T2 é o jipão topo de linha da Jetour

Mogi Mirim, SP – O SUV completão da novata Jetour chama-se T2 e, de fato, traz quase tudo o que o exigente consumidor com quase R$ 300 mil para gastar gostaria. Visual autêntico, propulsão híbrido plug in e tecnologia de segurança e conforto de sobra.

Falta a autêntica tração 4×4 para chamar este SUV de off road raiz, mas a configuração da propulsão com dois motores elétricos, com um total de 320 cv considerando o motor a combustão, suspensão mais robusta e elevada com sistema eletrônico de monitoramento de profundidade pode levar o T2 a terremos um pouco mais complicados do que a estradinha de cascalho do sítio no Interior.

Ele não é tão valente para escalar uma montanha, mas pode levar para um passeio em trilhas leves. Mais: o T2 supera curso d’água de até 700 mm. E isto já é grande coisa, segundo Henrique Sampaio, diretor de imprensa, marketing e produto: “Para 70% dos potenciais consumidores tração 4×4 é consequência de uma oferta mais completa de um veículo. Dos 20% que compram apenas 5% deles utilizam o veículo em terreno off road severo”.

São duas versões: a T2 Advance, ofertada por R$ 290 mil, e a Premium, por R$ 300 mil. As duas já vêm com teto solar panorâmico, controle eletrônico de estabilidade e todo o pacote de segurança ativa e passiva – ESC/EBD/EBA/TCS/HHC/HDC/RMI –, ADAS completo com condução autônoma, assistente de estacionamento 540°, iluminação externa em led com faróis de neblina, cluster LCD com 10,25”,  multimídia de 15,6” com comando de voz, conexão wireless para Android Auto e Apple CarPlay, ar-condicionado dual zone com saídas de ar traseiras, EPB com Auto-hold, keyless entry e go, carregador indutivo de 50W, racks de teto, bancos dianteiros com ajustes elétricos, memória e ventilação.

O T2 Premium ainda traz rodas em liga leve com 20” e pneus 255/55, logotipo Jetour iluminado na grade dianteira, luzes de ambiente internas configuráveis, sistema de som Sony com 12 alto falantes, espelho retrovisor dianteiro com projeção a laser Jetour, banco do motorista com ajuste lombar, apoio de braço traseiro central premium, luz de leitura touch, radares de estacionamento dianteiros.

O conjunto de propulsão muda um pouco com relação ao dos outros dois modelos já apresentados. Utiliza transmissão DHT-3, com três velocidades para controlar os dois motores elétricos, um com 102 cv e outro com 122 cv, acoplados ao eixo dianteiro. O sistema híbrido plug in usa o mesmo motor a combustão de 135 cv do T1 e do S06. O torque total desse conjunto é de 60 kgfm.

A bateria de 26,7 kWh e o tanque de 70 litros são os mesmos do T1, mas a eficiência energética, de acordo com o Inmetro, é um pouco inferior: 0,8 mJ/km. A autonomia também é inferior, 1,1 mil quilômetros porque o T2 é 110 kg mais pesado que o T1.

Seguindo a proposta da marca o interior é sóbrio, com materiais de bom gosto e de qualidade. Considerando que o T2 pode enfrentar terrenos um pouco mais complicados que os outros Jetour há uma alça no console central para o passageiro se apoiar e ficar mais firme nessas ocasiões. Com o mesmo entre eixos de 2m80 do T1 há generoso espaço para os ocupantes da segunda fileira. A altura do solo é de 205 mm contra 190 do T1. O porta-malas tem 580 litros de capacidade.

O visual externo diferencia sobremaneira o T2 do T1. A palavra Jetour estampa a grade dianteira e na versão premium a logomarca fica acessa. A traseira é a maior diferença dos modelos: tem uma caixa de aço para o estepe, lanternas verticais de led e tampa do porta-malas que abre lateralmente.

Para todos os três modelos que estão sendo ofertados no programa de pré-venda a Jetour oferece garantia de oito anos para motor elétrico e bateria e de sete anos para todo o conjunto – à exceção dos itens de desgaste, como palhetas.

Aumento da demanda por blindagem estimula pesquisa por novos materiais

Barueri, SP – O aquecimento do mercado de blindagens, estimulado pelo ingresso de veículos de menor tíquete por causa da escalada da criminalidade, tem impulsionado a indústria a pesquisar mais sobre materiais que elevam a resistência a projéteis e a investir valores suntuosos a fim de ampliar seu cardápio. É o caso da Avallon Blindagens, de Barueri, SP, que dedicou dois anos para desenvolver, testar e aprovar solução para a Lexus. Após processo de concorrência a empresa foi a primeira do mundo a tornar-se blindadora certificada pela empresa.

“Sabíamos que não teríamos uma segunda possibilidade e que não poderíamos desperdiçá-la. Então lançamos mão de tecnologia que, além de propor maior resistência, permite a instalação na carroceria como um todo, ou seja, eleva significativamente a proteção dos passageiros no veículo, que é o polietileno flexível”, afirmou Thomas Yamada, diretor de desenvolvimento da Avallon Blindagens.

A Avallon hoje já oferece a opção de blindagem usando o polietileno rígido em substituição ao aço nas colunas: “O uso do polietileno flexível, que tem tenacidade elevada comprovada em teste balístico maior segurança ao demonstrar a eficiência de suportar disparos de projétil bem próximo um do outro, adiciona 35 pontos de reforços na carroceria”.

Yamada contou que esta tecnologia, por enquanto, é oferecida apenas aos veículos Lexus. Mas, pelo fato de a solução ter sido desenvolvida pela Avallon em parceria com a Protecta, fornecedora do insumo, outras montadoras poderão realizar seus estudos com a blindadora para aplicá-la em seus veículos – esta é a expectativa, inclusive, com a Toyota.

Thomas Yamada, diretor de desenvolvimento da Avallon Blindados, propõe o desenvolvimento de novas tecnologias frente à maior demanda pelo serviço. Foto: Divulgação.

Nova tecnologia deixa o carro mais leve

Além de deixar o veículo cerca de 30% mais leve em comparação ao método tradicional, de acordo com o executivo o polietileno flexível melhora a dirigibilidade, o conforto e o desempenho: “Durante os testes na pista atestamos que, na frenagem, o veículo manteve a mesma distância que um não blindado, o que demonstra um equilíbrio maior na carroceria. Além disso há o desgaste menor nos pneus, nos freios e na suspensão”.

Outro benefício, segundo o executivo, é que como o processo usa menos aço e o polietileno é um isolante térmico, a cabine fica mais confortável e o acionamento do ar-condicionado é menor, assim como o consumo de combustível – a blindagem equivale a um carro que carrega pelo menos três passageiros, só que sem eles a bordo.

E, claro, as benesses têm seu preço: se da blindagem de aço para a de polietileno rígido o custo é acrescido em torno de R$ 18 mil, deste para o flexível são mais R$ 16,8 mil. Neste caso, portanto, o valor para blindar um Lexus vai de R$ 121,2 mil para R$ 138 mil.

Os dois modelos certificados e alvejados durante os testes serão exibidos nas concessionárias da marca a fim de demonstrar a diferença das tecnologias e os recursos usados.

O diretor destacou que, independentemente do material usado, a técnica da empresa propõe a proteção para balas que alvejam o veículo no ângulo de 45 graus também, e não somente no de 90 graus, como tradicionalmente é feito. E são usados parafusos especiais que inflam em contato com os projéteis, a fim de segurá-los.

Blindadora certificada pela Toyota, Lexus e BYD a Avallon tem outros dois novos contratos que serão anunciados em breve, de uma entrante chinesa e de uma montadora local, além de blindar veículos de todas as marcas ainda que não seja certificada pelas fabricantes.

Popularização da blindagem leva indústria a registrar recordes

Barueri, SP – Foi-se o tempo em que ter carro blindado era privilégio restrito às classes com renda mais elevada e, consequentemente, aos veículos de luxo. Diante do aumento da violência urbana consumidores de carros de categorias inferiores têm encontrado uma forma de alocar na blindagem parte de sua receita ao adquirir um veículo 0 KM. E, frente a este movimento, que se demonstra crescente, a indústria vem se preparando.

AAvallon Blindagens, sediada em Barueri, SP, vive franco momento de expansão. Blindadora certificada da Toyota há seis anos, e da BYD desde 2024, recentemente conquistou mais três contratos: em dezembro fechou com a Lexus, para atender a dois modelos, neste mês com uma entrante chinesa, ainda anônima por causa do contrato e, ainda no primeiro trimestre, passará a oferecer o serviço ratificado também para uma montadora local, com cinco modelos.

“Hoje blindamos uma média de 120 veículos por mês. Com estes três novos contratos a expectativa é adicionarmos volume de 25 a trinta carros”, assinalou Thomas Yamada, diretor de desenvolvimento da Avallon durante visita de Agência AutoData às instalações da empresa na Região Metropolitana de São Paulo. 

A fábrica comporta até duzentos veículos por mês, capacidade que foi ampliada após investimentos de R$ 20 milhões, realizados desde 2021, e que contemplaram também a modernização, a aquisição e construção de espaço para receber os veículos, além da reaquisição de galpão.

Yamada estimou que, no ritmo em que a demanda vem crescendo, o volume de duzentos carros por mês será alcançado até 2028. No ano passado a empresa bateu recorde de blindagem de carros, com 1,4 mil unidades, maior volume em 23 anos de atividade, o que representou acréscimo de 12% com relação a 2024. Para 2026 a projeção é ampliar o número em 16%, para 1,6 mil veículos.

Thomas Yamada, diretor de desenvolvimento da Avallon Blindagens, disse que a empresa tem recursos à disposição para ampliar a produção conforme a demanda aumentar. Foto: Soraia Abreu Pedrozo.

A ampliação não só da atividade da empresa mas da demanda por este tipo de serviço no Brasil, na visão do executivo, é calcada na mudança do perfil do cliente que busca por ele: “Dez anos atrás o público de veículo blindado era muito elitizado, restrito a carros acima de R$ 600 mil. Hoje, veículos de menos de R$ 200 mil são blindados. O que também tem sido impulsionado pelo aumento da criminalidade e da insegurança pública, em meio ao cenário de instabilidade política e econômica”.

Na Avallon cerca de quarenta das 120 blindagens por mês são certificadas para veículos Toyota, majoritariamente Corolla Cross, que tem preços de R$ 189 mil a R$ 222 mil. Agora, com o novo contrato com a Lexus, o executivo espera que a Toyota reveja a blindagem certificada que oferece para seus modelos e inclua, também, o Yaris Cross, cuja produção já foi iniciada em Sorocaba, SP. O veículo tem preços de R$ 161,4 mil a R$ 189,9 mil.

“Hoje usamos 60% da capacidade de nossa fábrica e, embora ainda não tenhamos um valor definidos com relação aos novos investimentos, dispomos de recursos disponíveis para ampliar linhas, remanejar serviços e avançar em termos de produtividade conforme a demanda for aumentando.”

A Avallon, que hoje emprega 204 funcionários, sendo 168 na fábrica, pretende também reforçar o efetivo, o que, segundo o diretor, será desafiador pela dificuldade de encontrar mão de obra qualificada para executar o trabalho, minucioso. Do total 24 são mulheres, parte delas alocadas na área de inspeção da qualidade devido ao melhor critério e olhar clínico.

Embora o diretor não divulgue o faturamento há a perspectiva de que seja incrementado de 10% a 15% este ano.

Linha de produção da fábrica em Barueri, SP, ainda tem 40% de capacidade sem uso para dar conta do projetado aumento da demanda. Foto: Soraia Abreu Pedrozo

Nunca houve tantos veículos blindados no Brasil

O número de veículos blindados quase triplicou em uma década, ao saltar de 15 mil por ano em 2015 para 42,8 mil em 2025: “A prática nasceu no Iraque mas foi ganhando cada vez mais adeptos em países como México e Brasil, por causa da violência urbana, tanto que hoje o País é o principal mercado do mundo para o setor”.

De acordo com dados da Abrablin, Associação Brasileira de Blindagem, os 42,8 mil veículos representam acréscimo de 24,6% com relação a 2024, que somou 34,4 mil unidades. Foi o maior registro na série histórica da entidade, que realiza o levantamento desde 1995.

Este mercado movimentou R$ 3,5 bilhões no ano passado, e a expectativa é que o volume cresça 16% em 2026. Existem cerca de 150 empresas no ramo, 85% delas na Região Metropolitana da Grande São Paulo. Embora a Abrablin não disponha de um ranking Yamada estima que a Avallon seja a terceira ou a quarta maior do setor.

Foton supera os 2 mil emplacamentos em 2025

São Paulo – A Foton registrou 2 mil emplacamentos para seus veículos no ano passado, avanço de 200% sobre o resultado de 2024. Com mais de seiscentas unidades emplacadas o Aumark S 315, comercial leve, foi o mais vendido. A picape Tunland, lançada no segundo semestre, somou 350.

Nos caminhões, com mais de 1 mil unidades, a Foton ficou em sétimo lugar no ranking nacional. 

Segundo o diretor comercial Maurício Santana a rede cresceu de 38 para oitenta pontos de vendas: “Para 2026 o plano de expansão segue ativo, com a abertura de novas revendas e a meta de superar a marca de cem concessionárias”.

Geely pretende ser uma das cinco maiores montadoras em 2030

São Paulo – O objetivo da Geely em 2030 é alcançar vendas superiores a 6,5 milhões de veículos, com receita superior a US$ 143,7 bilhões. Deste volume um terço seria alcançado fora da China, seu país de origem.

Assim a Geely alcançaria o Top 5 das montadoras globais. O planejamento estratégico foi divulgado no ano em que a companhia celebra seu quadragésimo aniversário.

No ano passado as vendas superaram 4,1 milhões de unidades, alta de 26% sobre 2024. 

Eaton decide separar sua operação Mobility e criar nova empresa

São Paulo – A Eaton decidiu separar sua divisão Mobility, dedicada ao setor automotivo e de mobilidade fora de estrada. O processo está em andamento e há a expectativa de ser concluído até o fim do primeiro trimestre de 2027. Até lá, garantiu a empresa em comunicado, as operações seguem normalmente no Brasil e em outros mercados.

A decisão cria uma nova empresa, que terá capital aberto em bolsa, com atuação em tecnologias como transmissões e embreagens para caminhões, fusíveis de alta tensão para veículos elétricos e sistemas de atuação de válvulas. Por enquanto ela está sendo chamada de Mobility e, no Brasil, é liderada por Gustavo Schmidt:

“Esta mudança amplia a clareza do portfólio e cria condições para decisões ainda mais precisas de investimento e alocação de capital. No Brasil seguimos com bases operacionais consistentes e uma atuação alinhada às demandas do mercado local, preservando disciplina, previsibilidade e foco na entrega de resultados sustentáveis”.

A Eaton passará a ter foco em negócios de maior crescimento e margem, como as áreas elétrica e aeroespacial.

Brasil foi o quinto maior destino de carros chineses em 2025

São Paulo – Foram exportados 322,1 mil veículos da China para o Brasil em 2025, aponta levantamento da CPCA, a associação que representa os fabricantes de automóveis de passageiros da China, divulgado pelo Car News China. O País foi o quinto maior destino destes carros depois de México, Rússia, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido.

No total as exportações a partir da China somaram 8,3 milhões de unidades, aumento de 30% sobre o ano anterior. Destes 3,4 milhões foram eletrificados, o que representa crescimento de 70%. A produção acumulada no ano alcançou 34,8 milhões de unidades, alta de 10%.

Chama a atenção a exportação de 625,2 mil veículos para o México, o principal destino. O mercado mexicano, em 2025, foi de 1,5 milhão de unidades.

O volume exportado ao Brasil relatado pela CPCA, no entanto, diverge dos emplacamentos de modelos chineses divulgados pela Anfavea, 187,3 mil veículos, o que indica que há ainda muitos modelos em trânsito ou em estoque nos pátios brasileiros.

T1 é o Jetour híbrido plug in quase aventureiro

Mogi Mirim, SP – O modelo classificado como off road travel, uma divisão de modelos mais urbanos e aventureiros da novata chinesa Jetour, nem é tão off road assim. Falta ao T1, um SUV com aparência de jipe, propulsão híbrida plug in e muitos equipamentos de conforto e conveniência, aquilo que classifica os veículos um puro sangue off road: a tração 4×4.

O T1 aposta em outros atributos muito mais valorizados pela maioria dos consumidores que busca um veículo para fazer suas aventuras em vários tipos de terreno, mas não necessariamente precisa de tração integral ou reduzida para superar desafios extremos: “O número de vendas de SUVs com tração 4×4 é muito pequena considerando as versões desses mesmos modelos sem o recurso”, afirmou Henrique Sampaio, diretor de marketing, imprensa e produto da Jetour.

Por isto a receita do SUV com design no conceito box, o popular quadradão, uma marca dos principais produtos da Jetour, é oferecer tecnologia e espaço aos seus futuros donos. Assim como o SUV S06 o T1 começa o período de pré-venda até a entrega na primeira quinzena de março oferecido na versão Advance por R$ 250 mil e na Premium por R$ 265 mil.

Ele utiliza a mesma tecnologia de propulsão híbrida plug in do S02, com um motor a gasolina 1.5 turbo de 135 cv e 20,4 kgfm trabalhando em conjunto com o motor elétrico de 204 cv e 31,6 kgmf de torque. A transmissão é a DHT de uma marcha.

A diferença está numa bateria de maior capacidade, 26,7 kWh, com 88 quilômetros de autonomia no modo 100% elétrico. O tanque de gasolina também é maior, 70 litros, porém a autonomia total é a mesma do S06: 1,2 mil quilômetros.

O T1 é de 200 a 300 quilos mais pesado do que o S06, dependendo da versão, por isto a autonomia é igual mesmo com uma bateria e um tanque de combustível com maior capacidade. Ainda assim ele se enquadra na categoria A do Inmetro com eficiência energética de 0,66 mJ/km.

Também oferece ótimos números de consumo, com 34,7 km/l e 26,8 km/l na estrada e na cidade, respectivamente, no modo elétrico. Com o conjunto híbrido atuando o Inmetro apurou consumo de 13,6 km/l na estrada e de 12,2 km/l na cidade. A emissão de CO2 é baixíssima: 2 g/km no 100% elétrico e 8 g/km na condução combinada dos dois motores.

Ele aparenta ser um jipinho menor do que realmente é olhando de fora. E é no visual que o Jetour T1 vai chamar a atenção nas ruas. Sua grande dianteira e o conjunto de faróis é algo totalmente novo no País. Possui pequenas lâmpadas de led que realizam um movimento na grade frontal assim que acionadas. Os faróis também têm formato da iluminação exclusivo e bem bonito. A personalidade do design da carroceria é um atributo que certamente cairá no gosto do consumidor brasileiro.

Com pouco mais de 4m70 o T1 é maior do que o S04 e seu entre eixos de 2m80 proporciona generoso espaço interno para os ocupantes da segunda fileira. O porta-malas tem 574 litros de capacidade.

No interior uma característica marcante dos modelos Jetour para o mercado brasileiro é a discrição. Nada de materiais muito coloridos ou luzes espalhafatosas no assoalho, no painel e nas portas. O acabamento é sóbrio e de qualidade, demonstrando que a empresa percebeu qual a preferência do cliente no Brasil.

Mesmo assim há itens que demonstram a preocupação em oferecer um ambiente ao mesmo tempo funcional e luxuoso. A alavanca do câmbio mais parece um diamante, no melhor estilo dos carros da sueca Volvo. Botões para algumas funções vão na contramão da tendência chinesa de concentrar todos os comandos na tela central de 15,6 polegadas.

O volante tem um formato diferente na comparação com o do S06 e a pegada também. No mais, todo o pacote de entretenimento, segurança e tecnologia estão disponíveis nas duas versões.

Confira os principais itens de cada versão:

T1 Advance
Rodas em liga-leve 19” com pneus 235/60 • Controle Eletrônico de Estabilidade (ESC/EBD/EBA/TCS/HHC/HDC/RMI) • ADAS com ACC, TJA, ICA, HBA, AEB, LKA, LDW, FCW, RCTA, BSD, DOW • Iluminação externa em led com faróis de neblina • Cluster LCD com 10,25” • Multimídia de 15,6” com comando de voz • Conexão wireless para Android e IOS • AC dual zone com saídas de ar traseiras • EPB com Auto-hold • Keyless Entry e Go • Assistente de estacionamento 540° • Radares de estacionamento dianteiros • Racks de teto • Bancos dianteiros com ajustes elétricos e ventilação.

T1 Premium
Além do ofertado no Advance, Porta-malas com abertura e fechamento elétricos • Carregador indutivo de 50 W • Luzes ambiente internas configuráveis • Teto solar panorâmico • Sistema de som Sony com nove alto falantes • Espelho retrovisor dianteiro com projeção a laser ‘Jetour’ • Bancos dianteiros com memória • Banco do motorista com ajustes elétricos lombares • Banco do passageiro dianteiro com apoio de pés ajustável.

AGCO anuncia mudanças na liderança para a América Latina

São Paulo – A AGCO anunciou Rodrigo Junqueira como o novo vice-presidente da Massey Fergusson para a América Latina, incluindo o México, e Marcelo Traldi como vice-presidente de Fendt e Valtra América Latina e diretor geral da AGCO América Latina.

De acordo com a empresa as mudanças visam afortalecer a presença da Massey Ferguson em mercados estratégicos, como o México, que agora entra no guarda-chuva dos executivos. A AGCO tem operação dedicada à Massey Fergusson com fábrica de tratores em Querétaro, com duzentos funcionários, e 106 pontos de atendimento de dezesseis grupos de concessionários.

Junqueira, anteriormente vice-presidente da Massey Ferguson América do Sul e diretor da AGCO América do Sul, tem mais de três décadas de experiência em grandes multinacionais do agronegócio. Engenheiro agrônomo formado pela USP tem MBA em marketing pela ESPM e especialização pelo programa para desenvolvimento de executivos da Fundação Dom Cabral e da Kellogg School of Management. 

Traldi, que antes ocupava a cadeira de vice-presidente de Fendt e Valtra na América do Sul, também tem carreira de trinta anos com trajetória dedicada ao desenvolvimento de estratégias de pós-venda e a criação de experiências sustentáveis para o cliente. Formado em administração de empresas pela FMU tem MBA em marketing pela FGV com certificação pela Ohio University. 

Jetour cria engenharia local após habilitação ao Mover

Mogi Mirim, SP – Em meados de dezembro a Jetour, que ainda não vendeu um veículo no mercado brasileiro, teve habilitado seu credenciamento no Programa Mover, Mobilidade Verde e Inovação. O compromisso com o governo federal diz muito mais do que a simples intenção de importar veículos da China e obter algumas vantagens tributárias na operação: a Jetour tem planos firmes de criar raízes no País.

O primeiro passo já foi dado: ela está formando um grupo de engenheiros para o seu centro de pesquisa e desenvolvimento local. Durante os primeiros meses de 2026 o departamento de RH da Jetour busca profissionais de engenharia, ainda sem ter um número definido de profissionais. É certo que, além de brasileiros, virão engenheiros chineses para participar do início dos trabalhos.

De acordo com Henrique Sampaio, diretor de marketing, imprensa e produto, e principal porta-voz da Jetour aqui, o interessante é que o centro de pesquisa e desenvolvimento nacional terá um escopo global, ou seja, operará desde o Brasil em trabalhos de engenharia para outros mercados, inclusive a China: “Temos expertise que são muito valiosas, como a experiência com biocombustíveis, e isto será aplicado a produtos em todos os mercados da Jetour”.

Por enquanto a equipe terá sua base em escritório na Vila Olímpia, em São Paulo. Os trabalhos terão início a partir do segundo trimestre, assim que todos os profissionais estejam devidamente contratados. Segundo Sampaio há mão de obra abundante no mercado nacional, considerando aqueles engenheiros que estão em outros segmentos, como a área financeira, e também os que fazem parte de equipes das fabricantes de veículos e de autopeças nacionais.

“A chegada de novas marcas tem movimentado e aquecido as áreas de engenharia e percebemos que muitos profissionais desejam novos desafios, e participar de um projeto como o nosso é algo muito interessante para eles.”

Grupo Chery vs Chery International

A primeira missão desta equipe será o desenvolvimento de tecnologia híbrido plug in flex para os modelos da Jetour que serão comercializados no Brasil. Assim como a medição e validação das tecnologias de propulsão híbrido plug in para o mercado nacional, com o objetivo de atender as condicionantes do Mover para ter acesso aos benefícios fiscais do programa.

Assim como a Omoda Jaecoo e a Chery a Jetour é uma marca do Grupo Chery. Por isto compartilha diversos itens de seus veículos com modelos de outras marcas do grupo, uma característica que faz os produtos chineses bastante competitivos nos mercados internacionais. Desta forma, a princípio, estas marcas possuírem estrutura de engenharia para fazer as mesmas coisas aqui pode parecer desperdício de recursos.

No entanto é preciso conhecer a organização do grupo para compreender algumas decisões estratégicas. O Grupo Chery possui a divisão Chery International para abrigar seu portfólio internacionalizado. Ali estão a Omoda Jaecoo, a Chery, a Exeed, a iCar, dentre outras marcas. A Jetour, segundo Sampaio, não faz parte deste guarda-chuva: “Estamos diretamente ligados à estrutura do Grupo Chery. Portanto não fazemos parte das estratégias globais e processos decisórios das marcas da Chery International”.

Isto justifica a rapidez da Jetour em formar sua equipe de engenharia e também pode responder à intenção de possuir uma unidade produtiva exclusiva no País. Teoricamente seria razoável imaginar que marcas com produtos compartilhando tantos itens pudessem ocupar um mesmo espaço, como acontece com a organização produtiva e de engenharia da Caoa em Anápolis, GO.

“Obviamente acessamos na prateleira do Grupo Chery as mesmas soluções tecnológicas. Há um grupo de engenharia na matriz responsável por criar e oferecer essas soluções para todos, como o sistema de propulsão que é comum em produtos das outras marcas.”

No caso específico da engenharia nacional o foco será desenvolver soluções específicas para as carrocerias da Jetour no Brasil e no mundo, além de observar as condições para uma eventual produção nacional.