. Com relação a dezembro a queda foi de 34,4%: “A alta está bem próxima das projeções de crescimento da Fenabrave”, salientou Arcélio Júnior – a Federação projeta crescimento de 5% nas vendas em 2025.

As vendas de caminhões cresceram 14,8% na comparação anual e caíram 17,8% na mensal, para 9,2 mil unidades: “Este segmento depende das condições macroeconômicas, do ritmo da atividade industrial e do agronegócio. Por isto acompanharemos os próximos meses para verificar as tendências”.

O segmento de ônibus registrou queda de 15,5% comparado com dezembro e alta de 41,7% com janeiro, somando 2,2 mil unidades: “As empresas de transporte de passageiros têm mostrado boa recuperação nos últimos meses, que reflete diretamente no crescimento das vendas de ônibus. Mas vale destacar que a elevada variação positiva no segmento se deve ao programa Caminho da Escola, que ainda tem boa parte de 16 mil ônibus pendentes de pedidos por parte das prefeituras”.

Sílvio Campos é o novo diretor comercial da Addiante

São Paulo – Sílvio Campos é o novo diretor executivo comercial da Addiante, joint-venture formada por Gerdau e Randoncorp especializada na locação de caminhões, implementos e máquinas. Com mais de 25 anos de experiência no mercado Campos desempenhou a mesma função na Librelato nos últimos três anos e meio. Antes trabalhara como diretor de marketing no Grupo CNH Industrial.

O objetivo da Addiante com a chegada do executivo “é fortalecer a estratégia de expansão da companhia”. Engenheiro mecânico formado pela UFSC, Universidade Federal de Santa Catarina, Campos possui Master of Science em economia industrial pela Universidade de Nancy, França, e MBA em marketing pela UFPR, Universidade Federal do Paraná.

Ano começa com crescimento de 2% na venda de usados

São Paulo – As vendas de veículos seminovos e usados somaram 1,2 milhão de unidades em janeiro, de acordo com dados divulgados pela Fenauto, entidade que representa os lojistas instalados no País. Este volume foi 2,1% maior do que o de janeiro de 2024 e 16,9% menor do que o de dezembro, 

A retração na comparação com dezembro já era esperada pois em janeiro os consumidores têm outros compromissos financeiros como IPVA, IPTU, matrícula escolar e férias. Para os próximos meses, caso as condições macroeconômicas sejam mantidas, a Fenauto espera a evolução mensal de vendas.

Argentina registra o melhor janeiro de vendas de veículos em sete anos

São Paulo – O mercado de veículos da Argentina registrou o melhor janeiro dos últimos sete anos, com 69 mil unidades comercializadas, de acordo com dados divulgados pela Acara, entidade que representa os concessionários. Este volume mensal de vendas também não foi atingido em todos os meses de 2024 e de 2023, segundo a entidade, e o resultado foi 103,4% superior ao de janeiro do ano passado e 217,1% maior do que o registrado em dezembro.

Sebastián Beato, presidente da Acara, disse que o bom volume de vendas já é reflexo da redução dos impostos anunciada em janeiro: “Os números nos dizem que não só tivemos o melhor janeiro dos últimos sete anos mas o melhor mês em muito mais tempo, porque o coroamos com o importante anúncio de redução da carga tributária, algo que há muito tempo vínhamos pedindo”.

A maior aprovação das fichas de financiamento para compra de veículos também pesou a favor do bom desempenho do mercado automotivo em janeiro, de acordo com o executivo. O recuo da inflação e a organização macroeconômica do país foram citados como outros fatores positivos.

No primeiro mês do ano a participação dos veículos brasileiros dobrou de tamanho, chegando a 44%, contra 22% em janeiro de 2024. Este porcentual foi quase igual ao dos veículos fabricados na Argentina, que representaram 47% do total comercializado.

A Volkswagen liderou o mercado no primeiro mês do ano, com 11,5 mil vendas. Em segundo lugar ficou a Toyota com 10,4 mil, seguida pela Fiat com 9,3 mil.

O modelo mais vendido em janeiro foi o Peugeot 208: 5,3 mil unidades. Em segundo lugar ficou o Fiat Cronos, com 4,3 mil, e na terceira colocação ficou a Volkswagen Amarok, com 3,7 mil.