São Paulo — O mercado chileno de veículos tem projeção de crescer 2,5% em 2025, somando 310 mil unidades, de acordo com a Anac, que representa o setor no país.
Deste total a expectativa da entidade é que 11,5% sejam modelos eletrificados, que deverão somarão 35,5 mil vendas até dezembro.
Para o segmento de caminhões a projeção é de que sejam vendidas cerca de 13,8 mil unidades, volume que representa alta de 13,5% sobre 2024. Para o segmento de ônibus a Anac não divulgou suas expectativas.
No ano passado o segmento leve registrou 302,4 mil vendas, queda de 3,7% na comparação com 2023. Este recuo só não foi maior porque o mercado reagiu no segundo semestre.
No ano passado a Toyota liderou o ranking por marca no Chile com 23,5 mil unidades. Em segundo lugar ficou a Hyundai com 20,8 mil seguida de perto pela Chevrolet, 20,2 mil.
Pesados
As vendas de caminhões somaram 12,2 mil unidades em 2024, retração de 3,5% com relação a 2023. Segundo a Anac esta queda é reflexo da baixa confiança empresarial, do menor nível de investimentos e da lentidão para aprovar novos projetos que demandam caminhões novos.
O mercado de ônibus foi o que registrou a maior queda em 2024, com recuo de 32,8% na comparação com 2023, somando 2,1 mil vendas. O recuo foi causado pela menor demanda do sistema de transporte público da Capital Santiago.
São Paulo – Rafael Magalhães foi anunciado como o novo diretor de operações da Volkswagen Caminhões e Ônibus no México. Sucederá a Frank Gundlach, que assumiu a diretoria de mercados internacionais da companhia e agora é o responsável pela sua estratégia de internacionalização.
Magalhães já atuava como CFO da montadora no México e seguirá também neste cargo, reportando-se a Frank Gundlach. Ele acumula mais de trinta anos de experiência em controladoria, finanças e administração, com foco na indústria automotiva, e passagens por outras empresas como a Mann+ Hummel e Siemens.
São Paulo – Com 60,9 mil unidades emplacadas a Caoa Chery registrou, em 2024, o maior volume de vendas da sua história. O resultado foi 93,6% superior ao registrado em 2023, alcançando a décima-primeira posição do ranking do mercado brasileiro. A participação de mercado subiu de 1,9% em 2023 para 3,1% em 2024.
O Tiggo 7 foi o grande responsável pelo avanço da Caoa Chery, com 30,9 mil unidades comercializadas, mais da metade do total vendido pela empresa. A expansão foi de 386,6% sobre 2023. A versão Sport, lançada em fevereiro, foi a grande responsável pelo crescimento do Tiggo 7 no mercado.
Segundo a empresa o resultado positivo é reflexo de sua estratégia baseada em investimentos, novos produtos, contratações e modernização da linha de produção na fábrica instalada em Anápolis, GO. Para 2025, a montadora promete novidades no mercado:
“Em 2025, teremos mais lançamentos e um foco ainda maior na melhoria da experiência do cliente CAOA Chery”, disse Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho, presidente da Caoa.
São Paulo – Em 2024 menos da metade dos veículos emplacados foram de Fiat, Volkswagen e General Motors, as três líderes que dominam o mercado brasileiro. Elas perderam espaço: um ano antes a fatia somou 52,7%. Enquanto o segmento de veículos leves cresceu 14%, para 2,5 milhões de veículos, as vendas das líderes subiu 12,4%, para 1,2 milhão de unidades.
O acirramento da disputa do mercado brasileiro, com o avanço das marcas chinesas e crescimento das demais competidoras, ajuda a explicar essa perda de espaço, embora o domínio ainda seja grande – 49,8% das vendas ainda foram de Fiat, Volkswagen e GM. Nos degraus de baixo as muitas trocas de posição sinalizam como o mercado está concorrido.
No pódio sem alteração: a Fiat manteve a liderança, seguida pela Volkswagen – que cresceu 16,1%, acima da média do segmento. A Chevrolet ficou na terceira posição, com queda de 4% nos emplacamentos.
A Hyundai assumiu a quarta posição, deixando a Toyota na quinta. Renault e Jeep também inverteram a sexta e a sétima colocação, assim como Honda e Nissan trocaram a oitava e a nona.
A novidade no ranking é a BYD: mesmo sem produzir no Brasil ficou na décima posição, com mais de 76 mil veículos licenciados. Vendeu mais do que Peugeot e Citroën somadas.
São Paulo – Pelo quarto ano consecutivo o carro mais vendido do Brasil é uma picape. A Fiat Strada abriu 4 mil unidades de vantagem sobre o Volkswagen Polo e garantiu o lugar mais alto do pódio em 2024, ano em que por cinco meses não ficou na liderança – em quatro o Polo liderou e em um o primeiro lugar ficou com o Hyundai HB20.
Foram 144,7 mil Fiat Strada emplacadas, ou 5,8% de todos os licenciamentos de veículos leves no mercado. O Polo registrou 140,2 mil unidades vendidas, garantindo a segunda posição, e o Chevrolet Onix completou o pódio, 97,5 mil, seguido de perto pelo Hyundai HB20 com menos de quinhentas unidades de diferença.
Ainda que dos cinco modelos mais vendidos quatro sejam hatches – o Fiat Argo ficou na quinta posição – o destaque do Top 10 vai para os SUVs, que contribuíram com quatro modelos. O mais vendido do mercado foi o Volkswagen T-Cross, 84 mil emplacamentos e sexta colocação geral, mas também estão na lista dos dez mais vendidos Chevrolet Tracker, Hyundai Creta e Nissan Kicks.
Nenhum modelo elétrico apareceu no Top 10. O melhor posicionado foi o BYD Dolphin Mini, trigésimo-sétimo.
São Paulo – A Mercedes-Benz anunciou a chegada do novo AMG G 63 no mercado brasileiro, equipado com motor 4.0 V8 biturbo de 585 cv de potência que agora trabalha em conjunto com um sistema híbrido leve de 48V que gera 20 cv a mais de potência em determinadas situações. O câmbio é automático de nove marchas.
O visual tradicional do SUV foi mantido mas a linha 2025 traz novo para-choque AMG com três aletas verticais e pormenores em aço inoxidável. O AMG G 63 também ganhou o emblema da divisão esportiva no capô, tampa de combustível pintada de prata com pormenores em preto, pinças de freio prata e novas rodas de liga leve aro 22.
A lista de itens de série é extensa e oferece 64 opções de iluminação interna, ar-condicionado de zona tripla, kit multimídia com controle de voz, teto solar, assistentes de condução, piloto automático, acabamento interno em fibra de carbono.
O Mercedes AMG G 63 chega às concessionárias em versão única por R$ 1 milhão 990 mil.
A Honda acredita no bom desempenho do mercado em 2025 e comemora os resultados de 2024, quando vendeu 91 mil unidades, volume 27% superior ao de 2023. Foi o melhor resultado da montadora no Brasil desde 2020, puxado pelo bom desempenho do HR-V, que somou mais de 50 mil vendas.
No ano passado a fábrica de Itirapina completou cinco anos de operação e produziu 90 mil unidades, expansão de 15% na comparação com 2023. Toda a energia que usa é 100% limpa, gerada por parque eólico que a Honda mantém em Xangri-lá, RS.
São Paulo – A Sumitomo Rubber acertou a compra dos direitos da marca Dunlop, além de outros direitos para pneus de quatro rodas na Europa, América do Norte e Oceania, por US$ 526 milhões, que serão pagos à Goodyear.
O valor incluiu pagamento adicional de US$ 105 milhões como taxa de suporte à transição, a fim de facilitar a migração dos clientes Dunlop na Europa, bem como o preço de compra de estoques no momento do fechamento.
Com a aquisição a empresa poderá operar seus negócios globais de pneus sob a marca Dunlop, com exceção de determinadas regiões e produtos, como Índia, Malásia, Cingapura e Brunei para pneus de quatro rodas, além de Índia, Europa e Oceania para pneus de motocicleta.
No Brasil a Sumitomo Rubber mantém fábrica da Dunlop em Fazenda Rio Grande, PR, que em 2025 celebra seu décimo-segundo ano de operação. Com a aquisição a Dunlop, que busca se estabelecer como marca de pneus premium no mercado global, será posicionada como a principal bandeira do grupo.
São Paulo – Caso seja concretizada a estimativa da Fenabrave para o segmento de motocicletas, divulgada na quarta-feira, 8, 2025 deverá ser ano recorde em vendas, com a indústria superando pela primeira vez a faixa das 2 milhões de unidades. A entidade acredita em alta de 10% nas vendas dos veículos de duas rodas, o dobro da projeção para automóveis e comerciais leves.
No ano passado foram licenciadas 1 milhão 876 mil motocicletas, crescimento de 18,6% sobre o resultado de 2023. Foi o seu terceiro melhor ano em vendas, superado apenas por 2011 e 2009. E poderia ter vendido mais, segundo o diretor executivo da Fenabrave, Marcelo Franciulli:
“Faltou motocicleta no fim do ano por causa da redução no ritmo das linhas de Manaus [AM], que teve sua logística prejudicada pela seca. Desde a pandemia o setor vem registrando bons resultados, puxado pelo uso da motocicleta como ferramenta de trabalho e como alternativa para o segundo veículo das famílias”.
Com a chegada de novos competidores, disse Franciulli, a tendência é que a demanda cresça, embora em ritmo menos acelerado: a alta dos juros traz o encarecimento que limitará o acesso ao crédito e que, de certa forma, preocupa. Enquanto sete a cada dez fichas de compradores de automóveis são aprovadas no segmento de duas rodas as aprovações são quatro para cada dez.
O consultor Milad Kalume Neto afirmou que, embora existam as restrições para se obter a aprovação do financiamento para compra de motocicletas, o processo é menos complicado do que para um automóvel: “O valor do bem é muito menor. Enquanto um carro de entrada está na faixa dos R$ 70 mil encontramos motocicletas por R$ 10 mil. O valor financiado, caso seja dado um usado de entrada, chega a ser sete vezes menor”.
Para o consultor a projeção de 10% de crescimento nas vendas de motocicletas divulgada pela Fenabrave faz sentido: “A motocicleta faz uma dupla função: pode ser usada para o trabalho, no caso dos delivery, e como meio de mobilidade individual, substituindo o transporte público. Além de ser alternativa para o segundo veículo de algumas famílias, são muitos os que compram um modelo para usar durante a semana e deixam o carro na garagem”.
Kalume Neto destacou, também, o crescimento de locação de motocicletas: “A Abla já relatou que vem crescendo bastante e estão surgindo empresas especializadas. É uma alternativa para aqueles que não conseguem o crédito”.
A Abraciclo divulgará suas projeções para o setor, produção e vendas, na semana que vem. Para a Fenabrave o recorde será batido, com 2 milhões 63 mil motocicletas emplacadas em 2025.
São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus anunciou Frank Gundlach como seu novo diretor de mercados internacionais. O executivo, que até então era diretor geral da VWCO México, passa a integrar a equipe comercial e deverá se reportar a Ricardo Alouche, vice-presidente responsável pela área de vendas, marketing e pós-vendas.
Em seu novo cargo Gundlach tem a missão de liderar as exportações, buscando parcerias estratégicas para expandir a presença internacional da VWCO. Ele sucede a Leonardo Soloaga, que se aposentou.
A mudança ocorre no momento em que a VWCO ganha força em outros mercados, como a Argentina, onde inaugurou fábrica no ano passado e triplicou suas vendas na comparação com 2023, chegando a 1,8 mil unidades.