Unica lança campanha para estimular o abastecimento com etanol

São Paulo – No ano passado veículos brasileiros consumiram 35 bilhões de litros de etanol, de cana-de-açúcar e de milho, segundo a Unica, União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia. Quase chegou ao recorde de 2019, 36 bilhões de litros. Com o objetivo de deixar bem para trás estes volumes a entidade inicia na quinta-feira, 18, sua primeira grande campanha publicitária para incentivar o abastecimento com o biocombustível, na qual pretende derrubar mitos e disseminar informações que julga relevantes e que ainda não são de conhecimento de boa parte da população.

A Vai de Etanol divulgará o fato de que, em medições auditadas, encher com etanol um tanque de automóvel evita, do poço à roda, a emissão de mais de 90% de CO2 comparado com a gasolina brasileira, que possui 27% de etanol em sua composição – o que impede de chegar a 100% de redução de emissões é principalmente o transporte do combustível, feito por caminhões a diesel. Ou que, acredite caro leitor, é possível abastecer um carro flex apenas com etanol: há ainda dúvidas a respeito, com pessoas alegando ser necessário colocar um pouco de gasolina.

Haverá também aquele que será o maior atrativo ao consumidor: abastecer com etanol é mais barato. Ainda que em alguns estados a diferença seja favorável à gasolina, na maior parte deles, e em grandes períodos, o etanol pesa menos no bolso.

E o etanol é brasileiro, gera milhares de empregos em toda a cadeia. Nos vinte anos da tecnologia flex fuel, calcula a Unica, foram 660 milhões de toneladas de CO2 que deixaram de ser emitidas, o equivalente a 5 bilhões de árvores plantadas no período.

Gera empregos, pesa menos no bolso e é melhor para o meio-ambiente e, consequentemente, para a nossa saúde. Se são muitos os atrativos do etanol por que o brasileiro insiste em pedir gasolina na hora de estacionar seu carro ao lado de uma bomba?

A Unica aposta na falta de informação e, agora, trabalhará para colocar isso na cabeça dos brasileiros. Desenvolveu vídeos, peças de rádio, contratou o humorista Rafael Portugal e outros influenciadores para espalhar pelas redes sociais e colocou no ar um hotsite com muita informação a respeito do etanol.

“Pegamos todos os dados que temos disponíveis e colocamos na campanha, que busca ser simples, pedagógica e acessível a todos”, disse Patrícia Audi, diretora executiva da Unica, sem revelar o valor investido no projeto. “Nem todos os atributos e benefícios do etanol estavam disponíveis aos brasileiros.”

Os filmes e peças de rádio estreiam na quinta-feira, 18, e mostram Rafael Portugal conversando com frentistas, taxistas e consumidores comuns a respeito do etanol. O slogan é Vai de Etanol.

Resultado de longo prazo

Apesar do cenário atual favorável ao etanol, com preço mais baixo do que o da gasolina na maior parte dos estados brasileiros, Evandro Gussi, presidente da Unica, disse não haver meta de curto prazo: “Esta é uma campanha estrutural. As vendas cresceram no último mês e deverão continuar crescendo, mas é algo que aconteceria independentemente dela. O objetivo é ser pedagógico e colocar isso na mente do brasileiro”.

Gussi disse não haver problema com relação a desabastecimento: “Hoje 30% da produção sucroenergética vêm de destilarias, então não há risco de faltar etanol, ou de direcionar toda a produção para o açúcar, por exemplo. E a tendência é de crescimento da safra e aumento da produção de etanol de milho”.

O presidente da Unica espera, também, que com a reforma tributária os tributos dos biocombustíveis fiquem menores do que os de combustíveis fósseis, “como é padrão em um mundo ambientalmente civilizado”.

Rodnei Bernardino de Souza integra o conselho consultivo da Bright

São Paulo – Rodnei Bernardino de Souza é o novo reforço do conselho consultivo da Bright, que em março do ano passado passou a contar com Besaliel Botelho e Flávio Padovan. Com três décadas de experiência no mercado, sendo 24 anos dedicados ao Itaú Unibanco e os últimos dez respondendo pela operação de veículos do banco, Souza chega para fortalecer o planejamento estratégico da Bright, a fim de que a consultoria esteja mais preparada frente aos novos desafios do setor automotivo brasileiro.

Graduado em estatística pela Unicamp, com mestrado em administração de empresas pela FGV SP e extensão pela universidade britânica Cranfield School of Management, o executivo possui ampla experiência no mercado financeiro, especialmente em gestão de negócios no varejo, crédito, modelagem de dados, gestão de produtos e serviços financeiros.

Preto começa a dividir espaço com branco na preferência de tons automotivos

São Paulo – A preferência pelas cores acromáticas, que sempre foram a base das tonalidades automotiva, está mudando: a branca ainda é a preferida, porém tem dividido espaço com a preta. Na América do Sul, região tradicionalmente conservadora quanto às cores, 86% dos veículos novos foram pintados de branco, preto, cinza ou prata. Diante desta preferência as montadoras têm optado, cada vez mais, por utilizar pigmentos de efeito para fazer com que as cores acromáticas se destaquem, segundo aponta o Relatório de Cores 2023 da Basf.

O diretor de tintas automotivas da Basf na América do Sul, Marcos Fernandes, relatou que seja uma pérola, um floco de metal ou outro pigmento, os efeitos fazem com que a cor salte do veículo para os olhos de quem o vê: “Isto dá um toque especial que está se tornando cada vez mais popular”.

Assim como na América do Sul, na Europa, no Oriente Médio e na África, as cores acromáticas na América do Norte seguem na preferência. Os consumidores seguiram em direção mais clara depois que as montadoras descontinuaram várias cores cinza, frequentemente substituídas por tons de prata.

No geral a demanda por veículos com cores cromáticas seguiu estável. A participação total no mercado, incluindo os tons azuis, vermelhos, marrons, beges, por exemplo, permaneceu inalterada.

Na Europa houve gostos específicos de cada país. O consumidor da Alemanha gosta bastante do azul, com 11% do total, na Espanha e no Reino Unido há preferência por vermelho e laranja, com 9%, na França o verde é adorado, com 6%, e a Itália demonstra seu gosto por todas as cores, pois sua participação nas cores cromáticas é a maior de todos os cinco países, com 30%.

Toyota e Kinto reestruturam equipes com foco na diversidade

São Paulo – Com o objetivo — compromisso — de promover maior diversidade e inovação em suas equipes a Toyota do Brasil e a Kinto, sua empresa de mobilidade, reorganizaram suas estruturas executivas a partir de janeiro. Uma das mudanças foi com a então gerente de desenvolvimento de rede & kaizen, Soraya Battistini, há dezoito anos na montadora, agora promovida a gerente nacional de vendas. Para sua antiga vaga foi escolhida Caroline Sentinelo, com quase treze anos de empresa e com o recente desafio de consolidar a rede de concessionárias e fortalecer os desafios da cadeia de valor.

Roger Armellini, antes diretor regional de mobilidade, DCX e cadeia de valor da Toyota América Latina e Caribe, e também diretor comercial da Kinto, agora é o regional officer de mobilidade, DCX e cadeia de valor da Toyota América Latina e Caribe e vice-CEO da Kinto. Há 25 anos no setor e com quase dez de empresa ele tem liderado estratégias de eletrificação, conectividade e mobilidade.

Com 27 anos de experiência no setor e reconhecido por sua atuação como diretor comercial da Toyota do Brasil e por sua experiência na Toyota Peru como vice-presidente comercial e de pós-venda nos últimos dois anos e meio, Vladimir Centurião retornou ao Brasil para assumir o cargo de diretor comercial da Kinto.

Audi SQ8 Sportback e-tron chega às concessionárias

São Paulo – As 42 concessionárias Audi começaram a vender o SQ8 Sportback e-tron, que amplia a família Q8 e-tron no mercado brasileiro. Por R$ 843,9 mil, ou por meio do plano de assinaturas Audi Signature, abre uma série de lançamentos da Audi no ano em que celebra trinta anos de Brasil.

O Audi SQ8 Sportback e-tron tem pegada esportiva, com rodas de 22 polegadas e lanternas em LED interligadas sob o aerofólio integrado à carroceria. Pode ser personalizado nas grades e retrovisores.

É movido por três motores elétricos, dois traseiros e um dianteiro, que juntos oferecem 503 cv. Sua bateria gera 296 quilômetros de autonomia e pode ser carregada de 10% a 80% em 31 minutos.

Mercedes-Benz apresenta Sprinter com baú feito de garrafas PET

São Paulo – A Mercedes-Benz incluiu em seu portfólio um Sprinter Truck 417 com baú fabricado a partir de material reciclável de garrafas PET, em parceria com a Nolly Implementos Rodoviários.

Segundo a empresa a novidade sustentável possui maior capacidade de carga líquida, uma vez que o equipamento é 300 kg mais leve do que baú feito com insumos tradicionais.

A Nolly usou painéis da empresa de aplicações CoreSkin, cuja tecnologia permite aplicações para uso geral em pisos, paredes, divisórias e mobiliário. O implemento está disponível para venda a partir de R$ 49,9 mil ou R$ 58,5 mil, dependendo da configuração.

Lamborghini alcança marco histórico de 10 mil carros vendidos em 2023

São Paulo – A Automobili Lamborghini celebrou o fato de ter comercializado em um só ano 10 mil veículos. Trata-se de recorde que foi alcançado em 2023, quando a empresa de Sant’Agata Bolognese, Itália, completou seis décadas de existência. O volume apresenta avanço de 10% com relação ao de 2022.

O principal mercado foi os Estados Unidos, com 3 mil unidades, seguido de Alemanha, com 961, China, com 845, Reino Unidos, com 801, Japão, com 600, e Oriente Médio, com 496. Quanto aos modelos o Urus Super SUV teve 6 mil 87 unidades vendidas, seguido do Huracán, com 3 mil 962. A Lamborghini possui 184 concessionárias em 54 mercados.    

Lei Renato Ferrari é questionada pela PGR e deverá ser julgada no STF

São Paulo – A PGR, Procuradoria-Geral da República, entrou com uma ADPF, arguição de descumprimento de preceito fundamental, para questionar no STF, Supremo Tribunal Federal, alguns termos da Lei 6 729/79, alterada pela Lei 8 132/90, mais conhecida como Lei Renato Ferrari, que regulamenta a relação comercial das montadoras com o setor de distribuição. Dentre os artigos questionados estão aqueles que garantem a cláusula de exclusividade, e impedem que no mesmo local sejam vendidos veículos produzidos por outras empresas, e a da exclusividade territorial, que estabelece os limites geográficos para a atuação de uma determinada concessionária.

Há ainda questionamentos com relação à manutenção de estoque e sobre cotas de compras de peças e veículos. A PGR enxerga que “a política industrial e comercial automotiva implementada pela lei intervém indevidamente na economia e viola princípios constitucionais como o da livre concorrência, da defesa do consumidor e da repressão ao abuso de poder econômico”.

Renato Ferrari, criador da lei, faleceu em 2013

Em suma a ação da PGR ataca justamente os pilares que fundamentam a Lei Renato Ferrari e as relações das montadoras com as concessionárias. Para Orlando Merluzzi, sócio-gestor da MA8, a derrubada da lei seria ruim para o setor automotivo nacional.

“Os grupos concessionários precisam investir, e investem, muito para garantir qualidade e bom atendimento ao consumidor. A derrubada destas cláusulas não seria boa para ninguém e permitiria a entrada de aventureiros, sem a mesma qualidade e o mesmo comprometimento com a marca”.

Com a queda da cláusula territorial, por exemplo, grandes grupos evitariam investir em concessionárias com o receio de que do outro lado da rua uma outra revenda, sem o compromisso com a qualidade, garantia e estoque de peças, seja aberta.

Segundo o consultor existe a falsa impressão de que derrubando estas cláusulas os preços dos veículos também cairiam: “Ao contrário eles ficariam mais caros. E com o risco de não ter a mesma qualidade, em especial no pós-venda, com o risco de peças de procedência duvidosa. O sistema de representação comercial não funciona para o setor automotivo brasileiro. Quem investiria, por exemplo, em concessionárias em áreas não tão atrativas? A falta de regras faria com que os investimentos se concentrassem em cidades grandes e deixaria alguns locais desassistidos”.

Para Merluzzi as concessionárias brasileiras são aliadas das montadoras e possuem a expertise das vendas: “Em alguns locais, por exemplo, eles facilitam a vida do comprador. Aceitam o parcelamento de parte da entrada no cartão, admitem animais ou outros veículos como parte de pagamento, dentre outros relacionamentos comerciais que as montadoras não conseguiriam fazer”.

O consultor admite, porém, que a lei, que este ano completará 45 anos, precisa ser atualizada: “Em especial com o surgimento da tecnologia na relação das concessionárias com as montadoras. Alguns pontos deveriam ser modernizados, mas ela é fundamental para o setor”.

Ministro Édson Fachin é o relator da ação da PGR. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil.

A ADPF 1 106 tem como relator o ministro Édson Fachin, que recebeu a ação no início do ano. Não há prazo para sua apreciação nem previsão de tramitação. Procurada pela reportagem a Anfavea afirmou ainda estar em fase de diálogo com todos os atores e não tem posicionamento oficial. Não houve, ainda, contato com o governo.

A Fenabrave não respondeu até a publicação da reportagem.

Eletra desenvolve trólebus que pode rodar com bateria

São Paulo – A Eletra desenvolveu o e-Trol, um trólebus que pode rodar com ou sem contato com a rede aérea de fios e garante ampla autonomia, de até 300 quilômetros com as recargas de oportunidade. Eles são dedicados a operações em vias segregadas e BRTs. 

Com o banco de baterias o e-Trol pode circular sem a via aérea e, quando preciso, pode ser recarregado nos fios de eletricidade. Suas alavancas coletoras de energia são pneumáticas e automáticas e dispensam a manipulação pelo lado externo, o que reduz o risco de desprendimento dos fios.

Serão dois modelos, um de 21m50 e outro de 12m80, que seguirão ainda este mês para homologação na SPTrans.

Para 2024 a empresa planeja também lançar versões de piso alto para os ônibus elétricos de 15m e de 12m10, permitindo adequação às características. 

Todos os modelos são produzidos na fábrica de São Bernardo do Campo, SP.

Awto completa um ano de Brasil e busca investimento para ampliar negócio

São Paulo – O aplicativo de carsharing chileno Awto, que aportou no Brasil em dezembro de 2022 com a proposta de locação de veículos por minuto, dias e meses, celebra a marca de quinhentos veículos, dentre SUVs, híbridos, sedãs, utilitários e scooters elétricas, em circulação no País.

O plano para este ano é que cresça para 2 mil o número de veículos transitando pelas ruas. Hoje o aplicativo compreende bairros das regiões Sul e Oeste da Capital, além de Alphaville, em Barueri, SP. O Awto entrará em operação também em Campinas, SP, Curitiba, PR, e Belo Horizonte, MG.

Para financiar essa ampliação da área de atuação a Awto planeja rodada de investimentos série B, com a meta de captar US$ 25 milhões durante o primeiro trimestre. Criado no Chile em 2016, onde mantém frota de 1,2 mil veículos, o aplicativo atingiu seu ponto de equilíbrio em 2021, o que abriu as portas para aportes na rodada série B.

Disponível para Android e iOS o aplicativo, que firmou recentemente parcerias com GM e Kia, permite que o veículo seja deixado em local diferente do que foi retirado. Por meio do sistema one-way o carro pode ficar em qualquer ponto disponível dentro da área coberta.

Segundo a Awto a proposta é oferecer soluções inovadoras para a mobilidade urbana ao reduzir o volume de carros no trânsito. Com base em estudo da Universidade da Califórnia chamado Shared Mobility, um veículo compartilhado retira, em média, de nove a treze automóveis das ruas. Além disto 25% dos usuários da modalidade venderam um veículo enquanto outros 25% adiaram a compra de um novo carro.