IQA e Abla acertam parceria para vistoria de veículos de locação

São Paulo – Com o objetivo de promover maior qualidade e eficiência na gestão das frotas de veículos para locação, hoje representada por mais de 26 mil empresas no País, a Abla, Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis, e o IQA, Instituto da Qualidade Automotiva, assinaram parceria para desenvolver soluções que incluem serviços de vistoria inicial, precificação e desmobilização de frotas.

Segundo o IQA estas soluções propõem elevar os padrões que envolvem a locação, por isto a realização de vistorias nos processos de mobilização e desmobilização a fim de garantir que os veículos atendam aos critérios de qualidade necessários tanto para aquisição quanto para revenda.

Conduzidas por auditores qualificados do IQA, organismo de certificação independente e focado no setor automotivo, as vistorias deverão abranger cerca de cinquenta itens para avaliar desde a documentação do veículo até suas condições estruturais, sistemas de segurança e equipamentos.

Conforme as entidades no fim do processo é emitido relatório completo com a descrição pormenorizada de cada item executado e pontuação técnica que classifica o veículo com base em critérios de desvalorização, alinhados à tabela Fipe, buscando assim precificação justa e asequada.

Naturgy anuncia investimento de R$ 300 milhões em corredores sustentáveis

São Paulo – A distribuidora de gás natural Naturgy, situada no Rio de Janeiro, RJ, anunciou investimento de R$ 300 milhões em infraestrutura para atender ao projeto Corredores Sustentáveis, iniciativa coordenada pela Secretaria de Energia e Economia do Mar, que reforça o abastecimento com GNV para veículos pesados na Região Sudeste.

Um corredor já foi estabelecido na via Dutra e a Washington Luís também já dispõe de postos de combustíveis adaptados. As duas estradas soma onze revendas com gás natural apropriadas para receber caminhões e ônibus.

O objetivo é que outras rodovias que ligam o Rio de Janeiro aos estados de São Paulo, como a BR 101, Rio-Santos, a Minas Gerais, BR 040, e ao Espírito Santo, BR 101, Rio-Vitória, também tenham novos postos adaptados. Está no planejamento, ainda, o abastecimento em estradas estaduais com grande circulação de caminhões, como RJ 104, RJ 106 e RJ 124, nas quais existem cerca de cem postos de combustíveis.

“No nosso mapeamento inicial identificamos que mais de trinta postos já teriam as condições mínimas para abastecimento de veículos pesados”, afirmou Giselia Pontes, diretora comercial da Naturgy. “Sabemos que existem mais de 1 mil caminhões movidos a GNV circulando diariamente nas rodovias que interligam os estados do Sudeste. Para que este número continue aumentando é preciso investir em infraestrutura de abastecimento.”

Porsche bate novo recorde de vendas no Brasil

São Paulo – A Porsche bateu, em 2024, seu nono recorde consecutivo de vendas desde que iniciou suas operações no Brasil, em 2015: comercializou 6 mil 172 carros, 20% a mais do que em 2023. O modelo preferido dos brasileiros foi o Cayenne, 1 mil 618 unidades.

No segundo lugar ficou o esportivo 911, com 1 mil 474 unidadses, e para fechar o pódio, com 1 mil 362, o SUV Macan. Na sequência vêm o esportivo 718, 1 mil 214, e e as linhas Panamera e Taycan, 283 e 221 unidades, respectivamente.

Em todo o mundo a companhia vendeu 310,7 mil veículos, 3% abaixo de 2023. Apesar do resultado celebrou o crescimento em quatro das cinco regiões de vendas: apenas na China houve retração, com queda de 28%, totalizando 56,8 mil unidades.

Venda de implementos rodoviários volta a crescer após dois anos

São Paulo – Foram vendidos ao longo do ano passado 159,2 mil implementos rodoviários, acréscimo de 5,4% na comparação com 2023. É a primeira alta após dois anos encerrando com redução, de acordo com dados da Anfir.

Depois de crescer 33,4% em 2021, para 162,6 mil unidades – o melhor resultado em sete anos –, caiu 4,9% em 2022, para 154,7 mil e recuou novamente, 2,4%, em 2023, somando 151 mil.

Em 2024 o destaque ficou com a linha leve, com 70,6 mil vendas de produtos de carroceria sobre chassi, avanço de 16,3% puxado pela retomada do comércio varejista nos centros urbanos.

Os dados da Anfir mostram que um dos modelos de maior volume nesta categoria, o baú alumínio/frigorífico, registrou aumento de 21,1% nas vendas, somando 30 mil unidades. Outro, o graneleiro/carga seca, cresceu 19,6%, para 16 mil unidades.

O desempenho geral só não foi melhor porque o segmento de reboques e semirreboques recuou 1,91% em 2024, totalizando 88,6 mil unidades. De acordo com o presidente da entidade, José Carlos Sprícigo, isto se deveu ao fato de que dois itens de maior demanda no segmento dos pesados tiveram queda nas vendas.

As vendas de basculante recuaram 30%, totalizando 17,1 mil unidades de janeiro a dezembro. E as de graneleiro/carga seca caíram 12,2%, somando 18,6 mil unidades. Ainda assim Sprícigo ressaltou que os números aproximaram-se dos 90 mil esperados: “Não foi, portanto, uma queda expressiva”.

Quanto às exportações, até novembro, somaram 3 mil 67 implementos rodoviários, queda de 43,3%.

Syonet abre mais de 100 vagas no Brasil e no México

São Paulo – A Syonet abriu 107 vagas de emprego no Brasil e no México. A intenção é atender à crescente demanda do setor automotivo pela sua plataforma integrada, com soluções para vendas, pós-vendas e marketing.

As novas vagas são para desenvolvedores, analistas de produto e de negócios, suporte técnico, analistas de implantação de sistemas, executivos comerciais. A Syonet busca novos talentos no mercado para início imediato.

Vendas de veículos no mercado peruano caem 8%

São Paulo – As vendas de automóveis e comerciais leves no Peru totalizaram 151,1 mil unidades em 2024, resultado 8,2% menor do que o registrado em 2023, de acordo com a AAP, Associação Automotiva do Peru. Segundo a entidade o segmento passou por dois momentos distintos ao longo do ano passado: um primeiro semestre difícil, com forte queda nas vendas, enquanto no segundo houve recuperação puxada pela melhora do cenário macroeconômico. 

Já o segmento de caminhões registrou crescimento de 1,4% em 2024 na comparação com 2023, somando 15,3 mil vendas. O resultado também foi puxado pela melhora no ambiente econômico ao longo do segundo semestre, graças à recuperação de alguns setores como mineração, agronegócio, indústria de transformação e construção civil.

O segmento de ônibus registrou o maior crescimento, com alta de 31,7% na comparação com 2023, com 2,9 mil vendas. Esse avanço foi impulsionado pela maior demanda do transporte urbano, assim como pela recuperação das atividades ligadas ao turismo.

Projeções 2025

A expectativa da AAP é de um ano de crescimento no segmento de automóveis e comerciais leves, superando o volume de 2024, mas a entidade não divulgou sua projeção. Este crescimento deverá ser puxado por novos modelos, mais crédito no mercado para financiamentos, melhora na renda das famílias peruanas e maior consumo. 

Para os caminhões a projeção é de alta em torno de 3%, acompanhando o crescimento do PIB. No caso dos ônibus a expectativa também é de um ano positivo, mas a expansão será menor do que a registrada em 2024, que ficou acima dos 30%. 

No segmento pesado existem alguns pontos de atenção que serão monitorados pela AAP ao longo do ano, como os efeitos das eleições presidenciais para 2026 que podem afetar a demanda e gerar inseguranças no mercado.

Tesla supera a Audi nas vendas globais de veículos

São Paulo – A Tesla alcançou a marca de 1 milhão 790 mil veículos vendidos no ano passado e superou, pela primeira vez, a Audi nas vendas globais, segundo a agência de notícias Bloomberg. As vendas Audi recuaram 12% no ano passado, para 1 milhão 670 mil unidades, diante do aumento da competição na Europa, com a chegada de veículos com origem na China e com a fraca demanda por modelos elétricos.

Não foi um ano totalmente positivo para a Tesla, que teve suas vendas reduzidas em 1,1%, seu primeiro declínio anual em mais de uma década. Ainda assim conseguiu manter a posição de líder em vendas no segmento de veículos 100% elétricos, ficando acima da BYD, e conseguiu superar a Audi, que tem mais problemas pela demanda morna por carros de luxo na China e redução na Europa com os cortes de subsídios.

A Audi tem planos de fechar uma fábrica em Bruxelas, Bélgica, e pretende atualizar seus elétricos A7 e Q3 para impulsionar as vendas, além de expandir o portfólio de híbridos plug-in.

Roberto Barretti morre aos 75 anos

São Paulo – O engenheiro Roberto de Santino Barretti faleceu na sexta-feira, 10, aos 75 anos em Resende, RJ. Formado pela FEI, no ABC Paulista, ele foi o idealizador e o implementador do Consórcio Modular da Volkswagen Caminhões e Ônibus na fábrica sul-fluminense, em 1996.

Conforme publicou a SAE Brasil em seu perfil no LinkedIn Barretti inspirou-se em uma visão de José Ignácio López de Arriortúa, da diretoria global da Volkswagen, para criar o modelo de produção revolucionário que engaja toda a cadeia produtiva. No Consórcio Modular os fornecedores trabalham dentro da fábrica, entregando seus componentes ao chassi na linha de produção.

Barretti residia em Penedo, RJ, próximo a Resende, e faleceu por complicações de diabetes, segundo a publicação local Diário do Vale. Deixa esposa e três filhos.

Revolucionário

Barreti foi além da visão: fez revolução. Revolução no fornecimento de autopeças, revolução na linha de manufatura. Iñaki López, que formou visão manufatureira por meio das experiências práticas de Volker Barth, jamais conseguiu ser um teórico desta revolução. Quem a fez foi Robertão Barreti, dono de simplesmente incrível capacidade de trabalho e de conhecimentos múltiplos de kan-ban e de kai-zen.

Se imaginarmos que a fábrica de Resende, hoje, é a herdeira dos maiores esforços pela sobrevivência da velhíssima Volkswagen Caminhões, ex-antiquíssima Chrysler Caminhões, faz sentido lembrar que Barreti era um dos seus meninos de ouro, daqueles que fizeram a empresa sobreviver até que tanta perseverança foi premiada na forma da fábrica de Resende. Viva Roberto Barreti! (VA,f)

Produção da Fiat Titano será transferida do Uruguai para a Argentina

São Paulo – A fábrica da Stellantis em Córdoba, Argentina, passará a produzir a picape Fiat Titano, hoje montada na unidade da Nordex no Uruguai – da qual a companhia detém 49% de participação societária. Com alterações visuais e mecânicas com relação à geração atual a picape deverá ser lançada no mercado argentino no meio do ano e será o primeiro de uma série de produtos que integram investimento de US$ 385 milhões.

A intenção da Stellantis, justificada em nota, é expandir a produção da picape para alcançar mais mercados de exportação. A Titano foi lançada no Brasil no ano passado, derivada de um projeto antigo do Grupo PSA com a Changan, que chegou a ser anunciada no mercado nacional como Peugeot Landtrek. Após a fusão da FCA com a PSA o projeto mudou e ganhou o logotipo Fiat no Brasil.

A Argentina é tradicional polo de produção de picapes e a Titano será a primeira Fiat fabricada no país. Em Córdoba é produzido o Fiat Cronos.

“Estamos felizes por poder começar a revelar esta família de produtos que anunciamos em setembro passado com o investimento na Ferreyra [Córdoba]”, afirmou o presidente da Stellantis Argentina, Martín Zuppi. “Posteriormente revelaremos as demais novidades de produção nacional que o Centro Industrial de Córdoba oferecerá.”

FPT Industrial testa a troca de motor a diesel por a gás em caminhões em operação

São Paulo – Se por um lado o motor a diesel seguirá protagonista até ao menos o fim da década, concentrando a produção local e dando condições às subsidiárias brasileiras das fabricantes plataformas de exportação, por outro os departamentos de pesquisa e desenvolvimento vêm trabalhando a pleno vapor para criar soluções mais econômicas e menos poluentes, principalmente para o transporte de cargas. Ao pensar em uma opção de transição energética que caiba no bolso dos frotistas a FPT Industrial se debruçou na proposta de substituir o motor a diesel de um veículo comercial por outro a gás sem alterar o desempenho, apenas as suas emissões.

Amauri Parizoto, diretor comercial da FPT Industrial para a América Latina, contou à Agência AutoData que a empresa está testando esta adaptação, que altera também o escapamento, em veículos de uma transportadora paulista, cujo nome manteve em sigilo. Os resultados serão avaliados no primeiro trimestre, quando os experimentos completarão cerca de um ano.

“A FPT faz a troca de um motor a diesel, Euro 5, por um a gás, equivalente a Euro 6. E usamos tecnologia estequiométrica que faz com que o motor a gás tenha o mesmo torque e potência de um veículo a diesel. Ou seja: o motorista não sentirá a diferença.”

A autonomia, disse, será determinada pela quantidade de cilindros instalados: “Por exemplo: um caminhão médio que utiliza nosso motor 6.7 cilindros terá autonomia aproximada de 350 quilômetros”.

E se a empresa que adotar esta adaptação tiver acesso ao biometano o custo cai significativamente, de R$ 6, em média, considerando o preço do diesel, para menos de R$ 1: “Temos dez empresas com frotas significativas interessadas neste processo de troca. Isto porque há muitos veículos que são de propriedade do dono da usina que fabrica o biometano”.

Parizoto mencionou projeto em andamento capitaneado pela Necta, distribuidora de gás natural, que deverá facilitar o acesso de frotistas ao biometano em rota verde que ligará o Interior de São Paulo, passando por Ribeirão Preto, até o Estado de Mato Grosso, fazendo a ligação de todos os fabricantes da região com os revendedores: “Este ano as primeiras ligações subterrâneas das usinas com postos começarão a ser feitas”.

Além de assegurar o fornecimento de biometano a iniciativa busca por em prática tecnologia que tornará o ritmo de abastecimento mais rápido que o de gás natural, que dura em torno de meia hora. Nesta proposta, conforme o executivo, o tempo cairia três vezes.

Solução custa um terço do preço de caminhão novo

Batizada de Repower FPT a solução foi apresentada na Fenatran 2024, realizada em novembro, no São Paulo Expo. Segundo o diretor comercial a adaptação custa de R$ 230 mil a R$ 250 mil – em torno de um terço do custo de um caminhão 0 KM, se tomarmos como base um modelo extrapesado.

“Se este caminhão está dentro de uma usina que fabrica biometano o investimento é recuperado em até dois anos, no máximo. Diante disto não há o que pensar: é fazer.”

Parizoto afirmou que atualmente, no Brasil e na Argentina, há seis caminhões rodando em testes com o motor a gás.