Volkswagen mostrará o Tera no carnaval da Sapucaí

São Paulo – O público presente no desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, no Sambódromo Marquês de Sapucaí, poderá ver de perto o novo SUV da Volkswagen, o Tera, sem disfarces. Ele terá suas linhas oficialmente divulgadas e será o destaque a partir de domingo, 2.

Foi também no Rio de Janeiro, mas em outro festival de música, o Rock in Rio, que o Tera fez sua primeira aparição, ainda camuflado. Foi o destaque do estande da Volkswagen, uma das patrocinadoras do evento. Quem espiasse por trás das placas de LED conseguia ver parte, ou até grande parte, do SUV.

Desenvolvido pela equipe de engenharia local, o Tera teve seu desenho feito pelo time de José Carlos Pavone, head de design da Volkswagen Americas. Teasers divulgado pela montadora revelaram alguns pormenores, como os faróis e lanternas, a coluna C e o volume acima da caixa de rodas, bem como o design delas.

Stellantis segue na seleção de novo CEO

São Paulo – Ao apresentar pela primeira vez os resultados financeiros da Stellantis o chairman John Elkann cumpriu o papel que nos três anos anteriores tinha sido do CEO Carlos Tavares, que renunciou ao cargo em novembro passado justamente por causa do desempenho negativo da companhia em 2024, divulgado em pormenores na quarta-feira, 26.

Elkann espera por um ano melhor em 2025 e que esta função não seja mais dele nas próximas divulgações, pois segundo ele até o fim deste primeiro semestre um novo CEO já terá sido escolhido para executar os planos da quarta maior fabricante de veículos do mundo.

“A seleção do novo CEO está em curso e seu nome será anunciado no primeiro semestre, temos ótimos candidatos internos e externos”, disse Elkann, sugerindo que ainda não foi tomada a decisão por um executivo que já está na empresa ou algum outro da concorrência ou mesmo de fora do setor.

Da porta para dentro da companhia vem ganhando força o nome de Antonio Filosa, que no fim de 2023 deixou a presidência da Stellantis América do Sul para ser o CEO global da Jeep e, no ano passado, foi alçado ao posto de presidente para as Américas. Da porta para fora surgiram rumores de conversas com Luca De Meo, atual CEO do Grupo Renault, até agora não confirmadas por nenhuma das partes.

Seja quem for a missão do novo CEO já é conhecida, nas palavras do próprio Elkann: “Em 2025 precisamos voltar ao crescimento lucrativo e ao fluxo de caixa positivo, para construir a confiança dos investidores”.

América do Sul fez o melhor resultado da Stellantis em 2024

São Paulo – Em um cenário raramente visto nas grandes corporações com subsidiárias espalhadas pelo mundo, em 2024, a divisão regional da Stellantis na América do Sul apresentou os melhores resultados relativos da companhia, mesmo representando apenas 10% do faturamento global de € 156,9 bilhões no ano passado.

Enquanto quatro das cinco divisões regionais da Stellantis registraram quedas de vendas, receitas e lucros, a subsidiária sul-americana conseguiu elevar as entregas aos clientes em quase 4%, de 879 mil para 912 mil veículos vendidos na região em que a companhia liderou o mercado com participação de 22,9%, a maior da companhia no mundo.

Apesar da pequena queda marginal de 1,2% no faturamento regional, que atingiu € 15,9 bilhões, e da pequena retração de 4% no lucro operacional ajustado de € 2,3 bilhões – muito parecido com o que foi apurado na Europa e América do Norte –, o desempenho da divisão foi considerado “consistente” pela companhia, pois a margem de lucro de 14,3% permaneceu praticamente intocada em relação a 2023, foi a segunda maior do grupo no mundo, só perdendo para os 18,8% da África e Oriente Médio, mas muito acima dos 4% registrados nos mercados europeus e norte-americanos.

Os aumentos dos preços médios dos veículos vendidos na região e a elevação do volume de vendas garantiram o bom desempenho, que foi prejudicado na conversão para euros devido às desvalorizações do real brasileiro e do peso argentino, fator que explica as pequenas quedas de receitas e lucro operacional expressados na moeda da União Europeia.

Segundo John Elkann, chairman da Stellantis, o desempenho positivo na América do Sul está diretamente relacionado com a grande capacidade produtiva instalada na região, com três fábricas no Brasil e duas na Argentina que produzem veículos de cinco marcas – Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën e Ram. Esta vantagem está aliada ao desenvolvimento próprio de produtos adequados à demanda – leia-se renda mais baixa. Como exemplo prático ele citou “a inovadora plataforma Bio-Hybrid no Brasil”, que teve os seus dois primeiros produtos lançados já no fim de 2024, os Fiat Pulse e Fastback híbridos leves com circuito de 12 V e motor flex etanol-gasolina.

A composição do lucro operacional ajustado na América do Sul, em 2024, foi de ganhos de € 507 milhões que foram encobertos por perdas de € 604 milhões em relação ao resultado de € 2 bilhões 369 milhões apurado em 2023. Os ganhos foram compostos por € 368 milhões vindos do aumento médio de preços, mais € 9 milhões com elevação do volume de vendas, € 56 milhões em economias com processos industriais e € 74 milhões em reduções de recursos para pesquisa e desenvolvimento. Já os gastos foram € 75 milhões maiores com despesas administrativas e perdas de € 529 milhões relacionadas à desvalorização cambial que reduziu valores na conversão para euros.

Fábricas locais da Mercedes-Benz passam a operar com energia renovável

São Paulo – As usinas fotovoltaicas da Mercedes-Benz, construídas em parceria com a Raízen Power, em Santana dos Matos, RN, começaram a operar com a capacidade completa em janeiro. A montadora adquiriu participação no projeto Dunamis, iniciado pela Raízen Power, para gerar 100% da energia limpa usada nas fábricas de São Bernardo do Campo, SP, e Juiz de Fora, MG. 

A energia gerada nas usinas fotovoltaicas irá para a rede de abastecimento do Rio Grande do Norte, abatendo o consumo da empresa nas cidades onde está instalada. Este é mais um passo da Mercedes-Benz dentro do seu plano de neutralidade de CO2 nas fábricas brasileiras.

FPT Industrial fornece motores a gás para chassi Agrale

São Paulo – A FPT Industrial fechou parceria com a Agrale para fornecer seu motor movido a gás natural e biometano N60 CNG para o chassi de ônibus MA 11.0 GNV. A fabricante de motores acumula mais de 25 anos de experiência com este tipo de combustível.

A motorização gera 200 cv de potência e 750 Nm de torque e, segundo a FPT Industrial, reduz de 40% a 50% os custos em comparação ao diesel com o mesmo desempenho. Seu funcionamento mais silencioso o torna ideal para serviços urbanos noturnos.

De acordo com a fabricante o motor N60 CNG emite até 10% menos CO2 e 90% menos NO2 quando abastecido com gás natural. Com biometano o lançamento de CO2 na atmosfera é reduzido em até 95%.

Volare vende micro-ônibus para Fernando de Noronha

São Paulo – A Volare vendeu quatro micro-ônibus para a Astrotur Viagens, operadora de de Recife, PE, que usará os veículos no transporte público da ilha de Fernando de Noronha. A negociação foi conduzida pelo concessionário Volare Compacto e as quatro unidades são do modelo Attack 9.

Os veículos são dotados de motor Cummins Euro 6 de 175 cv de potência e câmbio manual de seis marchas. Os micro-ônibus transportam 44 passageiros, sendo 25 sentados.

Volvo Financial Services anuncia Sílvia Gerber como nova presidente na região

São Paulo – A VFS, Volvo Financial Services, braço financeiro da Volvo, terá a partir de 1º de abril uma nova presidente na América Latina: Sílvia Gerber, hoje CFO e vice-presidente da montadora na região. Ela sucederá a Carlos Ribeiro, que passará a liderar as operações da empresa no Reino Unido e na Irlanda, e responderá diretamente ao presidente mundial da VFS, Márcio Pedroso.

Formada em administração de negócios e economia pela Goshen College, Estados Unidos, e com pós-graduação em economia da energia e do meio ambiente na Scuola Superiore Enrico Mattei, Itália, a executiva possui 25 anos de experiência de gestão nas áreas financeira e comercial, duas décadas dos quais no Grupo Volvo.

Gerber já ocupou os cargos de diretora executiva da Volvo Colômbia e, posteriormente, da UD Trucks, antiga marca do Grupo Volvo, para a América Latina e o Caribe. Ela também já foi CFO da Volvo Buses na América Latina e da Volvo México.

Stellantis lamenta resultados de 2024 e prevê 2025 melhor

São Paulo – “2024 é um ano do qual não nos orgulhamos.” Assim John Elkann, chairman da Stellantis, classificou os resultados do grupo no ano passado, que foram apresentados a seguir, nesta quarta-feira, 26, pelo CFO Doug Ostermann, com fortes quedas de vendas, receitas e lucros. Elkann, contudo, ponderou: “Mas o futuro que vemos em 2025 é melhor”.

Pela primeira vez desde a demissão do CEO Carlos Tavares, em novembro, o balanço da companhia foi apresentado pelo herdeiro e principal executivo da família Agnelli, fundadora e controladora do Grupo Fiat, depois FCA e agora Stellantis, após a fusão com a PSA, em 2021.

Enquanto ainda está em curso o processo de seleção de um novo CEO o próprio Elkann elencou as prioridades estratégicas do grupo em 2025: “É o ano em que precisamos voltar ao crescimento lucrativo e ao fluxo de caixa positivo. Para isto queremos capturar mais participação nos mercados, o que faremos com mais investimento em marketing e lançamentos que atendam aos desejos dos consumidores nas diferentes regiões em que atuamos”.

Antes disso, porém, foi necessário apresentar as feridas abertas em 2024, no pior balanço já apresentado pela companhia desde a sua fundação. Após apurar faturamento e rentabilidade exponenciais nos seus primeiros anos de existência, com margem de lucro operacional de 13% sobre o faturamento em 2022 e 2023, porcentual bastante acima da média dos principais concorrentes, em 2024 a casa caiu.

Resultados ruins de 2024

A receita de € 156,9 bilhões representou queda de 17% sobre o ano anterior, as vendas globais caíram 12%, para 5,4 milhões de veículos, derrubando o lucro operacional ajustado para € 8,6 bilhões, em retração expressiva de 64,5% sobre os € 24,3 bilhões de 2023. Com isto a margem de lucro operacional, de 5,5%, ficou cerca de 7,5 pontos abaixo da registrada nos dois anos anteriores.

O declínio de € 15,7 bilhões no lucro operacional ajustado afetou diretamente o fluxo de caixa, que caiu € 18,7 bilhões de um ano para outro e fechou 2024 negativo em € 6 bilhões. O lucro líquido apurado de € 5,5 bilhões também ficou bastante abaixo dos anos anteriores, mais precisamente 70% inferior aos vistosos € 18,6 bilhões de 2023.

Segundo o CFO Doug Ostermann lucro e caixa foram impactados principalmente pela redução do volume de vendas e mix de produtos desfavorável na Europa e América do Norte, regiões onde a Stellantis foi obrigada a baixar os preços em 5%, na média, e adotar iniciativas com custo estimado de € 1,2 bilhão para reduzir os estoques, que globalmente caíram para 1,2 milhão de veículos ao fim de dezembro passado, contra quase 1,5 milhão um ano antes. Ao mesmo tempo o ano particularmente repleto de lançamentos, vinte no total, gerou gastos extras estimados em € 1,7 bilhão. Também pesaram contra os lucros em euros as desvalorizações da lira turca, do real brasileiro e do peso argentino.

Melhores resultados no Sul Global

Olhando o quadro de resultados separadamente nas cinco regiões de atuação da Stellantis, os piores desempenhos foram registrados justamente nas duas divisões que contribuem com a maior parte do faturamento, 78% em 2024, com ganhos e margens muito parecidos.

Na América do Norte o lucro operacional ajustado foi de € 2,7 bilhões e na Europa de € 2,4 bilhões, em ambos os casos um enorme tombo sobre os respectivos € 6,5 bilhões e € 13,3 bilhões de 2023. Nos dois mercados a margem sobre a receita foi pouco maior de 4%. O conjunto de marcas do grupo obteve participação nas vendas de 17% nos países europeus e de 7,8% nos da América do Norte.

O mau desempenho em seus maiores mercados foi parcialmente amortecido pela estabilidade dos bons resultados na América do Sul, com Brasil à frente e liderança de participação nas vendas da região, com fatia de 22,9% – a maior do grupo no mundo. O lucro operacional regional foi de € 2,3 bilhões, cifra praticamente igual à de 2023 e muito próxima da obtida na Europa e América do Norte. Foi a única divisão que sustentou margem de dois dígitos, 14,3%, ainda que ligeiramente abaixo dos 14,8% de 2023.

Já na divisão que engloba África e Oriente Médio a Stellantis obteve market share de 12,4% em 2024, com restrições de importações na Argélia, Tunísia e Egito. O lucro operacional caiu de € 2,5 bilhões para € 1,9 bilhão, mas a despeito dos ventos contrários a companhia conseguiu sustentar sua margem de lucro nos dois dígitos altos, em 18,8%, ainda que menor do que os 23,7% de 2023.

A Stellantis segue com problemas para penetrar nos grandes mercados da região Ásia/Pacífico, incluindo China e Índia. Em 2024 o faturamento nestas regiões caiu para pouco menos de € 2 bilhões, com prejuízo operacional de € 58 milhões e margem negativa de – 2,9%.

Plano de recuperação

John Elkann foi enfático em afirmar aos analistas das instituições financeiras que participaram da teleconferência que os resultados ruins de 2024 não devem se repetir em 2025, mas também não serão tão vistosos quanto os apresentados nos três primeiros balanços da Stellantis.

Com os lançamentos realizados durante 2024 e os previstos para este ano, redução de estoques e política de preços mais flexível – principalmente nos Estados Unidos, onde os concessionários lideraram o empurrão para colocar Carlos Tavares fora da companhia – o CFO Doug Ostermann prevê margens melhores em 2025, “de um dígito baixo no primeiro semestre e um dígito alto no segundo semestre”.

“Somos muito razoáveis em nossas projeções”, afirmou Elkann. “Em 2025 deveremos capturar mais market share com os lançamentos programados. Temos escala de produção regional e global, esta é nossa força. Precisamos ser flexíveis e oferecer aos consumidores de cada região o que eles desejam. Por isso apostamos em plataformas multienergia: teremos novos carros a combustão, híbridos e elétricos.”

Fórum AutoData debate desafio e oportunidades do mercado de caminhões

São Paulo — Mesmo com as vendas de caminhões mantendo o ritmo positivo observado ao longo do ano passado as montadoras do segmento estão preocupadas com os desafios que poderão surgir ao longo de 2025. O principal fator de incerteza é a alta dos juros, que poderá causar impacto direto sobre o mercado e reduzir o acesso ao crédito para a compra de novos veículos.

Há, entretanto, fatores que podem mitigar este impacto. Um deles é a expectativa de crescimento na safra agrícola deste ano, que poderá impulsionar a demanda por caminhões e contribuir para a manutenção do bom desempenho do setor. Além disso a possibilidade da tão esperada renovação de frota ainda neste ano também poderá trazer um novo fôlego para produção e vendas de caminhões e implementos rodoviários.

Todos estes temas serão amplamente discutidos no Fórum Perspectivas Caminhões, que AutoData realizará no próximo 18 de março, em formato totalmente online e gratuito. O plenário do evento está confirmado com a participação de grandes nomes da indústria, incluindo Alexander Parker Machado, vice-presidente da Anfavea, José Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas e marketing da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Marco Pacheco, diretor comercial da Iveco, Alcides Cavalcanti, diretor comercial da Volvo Caminhões, Jefferson Ferrarez, vice-presidente de vendas e marketing de caminhões da Mercedes-Benz, Alex Nucci, diretor de vendas de soluções de transporte da Scania, João Librelato, diretor comercial e de marketing da Librelato, e Eduardo Dalla Nora, diretor superintendente da Randon.

As inscrições para acompanhar o evento já estão abertas e devem ser feitas pela pagina do Fórum AutoData Perspectivas Caminhões.

Vendas da Marcopolo crescem 36% em 2024

São Paulo – As vendas da Marcopolo avançaram 36,3%, no ano passado, em comparação a 2023, e alcançaram R$ 5,4 bilhões. De acordo com a empresa o desempenho, que superou as expectativas, foi impulsionado pela forte demanda dos segmentos rodoviários e micro-ônibus, além da retomada gradual da comercialização de urbanos.

Em 2024 a empresa realizou lançamentos como os do Volare Fly 12 e do Volare Attack Híbrido, entregou os primeiros veículos elétricos integrais Attivi, reinaugurou o segmento de motorhomes com o lançamento do Nomade e avançou no mercado metroferroviário, com a entrega de composições que farão a conexão dos terminais do aeroporto de Guarulhos, SP.

Para a Marcopolo as vendas deverão continuar crescendo ao longo de 2025, puxadas pelos mesmos segmentos, ainda que no contexto de altas taxas de juros.

Quanto à produção de veículos, considerando as fábricas do Brasil e do Exterior, saíram das linhas 15 mil 289 unidades, alta de 17,3% com relação ao ano anterior. A receita operacional líquida cresceu 28,6% no mesmo período, totalizando R$ 8,5 bilhões.

No quarto trimestre do ano passado a receita líquida avançou 30,1% frente ao mesmo período de 2023, somando R$ 2,6 bilhões. No período foram produzidas 4 mil 66 unidades, 19,8% a mais do que no mesmo comparativo, das quais 3 mil 33 foram faturadas no Brasil, ou 74,6% do total, 353 ou 8,7% exportadas a partir daqui, e 680 ou 16,7% produzidas no Exterior. 

O EBITDA de outubro a dezembro foi de R$ 460,7 milhões, com margem de 17,3%, contra R$ 287,5 milhões e margem de 14% nos mesmos período do ano anterior. A Marcopolo atribuiu o resultado ao incremento da margem bruta e à alavancagem operacional a partir do aumento dos volumes e da receita, bem como pelo melhor desempenho das operações internacionais.

A companhia possui perspectivas positivas em torno das exportações também para este ano, principalmente para América Latina e África, regiões nas quais prepara novo ciclo de crescimento.