Segundo a Caoa a demanda extra por mão de obra, assim como o estabelecimento do segundo turno, foram motivadas pela alta demanda de veículos, principalmente por sua nova versão de entrada, o SUV Tiggo 5X Sport, cuja capacidade de produção foi ampliada em 150%.
O CEO da Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho, afirmou, em nota, que antes das contratações a fábrica de Anápolis produzia em torno de 3 mil veículos/mês, e que, agora, esta capacidade ultrapassou 4 mil/mês, podendo chegar a 6 mil.
Boa parte dos profissionais recém-contratados foi formada pelo Senai, por meio do projeto de aprendizagem industrial Caoa Capacita, que tem como objetivo qualificar operadores de produção, auxiliares de logística, montadores, soldadores e inspetores de qualidade. Ao todo a unidade goiana, com dezesseis anos de operação, emprega 3,2 mil trabalhadores.
São Paulo – Parceria da Volvo Cars com a Arcos Dourados, que opera a marca McDonald’s na América Latina e no Caribe, resultou na oferta de pontos de recarga a veículos elétricos nos restaurantes fast food. As três primeiras lojas a receberem os carregadores estão em São Paulo e Mairiporã, SP, e, até o fim do ano, o objetivo é ampliar para 35 unidades. A meta é chegar em dezembro de 2025 com cem pontos.
Em São Paulo a unidade da Av. Bernardino de Campos, 307, tida como a loja mais sustentável da marca na América Latina, recebeu três carregadores. A loja da Av. Juscelino Kubitscheck, 1 201, também na Capital, foi contemplada com um. E o restaurante da Av. Tabelião Passarela, 42, em Mairiporã, ganhou dois.
As potências dos equipamentos são de 7,4 kW e 22 kW.
São Paulo – Com o objetivo de impulsionar o uso de tecnologias 5G no chão de fábrica e, assim, dispor de ferramentas que melhorem a produtividade, reduzam o retrabalho e elevem as condições de segurança a Anfavea e a ABDI, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, uniram forças para desenvolvimento de projeto-piloto dedicado a fabricantes de máquinas e equipamentos com aplicação agrícola.
Foi assinado pelas duas partes um ACT, acordo de cooperação técnica, que começou a valer este mês e tem duração de dois anos, e que envolve CNH Industrial, Caterpillar, AGCO, Komatsu e Mercedes-Benz, empresas associadas à Anfavea, e as companhias de telecomunicação Nokia e Qualcomm.
“Estamos juntando duas grandes indústrias que não se falavam: automotiva e telecomunicações”, resumiu Bruno Jorge, gerente da unidade de difusão de tecnologias da ABDI. Nos últimos seis anos a agência desenvolveu mais de duzentos projetos-piloto envolvendo novas tecnologias, e sempre com a proposta de que, ao término da experiência, o material fique disponível para ser consultado e compartilhado.
Conforme disse o diretor executivo da Anfavea, Igor Calvet, este acordo tem a característica de promover a cooperação de empresas de um mesmo segmento a fim de desenvolver e testar soluções que conectem toda a fábrica e, a partir da tecnologia embarcada, promovam aumento da qualidade dos itens e da quantidade produzida.
Como a proposta enquadra-se no Rota 2030, agora Mover, Programa de Mobilidade Verde e Inovação, em que há recursos da ordem de R$ 270 milhões disponíveis para projetos, a ideia é pleitear uma fração deste valor para subsidiar, em partes, a iniciativa, uma vez que ela envolverá também verba das próprias empresas. A previsão orçamentária gira em torno de R$ 20 milhões a R$ 25 milhões, estimou Calvet.
Jorge disse ainda que o financiamento vindo de parceria público-privada poderá envolver também fontes de fundo perdido da Embrapii, e o BNDES. Mas isso caberá aos participantes buscar.
Melhorar a infraestrutura de dados das fábricas
Calvet assinalou que é preciso colocar em ação velocidade de internet no chão de fábrica e, ao mesmo tempo, haver baixa latência, a fim de que a transmissão de dados seja rápida e, o prazo de resposta, baixo: “A conectividade deve ser otimizada para que o comando seja executado imediatamente”.
Tecnologia amplamente utilizada na indústria 4.0 robôs terão maior eficácia com 5G, ao evitar pontos cegos. Foto: Freepik.
O diretor executivo da Anfavea citou como exemplo os robôs que circulam pelas fábricas transportando partes e peças, os AGVs, automated guided vehicle, ou veículos autoguiados. Como o wi-fi disponível atualmente possui pontos cegos dentro de uma fábrica o 5G propiciará mais eficácia na atuação desses equipamentos: “O 4G servia para conectar pessoas e o 5G máquinas”.
Outro exemplo é o uso de óculos de realidade aumentada pelos operários a partir do uso de inteligência artificial – recurso que já é utilizado pela unidade da AGCO em Canoas, RS. O trabalho torna-se mais assertivo pois há um campo de visão amplo e é possível testar a manobra de forma virtual antes de efetivá-la na prática, o que pode auxiliar até mesmo quantas voltas é preciso dar em um parafuso para que ele fixe a peça de forma mais segura.
Cecília Vergara, presidente da ABDI, e Igor Calvet, diretor executivo da Anfavea, assinaram acordo de cooperação técnica este mês. Foto: Lula Lopes/ABDI.
“Todas as linhas de produção serão beneficiadas juntas pelo edital de cooperação em vez de cada uma desenvolver solução individual dentro da empresa, o que faz sentido, uma vez que a busca pela melhoria é a mesma para todas. Além disso, os gastos seriam maiores e o tempo de desenvolvimento do projeto poderia levar três anos em vez de um ano.”
Benefício para toda a cadeia
Para o dirigente da Anfavea haverá um salto de competitividade e, o melhor, uma difusão por toda a cadeia uma vez que a documentação sobre como serão aplicadas essas tecnologias será aberta e pública: a partir da experiência do setor de máquinas dados sobre investimento, incluídos o retorno sobre esse aporte e o tempo que isso levará, estarão disponíveis: “Assim outras empresas do mesmo ramo poderão se programar e adotá-lo em suas linhas”.
E mais: embora este projeto seja desenvolvido com fabricantes de máquinas e equipamentos é possível que outras empresas da cadeia inspirem-se na iniciativa e adotem ações semelhantes ou mesmo proponham outros projetos. O setor automotivo é um dos mais avançados quando o assunto é automação e digitalização, pontuou Jorge, ao lembrar que as montadoras estão à frente desse processo: “Mas a cadeia ainda enfrenta problemas quanto a isso, pois não tem esse mesmo nível de avanço, e o projeto visa a compartilhar esse conhecimento”.
Bruno Jorge, gerente da unidade de difusão de tecnologias da ABDI, contou que o interesse do setor de máquinas se deu a partir da divulgação de relatório sobre o uso do 5G na WEG. Foto: Lula Lopes/ABDI.
Fábrica conectada na prática – e sua aplicação
Mesmo dentro da área de máquinas a ideia é transbordar os aprendizados para o campo. Por exemplo: uma colheitadeira poderá parar, de forma automatizada, assim que visualizar um animal em sua frente, sem um operador a bordo e evitando acidentes – aí está um exemplo da baixa latência citada por Calvet.
A máquina poderá ter ao seu lado um caminhão autônomo para identificar os obstáculos. É aí, inclusive, que entra a Mercedes-Benz, uma vez que ela dispõe dessa tecnologia e, pensando no efeito em cadeia, interessou-se pelo projeto.
O acordo de cooperação prevê a realização de workshops sobre conectividade 5G nas linhas de produção, qualificação dos profissionais em redes de hiperconectividade, uso de IoT, internet das coisas, na segurança do trabalho, troca de conhecimento sobre cibersegurança e compartilhamento de dados. A primeira fase, que deverá durar dois meses, será de estruturação do projeto.
Jorge contou que o interesse por parte das fabricantes de máquinas com aplicação agrícola se deu a partir da divulgação de relatório sobre o uso do 5G na WEG, em 2023: “Há três anos a ideia da empresa é inspirar e ampliar cada vez mais a iniciativas. Só que a WEG é uma companhia muito verticalizada, resolve praticamente tudo dentro de casa. Enquanto que o setor automotivo possui muitos fornecedores. É necessário, então, expandir esse conhecimento”.
Segundo o gerente da ABDI a agência não vai esperar o fim do período de 24 meses para divulgar os resultados. Ao passo que se obtenha avanços serão compartilhados.
São Paulo – Com mais de 1,1 milhão de veículos comercializados em 2023 a Volkswagen ficou no topo do pódio do ranking de marcas mais vendidas nos países da União Europeia, segundo dados da Acea, associação local das fabricantes. Com boa vantagem sobre a vice-líder Toyota, que registrou 686,7 mil unidades.
São Paulo – Inaugurada com modelos Audi A3 saindo das linhas de montagem a fábrica do Grupo Volkswagen em São José dos Pinhais, PR, completou 25 anos na quinta-feira, 18. Mais de 3 milhões de veículos, Audi e Volkswagen, foram produzidos desde 1999, informou a empresa em comunicado.
Nos últimos 25 anos também saíram das linhas os modelos Fox, CrossFox e duas gerações do Golf. Na fábrica hoje são montados os SUVs VW T-Cross e os Audi Q3 e Q3 Sportback.
São Paulo – As vendas de veículos de passeio nos países da União Europeia avançaram 13,9% no ano passado, comparadas com as de 2022, e somaram 10,5 milhões de unidades. Segundo dados divulgados pela Acea, que representa as fabricantes da região, apenas a Hungria, com recuo de 3,4%, não apresentou crescimento em 2023.
Em dezembro as vendas caíram 3,3%, para 867,1 mil veículos, justificada, segundo a entidade, pelo desempenho fora da curva registrado em 2022. Foi a primeira queda, na comparação ano a ano, em dezesseis meses.
A maior parte dos mercados registrou duplo dígito de crescimento, com destaque, dentre os relevantes, para Itália e a alta de 18,9%, para 1,5 milhão de unidades, Espanha, avanço de 16,7% somando 949,4 mil, e França, com 1,7 milhão e 16,2% de crescimento. A Alemanha, maior mercado da região, registrou 2,8 milhões, incremento de 7,3%.
Elétricos
Os carros elétricos representaram 14,6% das vendas na região no ano passado, ficando como a terceira opção para os europeus, superando os modelos a diesel. Em dezembro este porcentual já ficou em 18,9%, de acordo com a Acea.
Os modelos a gasolina seguem sendo a preferência, com 35,3% do total, seguido pelos híbridos HEV, 25,8%.
São Paulo – Previsto para chegar à rede concessionária ainda no primeiro trimestre o Chevrolet Spin teve suas primeiras imagens oficiais divulgadas na quinta-feira, 18. Chamam a atenção os novos faróis, em full LED, e o capô mais elevado, que dão uma nova identidade visual dianteira ao crossover, que manterá opções de cinco e sete lugares..
Segundo a General Motors o Spin ficou mais alto após ajustes na suspensão. Houve alterações também na parte estrutural e na calibração do motor.
São Paulo – O Brasil é um país continental em que os meios de transporte público não atendem à população de forma eficaz. Este é um dos motivos, além do fascínio do brasileiro pelo automóvel, para a opção da aquisição de um meio de mobilidade particular. Mas não está fácil para a maioria da população comprar um veículo cujos preços das opções mais básicas, muitas vezes, supera os R$ 100 mil. Mesmo com a situação atual em que as taxas de juros começam a dar sinais de queda e de novas tecnologias aportando por aqui, com lançamentos de modelos híbridos e elétricos. O resultado dessa combinação de paixão com necessidade, e mesmo com todas as dificuldades, é que sete em cada dez brasileiros pretendem adquirir um veículo. São 70% dos respondentes no País que sinalizaram dessa forma, bem acima da média global, em que a intenção de compra é de 44%.
Foi o que apontou o levantamento Índice de Mobilidade do Consumidor realizado pela consultoria EY com 15 mil entrevistados em vinte países, sendo 1 mil e 20 pessoas no Brasil. Quanto à velocidade que se pretende comprar um carro, esta é mesma ao redor do mundo: 64% estão mais propensos a fazê-lo em até um ano e 36% em de doze a 24 meses.
Segundo Marcelo Frateschi, sócio da EY e especialista no setor automotivo, “no Brasil os consumidores têm paixão por veículos”. Aqui é forte a cultura da propriedade do bem, sem falar que o carro também aparece como um símbolo de status. Tudo isto aliado ao fato de que na Europa o transporte público é uma opção de qualidade – ao contrário daqui, o que contribui para que a intenção de compra no Brasil seja mais expressiva na comparação com os países daquele continente.
“No estudo vemos que em alguns países o transporte público aparece como segunda opção de deslocamento e que, no Brasil, ele está apenas na quarta posição.”
O transporte público é utilizado por 34%, atrás de carro próprio, principal escolha para 83%, mobilidade compartilhada, para 44%, e moto, com 35% das respostas.
Para 54% dos que declararam pretender adquirir carro novo a opção é por um 0 KM. E como o brasileiro gosta de testar novidades veículos eletrificados têm atraído a atenção do consumidor – ainda que ele não possua condições reais de comprar ou que para o seu uso o modelo não seja a opção mais inteligente:
“O brasileiro não costuma fazer as contas. O quanto uso meu carro e quanto ele me custa? Mesmo um veículo elétrico, para falarmos que compensa, é preciso rodar determinada quilometragem. Apenas se eu rodar tantos mil quilômetros fica mais barato do que um veículo a combustão. Agora, se rodar só 2 mil quilômetros por ano, não valerá a pena. Mas as pessoas fazem a conta de quanto custa por mês e se a prestação cabe no bolso?”.
Daqueles que declararam que pretendem comprar um carro 57% querem um híbrido ou elétrico – o porcentual fica ligeiramente acima da média global, de 55%. A maior preferência se dá pelo híbrido, 24%, e pelo híbrido plug-in, com o mesmo porcentual, sendo que 9% almejam um modelo 100% a bateria.
Para 46% esta maior inclinação por eletrificados se dá em razão dos preços elevados dos combustíveis aliado à preocupação com as emissões de CO2, que responde pelo mesmo porcentual. Outros motivos são, para 27%, a capacidade de tração integral e, para 24%, a melhor eficiência do motor. Ainda, para 20%, atrai o fato de a manutenção ser mais fácil.
“A pesquisa traz uma boa e uma má notícia para as montadoras. A boa é que o consumidor brasileiro quer continuar comprando carros, o que deve seguir gerando demanda. A má é que precisam agir rápido para atender a esta expectativa de compra por modelos eletrificados.”
Para Frateschi trata-se de processo que envolve toda a cadeia, uma vez que os fabricantes de autopeças devem se preparar para atender o que as montadoras vão requerer, mas, antes, é preciso que todos definam esta rota.
Ele contou que a pesquisa começou na pandemia, a fim de entender como as pessoas pretendiam se mover durante e após. Mas, ao perceberem que ela realmente era uma enquete de intenção, que poderia ser um termômetro e um sinalizador do futuro para as montadoras, ajustaram as perguntas para que tivesse o efeito de compreender melhor qual a demanda real. Por isto estenderam o questionário para consumidores brasileiros, pela primeira vez, em 2023 – por este motivo também não há base de comparação anterior.
O especialista da EY ressaltou que há grande dúvida sobre o que predominará na mobilidade, se micromobilidade, last mile, veículos elétricos, emissão de CO2, legislações se comprometendo a não produzir mais veículos a combustão, principalmente na Europa, o uso de hidrogênio: “Percebemos uma tendência muito diversificada das fabricantes. Não é que todas estão seguindo a mesma linha. São vetores completamente diferentes. Para onde vamos? Qual o futuro do setor?”.
E ele continuou apontando que o Brasil não firmou nenhum acordo, felizmente ou infelizmente, para reduzir as emissões, até porque está aquém de países desenvolvidos no quesito infraestrutura: “Algumas montadoras entendiam que a vida do carro a combustão seria um pouco mais longa. Mas vieram os chineses, que em pouco tempo ganharam market share enorme, surpreendendo a todos, em termos de qualidade, design e tecnologia. E, de novo, o setor teve de parar para repensar suas rotas”.
Frateschi mencionou o imposto de importação como ferramenta para regulamentar e tentar brecar um pouco a entrada dos veículos feitos sobretudo na China. Mas, segundo ele, principalmente, para tentar proteger a indústria automotiva local e ganhar tempo para que haja a transição na produção nacional. Ele se referiu à retomada gradual da alíquota a partir deste mês, até 2026, para 35%, e mencionou que o fato de GWM e BYD terem adquirido fábricas no Brasil para iniciar a produção local dinamizará ainda mais esse mercado.
Eletrificados: preço e incertezas dos gastos preocupam o consumidor.
Na outra ponta da balança pesam contra o custo de aquisição destes veículos para 38%, a falta de estações de carregamento para 36% e, para 30%, a infraestrutura inadequada de carregamento. Para 29% a incerteza de gastos que envolve o uso e manutenção esses veículos preocupa, e 20% ficam mais confortáveis com veículos a combustão.
Frateschi destacou que o Índice de Mobilidade do Consumidor aponta, entretanto, que proprietários de veículos eletrificados têm a intenção de trocá-los por outro eletrificado. Inclusive, muitos dos que possuem um híbrido pensam em, posteriormente, migrar para um elétrico, “e isto indica a satisfação por parte dos poucos consumidores dessa forma de propulsão. Mais de 50% dos interessados disseram topar pagar até 40% a mais do que um veículo a combustão por um elétrico”.
Ele lembrou que apesar de as pessoas terem de aprender a guiar um veículo elétrico, e que questões como o tempo de vida útil da bateria e o valor do carro no futuro ainda serem incógnitas, assim como é difícil dizer qual o ritmo de investimentos em infraestrutura de carregamento essa preferência tende a crescer no País.
“Acho que é um caminho sem volta. Não há como irmos contra estas tecnologias, dizer que no Brasil isso não acontecerá em 2030. Vivemos em um mundo globalizado, as montadoras são globais.”
Frateschi utilizou o exemplo da Ford, ao citar que todo produto da marca hoje é importado e que se na Europa e nos Estados Unidos não puderem mais ser produzidos veículos a combustão terão de ser exportados ao Brasil veículos elétricos: “No passado diziam que as ondas demoravam a chegar ao País. Hoje é tudo mais dinâmico. Quem achou que o carro elétrico iria demorar para emplacar aqui estava com a previsão meio equivocada”.
Conectividade se destaca principalmente por recursos de monitoramento
Frateschi ressaltou que o brasileiro é muito antenado ao novo e à tecnologia, e ele deseja sempre que possível estar atualizado. E o estudo apontou que dadas as condições de segurança do País os recursos de monitoramento de localização são os mais valorizados, para 69% do total, ante 44% ao redor do mundo.
“Aqui este porcentual é elevado por causa de problemas só nossos, são as nossas jabuticabas. Mas este monitoramento exerce papel importante também para baratear o custo do seguro automotivo.”
Alertas de trânsito em tempo real são recursos importantes em carros conectados mas menos de 20% dos entrevistados desejam ferramentas como pagamentos no carro e alertas automáticos de serviço. 53% dos entrevistados estão dispostos a pagar mais por itens de segurança, como as chamadas de emergência automatizada. A preferência por pagar por uso é maior do que por pagamentos antecipados para os brasileiros, 45% contra 38%.
Quanto ao tipo do veículo mais desejado pelos brasileiros os SUVs continuam no topo das intenções, com 37%, seguido por sedãs, com 34%, hatches, 14% e 7% picapes. O levantamento da EY apontou que, na média global, a ordem de preferências é a mesma, apenas os porcentuais mudam um pouco, para 39%, 32%, 16% e 4%, respectivamente.
Com relação ao local de aquisição as concessionárias e os showroons seguem em alta na preferência de 60% dos brasileiros, apesar da importância de canais digitais na fase de pesquisa pelo produto. Na média global este índice é de 61%.
Sobre o perfil dos respondentes: 51% eram mulheres, 26% residiam em São Paulo e 9% no Rio de Janeiro, 39% eram millenials, ou seja, nascidos de 1985 e 1999, e 28% da geração Z, de 2000 a 2010, 52% integravam a classe média e 29% eram de baixa renda, 40% possuíam graduação e pós-graduação e, 38%, ensino médio, 56% residentes em áreas centrais das cidades e 19% em cidades de médio porte.
Nova edição do índice da EY será realizada em 2024 e os dados do Brasil poderão ser comparados aos da pesquisa feita no ano passado.
São Paulo – Nos primeiros onze dias úteis do ano foi registrada a venda de 78 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, crescimento de 17,3% sobre o mesmo período do ano passado, de acordo com dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData. A média de vendas por dia útil foi de 7 mil veículos na quinzena, enquanto que no mesmo intervalo no ano passado somavam pouco mais de 6 mil.
Segundo fonte ligada ao varejo ouvida pela reportagem os emplacamentos do período foram impulsionados por vendas a locadoras, que responderam por cerca de 50% dos negócios: “Janeiro geralmente é mais fraco, mas não tanto assim. Há concessionária que representa três marcas e que não havia, ainda, vendido nenhum veículo”.
Se continuar neste ritmo, analisa a fonte, o mês terminará com 154 mil a 156 mil unidades emplacadas. Para efeito de comparação janeiro de 2023 registrou 141,8 mil unidades, o que configurava aumento de 12% ante igual período em 2022.
Em sua avaliação o que tem segurado as vendas no varejo é uma receita composta por preços altos que não param de subir, uma vez que na virada do ano já foram feitos reajustes, juros na ponta ainda elevados apesar da tendência de queda, com taxa média de 26% ao ano, dificuldade em acessar o crédito e insegurança com os rumos da economia, sem trégua com o desemprego, que ainda bate à porta do trabalhador.
Mesmo o desempenho em dezembro, segundo a fonte, foi fraco diante do que normalmente se espera do último mês do ano, e muito disso é posto na conta do crédito. A cada dez fichas analisadas apenas duas ou três são aprovadas. Com a inadimplência ainda elevada os bancos não liberam financiamentos e, mesmo com estoques elevados, as vendas não decolam.
O Hyundai HB20 liderou as vendas da quinzena, com 5,3 mil unidades. A Fiat Strada, com 4,5 mil, ficou na segunda posição e o Hyundai Creta, 2,7 mil, foi o terceiro.
São Paulo – As vendas globais do Grupo Renault cresceram 9% no ano passado, comparadas com o resultado de 2022, somando 2,2 milhões de veículos. Os bons desempenhos vieram das marcas Renault, avanço de 9,4%, para 1,5 milhão de veículos, Dacia, alta de 14,7% e 658,3 mil, e Alpine, 4,3 mil e 22,1% de alta. Em contrapartida as vendas da Renault Korea Motors, antiga Samsung, caíram 57%, para 21,9 mil unidades.
O Grupo assumiu a terceira posição no conjunto das montadoras europeias, com avanço de 18,6% das vendas no continente, que cresceu 13,9%.
Marca Renault
A Renault é a marca francesa mais vendida no mundo. Na Europa cresceu 19,3%, 977,6 mil unidades, e passou do quinto para o segundo lugar. Destaque para a alta de 30% na Espanha, de 37% na Itália e de 51% no Reino Unido, além da liderança na França com 389 mil vendas e tendo o Clio como modelo mais vendido no país e terceiro na Europa.
A empresa não divulgou o porcentual da participação da América Latina nas vendas de 2023. Para 2024 a perspectiva da companhia é de estabilidade nas vendas na Europa e na América Latina e queda de 11% na região Eurásia.