Vendas de máquinas caem 6% em 2024

São Paulo – 86 mil máquinas autopropulsadas, sendo 48,9 mil agrícolas e 37,1 mil de construção, foram comercializadas durante o ano passado. O número está 5,9% aquém do registrado em 2023, quando 91,4 mil unidades foram comercializadas, 61 mil para a agricultura e 30,4 mil para construção.

Os dados, divulgados pela Anfavea na quinta-feira, 23, segregados, apontam que a quebra da safra provocada por mudanças climáticas como as enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul em maio, a queda nos preços das commodities gerada pelo estoque elevado, principalmente de soja, e elevadas taxas de juros retraíram as vendas de máquinas agrícolas em 19,8%.

“O crédito é fator preponderante para o andamento das vendas. Taxa de juros alta não combina com o crescimento do setor”, afirmou o presidente da entidade, Márcio de Lima Leite.

E o que mais se deixou de comprar, apontou, foram os tratores de rodas, com queda de 15,2%, para 45,6 mil unidades, e as colheitadeiras de grãos, que encolheram 54,2%, para 3,3 mil unidades: “Embora o volume seja distinto não dá para comparar o preço de um trator com o de uma colheitadeira. A retração foi mais efetiva onde o tíquete médio é maior”.

O vice-presidente da Anfavea Alexandre Bernardes lembrou que, no caso dos tratores, a maior diminuição foi vista nos equipamentos de maior potência, uma vez que os de até 80 cv geralmente são demandados por representantes da agricultura familiar, que possuem acesso a taxa de juros de 5,5% ao ano, bem inferiores à Selic, de 12,25% ao ano, portanto: “A venda está diretamente ligada ao financiamento”.

Neste cenário contribuiu negativamente também o fato de as adversidades climáticas terem provocado queda de 7,2% no volume de produção de grãos, para 298 milhões de toneladas – foram 23 milhões de toneladas a menos. Com isto o valor bruto de produção recebido pelos produtores rurais caiu 3,2%, atingindo R$ 847 milhões: “O crescimento do estoque de passagem de grãos resultou na queda das cotações pelo segundo ano consecutivo”.

Um terço das máquinas de construção é importado

No caso das máquinas dedicadas à construção foram comercializadas no ano passado 37,1 mil unidades, 22,2% acima do volume de 2023. O número se aproximou do recorde de 39 mil equipamentos vendidos em 2022. A maior parte desta quantidade foi direcionada para o setor de construção civil, que ampliou suas compras de 37% para 42% em um ano. Do restante 23% foram para locação e 17% para agrícola e florestal.

De acordo com Lima Leite embora as compras públicas tenham impulsionado a demanda em 2024 um terço do total tem como origem empresas sem produção no Brasil. A Anfavea está encabeçando estudo, a ser finalizado até abril, no qual dados preliminares mostram que das 29 licitações do governo federal contemplando a compra de 2 mil 132 equipamentos 32% do total inclui máquinas prontas e sem etapas fabris no Brasil.

“A próxima fase do levantamento avaliará empresas que estão maquiando a produção no País, em que sete ou oito marcas compartilham uma saleta onde trabalham no máximo vinte pessoas. Elas vendem e saem daqui”, disse o presidente da Anfavea.

Talvez por isto o impacto na geração de emprego no País foi sentido de forma negativa, com a diminuição de 0,9% nos postos de trabalho, totalizando 23,8 mil profissionais no segmento em novembro.

Hyundai negocia fusão com a GM para fornecer veículos elétricos comerciais

São Paulo – A Hyundai está negociando uma fusão com a General Motors para fornecer veículos elétricos comerciais nos Estados Unidos, pois acredita que haverá uma queda de demanda pelos seus modelos no País e a parceria ajudaria a manter o ritmo produtivo. O avanço das taxações de veículos elétricos vindo de outros países, anunciada por Trump, também preocupa a montadora coreana, segundo informações da Agência Reuters.

As duas montadoras já assinaram um contrato preliminar no ano passado e, agora, a intenção da Hyundai é assinar um contrato de cooperação em aquisição de peças e veículos de passeio e comerciais, ainda no primeiro trimestre de 2025, DE acordo com Lee Seung Jo, CFO da Hyundai, “estamos considerando rebatizar nossos EVs comerciais e fornecer para a GM. O acordo abrirá caminho para nossa entrada no mercado de veículos comerciais da América do Norte”.

Para escapar do avanço das taxas de importação a Hyundai disse que pretende localizar ainda mais a sua produção nos Estados Unidos, com a intenção de produzir veículos híbridos em sua nova fábrica na Geórgia.

Arnaud Mourebrun é nomeado diretor de vendas e rede da Renault no Brasil

São Paulo – Arnaud Mourebrun é o novo diretor de vendas e de rede da Renault no Brasil. O executivo está na companhia há mais de 25 anos, já passou por diversas áreas e o seu último cargo, que ocupou de 2020 a 2024, foi no Brasil como diretor de pós-vendas.

O executivo, de 45 anos, deverá se reportar diretamente ao presidente da Renault no Brasil, Ricardo Gondo. Mourebrun é francês e possui formação em comunicação social pela Universidade Positivo, com pós-graduação em gestão estratégica pela PUC-PR e MBA em gestão de negócios pela ISAE-FGV.

Novo Audi A3 sedã chega ao Brasil com mais itens de série e visual renovado

São Paulo – A Audi anunciou a chegada do novo A3 sedã ao mercado brasileiro, em três versões, Advanced, Performance e Performance Black, com preço inicial de R$ 290 mil. O modelo teve o visual renovado, com novo para-choque frontal com entradas de ar redesenhadas e nova grade, segundo comunicado divulgado pela empresa. 

A lista de equipamentos foi atualizada desde a versão de entrada e, agora, o novo Audi A3 sedã oferece piloto automático adaptativo, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, park assist, faróis e lanternas full-led, ar-condicionado digital e automático, quadro de instrumentos digital e kit multimídia com tela de 10,1 polegadas.

JCB recebe aprovação para iniciar venda de máquinas com motor a hidrogênio na Europa

São Paulo – A JCB recebeu aprovação, na Europa, para começar a vender máquinas da linha amarela equipadas com motor movido a hidrogênio. Este motor foi desenvolvido pela engenharia da JCB na região, com mais de 150 profissionais, e o investimento total foi de 100 milhões de libras.

Países da Europa já concederam os documentos necessários para que a montadora inicie as vendas, como Holanda, Grã-Bretanha, Alemanha, França, Espanha, Bélgica, Polônia, Finlândia, Suíça e Liechtenstein. Os outros países deverão liberar a comercialização ao longo de 2025. 

No momento o motor movido a hidrogênio está em fase avançada de testes e os resultados têm sido bastante positivos, segundo a JCB.

Frigo King vai aos Estados Unidos em busca de novos clientes

São Paulo – A Frigo King, fabricante nacional de implementos rodoviários, confirmou presença na AHR 2025, The International Air-Conditioning, Heating, Refrigerating Exposition, que será realizada de 10 a 12 de fevereiro em Orlando, FL.

A intenção é buscar novos clientes da América Central, com foco em empresas que transportam cargas refrigeradas e demandam implementos deste segmento, para elevar a sua produção no Brasil e, consequentemente, as suas exportações.

Salão do Automóvel tem 14 marcas confirmadas

São Paulo – A 31ª edição do Salão do Automóvel, que será realizada em novembro no Anhembi, em São Paulo, após ausência de seis anos, já conta com a participação de catorze empresas, segundo informações da Anfavea. Seria preciso a adesão de dez, ao menos, para tornar o evento viável e diante da alta procura a entidade espera que pelo menos vinte empresas estejam presentes.

Foi o que afirmou André Jalonetsky, diretor de comunicação e assuntos institucionais da Anfavea. Embora não divulgue os nomes das empresas confirmadas, disse que a Stellantis, por exemplo, já assegurou presença. Jalonetsky contou que foi justamente a “enorme demanda” que motivou a decisão de estabelecer condições similares de participação tanto a associadas, com operação local, quanto a não associadas, as empresas importadoras.

A polêmica começou quando o presidente da Kia, José Luiz Gandini, afirmou, durante entrevista coletiva à imprensa da Abeifa, representante das importadoras, que estava sendo cobrado delas valor 60% maior, e para um espaço menor, o que inviabilizaria a presença da sua empresa. A Anfavea então convocou, no mesmo dia 21, terça-feira, seu grupo de trabalho do Salão do Automóvel para discutir o cenário, que optou por alterar as regras do jogo, tornando-as isonômicas.

“A partir de agora todas poderão optar pelo espaço maior, de 500 m², antes restritos às associadas da Anfavea. Quem chegar primeiro leva, uma vez que a área é limitada. E também excluímos o limite de cinco carros por marca: poderão expor quantos veículos quiserem e couberem”, assinalou Jalonetsky, ao mencionar que as normas então vigentes datavam de definição anterior, de outubro do ano passado. “A realidade mostra que o bom senso precisa de sintonia. E este é um processo em construção.”

Quanto aos valores cobrados o diretor afirmou que isto fica a cargo da RX, responsável pela organização do evento, escolhida em processo licitatório de 2022. Indicou, no entanto, que devem estar próximos aos estabelecidos pelas empresas associadas. O que favorecerá também companhias que possuem marcas que produzem aqui e outras que importam, caso da Stellantis com a Leap Motor e da Toyota com a Lexus, exemplificou.

“Na semana que vem temos reunião marcada com a ABVE, Associação Brasileira do Veículo Elétrico, para que possamos também expor as mudanças e nossa vontade de oferecer ao público a maior diversidade de modelos e de tecnologias”, disse Jalonetsky. “A ideia é não só apresentar o produto como esclarecer qual se encaixa melhor para que tipo de consumidor.”

Embora o Salão do Automóvel, diferentemente de eventos como Fenatran e Agrishow, não seja uma feira de negócios e, sim, de exposição, existe a expectativa de que as montadoras aproveitem o evento para fechar vendas também na edição deste ano.

A Anfavea aguarda que público de 1 milhão de pessoas passe pelo Anhembi de 21 a 30 de novembro ou de 22 de novembro a 1º de dezembro, o que ainda não foi definido. Na edição anterior, de 2018, foram 800 mil os visitantes.  

Rampage 2025 traz sistema avançado de assistência à direção de nível 2

São Paulo – A Rampage, primeiro modelo da Ram desenvolvido fora dos Estados Unidos e produzido em Goiana, PE, traz nas versões Rebel e Laramie 2025, como item de série, o Adas, conjunto de sistemas avançados de assistência à direção, de nível 2. Isto vale tanto para as picapes equipadas com motor 2.0 turbo a gasolina de 272 cv quanto para o recém-introduzido 2.2 turbodiesel de 200 cv, além da versão R/T 2.0 turbo gasolina.

Com a adição do ADA, assistente ativo de direção, que combina o uso do Lane Centering, centralização da pista, e do ACC, piloto automático adaptativo, a Rampage contorna diferentes curvas de forma autônoma em vias sinalizadas, mantendo velocidade pré-definida.

Além disso a aceleração e a frenagem também podem ser efetuadas sem qualquer ação do condutor em cenários específicos, segundo a empresa. Os auxílios, atendendo à legislação vigente, exigem que o motorista mantenha as mãos no volante e sua atenção na via. Para permitir a detecção das mãos do condutor foi incorporado novo volante com revestimento premium, que na versão R/T é perfurado.

Neta inaugura primeira concessionária no Brasil

São Paulo – A montadora chinesa Neta inaugurou sua primeira concessionária no País, no Rio de Janeiro, RJ: é a Neta Auto Potenza, com 2 mil m² de área. A marca chegou ao Brasil em novembro e tinha apenas cinco lojas em shoppings nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraíba, Ceará e Espírito Santo.

A revenda terá em seu showroom dois modelos elétricos, o AYA e o X, que serão vendidos por R$ 128,9 mil e R$ 194,9 mil, sendo que os primeiros compradores terão as cinco primeiras revisões gratuitas e ganharão dois carregadores, um portátil e outro de parede.

A intenção da Neta é inaugurar trinta concessionárias no Brasil ainda em 2025 e abrir, ainda no primeiro trimestre, vinte centros de atendimento ao cliente em treze estados.

RX recua e oferece condições iguais para o Salão do Automóvel

São Paulo – A RX, organizadora do Salão do Automóvel, cedeu à pressão de José Luiz Gandini e decidiu igualar as condições oferecidas para as empresas que produzem no Brasil às importadoras. Com a mudança de postura da RX a Kia anunciou que estará presente na 31ª edição do Salão do Automóvel, que será realizada de 22 a 30 de novembro, no novo Anhembi, em São Paulo.

O movimento ocorreu um dia após o presidente da Kia, José Luiz Gandini, divulgar que a organização estava cobrando valor 60% maior das marcas não associadas à Anfavea. De acordo com comunicado enviado pela Kia, a RX também teria recuado no tamanho da área oferecida para os importadores, que será igual a das montadoras instaladas no País, de 500 m², contra os 400 m² ofertados anteriormente.

A RX ainda decidiu retirar a limitação de apenas quatro carros expostos por cada marca participante, mais um ponto que tinha a contrariedade de Gandini.

A reportagem entrou em contato com a RX mas, até o fechamento da edição desta quarta-feira, ainda não havíamos recebido o seu posicionamento oficial.