Caoa Chery atualiza sua linha de SUVs PHEV

São Paulo – A Caoa Chery atualizou a linha de modelos híbridos plug-in de seu portfólio. Importados da China o Tiggo 7 Pro PHEV, novidade no mercado, e o Tiggo 8 Pro PHEV trazem mais tecnologia, mudanças no design e tanque de combustível maior, 60 litros, o que amplia as suas autonomias. Os SUVs partem de R$ 240 mil, o de cinco lugares, e R$ 280 mil, o que oferece espaço para até sete.

Não é esperado, no entanto, grande crescimento de demanda: segundo o diretor de marketing, Jan Telecki, ambas as versões, topo de linha, compõem o portfólio para agregar a imagem da marca, que se direciona rumo à eletrificação: “Temos de quinhentas a 1 mil unidades programadas para os dois modelos nos próximos seis meses”.

São volumes modestos comparados à expectativa da Caoa Chery, que no ano passado quase dobrou suas vendas para 60,9 mil unidades.

“Tivemos problemas com a capacidade de produção em Anápolis [GO]. A partir do segundo semestre, com a entrada em operação do terceiro turno, começamos a normalizar e hoje temos pronta entrega de toda a linha. Para este ano projetamos produção na faixa das 80 mil unidades.”

Nenhum deles será PHEV embora na unidade goiana sejam produzidas as versões híbridas dos Tiggo 5X Sport, Tiggo 7 Sport e Tiggo 8 Pro, com componentes importados da Ásia. Telecki disse que a companhia monitora a aceitação dos plug-in no mercado para decidir quando serão localizados, ao passo que, em paralelo, desenvolve a solução flex em parceria com os centros de desenvolvimento chineses.

Os PHEV são equipados com o motor 1.5 turbo a gasolina, que funciona combinado com dois elétricos gerando até 317 cv e 56,6 kgfm de torque. A transmissão é automática DHT, Dedicated Hybrid Transmission, desenvolvida especialmente para os modelos que combinam motor a combustão com elétrico.

Interior do Tiggo 7 Pro PHEV. Fotos: Divulgação.

Como novidade, e atendendo a pedidos dos consumidores, de acordo com Telecki, o tanque cresceu de 45 para 60 litros. A autonomia 100% elétrica é de 54 quilômetros.

O Tiggo 7 Pro traz novo para-choque, caixas laterais e rodas diamantadas, assim como o 8 Pro, que ainda incorporou a iluminação de boas-vindas. Ambos receberam, também, painel de instrumentos integrado ao multimídia em uma tela de 24,6’’, que acomoda tecnologias de comando por voz, Apple CarPlay e Android Auto sem fio e outras funções. No 8 foi incorporado, ainda, um head-up display.

Interior do Tiggo 7 Pro PHEV. Fotos: Divulgação.

Ambos já estão disponíveis na rede Caoa Chery com o preço promocional, cujo prazo não foi informado pela companhia. A garantia é de cinco anos para os SUVs e de 8 anos para as baterias.

Volda espera avançar 25% em seus negócios, após forte expansão no ano passado

São Paulo – A Volda, que importa peças da Ásia para comercializar no mercado de reposição nacional, projeta crescimento de 25% no seu faturamento em 2025. O avanço será puxado por uma série de lançamentos que ampliarão seu portfólio de 1,7 mil itens para aproximadamente 2,2 mil até o fim do ano:

“Lançamos nossa linha de bandejas em 2024, com 95 códigos. Até março, ampliaremos com o lançamento de mais 150 códigos, seguindo nosso objetivo de conseguir atender a 70% da frota circulante de veículos leves no Brasil”, disse o diretor comercial e de marketing, Ivan Furuya, em entrevista exclusiva à Agência AutoData. “Considerando todos os componentes que vendemos a meta é chegar a 90% de cobertura da frota nacional.”

Outro ponto que ajudará no crescimento da empresa será a expansão dos canais de distribuição de peças, trabalho que já ocorre há dois anos, buscando grandes distribuidores, de maior volume, que possuem maior demanda. Furuya contou que, no começo, a empresa fechava os contratos com quem tinha interesse em vender seus itens e, agora, o foco está nas grandes empresas do segmento de reposição.

Os veículos eletrificados, que tiveram grande crescimento no Brasil em 2024, também são foco da Volda, que pretende trazer itens de reposição que atendam modelos da GWM e da BYD. Segundo Furuya estes veículos ainda estão todos em garantia e os clientes levam para manutenção nas concessionárias, mas algumas oportunidades podem aparecer:

Ivan Furuya, diretor comercial e de marketing da Volda

“Com o alto volume de vendas pode ser que algumas revendas tenham dificuldade para atender a todos os clientes e, diante deste cenário, queremos aproveitar possíveis oportunidades na reposição, pois os clientes que não encontrarem a peça a pronta entrega na concessionária, podem procurar em grandes distribuidores”.

A intenção é lançar alguns códigos que sejam compatíveis com os modelos da GWM e da BYD nos segmentos em que a Volda opera, como já faz com itens de suspensão e de transmissão de modelos híbridos da Toyota. 

A Volda está otimista para 2025 depois de registrar alta de 50% no seu faturamento em 2024, a maior nos seus sete anos de história no Brasil. Este avanço foi puxado pela forte demanda pelos seus pivôs, que representaram 32% do faturamento ano ano passado, seguidos pela linha de terminais que teve participação de 28%, e pelas juntas homocinéticas, 20%. 

Os componentes da Volda importados da Ásia chegam ao Brasil por meio do porto de Vitória, ES, onde a empresa possui um centro de distribuição com 10 mil m² de área construída, com cerca de cem funcionários e capacidade para estocar até 3 milhões de peças.

Kicks Play entra no programa de assinatura da Nissan

São Paulo – O Nissan Kicks Play entrou na lista dos modelos disponíveis no programa de assinatura Nissan Move, com o preço de R$ 3 mil/mês para a versão Sense, em contrato de 48 meses. A configuração topo de linha, Advance Plus, é ofertada por R$ 3,4 mil por mês, com contrato no mesmo prazo de duração.

O programa de locação da Nissan inclui IPVA, seguro, revisões, taxas, impostos e assistência 24 horas. Os contratos vão de doze a 48 meses, com diferentes opções de quilometragem.

Iveco completa 50 anos de operação

São Paulo – Fundada em 1975, após a fusão de cinco empresas – as italianas Fiat Veículos Comerciais, Lancia Veículos Especiais e Om, da francesa Unic e da alemã Magirus-Deutz –, a Iveco celebrou 50 anos de início de operação. Para marcar a data lançará algumas séries especiais de veículos leves e pesados, como a versão limitada do S-Way, prevista para ser apresentada em maio, em Misano, Itália, durante uma etapa do Moto GP.

O lançamento de uma série especial da Daily também foi confirmado. Outras ações para celebrar os seus primeiros 50 anos também estão previstas, incluindo um evento de quatro dias em Turim, Itália, de 12 a 15 de junho.

A Iveco tem sete fábricas e oito centros de pesquisa e desenvolvimento espalhados por Europa, Ásia, África, Oceânia e América Latina, com 3,5 mil concessionárias.

Vendas de veículos leves na Europa começam o ano em queda

São Paulo – As vendas de automóveis e comerciais leves, na Europa, somaram 831,2 mil unidades, queda de 2,6% na comparação com janeiro de 2024, de acordo com os dados divulgados pela Acea, entidade que representa o mercado automotivo na região. Com relação a dezembro, 910,6 mil vendas, o recuo foi de 8,7%.

A retração foi puxada pela menor demanda em três dos quatro principais mercados, com a maior queda registrada na França, de 6,2%, seguida pela Itália, 5,8%, e pela Alemanha, 2,8%. Dos quatro maiores mercados apenas a Espanha registrou crescimento, 5,3%, no primeiro mês do ano.

Em janeiro a demanda por veículos eletrificados representou 57,3% das vendas, sendo 15% veículos elétricos, 34,9% híbridos e 7,4% híbridos plug-in. Os veículos movidos a gasolina e diesel representaram participação de 39,4%.

Carlos Moreira será o novo CEO da Unidas

São Paulo – A Unidas terá um novo CEO a partir de 1º de abril: Carlos Augusto Moreira, que desde 2021 ocupa o posto de diretor executivo de finanças, operações e relações com investidores na companhia. Ele sucederá a Cláudio Zattar, que será nomeado vice-presidente do Conselho de Administração.

Engenheiro civil com MBA em finanças Moreira acumula passagens em empresas como Heinz North America, Grupo Positivo e ALL América Latina Logística.

Zattar, antes de assumir o posto de CEO da companhia em 2021, foi diretor executivo da Localiza e CEO da Ouro Verde, que uniu os seus negócios com a Unidas em 2022.

Hoje a Unidas possui 116 mil 350 ativos, de unidades de negócios de locação de carros às de pesados.

GM faz parceria com Grupo Sada para usar caminhões a gás

São Paulo – A General Motors formalizou parceria com o Grupo Sada para que o trajeto dos veículos produzidos na fábrica de São Caetano do Sul, SP, até a sede da transportadora, em São Bernardo do Campo, SP, seja feito por meio de caminhões movidos a GNV.

O projeto é o primeiro passo da montadora para reduzir as emissões de CO2 em suas operações em todo o País. Somente neste percurso a perspectiva é que deixem de ser enviadas 108 toneladas de CO2 por ano.

A montadora também tem lançado mão de outras ações para descarbonizar a logística com o uso da cabotagem na Região Norte, o que reduz 340 toneladas de CO2 por ano em comparação ao modal rodoviário. E com o transporte de peças de fábricas para concessionárias em caminhões elétricos e a gás, em parceria com a JSL e a Ceva Logistics.

Além disto cinquenta rebocadores elétricos evitam a emissão de 1,5 tonelada de CO2 anualmente e a substituição de 2 milhões de folhas de papel por sistemas eletrônicos de rastreabilidade equivalem ao plantio de 267 árvores.

Volare exporta nove micro-ônibus para a Costa Rica

São Paulo – A Volare exportou nove micro-ônibus para a Costa Rica, adquiridos por diversos operadores locais que usarão os veículos no transporte de turistas. O lote exportado é composto por unidades do Fly 9, com capacidade para transportar de 27 a 32 passageiros, dependendo da configuração escolhida por cada cliente.

Cinco unidades serão fornecidas para a Joke Vision e as outras quatro para Metrocop, BBM BIS, Rovicsa e Trans Zumo.

Cartel no mercado de peças gera multa de mais de R$ 5 milhões a empresário ligado à Valeo

São Paulo – O empresário do setor de componentes automotivos Leon Tiberghien foi condenado pelo Cade, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, por participação em cartel que envolvia a fabricação e venda de embreagens para automóveis, comerciais leves e caminhões, tanto para fabricantes de equipamentos originais como para o mercado de reposição.

Tiberghien era ligado à Valeo mas as ações envolveram, também, a Schaeffler e a ZF. De acordo com o Cade foram verificadas “a troca de informações concorrencialmente sensíveis, o alinhamento de estratégias de mercado, a fixação de preços e a divisão de clientes por meio de ações ocorridas no Brasil e na Europa, tendo efeitos no País”.

Embora as práticas anticompetitivas tenham ocorrido de 2003 a 2011 o processo administrativo número 08700.000881/2019-00 foi aberto em 8 de fevereiro de 2019. A condenação veio seis anos depois. Durante o período do inquérito foi celebrado TCC, termo de cessação de conduta, por algumas empresas e, posteriormente, pelas pessoas físicas envolvidas.

A investigação, iniciada a partir de acordo de leniência da Valeo com o Cade, além das pessoas físicas, comprovou que práticas ilícitas ocorreram por meio de reuniões presenciais e troca de e-mails, afetando os mercados OEM e de reposição independente. Segundo o órgão “o cartel visava a preservar as cotas de mercado de cada empresa envolvida, restringindo a concorrência e prejudicando os preços praticados, deixando-os mais caros e lesando consumidores e o mercado como um todo”.

O Cade determinou o pagamento de multa de R$ 5,5 milhõe pelo empresário além da divulgação da decisão e da remessa do processo ao MPF, Ministério Público Federal, e ao MPE SP, Ministério Público do Estado de São Paulo, para eventuais ações de reparação.

O que dizem as empresas citadas no processo

A Valeo informou que apoia e promove, integralmente, as melhores práticas em compliance e antitruste: “Nossa política corporativa reforça o compromisso com os mais altos padrões éticos em todas as operações ao redor do mundo, respeitando integralmente as legislações local e internacional”.

A Schaeffler pontuou que o processo refere-se a fatos que teriam ocorrido há mais de uma década, antes de 2011, e que a multa em questão não foi imposta à companhia mas a pessoa física que não tem relação com a empresa: “Quando a Schaeffler Brasil tomou conhecimento do processo, em 2014, decidiu colaborar com a autoridade para esclarecimento do assunto e esteve sempre à disposição do Cade”.

A ZF disse que também colaborou com as autoridades nas investigações e que não se pronunciará sobre o processo, encerrado conforme decisão publicada pelo Cade: “A ZF reafirma o seu compromisso com valores éticos com clientes, colaboradores e  fornecedores, e declara que é signatária do Pacto Brasil pela Integridade Empresarial,  iniciativa da CGU, Controladoria-Geral da União, como parte de suas ações pela  integridade e transparência nos negócios”.

Fábrica da ZF Limeira recebe prêmio global da companhia

São Paulo – A fábrica da ZF de Limeira, SP, foi condecorada com o ZF Excellence Award 2024, prêmio concedido pela matriz para as melhores iniciativas globais dedicadas à melhoria contínua e à eficiência dos processos produtivos. A unidade foi reconhecida pelo projeto Blitz Kaizen, na categoria Excelência Operacional, que foi desenvolvido para reduzir desperdícios e obter mais eficiência.

Introduzido em 2024 como parte do plano que busca acelerar a transformação lean nas operações de sistemas de direção da ZF o Bitz Kaizen, em quatro meses, rendeu melhorias significativas nas doze linhas de produção aplicadas, que foram preparadas para a digitalização e a automação.