Carbon e Revo anunciam fusão e miram receita de R$ 1,5 bilhão em três anos

São Paulo – A blindadora Carbon e a Revo, empresa de transformação de viaturas especiais, assinaram protocolo para fundir as duas empresas em uma para ganhar força nos segmentos em que atuam. De acordo com o comunicado as duas empresas serão acionistas da que será criada, processo que contará com o suporte da Reag, que controla uma gestora e uma administradora de investimentos privados. 

Após a fusão a nova empresa será a maior do mundo no segmento de blindagem e de viaturas adaptadas para o uso oficial. A capacidade produtiva será de até 3,1 mil veículos por mês, com faturamento projetado para 2025 de R$ 800 milhões. Para os próximos três anos a meta é chegar a R$ 1,5 bilhão em receita, com expansão do portfólio e novas tecnologias. 

Carbon e Revo somam 1,7 mil funcionários no Brasil, com oito unidades fabris, sendo seis da blindadora e duas da Revo.

Gustavo Novicki é o novo diretor de vendas da Paccar Parts

São Paulo – A Paccar Parts anunciou Gustavo Novicki como seu novo diretor de vendas no Brasil, sucedendo a Rafael Simoni, que assumiu o cargo de diretor executivo da DAF Caiobá. 

Novicki acumula mais de vinte anos de experiência no setor automotivo com passagens por Volvo Caminhões e Volkswagen, e trabalha na DAF desde 2015. Seu cargo anterior foi o de diretor de desenvolvimento de concessionárias. 

O diretor é formado em engenharia mecânica pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná e possui MBA pela Fundação Getúlio Vargas.

Futuro do diesel nos caminhões e ônibus é… O diesel.

Na rota da transição energética caminhões e ônibus são os mais resistentes à conversão para adotar sistemas de propulsão mais limpos e reduzir emissões de gases de efeito estufa. O diesel fóssil, mesmo que cada vez mais temperado com suas variantes renováveis como biodiesel e HVO, seguirá sendo dominante no transporte rodoviário de carga e passageiros. É o que revela o recente estudo O Futuro do Diesel em Veículos Comerciais no Brasil, preparado com exclusividade para AutoData pela PSR, Power Systems Research, consultoria global especializada no mercado de veículos pesados.

Em que pese a tendência global de eletrificação, via baterias ou células de combustível a hidrogênio, ou o uso crescente de gás natural fóssil ou do biometano para abastecer caminhões e ônibus, além do biodiesel e HVO, o fato é que nenhuma destas alternativas é tão viável economicamente quanto o próprio diesel. Nenhuma delas, portanto, será capaz de substituir todo o combustível fóssil necessário para empurrar veículos pesados por muitas décadas à frente, é o que se vislumbra.

Segundo o levantamento da PSR o diesel, com pequenas porções de mistura de biodiesel e HVO, é responsável hoje por impulsionar 99% dos caminhões e ônibus no Brasil, porcentual que cai para 94% na União Europeia, 89% nos Estados Unidos – e não é porque lá sejam usadas mais alternativas de baixas emissões mas porque 7% da frota são movidos a gasolina, outros 3% a gás natural e apenas 1% corresponde a modelos elétricos. A China está mais avançada com 81% de diesel, 10% de gás e 9% de elétricos.

As projeções da PSR até 2032 não alteram muito este cenário, especialmente no Brasil, para onde a consultoria projeta que o diesel fóssil misturado com biodiesel e HVO será responsável por abastecer 90% da frota de pesados, complementada por 5% de elétricos, 4,4% de gás natural e biometano e 0,6% de células de combustível a hidrogênio.

Assim como já faz com automóveis a China terá a maior e mais rápida conversão para caminhões e ônibus elétricos até 2032, com 34% da frota, além de mais 9% a gás, mas o diesel seguirá sendo a maior fonte energética de 57% dos veículos pesados.

Na Europa, apesar de ser a segunda maior região de adoção de caminhões e ônibus elétricos, 25% até 2032, com mais 3% de gás, ainda assim o diesel e suas misturas abastecerão 72% da frota.

ROTA DIFÍCIL DE MUDAR

Esta reportagem foi publicada na edição 419 da revista AutoData, de março de 2025. Para ler sua íntegra clique aqui.

Foto: Reprodução internet.

Colaborou Carlos Briganti, PSR

Allianz Seguros recicla partes e peças de veículos em perda total

São Paulo – Em 2020 a área de sinistros da Allianz Seguros, com o objetivo de promover o descarte sustentável de veículos classificados como perda total, começou a por em prática sistema de reaproveitamento de materiais de veículos segurados sem conserto. Devido à gravidade dos danos estes automóveis, considerados sucata, tinham a oportunidade de transformar seus componentes em insumos para outras indústrias. Corta para 2025: junto com parceiros reciclou 1,4 mil tonelada de lataria e 5,6 mil toneladas de vidro ao longo do ano passado, o que representou avanço de 10% em comparação a 2023.

Para este ano, de acordo com Renato Roperto, diretor executivo de sinistros, back office e contact center da Allianz Seguros, a expectativa é de ampliar mais 10% estes volumes:

“A Allianz Seguros adotou esta iniciativa sem custos, ao longo de 2020. Embora os veículos de perda total não possam mais circular existem neles materiais valiosos, como aço, ferro e borracha, altamente demandados por recicladoras para reintrodução em diversas cadeias produtivas”.

Ao identificar este potencial a seguradora mapeou o mercado, selecionou parceiros alinhados a essa visão e estabeleceu parcerias estratégicas para garantir a destinação sustentável desses materiais: “Trata-se de modelo que fortalece a sustentabilidade, otimiza a logística de descarte e gera valor para a economia circular”.

A iniciativa funciona em escala nacional e, segundo o executivo, todos os veículos cobertos pela empresa que atendem aos critérios são recolhidos e encaminhados às recicladoras. Quando um automóvel é classificado para reciclagem uma empresa parceira é acionada para realizar a coleta no pátio de guarda da seguradora.

Renato Roperto, diretor executivo de sinistros, back office e contact center da Allianz Seguros, não cita números mas diz que as parcerias estabelecem benefícios mútuos. Foto: Divulgação.

Nas instalações da recicladora, contou, inicia-se processo rigoroso de descontaminação, com a remoção de baterias e fluidos.

“Em seguida os componentes do veículo, como aço, alumínio, vidro, fios, borracha de PVB [polivinil butiral], plásticos e estofados, são cuidadosamente separados e direcionados para diferentes setores industriais.”

Indústrias especializadas, como fundições, siderúrgicas e fabricantes de borracha, transformam esses insumos reciclados em novos produtos, como solados de sapatos, peças automotivas remanufaturadas, novas embalagens e matéria-prima para setores diversos.

Processo gera certificado e recursos são transferidos para ação social

Ao fim do processo a recicladora emite um certificado de destinação do material, o que, de acordo com Roperto, garante a rastreabilidade e a transparência na operação: “Além disto valor previamente estipulado em contrato é pago por veículo reciclado, e a Allianz repassa integralmente este valor à ABA, Associação Beneficente dos Funcionários da Allianz, reforçando o compromisso social da iniciativa”.

A ABA é o principal projeto de responsabilidade social da companhia, em atividade há três décadas na Comunidade Santa Rita, Zona Leste de São Paulo, SP, e que já atendeu a mais de 10 mil crianças, adolescentes e idosos em situação de vulnerabilidade social.

“Estabelecemos, com o projeto, uma parceria de benefício mútuo. As recicladoras assumem a responsabilidade pelo recolhimento dos veículos em diferentes localidades do País, realizam o processo de reciclagem e transformam em valor a venda dos materiais para outras indústrias. Para a Allianz, além de garantir o descarte ambientalmente responsável, a iniciativa gera valor simbólico por tonelada reciclada para a ABA.”

Sobre novos passos da ação Roperto assinalou que a seguradora acompanha continuamente o mercado em busca de novas oportunidades para aprimorar e expandir a iniciativa, sem declarar nem investimento nem ganhos.

No caso de perda parcial do veículo sinistrado a seguradora também se incumbe dos resíduos inutilizados. A partir de acordo com oficinas mecânicas conveniadas é feita a destinação correta das partes automotivas danificadas. E, para incentivá-las, são realizadas avaliações periódicas de infraestrutura e gestão, e os prestadores de serviços com os melhores desempenhos recebem ponto adicional no programa de relacionamento da companhia com oficinas.

BMW adota tecnologia sustentável para pintura em Araquari

São Paulo – O Grupo BMW adotou nova tecnologia sustentável para o processo de pintura dos veículos fabricados em Araquari, SC: o gás natural deu espaço para bomba de calor, que aquece a água utilizada a partir da energia elétrica.

De acordo com a empresa este sistema é mais eficiente e sustentável e contribui com a redução em 10% das emissões de CO2 na produção das carrocerias.

A fábrica de Araquari, com área total de 1,5 milhão de m², incluindo 112,9 mil m² de edifícios, completará onze anos de operação em 2025. São produzidos no local os modelos BMW Série 3, BMW X1, BMW X4 e o BMW X5 híbrido plug-in.

Simone Lucas Martins é a nova CEO da Librelato

São Paulo – A Librelato anunciou Simone Lucas Martins como sua nova CEO. Ela sucede a Roberto Lopes Júnior, que deixa a companhia para seguir novos desafios. Na empresa desde 2018, a executiva, contadora formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, continuará exercendo a função de diretora administrativa financeira da Librepar, holding que controla a implementadora.

Martins acumula mais de vinte anos de experiência em cargos de direção e construiu sua trajetória profissional em empresas dos setores automotivo, químico, de varejo, bens de capital e construção, como DHB Componentes Automotivos, Eliane Revestimentos, Artecola e The Shoe Company.

Sua indicação também fortalece a representatividade feminina no setor de implementos rodoviários, tradicionalmente liderado por homens.

Stellantis promove mudanças em sua diretoria para a América do Sul

São Paulo – A Stellantis anunciou três mudanças em seu quadro de executivos na operação da América do Sul. Os recém-empossados responderão diretamente a Emanuele Cappellano, presidente da Stellantis na região.

Maiara Castro, na empresa há dezoito anos, assume a posição de vice-presidente de qualidade, sucedendo a Geraldo Barra, que assumirá novos de desafios na companhia, ainda a serem anunciados.

Engenharia eletrônica e de telecomunicações pela PUC Minas, com pós-graduação em gestão de projetos pela Fundação Dom Cabral, recentemente Castro trabalhava na consolidação da marca Peugeot na região, assim como no aprimoramento da experiência do cliente.

Erica Schwambach é a nova vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Stellantis para a América do Sul. Foto: Leo Lara/Studio Cerri.

Na companhia desde 2011 Erica Schwambach é a nova vice-presidente de desenvolvimento de negócios. Anteriormente trabalhou nas áreas de compras, desenvolvimento de produto e supply chain. Ela é graduada em relações internacionais pelo Ibmec, Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais, e especializada em gestão de negócios pela Fundação Dom Cabral.

Matias Pablo Merino é o novo vice-presidente de supply chain. Formado em ciências políticas e de governo, e com mais de 25 anos de experiência na indústria automotiva, ingressou na empresa em 2017 como gerente de supply chain design & IBT na Argentina. Em 2019 assumiu a área de planejamento de demanda e gerenciamento de pedidos no Brasil.

Matias Pablo Merino é o novo vice-presidente de supply chain para a América do Sul. Foto: Leo Fontes/Studio Cerri.

Tesla vive inferno astral de Musk

A meteórica valorização da Tesla, que em apenas duas décadas de existência virou marca queridinha dos mais descolados eletroentusiastas da transição energética dos automóveis, sempre se confundiu com o desempenho empresarial de seu maior acionista e CEO, Elon Musk. É natural, portanto, que a recordista perda de valor de mercado das ações em bolsa, de eletrizantes US$ 795 bilhões apenas no decorrer dos últimos três meses, também seja debitada da conta de seu chefe maior – agora mais entretido com suas funções exóticas de gestor de eficiência do governo imperial de Donald Trump nos Estados Unidos.

As ações da Tesla na Nasdaq – bolsa de valores especializada em empresas de tecnologia – fizeram no último ano uma curva parecida com a silhueta da cadeia de montanhas do Himalaia. A velocidade da escalada de subida e descida dos papeis foi rápida, puxada pela eleição de Trump e o alinhamento canino de Musk à política de extrema direita de seu atual chefe.

Por causa de resultados financeiros frágeis e tendência de queda de vendas de carros elétricos até agosto do ano passado a ação da Tesla estava cotada na Nasdaq a US$ 190 – o papel já tinha perdido muito valor com relação aos picos de 2020 e 2021, quando a empresa ganhou cotação de mercado superior a de companhias tradicionais do setor como General Motors e Ford. Mas após a vitória de Trump, em novembro, a ação mais que dobrou, saltou ao pico de US$ 480 e a Tesla chegou a valer US$ 1 trilhão – o equivalente à metade do PIB brasileiro de 2024.

Contudo a baixa também veio a galope texano, este ano, logo depois que o republicano e seu séquito exótico assumiram o poder total nos Estados Unidos. Com ameaças e adoções de tarifas pesadas a parceiros comerciais que mais atrapalham do que ajudam a indústria do país, somadas às ações intempestivas de Musk após sua nomeação como chefe do Departamento de Eficiência Governamental – até agora mais empenhado em demitir funcionários públicos e fechar seus departamentos – a realidade bateu nas cotações da Tesla, que em poucos dias perdeu cerca de metade de seu valor de mercado.

No início de março o papel caiu a US$ 220 e terminou o dia 24 cotado a US$ 278. Mas o problema maior parece ainda estar por vir: a maioria dos investidores não acredita em recuperação e muitos já venderam suas posições na Tesla. O JP Morgan projeta que a ação poderá descer a US$ 120 até o fim de 2025: “Nós nunca vimos nada parecido na indústria automotiva, uma empresa que perdeu tanto valor tão rápido”, escreveram os analistas do banco em relatório.

Tiro pela culatra

Ironicamente, como companhia aberta negociada em bolsa, recentemente a Tesla se viu obrigada a enviar ao mercado e a seus acionistas um comunicado de alerta, afirmando que a empresa está sujeita a potenciais tarifas de retaliação por causa das sobretaxações impostas por Trump, o que deve encarecer seus custos de produção nas fábricas dos Estados Unidos, Alemanha e China, reduzindo os lucros.

Sócio do fundo de investimento Clean Energy Transition – o nome parece autoexplicativo –, que tem US$ 1,5 bilhão aplicados em empresas de risco, o investidor Peter Lakander é mais assertivo: “Musk está do lado errado de seus clientes, não são pessoas que usam botas de cowboy que compram um Tesla”, disse, talvez em alusão ao fato de que Musk está transferindo boa parte dos novos investimentos da Tesla nos Estados Unidos para a fábrica do Texas, em detrimento de novos aportes nas plantas da Califórnia, onde a empresa foi originalmente fundada.

Como já disse Trump em seu recente discurso ao Congresso, ao elogiar os feitos de Musk no governo e com olhar solidário para o empresário sentado na plateia: “Ele não precisava disso, ele não precisava disso”. De fato a aventura política já custou US$ 100 bilhões ao patrimônio líquido pessoal de Musk, segundo calculam analistas, que já preveem problema maior se as cotações continuarem a cair para níveis abaixo dos US$ 150 por ação: neste caso o empresário será obrigado a aportar mais dinheiro para compensar as perdas das ações da Tesla que ele deu como garantia nas transações financeiras que fez para comprar o Twitter, atual X, também usado como canal preferencial para expansão de suas polêmicas.

Todos os analistas atribuem a queda de valor da Tesla às recentes estripulias políticas de seu dono, como a tentativa de interferência nas eleições da Alemanha ao apoiar o partido de extrema direita AfD, de ideário nazista, ou mesmo as muitas idas e vindas de suas intervenções em diversos órgãos da administração pública dos Estados Unidos.

Se a ideia de entrar para o governo foi para promover seus interesses pessoais e os ganhos de suas empresas no caso da fabricante de carros elétricos o tiro saiu pela culatra, como diz o analista Lakander: “A Tesla tinha valor de mercado muito forte que Musk manejou para destruir totalmente”.

Esta destruição parece atingir até a alta administração da Tesla: no que se assemelha ao abandono de um navio prestes a naufragar fontes de mercado dizem que executivos e conselheiros, incluindo o chefe financeiro, Vaibhau Taneja, e o presidente do conselho de administração, Robyn Dunholm, estão vendendo suas ações da empresa.

Valorização irreal

A verdade é que a Tesla já vinha apresentando resultados ruins e a eleição de Trump, com Musk ao seu lado, foi capaz de puxar uma recuperação irreal típica de especulação em bolsas de valores, sem lastro no balanço da companhia que justificasse tamanha valorização. Em 2024 a Tesla apurou receitas de US$ 97,7 bilhões, praticamente iguais às de 2023, e queda de 53% no lucro líquido, que fechou o ano passado em US$ 7 bilhões.

Foi necessário dar muitos descontos para enfrentar a concorrência cada vez mais acirrada, especialmente de fabricantes da China, com a BYD à frente. Assim as vendas globais em 2024 ficaram estagnadas em 1 milhão 790 mil carros e a Tesla perdeu para BYD o posto de maior fabricante de veículos elétricos do mundo.

Desde 2019 a Tesla não lança nenhum carro de volume como o Model 3. Com isto os concorrentes chineses não só alcançaram como ultrapassaram a icônica empresa de Musk, que prometeu muitas evoluções, como robotáxis e plataforma própria de inteligência artificial, mas entregou poucas dessas promessas até agora. A grande aposta da companhia no momento é o lançamento, este mês, do novo SUV Model Y, já produzido em três países: Estados Unidos, Alemanha e China.

O provável recall de todas as picapes Cybertruck já produzidas no Texas, que estão soltando partes da carroceria por problemas de fixação da cola, também é visto como de grande potencial para ampliar as perdas da Tesla este ano – neste caso a irônica sorte é que o estranho modelo nunca foi um sucesso de vendas.

Tempestade perfeita

E o ano não começou nada bem para a Tesla, com ataques diretos à marca. No início de março uma dúzia de seus carros foram incendiados no sul da França e nos Estados Unidos em Boston, Las Vegas e no Oregon. Com a escalada de violência contra a empresa e seu CEO o Vancouver Autoshow, no Canadá, quer remover a Tesla da exposição por preocupações com a segurança.

Evidências apontam que as ocorrências são a reação negativa às ações de apoio à extrema direita de Elon Musk, que já foi tema de recentes protestos populares na Alemanha, no Reino Unido, no Canadá e nos Estados Unidos.

O desempenho de mercado neste início de ano está em linha com a imagem arranhada da marca. No primeiro bimestre, em comparação com o mesmo período de 2024, as vendas da Tesla caíram 11% nos Estados Unidos, na Europa houve retração de 44% e na China o tombo foi de 49% – lá a empresa produz os Model 3 e Y e tem sua maior fábrica, com capacidade de produzir 950 mil carros por ano.

Também na Europa a competição está muito maior para a Tesla. A Volkswagen, por exemplo, oferece generosos descontos em seus modelos elétricos rivais dos Model 3 e Y para atingir metas de emissões mais restritivas da União Europeia em 2025.

“Os competidores não só alcançaram a Tesla em termos de portfólio e tecnologia mas também cortaram preços porque precisam atender à legislação europeia para não pagar multas”, contou Benjamin Kibies, analista da Dataforce, em entrevista ao Autonews Europe. Ele acrescentou que “a Tesla está passando por uma tempestade perfeita.”

Diante da piora rápida da situação alguns de seus maiores investidores já pedem que Musk se afaste da direção da empresa, ao menos enquanto estiver envolvido na aventura política de impor seu padrão de governança ao governo dos Estados Unidos.

O sentimento é que a Tesla está em um estágio crítico e sem um CEO totalmente engajado em sua gestão será difícil superar as adversidades – menos ainda quando o próprio dono impõe novas dificuldades à empresa.

Fiat Pulse alcança 150 mil emplacamentos no Brasil

São Paulo – O Fiat Pulse, lançado em outubro de 2021, atingiu a marca de 150 mil unidades emplacadas no Brasil. O SUV é produzido na fábrica de Betim, MG, de onde também saem as versões que são vendidas em dez mercados da América Latina. 

O modelo foi o primeiro SUV compacto da Fiat e, posteriormente, foi escolhido para ser o primeiro modelo híbrido flex nacional da marca, junto com o Fastback. A Fiat comercializa o Pulse híbrido nas configurações Audace e Impetus. 

No primeiro bimestre de 2025 o Fiat Pulse somou 6,9 mil vendas, o décimo-nono modelo mais vendido de acordo com o ranking de automóveis e comerciais leves da Fenabrave.

Vendas na Europa caem 3% no primeiro bimestre

São Paulo – As vendas de automóveis e comerciais leves, na Europa, somaram 1,7 milhão de unidades no primeiro bimestre, queda de 3% na comparação com iguais meses do ano passado, de acordo com dados divulgados pela Acea, entidade que representa o mercado automotivo local. 

Esse recuo foi puxado pela menor demanda em três dos quatro principais mercados, com queda de 6% na Itália, 4,6% na Alemanha e 3,3% na França. A Espanha registrou alta de 8,4%.

No primeiro bimestre os veículos eletrificados continuaram ganhando espaço na região, representando 57,8% do total comercializado, sendo 35,2% híbridos convencionais, 15,2% elétricos e 7,4% híbridos plug-in. Os veículos movidos a gasolina e diesel conquistaram fatia de 38,8%. 

Em fevereiro a retração nas vendas foi de 3,4%, com 853,7 mil unidades comercializadas. De acordo com a Acea esse recuo foi puxado por dois países, Alemanha e Itália, que registraram quedas de 6,4% e 6,2%, respectivamente.