Venda de pneus atinge menor patamar desde 2013

São Paulo – Foram comercializados 50,6 milhões de pneus no ano passado, 2,7% abaixo de 2023. Trata-se do menor volume desde 2013, quando 50,7 milhões de unidades foram vendidas, segundo levantamento da Anip.

Se por um lado as montadoras aumentaram em 1,4% suas encomendas, com 12,7 milhões de pneus, por outro o mercado de reposição caiu 3,9%, para 37,8 milhões de unidades.

De acordo com a Anip é o reflexo do avanço das importações de pneus, principalmente os de origem asiática. Tanto que o aumento do comércio de pneus de carga em 3,4% na comparação anual não foi suficiente para, no geral, trazer desempenho melhor. O resultado deveu-se ao incremento de 20,8% na demanda das fabricantes, com 1,8 milhão de unidades.

As vendas de pneus de passeio recuaram 6,7%, para 25,6 milhões de unidades. A maior influência neste caso partiu do mercado de reposição, que encolheu 9,2%, para 17,9 milhões de unidades. Para veículos comerciais leves a demanda subiu 3,3% totalizando 7,7 milhões de unidades. O destaque ficou por conta do aumento de 5,1% das entregas para as montadoras, para 3,1 milhões de unidades.

A comercialização de pneus para motocicletas no aftermarket também cresceu 3,3%, para 10 milhões de unidades.

Alberto Ferreira Delgado é o novo diretor de TI da VW Financial Services

São Paulo – A Volkswagen Financial Services anunciou Alberto Ferreira Delgado como seu novo CIO, ou diretor de tecnologia da informação. Com mais de 25 anos de experiência profissional na área de TI, o executivo desempenhou funções de liderança em instituições financeiras como Nubank, Rede Itaú e Itaú Unibanco.  

Delgado, que também passa a integrar o Comitê Executivo da Volkswagen Financial Services, chega à empresa com a missão de contribuir à evolução da jornada digital ao aliar modernização, aprimoramento de processos e aceleração do aprendizado contínuo das equipes.

Formado em ciências da computação pela UMC, Universidade de Mogi das Cruzes, o executivo possui com mestrado em engenharia da computação pela USP, Universidade de São Paulo, MBA em gestão empresarial pela FGV, Fundação Getulio Vargas, e certificação pela MIT Sloan School of Management.

BYD Explorer desembarca no Espírito Santo com 5,5 mil veículos

São Paulo – Mais um desembarque do navio BYD Explorer Nº 1, de propriedade da montadora chinesa, desta vez no porto de Aracruz, ES, traz ao mercado brasileiro mais de 5,5 mil veículos eletrificados, todos BYD. Ele atracou na quinta-feira, 27, vindo de Nigbo, na província chinesa de Zhejiang, com unidades das famílias Dolphin, Song e Yuan a bordo, além do inédito Denza B5, segundo informações da imprensa especializada.

Foi a segunda vez que o navio, o primeiro de oito que a BYD planeja construir para transportar seus carros pelo mundo, parou no Brasil: a primeira foi em Recife, no porto de Suape, quando a Agência AutoData pôde conhecer a embarcação.

Segundo a BYD o lote de carros importados da China visa atender à crescente demanda dos seus veículos pelos brasileiros, até que a fábrica de Camaçari, BA, comece a operar. Parte da obra segue embargada após as denúncias de trabalho degradantes pelo Ministério Público.

Em dezembro, quando a Agência AutoData esteve em Camaçari para ver o andamento das obras, a BYD projetava para o primeiro trimestre o início das operações. Não há ainda previsão oficial atualizada.

Expansão do Centro de Partes e Peças

Em paralelo ao aumento das importações e do crescimento da frota circulante BYD nas ruas e estradas brasileiras a empresa investe na expansão do seu pós-vendas, gerido pela GDL no Centro de Partes e Peças de Cariacica, ES. No ano passado a BYD quase duplicou seu estoque de componentes, saltando de 370 mil para 718 mil peças, e expandiu a área física em 20 mil m², para 25,5 mil m². 

Por dias saem de lá 2,6 mil peças para as concessionárias – e a BYD está desenvolvendo um sistema de integração da concessionária com seus fornecedores, previsto para ser lançado no segundo trimestre, que permitirá processar automaticamente os pedidos e fazer o rastreamento das peças em tempo real.

Linha Tremor das picapes Ford chegará ao Brasil

São Paulo – A linha Tremor, aplicada a picapes da Ford, chegará ao mercado brasileiro este ano. Será uma opção às picapes ofertadas por aqui, como Ranger, F-150 e Maverick – a companhia não informou, contudo, qual delas será a primeira a receber a nova configuração.

As picapes Tremor oferecem visual exclusivo e capacidade superior para rodar em pistas off-road, sem abrir mão do conforto e segurança nas cidades e estradas. O pacote inclui altura elevada do solo, suspensão e amortecedores especiais, ângulos de entrada e saída ampliado, diferencial blocante, protetores inferiores e pneus todo-terreno. Acessórios e acabamentos dão melhor funcionalidade e aparência distinta, tanto no exterior como no interior.

“A linha Tremor faz parte da nossa proposta de oferecer opções diferenciadas e atender as necessidades de cada cliente com o que há de melhor em termos de desempenho, funcionalidade, segurança, tecnologia, estilo e conforto, com o conhecido padrão de robustez e qualidade da marca que mais entende de picapes no mundo”, afirmou Dennis Rossini, gerente de marketing da Ford.

Justiça exclui processo de recuperação judicial da Movent

São Paulo – A juíza Andréa Galhardo Palma, da 2ª Vara Regional de Competência Empresarial do TJ-SP, Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, determinou a exclusão do processo de recuperação judicial da Movent, fabricante de canos de freio e partes do sistema de freios de Diadema, SP. A empresa de autopeças estava nesta situação desde novembro de 2023, no entanto, os problemas maiores começaram a aparecer em janeiro, quando, diante da falta de insumos para produzir, passou a impedir a entrada do efetivo de cem funcionários para trabalhar.

De lá para cá deixou de pagar salários, convênio médico e de recolher o FGTS, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Também ficou devendo o depósito da segunda parcela do décimo-terceiro salário e atrasou o pagamento da administradora judicial AJ Ruiz Consultoria Empresarial.

Diante da situação os trabalhadores iniciaram acampamento em frente à empresa para garantir que nenhum bem seja retirado de dentro do local e autorizaram, em plenária, que o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC tome medidas políticas e jurídicas para defender seus direitos.

No processo a juíza diz que o contexto se resume ao não cumprimento pelas recuperandas – o Grupo Movent é representado pelas empresas Movent Automotive Indústria e Comércio de Autopeças Ltda e MVT Produtos Automotivos Ltda – das previsões legais às quais estão obrigadas:

“E, também, às determinações deste juízo, impedindo o adequado prosseguimento da recuperação judicial. Isto resulta num procedimento frustrado, permeado de condutas por parte das recuperandas que não oferecem perspectiva de comprometimento com o soerguimento e, contrariamente, exige a atuação do poder judiciário, que se torna inócua”.

O sindicato sustentou que a empresa, além de não conseguir retomar as rédeas da gestão e deixar de efetuar os pagamentos de fornecedores e de profissionais agiu de má-fé e violou direitos e, portanto, encaminhará novas ações à Justiça.

“Faremos o pedido de penhora de bens e por fim, se for o caso, entraremos com o pedido de falência para garantir os direitos desses trabalhadores”, garantiu o coordenador da regional Diadema, Antonio Claudiano da Silva.

A crise toda começou em 2018, quando a Dana Diadema foi adquirida pelo Grupo Movent, e os atrasos salariais tornaram-se frequentes. Em 2023, dos 440 profissionais, 282 foram dispensados. Verbas rescisórias deixaram de ser pagas, assim como os acordos na Justiça do Trabalho, até que no fim daquele ano a recuperação judicial foi aprovada.

A reportagem da Agência AutoData procurou contato com a empresa, sem sucesso.

Indústria segue aguardando a regulamentação do Mover e o IPI verde

São Paulo – Aguardada para o fim do ano passado, a regulamentação do Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação, segue sem previsão de sair do papel. As regras do IPI Verde, porém, importante capítulo para a descarbonização da indústria automotiva e que pautará as próximas apostas do setor, voltaram a ser debatidas em reunião realizada na quarta-feira, 26, no MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, conduzida pelo secretário Uallace Moreira, e que contou com participação de representantes de entidades como Anfavea e ABVE, além de montadoras.

Durante o encontro foi apresentado um cronograma para a publicação do decreto do IPI Verde, até o fim de março. De acordo com fontes ouvidas pela Agência AutoData, a intenção do governo era mais a de escutar os participantes que, por sua vez, disseram ter saído da reunião com a sensação de que nada avançou muito em relação a abril do ano passado, quando o tema começou a ser debatido.

Ainda será preciso alinhar pormenores com o ministro do MDIC e vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e com o Ministério da Fazenda, embora a Receita Federal já tenha analisado a proposta e esteja esperando por algumas assinaturas. “Aguardamos a liberação e publicação do IPI Verde para que saia, na sequência, o decreto de requisitos obrigatórios do Mover, aos quais se seguirá série de atos infralegais, como algumas portarias. Tudo dependerá então de um ato que em cadeia, fará com que todos saiam”, disse uma das fontes, que não quis se identificar.

A questão é que, com a morosidade em torno da base tarifária, essencial para o avanço do Mover, pode ser que o IPI Verde perca seu prazo de validade e não seja mais coerente, na avaliação de outra fonte: “Com o avanço da reforma tributária não sei se ainda fará sentido a tributação sustentável do IPI, que em tese vigoraria a partir de 1º de janeiro. Pois se a partir de 2026 o padrão tributário for alterado para CBS [Contribuição sobre Bens e Serviços], não será justificável, uma vez que há todo um protocolo de ajuste de alíquota que requer que se aguarde um período, como o prazo nonagesimal [os noventa dias para a entrada em vigor de um imposto majorado]”.

Quanto ao sistema bônus-malus, ou recompensa e penalização, na cobrança do IPI, conforme a fonte de energia para a propulsão, o consumo energético, a potência do motor, a reciclabilidade e o desempenho estrutural e tecnologias assistivas à direção, ele se tornará um reflexo para o Imposto Seletivo, após as mudanças da reforma tributária. Conforme o MDIC apresentou na reunião, a proposta segue em linha com o que havia sido apresentado anteriormente, em que veículos a diesel e a gasolina serão mais penalizados, assim como a maior potência do veículo – os de menor potência, mais benéficos, terão alíquota mais baixa. Por orientação da própria pasta, entretanto, os presentes não puderam fazer registros fotográficos das lâminas apresentadas.

O que gerou certo desconforto nos presentes foi com relação aos veículos eletrificados, uma vez que o governo defende a maior oferta de benefícios aos veículos flex ou movidos a etanol, por envolver a matriz energética mais abundante no País. Para as outras regulamentações ainda não foi dado prazo algum.

Diante disto empresas que de habilitaram ao Mover em 2024 e que em tese até julho de 2025 teriam de entregar algumas informações seguem no compasso de espera. Procurado, o MDIC não retornou à reportagem até o fechamento desta edição.

Marcopolo faz a primeira exportação do Viaggio G8 1050

São Paulo –  A Marcopolo realizou a primeira exportação do ônibus Viaggio G8 1050. Três unidades foram embarcadas para o Uruguai, após a negociação fechada com a Intetur e a Abus, que usarão os veículos para atender demandas de turismo nas cidades de Dolores e Tacuarembo.

Os ônibus produzidos na fábrica de Caxias do Sul, RS, possuem chassi Scania K_310C, com 13,2 metros e capacidade para 44 passageiros. Dentre os itens de série o Viaggio G8 1050 possui ar-condicionado, tomadas USB, descansa pernas, duas câmeras de monitoramento e três monitores.

Kia expande seu portfólio elétrico com EV4 E PV5

São Paulo – No Kia EV Day 2025, em que revelou seus planos para a eletrificação, a Kia mostrou duas novidades elétricas: o EV4 e PV5. O primeiro será vendido nas carrocerias hatch e sedã, mas os seus pormenores de motorização, bateria e autonomia ainda não foram revelados.

O PV5 é um utilitário que será vendido em três versões: Cargo, Passageiro e Veículo Acessível para Cadeirantes. Será o primeiro modelo produzido na nova plataforma PBV, Plataforma Além do Veículo, que traz novos hardwares e softwares para melhorar a experiência dos ocupantes.

Durante o evento, como em 2023, a empresa apresentou um novo conceito, o Concept EV2, um compacto elétrico que fará parte do seu portfólio de veículos elétricos nos próximos anos.

Jeep leva o Renegade Willys para o Galo da Madrugada

São Paulo – O Jeep Renegade Willys, versão topo de linha, será uma das atrações do Galo da Madrugada, o maior bloco de carnaval do mundo, em Recife, PE. Por mais um ano a Jeep será patrocinadora oficial do evento, o quinto consecutivo.

O SUV produzido na fábrica de Goiana, PE, é equipado na versão Willys com rodas aro 17, pneus ATR+, quadro de instrumentos digital de sete polegadas, teto solar, kit multimídia com tela sensível ao toque de 8,4 polegadas, bancos com o nome da versão, soleira e ar-condicionado digital e automático.

Em 2025 o Jeep Renegade somou 3,7 mil emplacamentos, alcançando a décima-terceira posição no ranking dos automóveis e comerciais leves mais vendidos do País, de acordo com dados da Fenabrave de janeiro.

MPF pede recall e indenização à GM por zero estrela no Latin NCAP

São Paulo – Corre na Justiça brasileira processo em que o MPF, Ministério Público Federal, defende que a General Motors pague uma indenização por danos morais e coletivos pela fabricação do Chevrolet Onix, de 2012 a 2018. Segundo comunicado do órgão, que também solicita o recall das mais de 1 milhão de unidades envolvidas, os veículos “não contam com a devida segurança contra impactos laterais”.

Os procuradores do MPF de Minas Gerais usam como argumento a reprovação do Onix no Latin NCAP, que deu nota zero a testes relativos a impactos laterais. “De acordo com os autores da ação, o procurador da República em Uberlândia Cléber Neves e o promotor de Justiça Fernando Martins, embora as especificações de segurança veicular legalmente exigidas no Brasil tenham sido observadas, o resultado demonstrava que o veículo era inseguro aos consumidores”, diz a nota do MPF.

O processo, devido à sua abrangência, foi transferido para o Distrito Federal. E o novo responsável pelo caso, procurador Anselmo Cordeiro Lopes, afirmou que a GM em nenhum momento negou a vulnerabilidade da segurança do veículo e acrescentou que veículos destinados ao mercado consumidor dos Estados Unidos recebiam proteção lateral extra – mas o Onix jamais foi exportado para lá.

Foi Lopes que manifestou o pedido pelo pagamento de indenização e o recall, além de pedir que o julgamento seja de lide antecipado, ou seja, que a Justiça tome sua decisão sem precisar de mais provas ou audiência.

O MPF calcula que a GM obteve receita anual de R$ 8,3 bilhões com a venda do Onix e pede indenização de 5% do faturamento bruto, em torno de R$ 2 bilhões. Deste total R$ 100 mil seriam destinados ao familiar de cada vítima fatal dos acidentes, R$ 50 mil ao consumidor que sofreu danos físicos decorrentes a impactos laterais e o restante destinado ao Fundo de Direitos Difusos.

Pormenores do processo

Reportagem de Lucia Camargo Nunes publicada no portal NSC Total teve acesso ao processo que já acumula mais de novecentas páginas. Foram 4,2 mil sinistros envolvendo o Onix de 2013 a 2024, dos quais 1,5 mil com feridos leves, 290 com feridos graves e 48 com óbitos, sem discriminar quantos foram provocados por impacto lateral.

A GM, em nota, afirmou que “não comenta casos que estão em andamento na justiça. No entanto, é importante ressaltar que o veículo em questão atende integralmente às especificações técnicas exigidas pela legislação brasileira, incluindo todas as normas e regulamentações veiculares em vigor.”

Nos autos a companhia alegou ser inviável atender a um recall por serem “impossíveis as modificações, o que demandaria uma reconstrução completa, com alteração estrutural do veículo”. Cita que o mesmo Latin NCAP testou o Onix em 2014, com três estrelas, e em 2019, com cinco estrelas, após serem agregados novos itens de segurança.

E que a instituição é privada, que utiliza critérios próprios, só testa itens de segurança passivos e não é usado pelo Denatran para aferir se o carro é seguro ou não. Pela legislação vigente o Onix sempre cumpriu as exigências.

O pedido agora aguarda a análise pela 3ª Vara Federal Cível do Distrito Federal.