São Paulo – Expectativa de desempenho melhor nas vendas de caminhões e ônibus, o primeiro puxado pelo PIB e pelo bom momento do agronegócio e o segundo pelas entregas esperadas do programa Caminho da Escola, fizeram com que a Fenabrave revisasse, pela segunda vez no ano, suas projeções para o mercado brasileiro em 2024.
Só foram atualizados, para cima, os números de caminhões e ônibus: ampliadas de 12% para 18,5% as perspectivas de vendas de caminhões, 123,4 mil unidades, e de estabilidade para 5% de alta as de ônibus, 25,8 mil unidades. Para automóveis e comerciais leves foi mantido a projeção de 2,5 milhões de licenciamentos, avanço de 15% sobre o ano passado.
“Quando divulgamos as estimativas, em janeiro, falei que poderia ser mais”, disse o presidente José Maurício Andreta Júnior, em referência aos 12% de alta da primeira projeção do ano. “O desempenho de julho a setembro foi acima das expectativas, com média bem superior às registradas no primeiro trimestre.”
O desempenho do PIB puxa a revisão de caminhões e expectativas com relação às entregas do Caminho da Escola no último trimestre, após as eleições municipais, fez subir as de ônibus.
Com relação a automóveis e comerciais leves Andreta pondera estar bem calibrado, embora não descarte crescimento maior do que o apontado. Para ele o crédito vem puxando o setor, ainda que as taxas de juros não tenham cedido conforme esperava a indústria.
“Neste caso o que vem fazendo o mercado crescer são as aprovações. Com a sanção do marco de garantias a quantidade média de fichas aprovadas pelos bancos cresceu. E cada ficha a mais aprovada é um carro a mais vendido.”
São Paulo – De janeiro a setembro foram emplacados quase 118 mil implementos rodoviários, incremento de 6,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. Deste volume a maior parte é de reboques e semirreboques: 67,5 mil unidades, avanço de 2,4% frente aos nove meses iniciais de 2023.
De acordo com dados da Anfir o maior crescimento porcentual, no entanto, foi visto no segmento de carroceria sobre chassi, com 50,5 mil produtos comercializados, 11,5% a mais que no acumulado do ano passado.
Diante dos resultados a média mensal de venda de implementos é de 13,1 mil unidades este ano e, segundo a Anfir, isto poderá gerar volume de emplacamentos de 157 mil produtos no fechamento de 2024, o que representará aumento de 5% com relação ao ano anterior.
O otimismo é ainda maior com a Fenatran. Conforme o presidente da entidade, José Carlos Sprícigo, “o efeito dos negócios realizados na Fenatran não é direto porque essas vendas não são faturadas imediatamente após a feira, mas, sim, ao longo dos meses seguintes”.
Como este ano a indústria dispõe em estoque de alguns modelos, porém, isto poderia contribuir para o crescimento mais expressivo do que o esperado pela Anfir.
São Paulo – O Chevrolet Equinox EV será apresentado e terá a pré-venda aberta a partir da semana que vem em versão única, equipado com dois motores elétricos: o principal na dianteira e um auxiliar nas rodas traseiras. Juntos somam 292 cv de potência, de acordo com a General Motors.
A nova geração de baterias adotada no modelo garante ao menos 443 quilômetros de autonomia com carregamento em eletropostos residenciais até duas vezes mais rápido na comparação com modelos elétricos mais antigos da GM.
A lista de itens de série possui o modo de condução One Pedal com dois níveis e aleta de regeneração, frenagem autônoma que também funciona em manobras de marcha a ré, climatização automática da cabine, central multimídia com tela sensível ao toque de 17,7 polegadas, Wi-fi, OnStar.
São Paulo – O BMW Série 3 2025 passou por atualizações para seguir como o sedã premium mais vendido do Brasil. O modelo, produzido na fábrica de Araquari, SC, ganhou novas rodas e, internamente, o volante é novo em todas as versões, variando de acordo com a opção escolhida pelo cliente, e as saídas de ar no painel também são novas.
Sob o capô segue o mesmo motor 2.0 TwinPower turbo de 184 cv com câmbio automático de oito marchas e tração traseira. A lista de itens de série oferece parking assistant, ar-condicionado digital e automático de três zonas, assistente de condução que monitora o tráfego à frente e alerta sobre possíveis colisões e mudanças de faixa involuntária.
Veja abaixo os preços de cada versão do BMW Série 3 2025:
BMW 320i GP – R$ 333 mil BMW 320i Sport GP – R$ 351 mil BMW 320i M Sport – R$ 372 mil
São Paulo – O Audi Q8 chegou ao mercado brasileiro, em sua versão 2025, com algumas mudanças no visual e na lista de equipamentos. Mas foram leves: a dianteira passou por pequenas alterações na grade e no para-choque e a traseira ganhou com novo para-choque e novas saídas de escape.
O Q8 será vendido em versão única, a Performance Black, por R$ 775 mil, equipado com motor V6 de 340 cv de potência, com sistema micro híbrido de 48V e câmbio automático Tiptronic de oito marchas.
A lista de itens de série do SUV é extensa e conta com pacote de luzes com mais de trinta opções para o interior, rodas Audi Sport aro 23, Audi drive select, tração integral quattro, câmara 360º, ajuste elétrico dos bancos dianteiros com memória, faróis full led matrix, assistente de condução, assistente de estacionamento, suspensão a ar adaptativa, ar-condicionado digital e automático de quatro zonas.
Como opcionais a Audi oferece quatro itens: faróis com tecnologia digital matrix HD e Audi laser light, que dobra a capacidade de iluminação, por R$ 26 mil, head-up display por R$ 16 mil, capa do retrovisor em carbono por R$ 8 mil e sistema de visão noturna que custa R$ 24 mil. Somando os valores, a lista de itens opcionais custa R$ 74 mil, mas cada tecnologia pode ser adicionada individualmente.
O head-up display poderia ser um item de série mas de acordo com a Audi a maioria dos clientes que compra o Q8 manda blindar o SUV: após este processo o sistema não funciona corretamente e acaba ficando duplicado no para-brisa do veículo, o que incomoda e atrapalha os motoristas.
São Paulo – Desde que começou a produzir no Brasil, na fábrica de Porto Real, RJ, os modelos do projeto C-Cubed, começando pelo novo hatch C3, em 2022, passando pelo remodelado SUV de cinco e sete assentos C3 Aircross, em 2023, a Citroën sempre posicionou seus carros no que chama de acessibilidade, termo que define carros simples, com bom pacote de equipamentos e os preços mais baixos de suas categorias. Isto não muda com o SUV-cupê Basalt que chega neste outubro às 174 concessionárias da marca, mas surpreende um pouco mais.
Ao contrário do que era esperado o Basalt não é o carro mais caro da nova família de produtos Citroën no mercado brasileiro: o modelo, que chega em três versões e uma adicional limitada de lançamento, trafega na faixa de preços de R$ 90 mil a R$ 107,4 mil e fica, assim, em posição intermediária na tabela: é mais caro do que o hatch C3 de entrada que começa em R$ 77,6 mil – mas vai a R$ 96 mil com motor turboflex – e mais barato do que a linha do Aircross, que com cinco lugares parte de R$ 116 mil e com sete assentos chega a R$ 118 mil, equipada unicamente com o motor 1.0 turbo de 130 cv.
Foto divulgação Citroën/Pedro Bicudo
Para emplacar um preço inicial sem competição na categoria dos SUVs compactos no País a versão de entrada do Basalt, denominada Feel, é equipada com o econômico motor aspirado 1.0 Firefly de 75 cv e câmbio manual de cinco marchas – outra surpresa deste lançamento. O mesmo conjunto já equipa diversos modelos de entrada do Grupo Stellantis, como Citroën C3, Peugeot 208 e Fiat Argo, mas o que surpreende é que pela primeira vez está sendo usado em um SUV – segundo o fabricante com bom resultado pois o Basalt não pesa muito mais do que um hatch.
As duas outras versões usam o potente e eficiente motor 1.0 turbo de 130 cv com câmbio automático CVT, que também têm preços abaixo da concorrência dentre os SUVs compactos disponíveis no mercado – tanto em comparação com produtos de outros fabricantes, como Renault Kardian, Nissan Kicks e Volkswagen Nivus, como também com relação à competição interna no mesmo grupo, de carros equipados com a mesma motorização turboflex produzida pela Stellantis em Betim, MG, como o Peugeot 2008 e os Fiat Pulse e Fastback. Com isto o Basalt torna-se porta de entrada para a categoria SUV.
Foto divulgação Citroën/Pedro Bicudo
Estratégia reafirmada
Felipe Daemon, vice-presidente da Stellantis que há três meses assumiu o comando da Citroën na América do Sul, afirma que o Basalt endossa a estratégia global da marca de se posicionar no mercado com preços de entrada sem retirada de equipamentos: “Este posicionamento extremamente competitivo mostra a importância que a Citroën dá à acessibilidade de seus produtos, sem abrir mão de estilo e conforto que até então só estava disponível em modelos superiores”.
Daemon não divulga as expectativas numéricas de vendas do Basalt mas reconhece que o modelo tem potencial para tornar-se o mais vendido da marca no mercado brasileiro devido a alguns diferenciais: para ele deve chamar a atenção do consumidor as características inéditas do design SUV-cupê, o primeiro da marca, que embala pacote bastante completo de equipamentos a preços mais acessíveis que os da concorrência.
O desenho inédito do carro, apesar de ter inspiração longínqua no GS Basalt, lançado na França, em 1978, mistura com rara elegância contemporânea o ar robusto de um SUV com a esportividade da silhueta de um cupê, inclinada na traseira, observa Daemon: “O Basalt chega para fazer história para a Citroën no Brasil com seu estilo único que conserva as qualidades de conforto e preço acessível da marca. Por isto esperamos por um desempenho significativo de mercado”.
A expectativa é que o Basalt ajude a Citroën a sair da incômoda décima-terceira posição de vendas do mercado brasileiro, com participação inferior a 1,5% e apenas 21,8 mil unidades vendidas de janeiro a agosto.
Foto divulgação Citroën/Pedro Bicudo
Mais capricho
Projetado pelas equipes de design e engenheira do Grupo Stellantis América do Sul sediados no Design Center e no Tech Center de Betim, MG, que desde 2021 assumiram o desenvolvimento global da família de produtos C-Cubed e da plataforma CMP – que será aplicada não só a produtos Citroën mas também serve de base para modelos de outras marcas do fabricante –, o Basalt parece ter recebido mais tempo e atenção caprichada do que os demais membros da sua família.
Painel da versão turbo do Basalt equipado com ar-condicionado digital. (Foto divulgação Citroën/Pedro Bicudo)
Segundo Márcio Tonani, vice-presidente da Stellantis responsável pelo Tech Center, trabalham dedicados à plataforma CMP quatrocentos engenheiros e técnicos, integrados com os 6 mil profissionais de desenvolvimento de produtos do fabricante na América do Sul. O Basalt, de acordo com o engenheiro, passou por 1,3 mil ensaios físicos e virtuais e os protótipos rodaram 1 milhão de quilômetros em testes na região.
“O objetivo foi conectar o carro com o mercado brasileiro e assegurar as características históricas da marca, como a suspensão flying carpet que garante dirigibilidade e suavidade únicas.”
(Foto divulgação Citroën/Pedro Bicudo)
Assim a engenharia projetou novos eixos e suspensão para o Basalt, e agregou à composição da carroceria 30% de aços de alta resistência, 20% de ultra alta resistência e 7,5% de peças estampadas a quente, o que garante menos movimentações torcionais para mais segurança e menos vibração na cabine.
Dentre as conquistas promovidas pelo desenvolvimento no Brasil Tonani garante que o Basalt tem o ar-condicionado mais potente do mercado, o maior espaço interno dos SUVs compactos e o mais bem ajustado comportamento dinâmico, bastante conveniente para as versões Feel e Shine Turbo 200 que adotam a motorização 1.0 turboflex mais potente disponível, de 130 cv, que trabalha com câmbio automático CVT que simula sete velocidades.
Segundo medições do fabricante este conjunto leva o carro de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos e chega à velocidade máxima de 199 km/h, o que torna o Basalt mais rápido do que a Citroën identifica como sendo seus principais concorrentes: o Renault Kardian e o Nissan Kicks.
De acordo com medições do Inmetro divulgadas pelo fabricante o powertrain do Basalt também entrega números de consumo melhores que os dos dois concorrentes e bastante eficientes: com etanol 8,3 km/l na cidade e 9,6 km/l na estrada, com gasolina a mesma relação é de 11,9 km/l e 13,7 km/l.
Bom nível de conforto
A engenharia da Stellantis no Brasil também entregou dimensões que proporcionam bastante espaço interno. Por fora o carro tem 4m34 de comprimento, 2m00 de largura e 1m58 de altura, com distância entre-eixos de 2m64, também maior que a dos dois concorrentes. Estas medidas conferem bom conforto para pernas e cabeças dos ocupantes do banco de trás. O caimento da carroceria SUV-cupê também proporciona o maior porta-malas da categoria, com 490 litros.
Ao contrário dos outros dois membros da linha C-Cubed no País, o C3 e o Aircross, o Basalt tem lista de equipamentos menos mesquinha: são de série desde a versão mais barata rodas de liga leve de 16 polegadas, câmara de ré, monitoramento da pressão dos pneus, quadro de instrumentos digital colorido, alarme com comando na chave canivete, airbags laterais, faróis com luzes diurnas de LED, assistente de partida em rampa e tela central sensível ao toque de 10 polegadas que reúne controles de infoentretenimento do veículo, conectável com smartphones via Android Auto ou Apple Car Play (veja mais abaixo lista completa de preços e itens de série).
Painel da versão de entrada do Basalt, com motor 1.0 aspirado, câmbio manual e e controles analógicos do ar-condicionado. (Foto divulgação Citroën/Pedro Bicudo)
O ponto negativo do interior do Basalt segue sendo o mesmo painel compartilhado com os outros irmãos da família, produzido com plástico duro e apliques ocos que bem poderiam oferecer qualidade perceptível melhor ao consumidor para fazer jus ao bom trabalho executado pela engenharia e design da Stellantis no Brasil.
VERSÕES E PREÇOS
>> Citroën Basalt Feel 1.0 Firefly 75 cv MT cinco marchas – R$ 89 mil 990
Principais itens de série: • Quadro de instrumentos digital colorido de 7” programável • Airbags frontais e laterais dianteiros • Citroën Connect Touchscreen de 10” com Android Auto e Apple Carplay sem fio com comandos no volante • Câmera de ré • Três entradas USB • Luzes de condução diurna de LED • Seis alto-falantes • Ar-condicionado • Banco do motorista e volante com regulagem de altura • Vidros dianteiros e traseiros com acionamento elétrico por toque único• Rodas liga-leve 16” de com pneus 205/60 • Travas elétricas com acionamento por telecomando da chave canivete • Alarme • Bocal de abastrecimento com destravamento elétrico.
Todos os itens da versão Feel Turbo 200 mais: • Ar-condicionado digital • Sensor de estacionamento traseiro • Rodas de liga-leve de 16” diamantadas • Faróis de neblina • Limitador e controlador de velocidade • Bancos e volante com revestimento premium • Encostos de cabeça traseiros laterais com abas de apoio • Protetor dianteiro e traseiro. > Opcional: Pintura bitom com teto Perla Nera.
Todos os itens da versão Shine mais: • Logotipos First Edition • Faixa preta entre as lanternas • Pintura Branco Nacré Perolizada exclusiva • Rodas de liga-leve de 16” escurecidas • Soleiras metalizadas • Pedaleiras exclusivas • Tapetes exclusivos • Pintura bitom com teto Perla Nera.
Osasco, SP – A CDBS, Cummins Drivetrain and Braking Systems, antiga Cummins Meritor, prepara novidades para apresentar ao mercado na Fenatran. Uma delas é o sistema Calibrar, tecnologia de controle de pressão dos pneus que deverá ser lançada em 2025 e foca no segmento de carretas: segundo a CDBS, oferece ganhos significativos em termos de segurança, economia e manutenção.
Atualmente a tecnologia está em fase de tropicalização para o mercado brasileiro, uma vez que já é ofertada em outros mercados como o estadunidense. O sistema é alimentado por compressor que integra o sistema de freios e a suspensão a ar do caminhão.
“O ar captado passa por uma central de controle, onde há um filtro secador responsável por retirar a umidade. Na sequência este ar é distribuído para os eixos, conduzido para as extremidades e, por meio da tubulação do sistema, chega até os pneus”, disse o especialista de produtos Renan Silveira.
A intenção é manter a pressão ideal dos pneus, repondo automaticamente o ar em caso de vazamento e, com isto, permitir que o motorista continue dirigindo até chegar a um local seguro para realizar o reparo.
Com base em dados coletados nos Estados Unidos, onde o sistema já equipa parte da frota circulante de caminhões, a empresa afirmou que é possível reduzir o consumo de combustível em 1,5% na comparação com veículos que não usam a tecnologia, uma vez que a pressão dos pneus é sempre mantida no padrão correto. Também é possível aumentar em 10% a vida útil dos pneus, reduzindo o custo com eventuais manutenções.
Ourea novidade que a CDBS apresentará na Fenatran 2024, em novembro, é eixo MT-17X HE, dedicado a caminhões extrapesados com motores de até 750 cv de potência. O eixo reduz o nível de abastecimento de óleo de 40 litros, padrão desse segmento, para 25 litros, e utiliza carcaça fundida, que permite melhor desenho para a montagem da suspensão.
O MT-17X HE também oferece como opcional o sistema CDBS Detachable, que permite mudar da configuração 6×2 para 4×2 quando o veículo está descarregado. Esse opcional deve interessar aos frotistas que buscam melhorar suas operações reduzindo o consumo de combustível e elevando a capacidade de carga útil.
Para o ano que vem também estão previstas algumas novidades para o mercado brasileiro, como o início da produção local do MS-18x HD e do MT-160.
Foi a solução encontrada para acelerar o planejamento: com a construção de uma nova fábrica suspensa durante a pandemia de covid-19, seria mais viável e rápido investir em Osasco do que esperar o tempo da construção da fábrica, ainda mais porque, ao fim da pandemia, o mercado registrou crescimento em V.
“Nós tínhamos um contrato de preferência de compra do terreno onde a fábrica de Roseira seria construída. Mas, por causa da forte retomada do mercado, não efetuamos a compra e optamos pelo investimento em Osasco. No futuro, se o mercado crescer muito, podemos olhar para uma nova fábrica em outra cidade, mas por enquanto não será necessário.”
A CBDS atende a quase todas as fabricantes de caminhões e ônibus instaladas no País. Segundo Assanti a expectativa é de alta nos negócios em 2024 e 2025: “Com grande participação nas principais montadoras, como a Volvo, para a qual fornecemos todos os eixos traseiros, queremos acompanhar o ritmo de crescimento do mercado de veículos comerciais. Para esse ano projetamos uma alta em torno de 20% nos negócios e, no ano que vem, esperamos crescer mais 6%”.
Caso as projeções se confirmem a CDBS deverá encerrar 2024 com 61% de participação na comercialização de eixos traseiros no mercado brasileiro, contra 60% no ano passado. Para 2025 a projeção é chegar a 62%. Segundo Assanti apenas Scania não compra seus eixos traseiros pois têm produção própria e a Mercedes-Benz compra um volume pequeno porque também produz a maior parte dos seus eixos.
A divisão de aftermarket deverá crescer 14% em 2024 na comparação com 2023, afirmou Leandro Carvalho, responsável pela operação no Brasil e América Latina. Para 2025 a projeção é expansão de 5%, puxada pelo avanço da empresa no mercado e lançamentos:
“Será um avanço relevante porque nos últimos quatro anos a nossa operação dobrou de tamanho. Atualmente temos mais de 3 mil itens em nosso portfólio para o segmento de reposição”.
São Paulo – No resultado acumulado dos nove primeiros meses de 2024 a BYD comercializou 51 mil 174 veículos eletrificados no Brasil, sendo 5 mil 961 somente em setembro. Entre os mais vendidos destacam-se o BYD Dolphin Mini e a família Song, com o Song Plus, seguido do Song Pro.
A BYD é uma das dez empresas que mais emplacam veículos no País e, nos 100% elétricos, detém fatia de 73%.
Em todo o mundo, de acordo com a fabricante, foram vendidas 9 milhões de unidades este ano, sendo 400 mil unidades somente em setembro, recorde de entregas mensais.
São Paulo – O compartilhamento de técnicas que permitam melhoria nos processos produtivos é algo intrínseco à cultura da Toyota. Desta vez a companhia divide seu conhecimento para multiplicar a fabricação de cadeiras de rodas pela AACD, Associação de Assistência à Criança Deficiente. Ao aplicar a metodologia TPS, Sistema Toyota de Produção, que acompanha a montadora desde os primórdios, o plano é expandir em 25% a quantidade de equipamentos, dos atuais oitenta para cem por mês. Pelo menos.
Otacílio do Nascimento, gerente de ESG e comunicação da Toyota, contou a Agência AutoData que a ideia surgiu quando foi conhecer a oficina ortopédica da AACD, parceira da montadora há dois anos, período pelo qual vem apoiando projetos sociais de reabilitação.
“O processo de fabricação pareceu um pouco confuso, sem padrão. Vi a oportunidade de aplicar nele a experiência da Toyota. Então profissionais da equipe do TPS foram até lá e identificaram a possibilidade de melhorar o fluxo de cadeiras de rodas e próteses de pernas e braços. Anunciamos a parceria em agosto.”
De lá para cá já foram realizados dois treinamentos práticos com sessenta pessoas, divididas em dois grupos, que se deslocaram da unidade da AACD no Ibirapuera, em São Paulo, até a fábrica da Toyota em Sorocaba, no Interior. Encontros online também vêm sendo promovidos.
Nascimento contou que esta etapa inicial é composta por questionamentos e provocações. Isto porque, muitas vezes, o funcionário está acostumado com uma forma de trabalhar, há anos, mas que pode ser ajustada. Em outras é identificado que ele possui mais aptidão para determinado processo do que para outro.
Funcionários da AACD em visita à fábrica da Toyota em Sorocaba, SP, para conhecer, na prática o TPS na linha de produção. Foto: Divulgação.
Ou seja, a iniciativa vai além de melhorar e padronizar processos pois inclui a gestão de pessoas. Envolve, ainda, soluções simples, como a instalação de um nicho para que o profissional não tenha de se abaixar e levantar toda vez que precisar utilizar determinada ferramenta.
“Se melhoramos a experiência dos funcionários também elevamos a produtividade e conseguimos atender a mais pessoas que precisam das próteses e das cadeiras de rodas. Temos escutado os profissionais a fim de entender dificuldades e como eles vislumbram a possibilidade de aperfeiçoar suas atividades.”
Objetivo: usar resíduos de tecidos e espumas dos carros nas cadeiras de rodas.
O objetivo final, que deve ser alcançado até o início do ano que vem, é reduzir desperdícios de tempo, processos e materiais, observou Nascimento. Para ele uma das possibilidades cogitadas para diminuir a perda de insumos é o uso de resíduos de tecidos e espumas dos veículos para produzir o encosto da cadeira de rodas da AACD.
“Existe espaço para testar e, ao mesmo tempo, diminuir o descarte de resíduos da nossa própria operação. Trata-se de um trabalho de formiguinha para fazer um grande diagnóstico. É preciso questionar de onde vêm as matérias-primas, como podem ser descartadas e se conseguimos obter processo de economia circular.”
A montadora já realiza trabalho de reuso de descartes de tecidos automotivos, uniformes de empregados, airbags e cintos de segurança doados para ONGs de costureiras para a confecção de mochilas, bolsas e roupas de pets por meio do Projeto ReTornar, da Fundação Toyota, da qual Otacílio do Nascimento é diretor.
Segundo Otacílio do Nascimento existe a possibilidade de prolongar parceria com a AACD. Foto: Divulgação.
O gerente de ESG reforçou que havia o propósito de buscar proposta de TPS social em que pudesse haver contribuição à sociedade e, ao mesmo tempo, fomentar a mobilidade. E, neste caso, isso será alcançado, pois as entregas da AACD ocorrem tanto a pacientes particulares como por meio do SUS.
“Estamos olhando também para a possibilidade de ampliar os tipos de produtos feitos na oficina ortopédica da AACD. E, de repente, tornar viável uma segunda e até uma terceira onda para dar continuidade a esta parceria.”
Metodologia TPS é aplicada em segmentos como saúde, aviação e mineração
A primeira experiência de aplicação do TPS com viés no social foi no Hospital Santa Cruz, em São Paulo, cujo maior problema era o tempo na sala de espera, lembrou Nascimento:
“Olhamos para o layout do espaço, para onde os pacientes iam, qual o deslocamento tinham dentro do hospital e conseguimos melhorar a eficiência do atendimento em 40%. Significa que se demorava 90 minutos para serem atendidos este tempo caiu para 50 minutos, e mais pessoas puderam ter o serviço em menos tempo”.
O executivo rememorou também que durante a pandemia a Toyota e outras empresas se juntaram para melhorar o processo de manutenção de respiradores realizado por uma empresa que não estava dando conta da demanda e, assim, dar celeridade ao serviço.
Desde 2015 a metodologia TPS vem sendo aplicada em diversos segmentos, além de saúde, aviação e mineração, a fim de promover ganhos de eficiência. Empresas como Vale e Embraer têm buscado consultoria da Toyota, por exemplo. Mas, nestes casos, são cobrados honorários pela montadora.