São Paulo – A Mahle homologou o primeiro motor a gás para o Proconve P8 no Brasil em seu centro tecnológico de Jundiaí, SP: é um N60 CNG que pode ser abastecido a gás natural ou biometano e foi desenvolvido pela FPT Industrial para a indústria de ônibus.
O motor certificado da FPT foi desenvolvido para entregar o mesmo desempenho de um similar a diesel, mas poluindo menos. O N60 CNG emite até 90% menos NO2 e até 10% menos CO2 quando abastecido com gás natural, mas se for abastecido com biometano a redução de CO2 pode chegar a 98%.
São Paulo – A Fiat revelou o primeiro teaser do Cronos 2026, que chegará ao mercado com mudanças visuais. Algumas novidades puderam ser observadas: a primeira são os novos faróis full-led, que também terão novo desenho, assim como a grade frontal, o para-choque dianteiro e as rodas.
Outras mudanças ainda não foram divulgadas pela montadora, mas com sete anos de mercado, é possível que o Cronos também passe por alterações na traseira, no interior e, talvez, até na motorização, já que concorre com alguns modelos que oferecem motor 1.0 turbo, que ainda não está disponível em nenhuma configuração do modelo produzido na Argentina.
Segundo a Fiat essas novidades deverão ajudar o Cronos a manter a liderança do seu segmento de sedãs compactos, onde disputa com dois modelos principais: Hyundai HB20S e Chevrolet Onix Plus.
São Paulo – A CNH, responsável pelas marcas Case Construction e New Holland Construction, investiu R$ 12 milhões para construir o seu novo Centro de Experiência do Cliente, em Sarzedo, MG. O local possui 962 m² e será usado para demonstrações de produtos e para treinamentos práticos e operacionais de suas máquinas do segmento de construção.
O local possui duas salas de treinamento com capacidade para cinquenta pessoas totalmente preparadas para os cursos, com fachada de vidro de frente para o campo de provas, onde é possível ver as máquinas em operação. Também possui escritório para catorze pessoas e salas de reunião.
O valor de R$ 12 milhões também foi usado para revitalização da área de validação de produtos das duas marcas.
São Paulo – Conforme esperado por trabalhadores, fornecedores e governo argentinos a Nissan oficializou na sexta-feira, 28, o encerramento da sua produção na fábrica de Córdoba, Argentina, de onde sai a picape Frontier. Em comunicado a empresa informou que a partir de janeiro de 2026 as picapes da marca para abastecer o mercado latino-americano serão fabricadas na unidade de Morelos, no México.
Com o fim da produção será descontinuada a picape Renault Alaskan, produzida na mesma unidade, inaugurada em 2018, e que compartilha mecânica com a Frontier, mudando apenas o emblema. A Nissan ocupa uma área dentro do complexo da Renault, que produz ali Kangoo, Sandero, Stepway e Logan.
Segundo o comunicado da Nissan as picapes Frontier e Navara sairão de linha única na fábrica de Morelos: hoje são duas linhas, a segunda usada para volume adicional de veículos de passeio, mas que também encerrará suas atividades.
Com isso a Nissan manterá, na América Latina, produção em Resende, RJ, de onde sai o Kicks e em breve dois novos SUVs, em Aguascalientes, onde há duas unidades e uma planta de powertrain, e em Morelos, México.
“A América Latina é uma região chave para os negócios da Nissan, representando 15% das vendas globais da marca e 25% da produção global”, afirmou Guy Rodríguez, presidente da Nissan América Latina. “Em 2024, a Nissan América Latina vendeu 426 mil unidades, refletindo um aumento de 6% na comparação ao volume de 2023, e continuamos focados no crescimento de longo prazo”.
Um setor em crescimento, impulsionado por inovação tecnológica e pela incessante busca por soluções mais eficazes no ecossistema automotivo brasileiro? São as autotechs que se dedicam aos serviços automotivos e a autopeças de reposição, empresas que empregam tecnologia avançada para oferecer e aprimorar uma diversidade de serviços para veículos, seja no B2B a outra empresas ou no B2C ao consumidor final.
As autotechs englobam startups e empresas consolidadas que oferecem ao mercado soluções inovadoras para o pós-vendas automotivo. Elas fazem uso de tecnologias como inteligência artificial, big data, aplicativos e plataformas digitais para transformar a prestação de serviços.
A partir de uma ideia inovadora as autotechs aplicam tecnologias para otimizar e aprimorar processos, sempre por meio de plataformas digitais para agendamento de serviços, aplicativos destinados ao diagnóstico de problemas, sistemas gerenciais para oficinas para otimizar o fluxo operacional, uso da análise de dados para previsão e prevenção de falhas veiculares.
Estas soluções todas geralmente nascem de uma dor do mercado, como observa Danilo Fraga, CEO da consultoria Fraga Inteligência Automotiva: “O mercado do aftermarket supre uma necessidade do cliente. Hoje a velocidade da disponibilidade da peça, por exemplo, passou a ser um grande diferencial [dos prestadores de serviços]. Aí entram as empresas de tecnologia que começaram a ver isso com muito bons olhos”.
Na reparação independente – que Fraga calcula representar 80% da manutenção da frota brasileira – o mecânico passou cada vez mais a ter necessidade de um diagnóstico rápido e receber logo as peças porque ele tem uma pequena estrutura e precisa fazer girar os carros na oficina.
Neste universo mais competitivo as autotechs começaram a receber maior atenção e investimentos, em movimento crescente desde 2020. De acordo com o consultor “os investidores que estão apostando nas autotechs são sócios estratégicos. São, por exemplo, a Bosch, que se uniu ao Peça.Aí. Trata-se de um mercado gigante: temos observado que nos próximos anos, até 2030, teremos mais de R$ 1 bilhão em investimentos nesse tipo de serviço no Brasil”.
TODOS QUEREM ENTRAR
Esta reportagem foi publicada na edição 419 da revista AutoData, de março de 2025. Para ler sua íntegra clique aqui.
Campos do Jordão, SP – Mais três raros e caros habitantes já fazem parte do vasto acervo do Carde, museu que carrega em seu nome a mistura carros, arte, design e educação, um braço das atividades educacionais da Fundação Lia Maria Aguiar. Adquiridos em agosto do ano passado em leilões da Semana de Monterey, nos Estados Unidos, por valores estimados que superam R$ 20 milhões, Ferrari 212 Vignale, Pegaso Z-102 e Tucker´48 estrearam em março na mostra permanente do Carde.
O museu inaugurado no fim de novembro de 2024, em um prédio futurista de 6 mil m2 em terreno de 20 mil m2 repleto de araucárias, em Campos do Jordão, SP, já recebeu mais de 30 mil visitantes que puderam ver seu rico acervo de mais de 120 carros históricos.
Cerca de metade deles ficam expostos ao lado de obras de arte de famosos pintores e escultores, em salas divididas por períodos históricos de todo o século 20, dotadas de enormes telas de LED que contam partes da história do Brasil da época em que aqueles automóveis circulavam pelas ruas. Outra porção fica no andar de cima, em espaço aberto, em que são exibidos modelos com representatividade na história mundial da indústria automotiva.
Idealizador e diretor executivo do museu, também conselheiro da Fundação Lia Maria Aguiar, Luiz Goshima afirma que a chegada dos três novos integrantes faz parte do plano de expansão e internacionalização do Carde, com participação em leilões nacionais e internacionais: “Os carros são raridades que foram adquiridas no ano passado [em agosto] em leilões na Semana de Monterey [na Califórnia], que ocorrem durante a exposição de Pebble Beach”, um dos mais sofisticados encontros de colecionadores de automóveis antigos do mundo.
Garimpar carros em leilões é parte do modelo de aquisições do Carde para trazer à mostra de Campos do Jordão carros únicos, com representatividade mundial e importância histórica para o Brasil, e que também carregam interessantes histórias particulares de seus proprietários. O museu funciona no modelo em que colecionadores cedem os veículos para exposição “como forma de dar à sociedade acesso ao seu patrimônio de arte”. O próprio diretor também é colecionador e tem automóveis seus expostos.
Por este motivo nenhum dos carros no Carde tem seus valores revelados, mas é possível saber por quanto eles foram vendidos nos leilões, daí a estimativa colocada logo no começo deste texto.
Além dos recursos que recebe da Fundação Maria Lia Aguiar o Carde também se financia com os visitantes pagantes: o tíquete integral custa R$ 160, com meia-entrada para estudantes e idosos e cobrança de R$ 80 para residentes em Campos do Jordão.
Internacionalização e expansão
Segundo Goshima os novos integrantes do Carde foram trazidos ao Brasil por importação temporária de cinco anos – uma forma de não pagar imposto – e cedidos ao museu: “Importamos por um período, depois devolvemos e trazemos de volta”. Para fazer esses arranjos o museu já tem dois endereços no Exterior para guarda e manutenção desses veículos em trânsito, um galpão alugado em Daytona, nos Estados Unidos, e outro no Sul da França.
Além das compras internacionais a ideia também é firmar acordos de intercâmbio com museus no Exterior que poderão enviar ao Carde e receber dele alguns de seus modelos para exposições temporárias, algo comum em mostras de arte. “Fizemos muitos contatos em Monterey e em breve vamos receber aqui dois representantes do Petersen Automotive Museum, da Califórnia, para acertar possíveis trocas”, diz Goshima.
Também está na lista de contatos a McPherson University, no Kansas, Estados Unidos: “É a única universidade que tem graduação de tecnologia em restauração automotiva, queremos firmar convênio para os alunos de nossa escola de restauração que faz parte das atividades do Carde”.
Outra maneira de expandir a exposição é começar a utilizar parte da reserva técnica de quinhentos carros históricos que o Carde tem guardados a 300 metros do prédio de exposições, a maior parte ainda aguardando restauração. Segundo Goshima 120 deles já estão restaurados e esperam o melhor momento para serem exibidos: “Planejamos abrir esta área com estes modelos para visitação e poderemos também fazer remanejamentos e trocas na exposição principal”.
Para promover o museu e o antigomobilismo o Carde também promove eventos em Campos do Jordão com participação de alguns de seus carros e de colecionadores, como foi o desfile de corsos carnavalescos no último carnaval. Para o primeiro semestre de 2026 está em planejamento a Mantiqueira Week, um evento inspirado em similares no Exterior, com o Pebble Beach, para reunir modelos antigos com exposição, concurso de elegância e leilões.
Ferrari 212 Inter Coupé 1953
Produzido pela Ferrari de 1950 a 1953, o modelo 212 trazido ao Carde é muito raro, parte de uma pequena tiragem de apenas seis exemplares similares. Desenhada por Giovanni Michelotti, a elegante carroceria foi construída à mão pela italiana Carrozzeria Vignale, em 1953. O carro já venceu em sua categoria o Concours d’Elegance de Pebble Beach, em 2023. Um ano depois foi arrematado em leilão durante a Monterey Week, em agosto passado.
É o mais valioso dos três carros comprados para o Carde nos Estados Unidos. O valor não foi oficialmente revelado pelo museu, mas o modelo foi vendido por US$ 1 milhão 625 mil, conforme anunciado pela Gooding & Company.
O automóvel em exposição é equipado com motor V12 de 2,5 litros e 170 cavalos, dotado de tripla carburação Weber e câmbio manual de cinco marchas, conjunto capaz de levar o elegante Ferrari à velocidade máxima de 200 km/h, segundo dados da época de sua fabricação. O carro foi produzido na Itália e embarcado zero-quilômetro para Luigi Chinetti, representante e distribuidor da marca nos Estados Unidos.
Pegaso Z-102 Berlinetta Series II 1954
Concebido pelo engenheiro espanhol-catalão Wifredo Ricart para fazer concorrência direta aos carros de Enzo Ferrari – com quem já havia trabalhado e se desentendido na italiana Alfa Romeu nos anos 1930 –, o Pegaso Z-102 também foi um efêmero e raro símbolo da capacidade industrial espanhola que o ditador Francisco Franco queria propagandear ao mundo, recuperando a imagem da requintada Hispano-Suiza – fabricante fundada em Barcelona, em 1904, que antes da Segunda Guerra Mundial produziu modelos de alto luxo que rivalizavam com marcas como Rolls-Royce, Bugatti e Mercedes-Benz.
No pós-guerra Ricart voltou à Barcelona e foi convidado a dirigir a Enasa, Empresa Nacional de Autocamiones, estatal fabricante de veículos que havia assumido as instalações da Hispano-Suiza e convertido a fábrica para produzir caminhões. Ali projetou o Pegaso Z-102, que teve apenas 84 unidades fabricadas de 1951 a 1958. Para fazer frente às Ferrari até o nome e o emblema do modelo foram escolhidos a dedo: se o símbolo do concorrente italiano é o cavallino rampante, ou cavalinho empinado, o exótico esportivo espanhol tinha o cavalo alado da mitologia grega fixado em sua carroceria.
Não por acaso o Pegaso Z-102 foi considerado o carro de produção mais veloz de sua época: equipado com um motor V8 de 2,8 litros com dupla carburação e 195 cavalos, chegava 240 km/h.
Por ironia o Pegaso foi trazido ao Brasil e está exposto na entrada do Carde bem ao lado de seu maior concorrente, o Ferrari 212, apenas um ano mais antigo. O exemplar em exibição foi produzido em 1954 e é um dos sete que receberam carrocerias da Saoutchik, da França. Ele já nasceu como carro de exibição: foi um dos dois Pegaso expostos ao público no Salão do Automóvel de Paris de 1954.
Segundo a casa de leilões Broad Arrow somente dois anos depois um destes modelos foi vendido ao seu primeiro proprietário, na Espanha, e em 1989 foi comprado por um piloto e colecionador Arthur L. Foley III, que o levou para restauração nos Estados Unidos. O Carde não informou se é este o modelo em questão, mas o Z-102 foi leiloado algumas vezes, uma delas por US$ 880 mil na Monterey Week de 2016 e voltou a ser oferecido pela Gooding & Company em Pebble Beach, em agosto do ano passado, cotado de US$ 650 mil a US$ 800 mil. Não foi informado se houve arremate neste leilão.
Tucker’48 1948
Apresentado no fim da década de 1940, o Tucker é considerado um dos automóveis mais famosos e polêmicos da história da indústria automobilística dos Estados Unidos. Concebido por Preston Tucker e estilizado por Alex Tremulis, foi um veículo considerado revolucionário para sua época, pois trazia soluções nada convencionais, a começar pelo design futurista triangular da dianteira, que renderam o apelido de Torpedo, e a silhueta cupê com traseira alongada, tipo fastback, além do motor traseiro de seis cilindros e 166 cavalos – adaptado de um helicóptero – que levava o modelo a até 190 km/h.
Outras inovações eram o painel acolchoado, comandos e quadro de instrumentos concentrados na coluna do volante e um terceiro farol central, que se movimenta para ambos os lados acompanhando a direção. As portas traseiras abrem no sentido invertido, para frente.
Apesar da repercussão positiva o projeto não evoluiu como planejado. Preston Tucker foi alvo de uma investigação judicial e, mais tarde, acusado de fraude ao captar recursos na bolsa de valores sem apresentar a produção prometida aos investidores. Ainda que sua inocência fosse comprovada a reputação e a situação financeira da empresa já tinham se deteriorado.
Assim de 1948 para 1949 apenas 51 Tucker’48 foram produzidas e restam apenas 47 no mundo. Um deles é o chassi 1003, ainda um protótipo, que está em exibição no Carde. O carro foi de propriedade do diretor de cinema George Lucas, cineasta criador dos filmes Star Wars e Indiana Jones, que em 1988 foi o produtor do filme Tucker, Um Homem e Seu Sonho, dirigido por Francis Ford Coppola. O carro participou das filmagens e por anos ficou guardado por Lucas no seu Skywalker Ranch, na Califórnia.
Em agosto de 2024 o Tucker’48 chassi 1003 foi vendido por US$ 1 milhão 380 mil em leilão da Broad Arrow em Pebble Beach.
Em Campos do Jordão o carro fica exposto no andar das salas históricas temáticas, pois tem ligação indireta com a história da indústria automotiva nacional. Após a falência nos Estados Unidos Preston Tucker veio tentar a sorte no Brasil. Montou escritório em Copacabana, Rio de Janeiro, e a partir de 1952 começou a buscar sócios e projetar um carro para ser produzido no País, que foi chamado de Carioca, com design inspirado no Torpedo. Mas Tucker morreu de câncer, em 1956, e o projeto ficou para a história.
São Paulo – A Caoa Montadora comunicou funcionários e fornecedores que a sua produção em Anápolis, GO, ficará parada de 14 de abril a 13 de maio, somando trinta dias de paralisação. Os trabalhadores envolvidos nas áreas produtivas entrarão em férias coletivas durante o período.
A Agência AutoData teve acesso a comunicado enviado a fornecedoes avisando sobre a paralisação e pedindo para que realizem as entregas de materiais e componentes até 13 de abril: após a data a Caoa só receberá novos lotes a partir da retomada da produção.
Procurada pela reportagem, a Caoa informou que a paralisação estava programada desde o ano passado, quando foram anunciadas reestruturações na fábrica.
Durante esse período a montadora finalizará todos os ajustes necessários nas áreas de Trim Shop e Paint Shop para instalar novos robôs e equipamentos, finalizando também a reforma do refeitório. A Caoa também informou que a unidade trabalhou em ritmo acelerado nos últimos meses para atender as demandas dos concessionários e do mercado durante a paralisação.
Saem das linhas de Anápolis os Caoa Chery Tiggo 5x, Tiggo 7, Tiggo 8 e Hyundai Tucson e HR.
São Paulo – Gerou preocupação nas fabricantes de autopeças instaladas no Brasil a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de taxar em 25% as importações de veículos e peças automotivas. Ainda que faltem pormenores a respeito de quais serão os componentes abrangidos – o texto da Casa Branca cita motores e peças de motores, transmissões e peças de trem de força e componentes elétricos – a medida tem potencial de causar efeitos importantes nas exportações brasileiras.
Os Estados Unidos são o segundo maior cliente de peças brasileiras, atrás apenas da Argentina. No ano passado, de acordo com o Sindipeças, os embarques para lá somaram US$ 1,4 bilhão, ou 17,5% de todas as exportações de autopeças do País. O país norte-americano é superavitário: no sentido oposto as importações alcançaram US$ 2,2 bilhões, ou 10,7% das compras externas. Mais uma vez os Estados Unidos são o segundo do ranking, superados apenas pela China.
Em veículos também há superávit estadunidense: não há exportações de veículos prontos e as importações somaram 3,9 mil unidades no ano passado, segundo a Anfavea.
Muitas empresas têm contrato de exportação em vigor com os Estados Unidos, como a Toyota, que envia de Porto Feliz, SP, alguns dos motores que equipam o Corolla vendido naquele mercado.
Sem ainda conhecer os pormenores o Sindipeças afirmou, em nota, que “aguarda a publicação do completo teor da legislação para analisar os possíveis impactos”. A expectativa é que tudo seja explicado pelo governo estadunidense, e as NCMs listadas, até 3 de abril, quando as medidas entrarão em vigor, junto com outras, como a sobretaxação do aço e alumínio.
No Japão, onde participa de uma visita oficial, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva disse à Agência Brasil que a decisão de Trump pode ser prejudicial à economia do país: “Isso vai elevar o preço das coisas, e pode levar a uma inflação que ele ainda não está percebendo”.
No caso das taxas de aço, também elevadas a 25% e que afetam bastante as siderúrgicas instaladas no Brasil, Lula decidiu levar a questão à OMC, Organização Mundial do Comércio, e ameaçou aderir à prática da reciprocidade tarifária. Se fizer o mesmo com a questão automotiva a produção local poderá ser diretamente atingida e impactada em custo.
São Paulo – O chassi elétrico BYD D9W será testado por um mês em Águas Lindas de Goiás, GO, em rotas de maior demanda da cidade. A iniciativa, parte de chamamento público promovido pela prefeitura, visa a avaliar soluções de mobilidade sustentável para embasar a elaboração de futuro edital de compra de veículos a bateria para o transporte público local.
Com 12,98 metros de comprimento e carroceria da Caio, o D9W é montado em Campinas, SP, e equipado com baterias de fosfato de ferro-lítio fabricadas em Manaus, AM. Possui autonomia de até 250 quilômetros e tempo de recarga de apenas duas a três horas, segundo a BYD.
A capacidade total é de oitenta passageiros sentados, com destaque para a plataforma de entrada baixa, que elimina degraus e facilita o acesso de pessoas com mobilidade reduzida.
Além da BYD, outras montadoras também participaram da fase de testes, que busca comparar o desempenho e os benefícios operacionais das tecnologias disponíveis no mercado.
Segundo dados da Fenabrave foram emplacados 133 ônibus elétricos no país no primeiro bimestre, contra treze no mesmo período de 2024, avanço de 923%. A BYD possui fatia de 56% do mercado, com 75 ônibus comercializados.
São Paulo – Após intervalo de cinco anos a Mercedes-Benz retomou o seu tradicional Prêmio Interação, que reconhece os seus fornecedores com desempenho acima da média. A entrega dos troféus foi realizada na quarta-feira, 26, junto com mais um Prêmio de Responsabilidade Ambiental, que premia as empresas e concessionárias com boas práticas para a sociedade e meio-ambiente.
No total dez empresas foram premiadas em onze categorias: oito no Interação e três no Responsabilidade Ambiental. A Prometeon recebeu troféu nas duas premiações.
O vice-presidente de compras e logística Matthias Kaeding explicou a razão dos anos sem o prêmio aos fornecedores:
“O Prêmio Interação passou por uma pausa nos últimos anos. Em primeiro lugar, devido à pandemia da covid-19 e, num segundo momento, por conta do processo de transformação da nossa empresa. Essa medida foi necessária para que pudéssemos reformular não apenas os critérios de avaliação, mas também a própria premiação”.
Veja abaixo a lista de todas as empresas premiadas pela Mercedes-Benz:
Prêmio Interação 2025
Excelência em custo – Engemet Metalurgia Qualidade – Mahle Metal Leve Logística – Prometeon Inovação – PST Eletrônica Resiliência – Maxiforja Componentes Automotivos Excelência operacional material indireto/serviço – MTC Soluções Logísticas Melhoria Contínua Material Indireto/Serviço – Alis Armazenagem Transporte Logística Especial Material Indireto/Serviço – Dürr Brasil
Prêmio Responsabilidade Socioambiental
Prometeon – Promoção da economia circular por meio da reciclagem de bitucas de cigarro SKF do Brasil – Criou oportunidades para jovens brasileiros participarem do maior torneio de futebol da categoria Michelin – Programa de educação ambiental e diversidade na sustentabilidade