São Paulo – As empresas produtoras de implementos rodoviários emplacaram, ao longo do ano passado, 154 mil 744 unidades, volume 4,9% inferior ao resultado de 2021, quando 162 mil 674 produtos foram vendidos, o melhor desempenho em cinco anos. Os dados foram divulgados pela Anfir, Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários.
Apesar do recuo seu presidente, José Carlos Sprícigo, exaltou o fato de que, pelo segundo ano consecutivo, o setor obteve patamar de negócios acima das 150 mil unidades, “o que indica consolidação da atividade”.
Para ele “a diferença de menos de 5% de um ano para o outro é pequena demais para se considerar como queda”. As vendas de caminhões também fecharam o ano com recuo de 1,6% frente a 2021, e totalizaram 126,6 mil unidades, segundo dados da Anfavea.
A falta de componentes reduziu a oferta e jogou para a frente alguns pedidos, tanto que o setor não registrou a esperada antecipação de compras devido à mudança de motorização de Euro 5 para Euro 6.
O dirigente ponderou que alguns fatores que refletiram no comércio de implementos rodoviários no ano passado continuarão impactando em 2023, referindo-se, por exemplo, à entrada do quarto eixo no mercado, que acabou por ser opção ao bitrem, de acordo com a necessidade dos operadores:
“Por isto o menor número de produtos vendidos não significou necessariamente queda nos negócios”.
Outro ponto foi a Fenatran, realizada em novembro, onde, de acordo com ele, as cinquenta empresas fabricantes de implementos rodoviários firmaram negócios que alcançaram R$ 3,5 bilhões mas que serão concluídos ao longo deste ano.
Por categoria – Em 2022 foram comercializados 83 mil 143 reboques e semirreboques, quase 8% menos do que no ano passado. Contribuiu o fato de as vendas de baú carga geral terem caído quase que pela metade, com recuo de 46%, totalizando 5 mil 658 unidades. O segmento graneleiro carga seca também apresentou diminuição de quase 14%, com 14 mil 720 produtos.
O segmento de carroceria sobre chassis comercializou 71 mil 601 implementos, recuo de 1%. A demanda pelos modelos basculante cresceu 44%, para 10 mil 940 unidades, e pelos tanques 30,4%, somando 5 mil 539 produtos.