AutoData publica Guia Automotivo Brasileiro 2025

São Paulo — Está disponível a edição de 2025 do BAG, Brazil Automotive Guide. ou Guia Automotivo Brasileiro, que mostra em reportagens bilíngues, em português e inglês, que o segmento deverá ser tomado por muita cautela e pouco otimismo ao longo deste ano, com o crédito mantendo-se como o maior desafio. Como acontece há sete anos a publicação preparada pela reportagem de AutoData traz algumas pistas, considerando desta vez o desempenho do segmento em 2024 e as projeções dos executivos das indústrias automobilísticas para 2025.

De acordo com o apurado haverá a necessidade de cuidar das contas públicas e de segurar as rédeas do crescimento da economia.

A elevação da Selic de 11,25% para 12,25% ao ano, em dezembro, configurando a maior alta desde o começo de 2022 e acompanhada de sinalização do BC, Banco Central, de que outros dois aumentos desta mesma magnitude deverão ocorrer em janeiro e março, embaralhou o contexto econômico em 2025, e não à toa ganhou o nome de choque de juros.

O cenário deixou o setor automotivo preocupado uma vez que o crédito, peça fundamental para elevar a venda de veículos 0 KM, por mais um ano será a maior pedra no sapato das montadoras. Quando a taxa básica de juros estava em 2% ao ano, em 2020 e 2021, 70% dos negócios eram feitos a prazo enquanto que somente 30% era à vista.

Nos últimos dois anos houve inversão das formas de pagamento, sendo 70% das vendas à vista e 30% a prazo, dado o aumento da inadimplência e a menor disponibilidade de crédito. Recentemente a relação estava em 55% à vista e 45% a prazo, diante da melhora nos índices de emprego e da diminuição dos calotes, o que faz com que os bancos abram um pouco mais a torneira dos financiamentos.

Enquanto se espera que a situação do crédito ao menos seja mantida, diante da anunciada escalada dos juros, e que a cautela possa baixar a guarda ao passo que o otimismo avance, é possível munir-se das informações disponíveis no BAG 2025 na versão web ou PDF. Boa leitura!

Vendas das associadas à Abeifa voltam ao patamar das 100 mil unidades

São Paulo – As vendas de veículos importados das dez associadas à Abeifa, entidade que representa os importadores no País, voltaram a ultrapassar as 100 mil unidades, somando 103,1 mil unidades em 2024. Este volume mostrou expansão de 148,4% na comparação com 2023, de acordo com balanço apresentado pela entidade na terça-feira, 21. Do total comercializado em 2024 94,9 mil unidades foram de veículos eletrificados, posicionando a Abeifa como uma associação de marcas que apostam na eletrificação.

Esse volume representou 53,2% do total de veículos eletrificados vendidos no Brasil, que chegou a 178,4 mil unidades no ano passado.

Ainda que boa parte do crescimento na venda de importados tenha sido puxada pela BYD, que vendeu 76,8 mil unidades em 2024, com crescimento de 328% sobre 2023, outras cinco marcas também registraram crescimento: Jac 2 mil vendas, com avanço de 149,1%; Kia com 5,2 mil unidades e alta de 7%, Porsche com 6,2 mil e incremento de 19,9%; Suzuki com 1,3 mil e aumento de 32,4%; e Volvo 8,6 mil vendas e acréscimo de 5,5%.

Para Marcelo Godoy, presidente da Abeifa, “2024 foi um ano positivo para a importação de veículos, mesmo com a escalada do dólar e a volta do imposto de importação”.

Do total de veículos importados para o Brasil, considerando marcas associadas e não associadas à Abeifa, 49,9% foram produzidos no Mercosul, 29,3% na Ásia, 10,2% na Europa, 9,2% do México e 0,9% dos Estados Unidos e Canadá.

Abeifa projeta crescimento de 24% nas suas vendas de importados

São Paulo – A Abeifa, entidade que representa dez marcas importadoras de veículos no Brasil, projetou crescimento de 24% nas vendas em 2025 na comparação com 2024, chegando a 130 mil. Os números foram apresentados por Marcelo Godoy, presidente da Abeifa, durante evento realizado na terça-feira, 21, quando também revelou sua expectativa para o mercado total de veículos, para o qual espera expansão de 5%.

Mesmo com projeção de alta para 2025 a Abeifa destaca alguns pontos de atenção, caso do dólar, que está em R$ 6,07 e afeta todas as classes sociais do País: “O dólar está no pão francês de cada dia dos brasileiros e precisamos fazer o nosso dever de casa como País para que ele recue. Neste patamar o dólar já é um limitador de crescimento do nosso segmento”.

Um patamar positivo do dólar seria em torno de R$ 5 a R$ 5,50, o que Godoy considera possível caso o Brasil tome as medidas internas necessárias para controlar a desvalorização do real perante a moeda americana.

A taxa Selic, que atualmente está em 12,25%, mas poderá chegar a 15% até dezembro, também é um ponto de atenção que a Abeifa irá acompanhar de perto, uma vez que a sua escalada pode afetar diretamente os juros praticados nos contratos de financiamento de veículos. Outros temas importantes para as associadas também farão parte da agenda da Abeifa em 2025, caso do início da operação do Mover, Programa de Mobilidade Verde e Inovação. Discussões com o governo sobre a reforma tributária e o imposto seletivo aplicado sobre os veículos eletrificados também estarão na pauta.

Com relação ao retorno integral do imposto de importação para veículos eletrificados em 2025 Godoy acredita que o assunto está fora de cena, uma vez que o governo já sinalizou mais de uma vez que o setor precisa de previsibilidade, seguindo a escalada gradual que foi projetada anteriormente, ainda mais com a subida do dólar que impacta diretamente o preço final dos modelos importados e vendidos no País.

Condições apresentadas pela organização afastam Kia do novo Salão do Automóvel

São Paulo – A Kia tem interesse em participar do Salão do Automóvel, que voltará a ser realizado em 2025, no Anhembi, em São Paulo, sete anos após a última edição ali, em 2018. Mas as condições apresentadas pela RX, empresa organizadora, durante reunião com José Luiz Gandini, empresário responsável pela operação da Kia no Brasil, fizeram com que a marca recuasse e desistisse, inicialmente, de estar presente ao evento:

“A Kia participou de todos os salões desde que chegou ao Brasil, e eu queria que participássemos este ano, mas a RX está cobrando cerca de 60% a mais das empresas que não são associadas à Anfavea e isto impossibilita a presença da Kia e de outros marcas”.

Segundo Gandini o espaço disponível ofertado também é menor, mesmo sendo mais caro: as associadas à Anfavea terão espaço total de 500 m² e as não associadas pagarão mais por 400 m², sendo que todas podem levar, no máximo, cinco carros para expor. O tamanho do estande para receber clientes e convidados não pode ser maior do que 120 m² e isso vale para todas as marcas.

As condições apresentadas não fazem sentido, segundo Gandini, que ainda deseja reverter este cenário para conseguir participar: “Não quero nada diferente das associadas à Anfavea, quero condições iguais. Se isto acontecer com certeza a Kia participará do evento”.

O empresário disse que este ano, com alta do dólar e aumento do imposto de importação, 25% para veículos híbridos e 18% para elétricos, porcentuais que crescerão nos próximos meses, o ano será desafiador e requer um controle de caixa ajustado, com contenção de custos, mais um ponto que dificulta gastar mais do que outras marcas para participar do mesmo evento.

Gandini propõe que a Abeifa, entidade que representa as empresas importadoras de veículos no Brasil, se disponha a negociar com RX e Anfavea para solucionar o problema, uma vez que quanto maior o número de marcas no evento maior será o retorno do Salão do Automóvel:

“Eu entendo que a RX e as entidades precisam sentar para solucionar esta questão, uma vez que a Kia, associada da Abeifa, quer participar do evento mas não está conseguindo negociar de forma justa”.

A BYD, também associada da Abeifa, participará do evento mas, como está construindo fábrica no Brasil, investirá o mesmo valor que as montadoras associadas à Anfavea.

O presidente da Abeifa, Marcelo Godoy, que também é presidente da Volvo Cars, disse que como entidade ele fará o possível para reverter a situação, mas como marca a decisão da Volvo é de não participar do evento, pois acredita que existem outras alternativas para se aproximar do seu público alvo e mostrar as tecnologias de eletrificação presentes em seus veículos.

As outras associadas da Abeifa também não demonstraram interesse em participar do evento até o momento, afirmou Godoy

Kia pretende localizar montagem do Sportage no Brasil ou no Uruguai

São Paulo – A Kia estuda produzir na América do Sul a atual geração do Sportage, seu carro-chefe no Brasil, que já sofre para ter preço competitivo por causa dos 25% de imposto de importação. Ainda em 2025 a alíquota crescerá para 30% e, no ano que vem, terá um novo aumento chegando a 35%. 

As informações foram divulgadas por José Luiz Gandini, empresário responsável pela operação da Kia no Brasil: “Eu preciso escapar do imposto de importação de 35% porque não posso deixar de vender o Sportage no Brasil, que é o nosso carro-chefe. Estamos estudando algumas soluções para tornar isto viável até o ano que vem”.

Dentre as opções que Gandini possui uma delas é a instalação de linha de produção em parceria com alguma montadora no Brasil, utilizando parte da sua estrutura para montar o SUV da Kia. Outra saída seria montar o Sportage na fábrica da Nordex, no Uruguai, que possui espaço para receber uma nova linha e já monta o VUC Kia Bongo, movimento que permitiria importar o SUV para o Brasil sem pagar o imposto de importação.

Segundo o empresário todas essas alternativas estão em debate, mas nenhuma é favorita até agora: “Alguma coisa eu tenho que fazer e dará certo. Preciso montar o Sportage aqui ou no Uruguai”.

O Kia Sportage é importado da Coréia do Sul em duas versões para o Brasil, ambas com motorização híbrida-leve de 48 volts, que trabalha em conjunto com motor turbo 1.6 de 180 cv de potência, movido a gasolina. Os preços são de R$ 220 mil para a versão EX e R$ 255 mil para a EX Prestige.

Portal de inovação aberta da Tupy contabiliza mais de 200 inscritos

São Paulo – O portal de inovação aberta da Fundição Tupy, criado em 2021 com a proposta de conectar empreendedores, universidades, startups e fornecedores a desafios de inovação, alcançou a marca de 212 inscritos. A ideia é que os integrantes apresentem soluções aos desafios apresentados pela empresa – e atualmente há cinco em aberto.

São eles: Economia circular também é melhoria contínua, Aprimorar fluxos de abastecimento da cadeia logística, Inovação nos fluxos de processo de compras, Repensando o uso de recursos naturais e Jornada do zero defeito.

No balaio dos casos de sucesso já solucionados destaca-se o Inovando na proteção superficial dos núcleos de areia, que contemplou o desenvolvimento de revestimento inovador de secagem rápida para núcleos de areia, solução que potencializa a eficiência nos processos de pintura dos componentes.

Tudo começou quando o CIT, Centro de Inovação e Tecnologia do Senai, de Belo Horizonte, MG, apresentou proposta robusta de projeto. A Tupy então fez a conexão com a startup paulista NChemi, que contribuiu com conhecimentos específicos e com a Embrapii, Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, que tornou viável o apoio.

Para mais informações sobre os desafios acesse https://www.tupy.com.br/inovacao-aberta/.

Crédito pode salvar mercado de automóveis em 2025

Apesar do bom resultado do mercado de veículos em 2024 este ano começou em clima de ressaca, como se abusos fossem cobrar seu preço com elevação da inflação e aplicação de remédio amargo anticonsumo, na forma de alta dos juros e consequente arrefecimento forçado do crescimento da economia.

Ainda assim o cenário não parece tão ruim quanto sugere a culpa que o Banco Central promete impingir aos brasileiros pelo pecado de ter emprego e de consumir o que não estavam consumindo. A punição vem com taxa Selic já contratada pelo mercado financeiro para chegar a 14,25% até março ou abril.

Claro que o aumento da Selic encarece o custo do crédito e reduz o apetite de quem pensava em financiar um carro. Mas há outros fatores que podem compensar esta alta, que são mais positivos do que em anos recentes: a taxa de desemprego nunca esteve tão baixa, deve fechar 2025 na faixa dos 6% – o que significa pleno emprego e mais renda disponível –, ao mesmo tempo em que a inadimplência dos financiamentos para compra de automóveis também está em patamar historicamente baixo, teve redução vistosa de 1 ponto porcentual nos doze meses terminados em novembro, descendo de já bem comportados 5,4% para 4,4% ao longo do ano passado.

Emprego traz confiança ao consumidor para tomar crédito e comprar bens, enquanto a baixa inadimplência fornece mais confiança aos bancos para aprovar os financiamentos.

Além desta condição favorável de mercado outro fator adicional que reduz a aversão ao risco das financeiras e pode reduzir os juros é o Marco das Garantias, aprovado há cerca de um ano, que facilita e agiliza a retomada de bens em caso de não pagamento das parcelas sem necessidade de autorização judicial.

A regulamentação melhora a qualidade da garantia do financiamento – no caso, o carro – e ajudou a empurrar para cima significativamente as concessões de crédito para compra de veículos em 2024, mas ainda não exerceu todo seu efeito potencial, que deve ser carregado ao longo de 2025, segundo calculam a Fenabrave, que representa os concessionários, e a Anfavea, que reúne os fabricantes instalados no País.

Mais potencial de crédito disponível

Esta combinação de fatores elevou o apetite de consumidores e de bancos, levando a um recorde de concessões de financiamentos de automóveis em 2024, que em volume de unidades vendidas cresceu mais de 30% sobre 2023, uma expansão do crédito que há muito tempo não se via, segundo dados da B3, que guarda o registro de gravames no País.

Em valores, de acordo com acompanhamento do Banco Central, as novas concessões de financiamentos para compra de veículos somaram R$ 192,2 bilhões de janeiro a novembro, valor que cresceu 24,4% na comparação com os mesmos onze meses de 2023.

Apesar de todo este avanço as vendas a prazo de automóveis e comerciais leves ainda estão em patamares historicamente baixos. Em dezembro, ainda conforme dados da B3, apenas 102 mil veículos leves foram financiados, ou 41% do total de 243,7 mil emplacamentos do mês.

Antes da pandemia, em condições normais de temperatura e pressão, a participação dos financiamentos variava de 60% a 70% das vendas de veículos.

Os fatores que levaram ao quadro de mais vendas à vista do que a prazo, com preços dos carros e juros nas alturas, estão, aos poucos, sendo contidos: com a demanda retraída os fabricantes começaram a fazer mais promoções, concedendo descontos e juros mais baixos ofertados por suas próprias financeiras, fazendo as prestações caberem em mais bolsos – que ao fim e ao cabo é o que importa à maioria dos consumidores.

Juro ao consumidor pode subir menos

O principal entrave, portanto, é o custo dos financiamentos, que continua alto e deve subir nos próximos meses – segundo o BC a taxa média era de 26,4% ao ano em novembro, em crescimento de quase 1 ponto porcentual no ano e com spread alto de 15,1 pontos antes da paulada na Selic, de 11,25% para 12,25%, em dezembro.

O juro para compra de automóveis zero-quilômetro, contudo, oferecido principalmente pelas instituições financeiras dos fabricantes, é bem mais baixo, em torno de 5 a até 10 pontos porcentuais abaixo da média apurada pelo BC, a depender da região e das promoções.

Ou seja: mesmo no cenário prospectivo de alta continuada do juro expressado na taxa Selic do BC ainda há espaço para a redução do spread, a diferença da Selic para o juro cobrado dos financiamentos ao consumidor, que fica pressionado a subir menos ou até baixar quando a inadimplência é reduzida e a demanda por veículos se retrai.

Desaceleração sim, queda não

Com esses fatores em mente a economista Tereza Fernandez, que assessora a Fenabrave, avalia que a expansão do crédito deve desacelerar em 2025 por causa da alta dos juros, mas “não deve ser queda, é desaceleração, ainda ficará no campo positivo”.

Ela projeta crescimento geral de 5%, mas que pode variar de 12% a 14% no caso dos financiamentos de veículos para pessoas físicas, porque a inadimplência está baixa, o Marco das Garantias está sendo cada vez mais usado pelos bancos e o consumidor quer comprar.

Mesmo depois de todo o mau agouro do mercado financeiro no fim de 2024, que ignorou todas os bons resultados do ano para focar nos ruins em atendimento a interesses próprios, as vendas seguiram aquecidas em janeiro, um mês tradicionalmente de desempenho mais fraco.

Segundo dados da consultoria Bright na primeira quinzena foram emplacados 68,8 mil automóveis e comerciais leves em dez dias úteis, um pequeno crescimento, de pouco menos de 2%, sobre o mesmo período de 2024, mas 64% das vendas foram sustentadas pelo varejo das concessionárias, um indicativo de que pessoas físicas compraram mais do que empresas. Ou seja: há demanda.

Como o que vende carros no Brasil sempre foi a combinação de emprego e crédito disponível ainda é possível que os financiamentos ajudem a salvar o ano e a manter as vendas de veículos em crescimento, ainda que em ritmo menor do verificado no ano passado. Até porque existe demanda reprimida e capacidade de produção de sobra para atendê-la. Basta os fabricantes segurarem a mão nos reajustes e os bancos continuarem a financiar que o carro anda.

ArcelorMittal desenvolve peça para suspensão feita de aço reciclado

São Paulo – A ArcelorMittal desenvolveu, em sua fábrica de Barra Mansa, RJ, produto com aço 100% reciclado em processo que utiliza apenas energia renovável. Trata-se da barra chata mola, um perfil de aço laminado aplicado na fabricação de feixes de mola para a suspensão de veículos pesados, como caminhões.

Parte do programa global XCarb, que visa a reunir esforços do grupo com a missão de reduzir e neutralizar os lançamentos de gases de efeito estufa na cadeia do aço, a barra chata mola foi elaborada em parceria com a AESA, fabricante de feixes de mola para o setor automotivo que também busca reduzir as suas emissões.

O processo de transformação do aço em feixes de mola não utiliza energia fóssil: a fonte é o biometano, produzido a partir da purificação do biogás, que neste caso é feito a partir da vinhaça. A barra chata mola, o primeiro item da linha XCarb para o setor automotivo, reduz em pelo menos 60% as emissões de CO2, segundo a ArcelorMittal.

De acordo com a AESA o objetivo é trabalhar o produto no modo retornável, implementando rede de recolhimento da mola para fornecer à ArcelorMittal sucata selecionada, com liga de qualidade e sem mistura, fechando todo o ciclo de maneira sustentável.

A empresa já fornece cerca de 90 toneladas por mês de outros tipos de sucata para a ArcelorMittal, volume que pode vir a crescer.

Toyota fabricou mais de 17 mil híbridos flex no ano passado

São Paulo – A Toyota fabricou, ao longo do ano passado, no Brasil, 17 mil 15 veículos híbridos flex, o que representou 67,4% da produção nacional. De acordo com a empresa foram vendidos 17 mil 847 carros com esta tecnologia, equivalente a 88% deste segmento no mercado.  

Desde 2019, quando começou a produzir localmente veículos híbridos flex, com o Corolla sedã, e depois em 2021, período em que estendeu esta versão ao Corolla Cross, a Toyota contabilizou mais de 90 mil unidades vendidas. Conforme seus cálculos estes automóveis ajudaram a evitar a emissão de 34 mil toneladas de CO2 na atmosfera.

A companhia exportou no ano passado 27,2 mil veículos híbridos flex, de um total de 68,5 mil unidades, o que corresponde a cerca de 40% do que foi embarcado para países da América Latina e Caribe.

Nos R$ 11,5 bilhões em investimentos anunciados até 2030 estão incluídas a nacionalização do motor híbrido flex a partir deste ano, o desenvolvimento de novos modelos com a tecnologia, a exemplo do Yaris Cross, SUV compacto cujo lançamento é aguardado também para 2025, e outro modelo especificamente desenvolvido para o mercado brasileiro, ao que tudo indica, uma picape média.

Em ano recorde vendas da BMW crescem 7%

São Paulo – A BMW vendeu 16,2 mil unidades de veículos no Brasil em 2024, volume 7,2% maior do que o registrado em 2023, atingindo o seu recorde de vendas. O patamar conquistado no ano passado a posicionou como líder do segmento premium no Brasil pelo sexto ano seguido, com 40,4% de participação de mercado, a maior dentre todas em mercados nos quais está presente. 

Maru Escobedo, CEO da companhia no Brasil, classificou 2024 como desafiador mas repleto de sucesso: “Tivemos um crescimento importante no País, puxado pelos nossos modelos nacionais, como o SUV X1 e o sedã Série 3, que foram os dois veículos mais comercializados”.

O X1 foi, pela primeira vez, o modelo BMW mais vendido no Brasil, com 4,8 mil unidades, seguido pelo Série 3, que perdeu a primeira posição e encerrou o ano em segundo lugar com 4,6 mil unidades. 

Os quinze lançamentos da BMW realizados no ano passado tiveram peso importante nas vendas, preparando o terreno para 2025, quando a marca completa 30 anos de operação no Brasil, iniciando um ciclo de investimento de R$ 1,1 bilhão na fábrica de Araquari, SC, que vai até 2028. Parte deste aporte será usado para preparar as linhas de montagem para receber novos modelos.

Outro recorde foi conquistado pela linha M e M Performance, divisão esportiva da BMW, que somou 1,5 mil vendas, expansão de 50% na comparação com 2023. Esta expansão foi puxada pelo novo M2 assim como pelas versões especiais M3 CS e M4 CS e pelo segmento de alto luxo, no qual o i7 e o iX7 M60 registraram bom desempenho.

Na América Latina as vendas da BMW somaram 42,7 mil unidades, expansão de 3,4% na comparação com 2023.

Mini em queda

A marca Mini, que faz parte do Grupo BMW, encarou 2024 como um ano de transição, com mudanças em seu portfólio, e registrou queda de 2,2%, com 1,5 mil unidades vedidas. Na América Latina a queda foi de 12,5% com 6,3 mil vendas. Para 2025, com o lançamento do Aceman, a expectativa é de que as vendas voltem a crescer.