Programa da Anfir e da ApexBrasil triplicou empresas exportadoras de implementos rodoviários

São Paulo – O programa MoveBrazil, realizado pela Anfir em parceria com a ApexBrasil para fomentar as exportações de implementos rodoviários, mais do que triplicou o número de fabricantes nacionais que enviam seus produtos para outros países. Quando o programa começou, em 2016, apenas onze empresas exportavam e, em 2023, 36 exportaram seus produtos, de acordo com José Carlos Sprícigo, presidente da Anfir, que participou do primeiro dia do 6º Congresso Latino-Americano de Negócios do Setor Automotivo, organizado por AutoData.

De acordo com ele o programa ajudou a mudar o perfil das empresas exportadoras de implementos rodoviários: “Se olharmos o avanço do programa foi uma bela ascensão desde 2016 e conseguimos incluir fabricantes de pequeno porte, assim como fabricantes de autopeças para implementos, que antes não tinham acesso ao mercado internacional”. 

Sprícigo ressaltou que fabricantes da linha leve de implementos também estão exportando, enquanto no passado os pesados representavam quase todos os embarques. No início do programa MoveBrazil as exportações nacionais representavam em torno de US$ 35 milhões e o valor subiu para US$ 250 milhões.

Ao considerar a importância do programa Anfir e ApexBrasil renovaram a parceria de 2024 a 2026 e já definiram uma agenda comercial para os próximos anos, que passará por Angola, Argentina, Chile, Costa Rica, Guatemala, México, Panamá, Paraguai e República Dominicana. O programa também levará dezessete empresas para o IAA 2024, feira de pesados que será realizada em setembro, em Hannover, Alemanha, e no ano que vem está prevista a participação em eventos no Estados Unidos e no Peru.

Nos últimos anos, com mais mercados abertos por meio do MoveBrazil, as exportações nacionais ficaram mais diversificadas e o Paraguai assumiu o posto de principal mercado externo, posição que antes era ocupada pelo Chile, que por causa de problemas econômicos registrados nos últimos anos registrou recuo na demanda. 

Outro programa da Anfir para fomentar as exportações é o Projeto Comprador, por meio do qual potenciais clientes de outros países são trazidos ao Brasil para negociar. Na última edição da Fenatran foi realizada uma rodada de negócios com possíveis compradores externos e neste ano cerca de cinquenta empresas estarão presentes.

Indústria e governo trabalham em política setorial para exportações

São Paulo – Se, na década passada, as exportações eram vistas como alternativa para escoar veículos parados nos pátios das montadoras, nos últimos tempos tanto fabricantes como o governo têm se atentado para a importância das vendas externas, até para justificar mais rapidamente os investimentos e deixar a operação mais sustentável, ao ganhar volume, diminuir os custos e equilibrar com a demanda do mercado interno.

Hoje, como no passado, o governo também está atento à oportunidade e, para isto, segundo o debate que abriu 6º Congresso de Negócios da Indústria Automotiva Latino-Americana, realizado por AutoData de 19 a 23 de agosto, é preciso que seja constituída política setorial nos mesmos moldes da aplicada na indústria automotiva com o Inovar-Auto, depois Rota 2030 e agora Mover. E o MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, conduzirá encontros com as partes, como Anfavea e Sindipeças, a partir da semana que vem, para discutir a questão.

Foi o que garantiu a diretora do Departamento de Desenvolvimento da Indústria de Alta-Média Complexidade Tecnológica do MDIC, Margarete Gandini, no painel que abriu o evento de AutoData e no qual estiveram presentes também o presidente da Anfavea, Marcio de Lima Leite, e o presidente do Sindipeças, Claudio Sahad.

“É necessário mudar o pensamento. Não só exportar quando tiver veículo sobrando no pátio nem olhar para América do Sul apenas como mercado”, disse Gandini. “Temos de ver a região como bloco com potencial para sermos representativos e poder voltar a participar das decisões das matrizes globais.”

De acordo com ela o Mover só tem recebido elogios porque foi construído a muitas mãos, incluída, aí, as do Sindipeças e as da Anfavea, ativamente, por um ano e meio: “Precisamos conjuntamente, governo e iniciativa privada, construir soluções para exportar, como uma política do setor”.

Para Gandini mais importante que o ritmo é a direção, e que é fundamental neste processo não haver a descontinuidade da estratégia política. Ela acredita que uma estrutura produtiva não se muda em quatro anos porém é preciso deixar os marcos legais da estratégia de pé para que, em um passo posterior, sejam criadas políticas de Estado:

“Foi o que o setor automotivo conseguiu, desde 2012, passando pelo Inovar-Auto, Rota 2030 e agora o Mover. Ou seja: a política automotiva, pode-se dizer, que é política de Estado, perpassou diferentes governos e continuou operando. E o mesmo precisamos fazer para o viés de exportação. Para colocar na produção brasileira a determinação de que uma parte será exportada.”

Ela também está convencida da importância de se ampliar a integração com a América do Sul em cadeias regionais a fim de reduzir a dependência de algumas cadeias globais que trouxeram problemas com a fragmentação no passado: “E reitero: o Brasil tem competências enraizadas para poder dar este passo”.

Em paralelo dirigentes defendem a necessidade da convergência regulatória

Presidente da Anfavea, Lima Leite ressalvou que, para o avanço definitivo das exportações, que as montadoras já entendem como algo irreversível, é imprescindível evoluir na harmonização regulatória com os países da região.

Ele expôs que não é razoável as fabricantes desenvolverem produtos para o Brasil e também com especificações para mercados como Colômbia, Peru e Chile, por exemplo: “Temos de ter produtos que atendam a todos esses países e o governo precisa buscar isto por meio de acordo, a fim de facilitar o fluxo”.

A retomada de comitês automotivos bilaterais também está no planejamento do MDIC a fim de trabalhar o tema da convergência regulatória e de programas de integração produtiva, apontou Gandini:

“O Brasil não tem conseguido avançar em acordos de livre comércio porque na América do Sul a Argentina é o único país que possui indústria automotiva consolidada, além do Uruguai, enquanto que os demais se veem apenas como adquirentes, que pedem contrapartidas em outros setores que o Brasil tem tido dificuldade em conceder”.

Lima Leite também ressaltou a necessidade do trabalho diplomático de comunicação, a fim de esclarecer dúvidas e contribuir para que o Brasil conquiste licitações, uma vez que a indústria local tem qualidade para exportar, embora esbarre na competitividade.  

“Temos um risco que já começou a ser percebido: ao vender a esses países serão comercializados produtos brasileiros ou dos países de origem? Porque o que valerá, no fim das contas, será o padrão de competitividade. A montadora poderá vender desde o Brasil ou do México, da Índia, da China. Por isto não adianta só ter foco na exportação, mas ter uma base de custo para alcançar estes mercados. Se não fecharemos vendas que serão abastecidas por operações da mesma marca baseadas em outros países, combatendo de frente o custo Brasil.”

Vendas externas são solução para ociosidade que supera os 40%

O presidente do Sindipeças Sahad concordou com Lima Leite: o Brasil possui produto de qualidade para exportar, que não requer nenhum tipo de incremento tecnológico. E lembrou que a ociosidade do setor supera os 40%: “Para preenchê-la sabemos que o mercado interno não é suficiente, então precisamos expandir as exportações. E equilibrar a balança comercial que está ficando historicamente deficitária devido ao aumento desenfreado das importações”.

Sahad afirmou que fomentar o crescimento da indústria, e não somente da automotiva, é sinônimo de estimular a expansão do PIB, pois o setor produtivo possui cadeias longas. Citou que a cada real que a indústria produz o reflexo é de quase R$ 3 na economia, ao passo que no ramo de serviços ou o agronegócio, com cadeias que são curtas, o impacto chega a R$ 1,50: “A exportação é uma das formas mais rápidas de se fomentar esse crescimento”.

O Sindipeças vê, hoje, o setor com olhos parecidos aos da Anfavea: “Somos uma coisa só. Nunca estivemos tão próximos nem tão ligados. Finalmente enxergamos o nosso setor como cadeia única. Se faltar um parafuso o veículo não sai. E se se perde a produção de um veículo isto prejudica as autopeças. Precisamos usufruir disto e virar a chave de vez”.

GWM lança linha PcD do seu elétrico Ora 03

São Paulo – Depois da BYD, que lançou seu Dolphin Mini para PcDs, a GWM passa a oferecer a linha Ora 03 com isenção do IPI e condições especiais para pessoas com deficiência. Segundo Alexandre Oliveira, diretor de vendas e desenvolvimento de rede da GWM Brasil, o nível de equipamentos de conforto e segurança foi mantido nas versões PcD.

O Ora 03 Skin, a R$ 150 mil na tabela, sai por R$ 129,6 mil na versão PcD, com R$ 5,4 mil de benefício fiscal e R$ 15 mil de bônus GWM. O GT tem seu preço reduzido de R$ 184 mil para R$ 158,4 mil, com R$ 6,6 mil de benefício e R$ 19 mil de bônus.

Apenas a versão GT Approve do Ora 03 não está disponível para o público PcD.

XBRI Pneus planeja investir R$ 1,5 bilhão no Brasil se imposto de importação não subir

São Paulo – A XBRI Pneus, marca brasileira de pneus de carga e de passeio importados da Ásia, informou que planeja investir R$ 1,5 bilhão na construção de fábrica. Ainda estão em estudos os locais para aquisição de terreno – conversas com governos do Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Bahia estão em curso. O objetivo, segundo comunicado, é atender ao mercado brasileiro de reposição, OEM e exportar para os Estados Unidos.

Segundo a empresa o Brasil oferece mercado em expansão e com grande potencial de crescimento. Os pneus XBRI, “importados da China, Vietnã, Malásia e Tailândia, atendem aos principais modelos de veículos presentes no mercado brasileiro e são fortes na reposição, com presença em distribuidoras e grandes varejistas”. No ano passado foram vendidos mais de 3,5 milhões de pneus da marca, com faturamento de R$ 4,5 bilhões, com projeção de avanço de 20% em 2024.

“A XBRI Pneus foi fundada há 36 anos e posicionou-se estrategicamente por meio do desenvolvimento de produtos pensados para as condições de clima e rodagem brasileiras, mas com produção 100% no Exterior”, afirmou Samer Nasser, seu diretor de relações institucionais. “Hoje os custos de produção, logística e tributários para exportação a partir de nossas fábricas na Ásia já se assemelham aos custos de produção daqui, de modo que entendemos que chegou a hora de fazermos este investimento.”

Nasser ponderou, porém, “ser fundamental que o governo federal não eleve o imposto de importação de pneus” de 16% para 35%, demanda da Anip que está sendo analisada pela Camex, Câmara de Comércio Exterior, do MDIC, Ministério da Indústria, Comércio e Serviços: 

“Para que possamos nos instalar aqui precisamos seguir formando mercado para nossos pneus, com rede de distribuição e comercialização. E é fundamental que tenhamos produtos a preços competitivos para vender”.

Scania anuncia Fernando Valiate como novo diretor de serviços

São Paulo – Fernando Valiate foi anunciado pela Scania como seu novo diretor de serviços, sucedendo a Marcelo Montanha, que assumiu a direção de concessionárias na Espanha. Nascido em Vitória, ES, o executivo responde pela área desde o fim do ano passado, mas só foi apresentado oficialmente durante a Lat.Bus 2024, no início do mês.

Formado em administração de empresas pela UFES, Universidade Federal do Espírito Santo, Valiate tem MBA executivo pela Fundação Dom Cabral e mais de quinze anos de experiência em posições de liderança e gestão de operações industriais e serviços, com passagens por Grupo Volkswagen e Porsche Consulting.

Ele responderá a Simone Montagna, presidente e CEO da Scania Operações Comerciais do Brasil.

Addiante assina contrato com Ambipar e quase dobra sua frota

São Paulo – A Addiante, joint-venture formada por Gerdau e Randoncorp especializada na locação de veículos pesados, implementos e máquinas, assinou com a Ambipar contrato que praticamente dobrará sua frota atual, composta por 1,4 mil ativos, para pouco mais de 3 mil.

O acordo prevê a aquisição de 1 mil 607 mil veículos e sua subsequente locação pela Addiante por meio de sale & leaseback, caracterizada pela venda dos bens da companhia de gestão ambiental para que ela consiga se capitalizar, e aportar os recursos para outro fim, e posterior aluguel dos veículos.

A operação, que abrange a locação de caminhões, ônibus, microônibus, vans e cavalos mecânicos será adotada gradualmente ao longo de 24 meses, durante os quais os veículos usados serão progressivamente substituídos por modelos novos.

Cada novo veículo será locado por um período de sessenta meses. Pormenores sobre a aquisição dos 0 KM ainda não foram divulgados, mas é sabido que os usados serão vendidos para que então os novos sejam comprados.

O CEO da Addiante, Fábio Leite, avaliou que essa operação fortalece significativamente a presença da companhia no mercado. No início do ano, em entrevista a AutoData, ele projetou encerrar 2024 com 3 mil unidades alugadas.

Os recursos financeiros serão originários em parte de capital próprio, no qual as sócias aportarão R$ 300 milhões, proporcionais às suas participações societárias na Addiante, e parte por captação no mercado.

Sigma Lithium embarca novo carregamento de lítio verde

São Paulo – A Sigma Lithium completou 365 dias de operação no Vale do Jequitinhonha, MG, e levou ao porto seu décimo-primeiro carregamento com 22 mil toneladas de lítio verde quíntuplo zero, que significa produção isenta de emissão de carbono, barragem de rejeitos, uso de água potável, energia a carvão e químicos nocivos.

Para atingir regularidade e consistência nas remessas a empresa obteve a aceleração de produção mais rápida do setor de lítio, dentre os pares atuais, e uma das mais velozes do setor de metais. Durante esse primeiro ano de atividades informou que não foram registrados acidentes com afastamento dos 618 empregados diretos.

A fase 1 do projeto Grota do Cirilo possui capacidade anual de 270 mil toneladas de concentrado, mas a companhia emitiu decisão final de investimento para quase dobrar a capacidade para 520 mil toneladas de concentrado por meio da expansão de sua unidade em 2025.

Vendas avançam 4% na primeira quinzena de agosto

São Paulo – A primeira quinzena de agosto registrou 108,2 mil licenciamentos, segundo dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData. O resultado superou em 3,8% o volume dos onze primeiros dias úteis de julho, 104,2 mil veículos, e representou avanço de 28,8% sobre as duas primeiras semanas de agosto do ano passado, 84 mil unidades.

Nas duas primeiras semanas de agosto de 2023 o mercado passava por uma ressaca, após o alto crescimento nas vendas de julho impulsionadas pelo programa de descontos promovido pelo governo federal.

A média diária de vendas somou 9,8 mil unidades, pouco acima das 9,4 mil registradas em julho. Restam onze dias úteis no mês que, mantendo o ritmo, fecharia com cerca de 215 mil unidades vendidas. A tendência, porém, é de aceleração na segunda metade, como normalmente ocorre no mercado brasileiro.

Mas agosto tem 22 dias úteis, um a menos do que julho, então dificilmente a marca de 241,1 mil licenciamentos do mês passado, o melhor do ano, será alcançada.

A Fiat Strada liderou as vendas na quinzena, com 7,6 mil unidades emplacadas, seguida pelo Volkswagen Polo, 6 mil, e Chevrolet Onix, 4,9 mil.

Nova Volkswagen Amarok adota o motor V6 em todas as versões

São Paulo – A Volkswagen renovou a picape Amarok, produzida na Argentina, que agora traz o motor turbodiesel 3.0 V6 de 258 cv de potência em todas as versões, aliado ao câmbio automático de oito marchas. 

Com relação ao visual a dianteira foi toda renovada e traz novos para-choques, grade, capô, rodas e faróis full led e uma faixa de led na parte frontal da picape. Na traseira o para-choque é novo assim como as lanternas. Com as mudanças o comprimento da picape aumentou 96 mm com relação ao modelo anterior.

Veja abaixo os preços e versões da Volkswagen Amarok 2025:

Amarok V6 Comfortline – R$ 309 mil 990
Amarok V6 Highline – R$ 328 mil 990
Amarok V6 Extreme – R$ 350 mil 990