São Paulo – Desde outubro de 2021, quando foi lançado o Pulse, primeiro SUV da Fiat desenvolvido e produzido em Betim, MG, foram vendidas 100 mil unidades do modelo, que também é exportado para doze países da América Latina.
Junto com o Fastback foi responsável por aumentar as vendas da Fiat em 2023, quando a marca obteve fatia de 11% no ranking dos SUVs e a terceira posição no pódio do segmento. No ano passado foram vendidos 86 mil veículos dessa categoria, incremento de 43% frente a 2022.
Para este ano nova série especial S-Design traz acabamento escurecido nos pormenores, como nas rodas 16”, no interior, no logo da marca, na placa derrapante. No pacote são ofertados itens geralmente encontrados em versões topo de linha, como central de multimídia de 10,1 polegadas, navegação GPS embarcada, carregador sem fio, sensor de estacionamento traseiro, câmara de ré e chave por aproximação, recurso que permite partida remota via chave.
São Paulo – No ano passado as seguradoras viram a demanda por apólices de automóveis crescer 11,3% com relação a 2022. E o motivo que teria impulsionado esta busca foi o programa do governo estabelecido pela MP 1 175/23, que incentivou a compra de 0 KM a partir da oferta de descontos de R$ 2 mil a R$ 8 mil para veículos de até R$ 120 mil em meados de 2023.
De acordo com a pesquisa os consumidores das regiões Norte e Centro-Oeste foram os que mais ampliaram a procura, com altas de 37,9% e 37%, respectivamente. Quanto ao perfil o maior aumento da demanda foi feito por pessoas com mais de 60 anos, que avançou 7,9%, e de 40 a 59 anos, com incremento de 5,6%.
Para 2024, no entanto, esta busca não deverá crescer com a mesma força, estima a Neurotech, ao ressalvar que a situação poderá mudar diante da redução da taxa de juros e com o estabelecimento de medidas em paralelo à recuperação econômica do País.
São Paulo –A CEVA Logistics anunciou Mílton Pimenta como seu novo diretor gerente para a América Latina. O executivo sucede a Nádia Ribeiro, cuja saída já estava planejada, e ocupa o cargo com a missão de continuar impulsionando a expansão do negócio na região, onde a companhia emprega 11 mil profissionais em dez países, e sua excelência operacional.
Desde 2001 na CEVA Logistics Pimenta já ocupou a função de vice-presidente sênior de contratos logísticos e transporte terrestre de 2015 a 2018 e, em 2019, liderou a transformação dos negócios da companhia na Austrália e na Nova Zelândia, onde, até dezembro, ocupou a posição de diretor executivo.
São Paulo – Foi apresentado na segunda-feira, 22, por Geraldo Alckmin, ministro do MDIC, Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o plano NIB, Nova Indústria Brasil, que traz as diretrizes da política industrial brasileira para os próximos dez anos. Estão previstos R$ 300 bilhões em financiamentos, até 2026, fim do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, provenientes de fontes como BNDES, Finep e Embrapii, incluindo linhas não reembolsáveis.
Com a nova política industrial o governo direciona o setor rumo à modernização e digitalização, a fim de encerrar o processo de desindustrialização do País. Desenvolvido em parceria com o CNDI, Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial, composto por representantes dos mais diversos setores industriais, o plano estabeleceu seis missões prioritárias: cadeias agroindustriais, saúde, bem-estar das pessoas nas cidades, transformação digital, bioeconomia, descarbonização e transição e seguranças energéticas, e defesa.
Para o setor automotivo existe um capítulo à parte, divulgado no fim do ano passado, que é o Mover, Mobilidade Verde e Inovação, a segunda fase do Rota 2030. Mesmo assim existem alguns pontos que, de forma indireta ou direta, acabam gerando algum impacto no setor.
Ônibus elétricos e biocombustíveis
Dentro da Missão 3, que envolve infraestrutura, moradia e mobilidade sustentáveis para a integração produtiva e bem-estar nas cidades, a ampliação da eletromobilidade é um dos destaques. O governo pretende ampliar em 25 pontos porcentuais a participação da indústria brasileira no fornecimento dos ônibus elétricos, atualmente em 59%. A ideia é reduzir em 20% o tempo de deslocamento de casa para o trabalho, que atualmente está em 4,8 horas por semana.
Os agentes oferecerão linhas subsidiadas, a TR + 2% ao ano, para o desenvolvimento e implementação de sistemas de propulsão que usem biocombustíveis ou tecnologias híbridas e elétricas, incluindo os setores aeronáutico e marítimo. A meta é ampliar em 50% a participação dos biocombustíveis na matriz energética de transportes, atualmente em 21,4%.
O governo tem como objetivo reduzir em 30% a emissão de CO2 por valor adicionado na indústria.
Compras governamentais
Dentro das licitações do Novo PAC o governo assinou um decreto que define exigência de aquisição ou margem de preferência para produtos produzidos no Brasil. Esta margem de preferência permite que a administração pública priorize produtos nacionais, gerando emprego, renda e fortalecendo a indústria.
Cadeias relacionadas à transição energética, economia de baixo carbono e mobilidade urbana são alguns dos setores que estão incluídos neste decreto. Uma comissão interministerial definirá quais produtos e serviços ficarão sujeitos a este decreto.
Derrubar burocracias
A melhoria do ambiente de negócios é outra frente do NIB. Segundo o MDIC são 41 projetos, dos quais dezessete já a serem executados nos próximos dois anos, para desburocratizar o setor produtivo e aumentar a produtividade e competitividade das empresas brasileiras. O ministério calcula que o Custo Brasil chega a R$ 1,7 trilhão por ano.
Um dos exemplos dado pelo ministro Alckmin é a aceleração da concessão de patentes. A ideia é reduzir o prazo, atualmente em sete anos, para dois anos, dentro da média global.
Máquinas agrícolas
Dentro da Missão 1, que trata das cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais para a segurança alimentar, nutricional e energética, existe o objetivo de ampliar de 18% para 70% a mecanização da agricultura familiar, suprindo pelo menos 95% do mercado com produção local.
São Paulo – Rodrigo Corso é o novo diretor de manufatura da Librelato. O executivo ingressou na empresa produtora de implementos doze anos atrás como gerente industrial e tornou-se gerente de excelência operacional. Agora responderá diretamente ao CEO José Carlos Sprícigo.
Corso terá o desafio de fazer melhorar a eficiência na produção. Ele afirmou que buscará otimizar processos, reduzir desperdícios, aprimorar constantemente a qualidade dos produtos e aumentar a produtividade, sempre com os olhos voltados à inovação.
Graduado em administração de empresas possui MBA em gestão empresarial e especialização em engenharia de produção com interface em administração e produção.
São Paulo – A Stellantis realizou o lançamento da plataforma de veículos elétricos STLA Large, que oferece baterias com autonomia de até 800 quilômetros. De acordo com a empresa trata-se de solução flexível que abrange ampla gama de veículos nos segmentos D e E, passando por carros, crossovers e SUVs.
Oito lançamentos de cinco marcas esperados para 2024 a 2026 serão projetados sobre a plataforma, disponível em arquiteturas de veículos elétricos com baterias de 400 volts e 800 volts. Segundo a Stellantis a STLA Large será usada primeiro no mercado dos Estados Unidos com as marcas Dodge e Jeep, seguidas por Alfa Romeo, Chrysler e Maserati.
A plataforma, que oferecerá benefícios de propulsão elétrica da resposta instantânea de torque combinada com zero emissões, permitirá diversos recursos de topo de segmento, incluindo energia incorporada de 118 kWh, eficiência de carregamento com 4,5 kWh por minuto e desempenho de zero a 100 km/h em cerca de 2 segundos, além de condução off-road com classificação Trail.
A STLA Large é uma das quatro plataformas globais da Stellantis dentro do seu plano estratégico Dare Forward 2030. A companhia está investindo na próxima década mais de € 50 bilhões em eletrificação para cumprir metas de atingir mix de vendas de 100% de carros de passeio elétricos na Europa e 50% de carros de passeio e caminhões leves a bateria nos Estados Unidos até 2030.
São Paulo – Accelera by Cummins, Daimler Truck e Paccar escolheram o local que abrigará a fábrica de células baterias da joint venture formada por elas: o Estado do Mississipi. A expectativa é que sejam gerados, em um primeiro momento, 2 mil empregos.
Com previsão de início de operação em 2027 a fábrica de 21 GWh pretende a criação de escala para fornecer tecnologia de célula de bateria diferenciada e econômica para veículos comerciais médios e pesados.
Cada uma das três empresas deterá 30% do negócio, que será controlado conjuntamente. Os outros 10% ficarão com a EVE Energy, que contribuirá na área tecnológica com sua experiência em design e fabricação de células de bateria de fosfato de ferro-lítio.
São Paulo – A BMW vendeu, no ano passado, 15 mil 113 veículos no Brasil, 9,8% a mais do que em 2022. Os mais vendidos foram dos modelos Série 3 e X1, produzidos em Araquari, SC.
Em 2023 o comércio de eletrificados da BMW aumentou 31% com relação ao ano anterior e o volume de híbridos e elétricos respondeu por 25% do total, um porcentual histórico.
A Mini, que celebrou no ano passado o marco de 25 mil unidades vendidas no Brasil, registrou 1 mil 573 vendas em 2023, avanço de 31% ante 2022. A participação de eletrificados também bateu recorde nas suas vendas, 63% do total.
Campinas, SP – Até o fim de fevereiro o novo COO da Stellantis, Emanuelle Cappellano, divulgará o novo ciclo de investimentos da companhia em suas operações brasileiras. Segundo adiantou seu antecessor, Antonio Filosa, atual CEO global da Jeep, será o maior investimento feito por uma montadora em toda a história do Brasil.
Em um rápido bate-papo, em seu primeiro contato com jornalistas no novo cargo durante o anúncio da aquisição da DPaschoal, em Campinas, SP, Cappellano disse que “boas novidades” serão anunciadas em fevereiro. A divulgação deverá ficar mais para o fim do mês, pois os executivos estão cumprindo período de silêncio, exigência a empresas listadas em bolsa de valores, até a divulgação dos resultados de 2023, agendado para 15 de fevereiro.
Ele confirmou que o primeiro híbrido flex do projeto Bio-Hybrid, produzido em Goiana, PE, será lançado ainda em 2024. E elogiou a renovação dos incentivos concedidos a montadoras instaladas no Nordeste até 2032, aprovado pelo Congresso no fim do ano passado: “É importante para o País, para desenvolver a região. Cria condições de equidade para quem produz ali”.
Sobre o Mover, Mobilidade Verde e Inovação, a segunda fase do Rota 2030, Cappellano disse que a sua aprovação, também no fim de dezembro, mostra que o Brasil aponta seu direcionamento para o desenvolvimento da indústria automotiva: “O governo mostrou que tem um projeto para desenvolver o País, a cadeia automotiva e novas tecnologias”.
Campinas, SP – Após aprovação pelo CADE, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, a Stellantis assinou a aquisição de 70% do controle da Comercial Automotiva/DPaschoal, tradicional empresa de prestação de serviços automotivos com 120 lojas próprias em catorze estados, nove marcas e 28 centros de distribuição de pneus. O valor da operação não foi divulgado.
Com quase 3 mil funcionários e faturamento de R$ 2,6 bilhões no ano passado a DPaschoal proporcionará à Stellantis competir com mais força em um mercado de R$ 61 bilhões, o de reposição automotiva. Como disse Paulo Solti, vice-presidente de peças e serviços da Stellantis, a companhia agora atinge tanto o mercado original, formado por aquele consumidor com o carro na garantia e que busca, preferencialmente, as concessionárias, como o independente, composto pelos consumidores com carros mais antigos. Este segundo segmento, de acordo com o executivo, representa 80% da demanda nacional.
Marca DPaschoal será mantida. Foto: Divulgação.
“A média de idade dos veículos que entram na DPaschoal é de seis anos”, afirmou Solti, que assumiu a presidência da empresa – seu antigo presidente, Luís Norberto Pascoal, manteve 30% e um assento no conselho. “São carros que estão no segundo ou terceiro dono. A DPaschoal complementa nossa atuação e não concorre diretamente com a rede de concessionários, que soma mais de 1,2 mil oficinas.”
O movimento da Stellantis segue o planejamento global Dare Forward 2030, que tem como objetivo alcançar o primeiro lugar na satisfação dos clientes, reduzir em 30% as emissões de CO2, duplicar as receitas e ter 20% de vendas de elétricos no Brasil em 2030. É um plano global: no ano passado a companhia adquiriu a Norauto, na Argentina, com o mesmo tipo de operação.
Futuro
A aquisição foi concluída nos últimos dias, após mais de um ano de negociação com Pascoal. Solti disse ainda estar se familiarizando com a operação. Seu objetivo é, em alguns meses, dar pormenores no planejamento da Stellantis no aftermarket da região, onde já atuava por meio da Eurorepar, rede de oficinas que fazia parte da PSA – e que foi a empresa que adquiriu a DPaschoal –, a SustainERA, divisão de peças remanufaturadas, e a BPro, de peças de reposição.
Mas a tendência é a marca Eurorepar dar lugar à DPaschoal, mais conhecida nacionalmente: “Seria uma insanidade dispensar este nome no mercado brasileiro. A ideia é, inclusive, expandir para além das fronteiras”.
Com forte presença nas regiões Sul e Sudeste a intenção também é crescer a rede DPaschoal para todo o território nacional. Para isto a Stellantis espera contar com a parceria de sua atual rede de concessionários, que pode ter papel importante nesta expansão.
Paulo Solti, vice-presidente de peças e serviços da Stellantis, Luís Norberto Pascoal, da DPaschoal, e Emanuelle Cappellano, COO da Stellantis América do Sul. Foto: Divulgação.