Volvo dá mais potência ao EX30, que fica mais agressivo

São Paulo — Após emplacar pouco mais de 3,5 mil EX30 no ano passado a Volvo enxugou o portfólio de seu SUV compacto e acrescentou uma novidade: uma versão com dois motores elétricos e tração integral, a Ultra Twin. Com foco em esportividade e segurança o carro ficou mais forte e agressivo: bastam apenas 3,6 segundos para o EX30 chegar aos 100 km/h, o Volvo mais rápido já produzido em termos de aceleração.

É o que o diretor de marketing, Felipe Yagi, definiu como “desempenho com segurança”. A velocidade máxima é limitada em 180 km/h, um padrão global da marca. 

Ao volante mal se percebe que o EX30 é tão veloz até um mínimo toque no pedal do acelerador, que o transforma num SUV arisco e extremamente veloz. Seus dois motores elétricos, um em cada eixo, que geram 428 cv de potência e 55,4 kgfm de torque, números que remetem a modelos esportivos de marcas alemãs.

A engenharia, contudo, se preocupou em equipá-lo com sistema de vetorização de torque, que utiliza sensores de freio para distribuir a força pelas rodas de forma individual para garantir estabilidade em curvas e terrenos de baixa aderência. 

Com bateria de 69 kWh o EX30 tem autonomia para 316 quilômetros, segundo o Inmetro. 

Seguro, mas exagerado no minimalismo

Após seis lançamentos em dois anos o novo EX30 consolida o pioneirismo da marca sueca na eletrificação, com reforço na segurança, um valor que a Volvo prioriza. A versão Ultra Twin conta com sistema de assistências ao motorista Adas completo, alerta de ponto cego, frenagem de emergência e alerta de monitoramento do motorista. 

Em contraponto exagera no minimalismo: o carro possui poucos botões físicos, concentra quase todos os ajustes em sua tela multimídia de 12,3 polegadas, exclui um painel de instrumento, o que faz com que o motorista monitore a velocidade desviando a atenção da estrada, e nem sequer oferece um head-up display. 

O portfólio EX30 foi enxugado em três versões: começa pela versão Plus Single, com um motor elétrico de 272 cv, tração traseira e autonomia de 250 quilômetros, por R$ 239 mil 950, a Ultra Twin, por R$ 309 mil 950, e a Cross Country, com o mesmo conjunto da Ultra Twin, com apelo mais aventureiro, por R$ 314 mil 950. 

Recall 

Enquanto lança sua nova versão no mercado brasileiro a Volvo corre contra o tempo para chegar à solução de uma falha que gerou recall global, incluindo o Brasil, e mantém seus clientes restritos a uma parte sensível de seus veículos.

A fabricante sueca identificou um risco de superaquecimento nos módulos da bateria de NCM, níquel-cobalto-manganês, do EX30, o que pode elevar a possibilidade de incêndio durante o carregamento. Como medida preventiva, enquanto busca uma solução, a empresa determinou que os proprietários limitem a recarga a 70% da capacidade total da bateria. O ajuste deve ser realizado diretamente pela central multimídia do veículo até que o reparo definitivo seja efetuado.

Cerca de 5,6 mil unidades de Volvo EX30 vendidos no Brasil são alvo desta convocação.  

Goiânia passa a operar o maior ônibus elétrico do mundo 

Goiânia, GO – A Volvo e a Marcopolo entregaram à Metrobus, operadora do sistema de transporte coletivo de Goiânia os maiores ônibus elétricos do mundo. São cinco modelos BZRT, biarticulados de 28 metros, produzidos em Curitiba, PR, com capacidade para transportar 250 pessoas. O pacote ainda contempla dezesseis modelos articulados, de 21 metros, para até 180 passageiros.

O Brasil é, na Volvo, centro do desenvolvimento e de produção de modelos articulados elétricos. Os BZRT, de piso alto, já chamam a atenção de outras capitais, como Rio de Janeiro, RJ, Belo Horizonte, MG, e Manaus, AM, como citou o presidente da Volvo Buses, André Marques:

“A Transmilenium, de Bogotá, Colômbia, também está estruturando licitação e estamos de olho. Nossa intenção é abastecer a região toda”.

Os ônibus estão equipados com dois motores elétricos, que geram 540 cv, e até oito baterias. Elas ficam posicionadas na parte inferior e deixam livre o salão para movimentação dos passageiros.

A carroceria é a Attivi Express, fornecida pela Marcopolo. Todos os ônibus dispõem de ar-condicionado, tomadas USB e elevador para auxiliar o embarque e desembarque de passageiros com mobilidade reduzida.

Estação de recarga é a maior do Brasil

Para a operação dos ônibus 100% elétricos a Metrobus instalou em sua garagem 23 carregadores de 240 kW, que carregam baterias de 46 ônibus simultaneamente. É, segundo a operadora, a maior estação de recarga instalada no País. 

Também foi adquirido um BESS, sistema de armazenagem de energia de baterias. Ele é móvel, e atende emergências também fora do pátio.

Selic deve começar a baixar a partir de março, mas efeitos ainda demoram a chegar na ponta

São Paulo – Embora o Banco Central, tenha decidido pela manutenção da Selic em 15% ao ano pela sexta reunião consecutiva do Copom – o que já se estende por oito meses, desde 18 de junho –, na reunião da quarta-feira, 28, foi indicado que existe a intenção de iniciar processo de redução a partir do próximo encontro, em 18 de março. O patamar da taxa básica de juros é o maior desde julho de 2006, quando a Selic chegou a 15,25% ao ano, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Neste cenário Ricardo Balistiero, professor do núcleo de negócios do IMT, Instituto Mauá de Tecnologia, entende que ainda demandará um tempo para que os reflexos sejam sentidos na ponta, embora a sinalização seja positiva. Geralmente o ciclo que intermedeia a redução da Selic e a melhora nos juros nos bancos se estende por cerca de seis meses.

“Efeitos práticos deverão ser vistos só em setembro. Não acredito que este movimento será um motor de alavancagem de vendas do setor automotivo.”

E como a queda aguardada para este ano não é substancial, considerando a projeção do Boletim Focus de chegar em dezembro a 12,25% ao ano, do ponto de vista do crédito deverá alterar pouco, avaliou o professor: “Melhora efetiva nas taxas ficará para 2027, se a inflação se comportar e se a Selic continuar trajetória de redução, entrando na faixa de um dígito. Para 2026 não vejo grandes alterações”.

Hoje a projeção do Focus, no entanto, é de que os juros básicos da economia chegarão ao fim de 2027 em 10,5% ao ano, ou seja, ainda em dois dígitos.

Custo do crédito só deve baixar por ação dos próprios bancos

Sílvio Paixão, professor da Fipecafi e do Pecege, concorda que a perspectiva de queda dos juros na próxima reunião do Copom não é um fator de alteração do custo do crédito, seja para veículos 0 KM ou usados, ao afirmar que a Selic é a taxa base para o risco-governo e que uma redução efetiva dependerá mais de medidas dos próprios bancos para mitigar seu risco.

Um dos pontos elencados que ele elenca para baixar na ponta o preço do crédito é a intenção das instituições financeiras de “comprar mercado” de financiamento de veículos, praticando uma taxa mais competitiva.

“O que também pode movimentar o setor é a mudança do perfil da carteira de crédito, buscando financiamentos com garantia de bens”, citou. “A alteração nas condições regulatórias do lado financiado, leia-se prazos mais elásticos, e do lado das instituições financeiras, carteiras de financiamento de veículos com exigências menos severas para a constituição de reservas para perdas, por exemplo, devem ajudar.”

O que disse o Banco Central? 

Em nota o BC justificou que a situação atual marcada por elevada incerteza exige cautela na condução da política monetária: “O ambiente externo ainda se mantém incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais. O que exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão geopolítica”.

Com relação ao cenário doméstico apontou que o conjunto dos indicadores segue apresentando, conforme esperado, trajetória de moderação no crescimento da atividade econômica, enquanto o mercado de trabalho ainda mostra sinais de resiliência.

Como a inflação encerrada em 2025, de 4,26%, ainda está acima do centro da meta, de 3%, mesmo que mostrando sinais de arrefecimento – em 2024 era 4,83%, o Copom espera poder começar o processo de redução para chegar ao fim do ano em 12,25%.

Inadimplência para financiamentos de veículos fecha o ano em alta

São Paulo – Os atrasos nos pagamentos de financiamentos de veículos superiores a noventa dias alcançaram 5,6%, de acordo com o Relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central, divulgado na quinta-feira, 29. O aumento foi de 0,2 ponto porcentual na comparação com novembro e de 1,4 pp em doze meses.

Foi o maior índice registrado para a inadimplência desde maio de 2023, quando alcançou 5,7% dos contratos de veículos 0 KM.

Os juros para financiamentos de veículos, por sua vez, recuaram no último mês do ano. A taxa média praticada por bancos e financeiras foi de 26,4%, 0,6 ponto porcentual menor que que a medida em novembro. Em doze meses os juros caíram 1,1 ponto porcentual.

Vendas da Implementos São Paulo avançam 22% em 2025

São Paulo – A Implementos São Paulo comercializou no ano passado 496 implementos, principalmente para o segmento petrolífero e para atender a empresas de logística urbana. Trata-se de um avanço de 22% em comparação a 2024, quando vendeu quatrocentos produtos.      

A fabricante de Mossoró, RN, consolidou-se como principal fornecedora de equipamentos de suporte às operações de petróleo e gás em terra firme. Para tanto em 2025 colocou em operação mais 3 mil m2 de área construída dedicada à produção deste tipo de implemento, totalizando 11 mil m2

Também no ano passado a Implementos São Paulo apresentou ao mercado o primeiro rodotrem basculante produzido no Nordeste. E, até o primeiro semestre, lançará o primeiro baú frigorífico produzido na região, o que tem sido estimulado pela maior demanda local pelo produto.

Motor Hurricane turbo flex estreia no Jeep Compass

São Paulo – O motor Hurricane, aplicado em diversos modelos Stellantis, ganhou uma versão que pode também ser abastecida com etanol. O propulsor turbo 2.0 flex estreia na versão Blackhawk do Jeep Compass, já disponível nas concessionárias.

Por R$ 274,3 mil a versão topo de gama alcança 272 cv e 400 Nm de torque no Compass, o SUV médio mais vendido do mercado brasileiro. Ela está equipada também com tração 4×4.

Segundo a Stellantis a equipe de engenharia trabalhou no desenvolvimento da versão flex do Hurricane. São novas as bombas de combustível, velas de ignição e injetores. Foram promovidas também mudanças no sistema de admissão e no turbo, além de nova calibração do motor e da troca de marchas.  

Ricardo Porto é o novo CFO da Cantu

São Paulo – A Cantu anunciou Ricardo Porto como seu novo CFO, responsável pela área financeira, e diretor de relação com investidores. Ele sucede a Vítor Leme, que seguirá na distribuidora brasileira de pneus importados da Ásia à frente da unidade de negócios dedicada ao varejo físico, nova vertente da empresa após a fusão com a GP Pneus.

Com mais de vinte anos de trabalho na área de finanças, sendo a última década como CFO de empresas de grande porte em ciclos acelerados de crescimento e transformação, como o Grupo Cataratas, Porto assume o desafio de fortalecer a disciplina financeira da Cantu e apoiar a sua expansão no Brasil e na América Latina. Ele também estará à frente do processo de integração da GP Pneus à operação do grupo.

Graduado no ITA, Instituto de Tecnologia Aeronáutica, tem MBA em finanças pela Universidade de Chicago e experiência em integração financeira pós fusões e aquisições, otimização de estruturas de capital e capital de giro, governança corporativa, controles internos e relacionamento com investidores e mercado de capitais.

Grupo Redentor adquire 109 ônibus Mercedes-Benz

São Paulo – O Grupo Redentor adquiriu 109 chassis de ônibus Mercedes-Benz, 62 OF 1619 e 47 OF 1721. Todos foram vendidos pela concessionária Guanabara Diesel, com financiamento do Banco Mercedes-Benz.

Os veículos foram incorporados às frotas da Viação Redentor e da Transporte Futuro e já operam no Rio de Janeiro. A frota do Grupo Redentor é 100% composta por modelos Mercedes-Benz.

Maru Escobedo assume a presidência da BMW América Latina

São Paulo – Maru Escobedo foi escolhida para suceder a Reiner Braun como presidente e CEO do Grupo BMW para a América Latina, informou a companhia na quinta-feira, 29. A partir de 1º de março ela retorna à Cidade do México, sua cidade-natal, onde ficará baseada. Seu sucessor na BMW do Brasil será anunciado posteriormente.

Escobedo acumula mais de vinte nos de experiência no mercado premium de veículos. Ingressou na BMW em 1998 e passou por posições no México, Alemanha e Brasil. Ela será a primeira executiva latino-americana a liderar a região.

As próximas funções de Braun, que ocupou cargos na Europa, Oriente Médio, China, América Latina e Canadá também serão anunciadas mais à frente.

Jetour terá mais três modelos ainda em 2026

Mogi Mirim, SP – O portfólio da marca Jetour no Brasil crescerá rapidamente. Após o lançamento do SUV familiar S02 e dos T1 e T2, com visual mais aventureiro, a novata planeja trazer outros três modelos ainda em 2026. Henrique Sampaio, diretor de imprensa, marketing e produto, confirmou que o próximo Jetour será uma versão com tração integral do seu maior SUV, o T2: “Já temos este modelo rodando no Brasil e muito em breve será o quarto dos seis que teremos em nosso portfólio ainda este ano”.

Além da proposta com foco no estilo de vida e na pegada mais aventureira, o diferencial da Jetour — marca chinesa com apenas oito anos de existência — é a oferta de propulsão híbrida plug in. O visual dos veículos chama a atenção pela autenticidade, e o acabamento interno e oferta de tecnologias de segurança e entretenimento também fazem a diferença.

Sobre as próximas novidades Sampaio diz que estarão posicionadas abaixo e acima da oferta de preços dos modelos que já podem ser encomendados aqui. O S06 começa em R$ 200 mil e a versão mais cara do T2 em R$ 300 mil. Provavelmente a versão com tração integral do T2 ficará acima. A incógnita é se a sexta novidade deste ano será uma opção abaixo dos R$ 200 mil.

“Ainda não posso dizer se estará abaixo do S06, mas afirmo que teremos um modelo com preço inferior a ele em algum momento.”

Montando a rede para entregar

Com apenas catorze pontos de vendas – que apenas recebem pedidos dos clientes – abertos neste momento a Jetour optou por iniciar um programa de pré-venda dos três modelos agora e esperar a rede se formar para entregá-los.

A expectativa inicial é de que 40% das vendas sejam do SUV S06: “Acreditamos que oferecemos um produto muito completo, com o diferencial da propulsão híbrida plug in numa faixa de preço em que há pouca competição nessa configuração”.

Sobre os outros dois modelos a percepção parece que está mudando. O executivo não acreditava que o T1 receberia tantos elogios por parte da imprensa nem de potenciais clientes que viram o produto em avant-première: “Estou mudando minha opinião agora. Realmente o T1 tem um visual autêntico e pouco usual no mercado. Isso pode surpreender neste primeiro momento”.

Ele não quer apontar um porcentual de vendas mas discretamente imagina que possa ocorrer um empate na preferência do potencial cliente pelos dois modelos.

Sobre o plano de pré-venda, que começa agora e vai até a primeira quinzena de março, Sampaio disse que é necessário para consolidar as sessenta concessionárias no País, atendendo à legislação nacional da Lei Renato Ferrari: “Os veículos serão entregues aos clientes pela rede que estamos formando”.

Ainda que haja um hiato de pouco mais de um mês de compra com a entrega Sampaio está otimista: “Mesmo com esse período, que é de maturação do investimento do concessionário para montar a sua estrutura, acreditamos que estamos chegando em um prazo razoavelmente rápido”.

A Jetour já tem, no Brasil, 1,5 mil unidades dos seus três modelos prontas para serem entregues.