Transportes Cavalinho renovará frota da Rhodia com veículos a biometano

São Paulo – Parceria da Rhodia com a Transportes Cavalinho renovará frota de veículos que utilizam combustíveis fósseis por biometano. Projeto contemplará a frota responsável por atender a sede da empresa em Paulínia, SP, que produz 1,2 milhão toneladas de produtos químicos anualmente.

As operações terão início em 2026, quando serão inseridos vinte veículos para rodarem com biometano. E, até o fim de 2030, serão totalizados sessenta deles, com autonomia para percorrer até 650 quilômetros.

A iniciativa visa a superar os desafios da infraestrutura brasileira para viagens de caminhões elétricos de longa distância, apresentando solução sustentável por meio do uso de biocombustíveis.

Bright reduz projeções para produção e vendas de veículos leves

São Paulo – Ainda que o resultado de vendas do primeiro trimestre tenha sido o maior dos últimos cinco anos, com crescimento de 7% na venda de veículos leves, comparado com os primeiros três meses de 2024, a Bright Consulting concluiu uma revisão, para baixo, de suas projeções para o mercado e para a produção.

O corte foi de 50 mil unidades, segundo contou seu COO Murilo Briganti. Agora a expectativa para vendas de leves em 2025 é de 2 milhões 596 mil unidades, o que representaria um crescimento de 4,7% sobre o resultado do ano passado.

“Consideramos alguns índices na hora de fazer as contas das projeções: tíquete médio, renda média das famílias das classes A, B e C, PIB, participação da venda direta e o Índice de Confiança do Consumidor da Fecomércio”, disse Briganti a jornalistas na quarta-feira, 2. “Este registrou uma queda de 5 pontos recentemente, o que acabou influenciando nas nossas projeções”.

A redução na expectativa do mercado respingou também na projeção da produção de veículos leves, agora de 2 milhões 530 mil unidades, 6,3% superior à registrada no ano passado.

Antes as projeções da Bright estavam bem alinhadas com as divulgadas pela Anfavea no começo do ano, de alta de 6,6% nas vendas, para 2 milhões 653 mil unidades, e de 8,4% na produção, 2 milhões 580 mil veículos.

Crescimento dos chineses

Com sua plataforma Autodash presente em cerca de 80% das fabricantes de veículos locais e oferta de projetos de consultoria a Bright tem olhado de perto o avanço das marcas chinesas no mercado. Briganti disse que além das já estabelecidas e anunciadas existem outras interessadas, mas descartou o que tem sido chamado de “invasão chinesa”.

“Pelos nossos cálculos, os chineses representarão 12% das vendas em 2030, em um mercado de 3 milhões de veículos leves”, disse, apontando que muitas marcas estão entrando em segmentos de preços mais elevados, sem grande volume. “E as empresas já estabelecidas estão de olho e preparam novidades para competir”.

Zen aposta em Centro de Capacitação para qualificar profissionais

São Paulo – A evolução tecnológica dos veículos e a maior demanda por produtos complexos, em paralelo à escassez de profissionais técnicos, fez com que a Zen inaugurasse seu Centro de Capacitação. O objetivo é promover o desenvolvimento dos funcionários da área produtiva a fim de fazer frente às novas exigências do mercado.

Localizado dentro da fábrica de Brusque, SC, o centro começou a operar com 52 cursos teóricos e dezoito práticos, divididos em onze áreas de conhecimento. Os treinamentos são específicos para melhorar os processos produtivos e aplicar conceitos de produção enxuta, inspirado por empresas como a Toyota.

Ao concluir ciclo de capacitação a expectativa da metalúrgica é que seus operadores estejam aptos a assumir posições de maior complexidade técnica. O investimento não foi divulgado.

Taxação a aço e a alumínio respinga nas autopeças

Desde 12 de março o governo imperial de Donald Trump impõe sobretaxação de 25% a aço e alumínio importados pelos Estados Unidos, sem isenções ou exceções e aparente pouca disposição em negociar. A medida gera impactos que vão além da tarifação dos metais e afeta produtos derivados de uma longa cadeia produtiva, incluindo os fornecedores de autopeças.

Isto porque a nova tarifa recai não só sobre aço e alumínio semiacabados – placas e blocos exportados que são laminados, forjados ou estampados para se transformar em diversos itens fabricados por indústrias localizadas nos Estados Unidos – mas também afeta produtos acabados como, por exemplo, autopeças metálicas que são exportadas.

Segundo calcula a Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos o mercado estadunidense é de longe o maior comprador de produtos de ferro e aço brasileiros, com 48% das vendas externas do segmento em 2024, equivalente a US$ 6 bilhões. Deste valor US$ 2,6 bilhões correspondem a aços semiacabados, algo como 4 milhões de toneladas de placas e lingotes exportados para processamento final nos Estados Unidos, fazendo do Brasil o segundo maior fornecedor do insumo, com 16% das compras do país, atrás somente do Canadá, com 6 milhões de toneladas e 21% do fornecimento, e à frente do México, com 2,7 milhões e 11%.

No caso do alumínio o impacto é bem menor, pois o Brasil representa menos de 1% das compras internacionais do metal pelos Estados Unidos, mas os US$ 267 milhões vendidos em 2024 corresponderam a 16,8% das exportações brasileiras em valor do produto, na forma de 72,4 mil toneladas que equivaleram a 13,5% do volume exportado.

AFETAÇÃO DAS AUTOPEÇAS

Esta reportagem foi publicada na edição 419 da revista AutoData, de março de 2025. Para ler sua íntegra clique aqui.

Fotos: Divulgação

Denis Güven será o novo CEO da Mercedes-Benz na região

São Paulo – Quatro meses após a saída de Achim Puchert, agora CEO da Mercedes-Benz Trucks, a Mercedes-Benz do Brasil e América Latina anuncia seu novo presidente e CEO: Denis Güven, atual chefe de produto e estratégia nas operações da Daimler Truck na Ásia. Ele assumirá o cargo em agosto, no entanto, quando torna-se responsável pela região América Latina para caminhões e ônibus.

Güven ingressou na Daimler em Stuttgart, Alemanha, como gerente de projetos de P&D para motores de médio porte. Assumiu diversas funções na área e em finanças e controlling na divisão global de powertrain. Em 2016, tornou-se assistente do vice-presidente de vendas, marketing e atendimento ao cliente na Mercedes-Benz Trucks.

Em 2019 foi para a operação asiática, como chefe de vendas internacionais e gestão de pedidos. Baseado em Kawasaki, Japão, em outubro de 2021 assumiu o cargo de chefe de vendas e marketing e em julho de 2022 transferiu-se para Tóquio, Japão, para ocupar seu cargo atual.

Giuliano Eichmann sucede a Wesley Palma na diretoria de operações da Horse

São Paulo – A partir de 1º de maio haverá mudanças na diretoria da Horse, divisão de motores a combustão do Grupo Renault: Giuliano Eichmann será o novo diretor de operações da unidade de São José dos Pinhais, PR, no lugar de Wesley Palma, que se tornará diretor de operações da fábrica de Sevilha, Espanha.

Palma sucederá a Javier Bernáldez, que passa a ser diretor técnico na companhia.

Profissional com 25 anos de experiência Eichmann hoje é diretor de engenharia de processos da Alliance Americas na Renault do Brasil. O novo diretor também será responsável pela coordenação da América Latina e se reportará a Miguel Valle, chief maintenance officer, responsável pela manufatura da Horse.

Palma desde janeiro de 2021 exerce a função de diretor de operações e, a partir de julho de 2023, passou a desempenhar importante papel nas operações da América Latina, em países como Argentina, Chile e Colômbia, onde fortaleceu sua capacidade estratégica e operacional em nível internacional.

Wesley Palma se tornará diretor de operações da fábrica de Sevilha, Espanha. Foto: Divulgação.

Bernáldez, por sua vez, como diretor técnico, reportará suas atividades a Rafael Vazquez, diretor global de metaverso e excelência industrial. Com 25 anos de experiência liderou iniciativas de gestão de plantas e desempenho industrial na Espanha e internacionalmente.

Ford divulga primeira imagem do Mustang manual

São Paulo – Cada vez mais perto de ser lançado no Brasil o Ford Mustang manual teve a sua primeira imagem divulgada. De cima é possível ver que a pintura terá duas faixas esportivas que percorrem todo o veículo no sentido longitudinal.

O modelo chegará importado, com apenas duzentas unidades disponíveis. Cada unidade tem uma placa, colocada logo abaixo da manopla do câmbio manual, indicando sua numeração exclusiva.

Marcopolo vende 50 ônibus para a Viação Ouro e Prata

São Paulo – A Marcopolo vendeu cinquenta ônibus para a Viação Ouro e Prata, que opera no Sul e no Norte do Brasil. A negociação faz parte da sua renovação de frota e foi concluída pela Marcopeças, representante da Marcopolo em Porto Alegre, RS.

Das cinquenta unidades onze são Paradiso 1800 DD G8, 37 Paradiso 1600 LD G8 e dois Paradiso 1200 G8, que serão usados em linhas rodoviárias nacionais.

Volkswagen inicia importações pelo porto de Vitória

São Paulo – A Volkswagen adicionou mais um porto brasileiro à sua logística: o de Vitória, ES, iniciou operação de importação com a empresa ao receber 32 unidades do SUV Taos, vindos da fábrica de General Pacheco, Argentina. A próxima encomenda, do mesmo modelo, é aguardada para o mês que vem.

Também é esperada, ainda para este ano, a entrada de unidades do sedã novo Jetta GLI, produzido em Puebla, México.

A inclusão do Porto de Vitória tem o objetivo de ampliar a capacidade de distribuição da Volkswagen e reduzir a necessidade de longos trajetos terrestres para Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Sul da Bahia. A Volkswagen trabalha também com os portos de Santos, SP, para exportação, Paranaguá, PR, para importação e exportação, e com Suape, PE, para importação.

Ao longo do ano passado a empresa importou 33 mil 597 veículos, alta de 22% frente aos 27 mil 530 veículos de 2023. Principal parceiro, a Argentina respondeu por 86% das unidades, sendo 21 mil 594 do Taos e 7 mil 386 da picape Amarok. O restante veio do México, sendo 2 mil 633 do Jetta GLI e 1 mil 984 do SUV Tiguan Allpace.

Quanto às exportações, em 2024 foram enviados a dezoito países 90 mil 142 veículos, alta de 43% frente ao ano anterior. O principal deles é a Argentina, com 44% dos embarques e 39 mil 631 unidades, seguido do México, com 25 mil 431, e da Colômbia, com 7 mil 073. No mesmo período o mercado de leves registrou queda de 1,6% nos embarques, para 375 mil 772 unidades.

No primeiro bimestre a montadora exportou 19 mil 368 unidades, acréscimo de 117% em relação às 8 mil 917 unidades do ano passado. No mesmo período, para efeito de comparação, o mercado de veículos leves ampliou em 54,1% os embarques, com 72,6 mil unidades.

A Argentina representa 59% dos embarques, com 11 mil 405 veículos nos meses iniciais de 2025, seguida de México, com 5 mil 77 unidades, e Chile, com 866. O Volkswagen Polo segue como o modelo mais exportado pela empresa, com 8 mil 595 unidades no período, seguido pela Saveiro, 4 mil 727, T-Cross, 3 mil 33, e Nivus, 2 mil 572.

Renault e Nissan mexem nos termos da Aliança

São Paulo – A Renault e a Nissan acertaram novas condições para a sua Aliança diante das dificuldades financeiras da companhia japonesa. Pelo novo acordo a participação cruzada de cada uma nas ações da outra terá um novo piso de 10%, menor do que os 15% atuais – o que abre espaço, sem obrigação, para vendas de ações das duas partes, com possibilidade de geração de caixa.

Além dos 15% a Renault mantém outros 18,66% de ações da Nissan em uma fidúcia francesa, transferidos em outra oportunidade.

Também para aliviar financeiramente a Nissan foi decidido dispensar o seu compromisso em investir em torno de 600 milhões de euros na Ampere, a divisão 100% elétrica da Renault. Mas a Nissan passa a integrar o projeto Twingo para a Europa: um derivado do compacto elétrico será desenvolvido para a Nissan a partir de 2026.

A Renault comprará 51% das ações da Renault Nissan Automotive India e passará a controlar 100% da operação indiana, que atualmente produz e seguirá produzindo veículos Nissan, agora sob encomenda. A unidade tem capacidade para produzir mais de 400 mil veículos por ano, das plataformas CMF-A e CMF-A+ e a partir do ano que vem a CMF-B. O centro de pesquisa e desenvolvimento local seguirá dividido, com 49% de capital Nissan e 51% de Renault.