São Paulo – Para manter o bom resultado conquistado nos últimos anos a divisão de aftermarket da Eaton ampliou sua atuação na América do Sul e a fatia das exportações nos negócios ascendeu para 20%. Este resultado é 10% maior do que a média dos últimos anos e foi puxado pela linha agrícola, que demonstrou forte potencial para alavancar os negócios, com crescimento de 20% nas exportações.
Além do mercado independente a Eaton também exporta para atender demandas do pós-vendas das principais montadoras, garantindo componentes originais:
“Existe uma grande diversificação de frota para caminhões e ônibus no mercado externo e a Eaton está se movimentando para atender todas as especificidades dessas aplicações”, disse Gustavo Orrú, diretor geral do aftermarket da Eaton.
A EAP, Eaton Aftermarket Parts, linha mais acessível de componentes com alta qualidade da companhia, também tem ajudado no crescimento dos negócios fora do Brasil e a intenção da empresa é ampliar os embarques nos próximos anos.
São Paulo – A Mercedes-Benz anunciou a chegada do novo GLC ao mercado brasileiro nas carrocerias SUV e SUV Coupé, as duas equipadas com motor 2.0 turbo de 258 cv de potência que ganhou sistema híbrido leve de 48 volts, a grande novidade do modelo, e câmbio automático de nove marchas.
Este movimento de equipar os motores com sistema híbrido leve já ocorreu com outros modelos lançados pela empresa ao longo de 2023, como o GLE. No caso do GLC, além do novo motor, o visual também foi alterado para deixar o modelo com pegada mais jovem e esportiva, trazendo mudanças na dianteira, nas laterais e na traseira.
O GLC 300 4Matic SUV já pode ser encomendado nas concessionárias Mercedes-Benz por R$ 531,9 mil, O preço da versão coupé ainda será divulgado.
São Paulo – Segundo a Ford durou apenas 5 horas o lote de quatrocentas unidades da Range Raptor, colocado em pré-venda na sexta-feira, 24. Mais da metade, cerca de 250 unidades, foi vendidas nos primeiros trinta minutos de pré-venda.
A Ford entregará as primeiras duzentas unidades em meados de fevereiro, e as demais chegarão aos clientes até maio.
A Ranger Raptor é equipada com motor 3.0 V6 biturbo de 397 cv de potência e tem câmbio automático de dez velocidades. Com este conjunto a picape acelera de 0 a 100 km/h em 5,8 segundos, sendo a mais rápida do mercado brasileiro.
São Paulo – Depois de chegar, há três meses, a 5 milhões de veículos produzidos, a BYD alcançou os 6 milhões, sendo que o último milhão foi apenas de veículos movidos a energia limpa, segundo comunicado divulgado pela empresa. O veículo de número 6 milhões que saiu da linha de produção na China foi um SUV híbrido, o Fangchengbao Bao 5.
O ritmo acelerado de produção, que permitiu produzir 1 milhão de veículos em três meses, é reflexo da alta demanda por modelos eletrificados em diversos mercados como Ásia e Europa.
São Paulo – A MWM foi certificada como Lixo Zero na fábrica instalada no bairro de Santo Amaro, em São Paulo, com base na metodologia da Zero Waste International Alliance, que opera no Brasil desde 2010. O projeto de aterro zero da MWM começou em 2021, reavaliando boas práticas na gestão de resíduos e na reutilização de materiais antes do seu descarte final.
Após mudanças internas a MWM chegou a 95,1% de lixo zero, porcentual considerado alto e que classifica a companhia como uma que realiza corretamente todos os processos de descarte.
São Paulo – A GWM e o Senai Conde José Vicente de Azevedo, instalado no bairro Ipiranga, em São Paulo, acertaram parceria para oferecer treinamento técnico para os funcionários das concessionárias da GWM com foco em modelos eletrificados. A ação faz parte da GWM Academy, também criada em parceria com o Senai, para garantir um bom atendimento no pós-vendas dos seus veículos vendidos no Brasil.
O primeiro módulo contará com 64 técnicos e líderes de oficina, divididos em quatro turmas, com foco nos modelos Haval G6 HEV, Haval H6 PHEV, Ora 03 GT e Ora 03 Skin.
São Paulo – A 4Truck se uniu a XCMG para produzir o implemento do primeiro caminhão elétrico pesado do Brasil. O veículo já está em fase final de testes, circulando com um baú lonado montado na fábrica de Guarulhos, SP.
A 4Truck já forneceu implementos para caminhões leves elétricos e esta é a primeira vez que produziu para um modelo maior.
O caminhão XCMG E7-29R tem PBT de 29 toneladas, com autonomia de 150 quilômetros com uma única carga e velocidade limitada a 80 km/h, dedicado a trajetos curtos no começo das operações. Apesar da enorme bateria de 282 kWh o veículo demora apenas uma hora para ser recarregado.
São Paulo – Em janeiro, no retorno dos trabalhadores das férias coletivas, a fábrica da Volkswagen Caminhões e Ônibus retomará a produção em dois turnos completos, o que não ocorre desde abril, quando utilizou um layoff para adequar o ritmo da fábrica à demanda do mercado prejudicado pela mudança de fase do Proconve para a P8, que exigiu a tecnologia Euro 6, mais cara e cujos custos precisaram ser repassados aos caminhões e ônibus ali produzidos. O presidente Roberto Cortes enxerga 2024 com otimismo: além de uma esperada melhoria no mercado de caminhões a companhia recebeu, por meio do programa Caminho da Escola, a encomenda de 5,6 mil ônibus escolares.
“É o maior lote vencido pela nossa empresa na história”, afirmou Cortes a jornalistas na segunda-feira, 27. “Vamos, portanto, incrementar a nossa produção em Resende, trazendo de volta aqueles trabalhadores que estavam afastados.”
Desde abril grupos de trabalhadores se revezam na linha de produção e em casa. Quando um retornava outro era afastado, com os salários bancados pelo FAT, Fundo de Amparo ao Trabalhador, e ocupando seu tempo com cursos de capacitação. A medida foi necessária porque a produção de caminhões recuou 37,8% e a de chassis de ônibus caiu 35,2% de janeiro a outubro, segundo a Anfavea, devido à mudança para o Euro 6.
A partir de janeiro a produção retorna a todo o vapor: “O mercado certamente vai melhorar. É muito cedo para cravar um número de crescimento, mas será melhor do que em 2023. Temos a expectativa da continuidade da redução na taxa de juros e de uma alta de 1,5% a 2% do PIB. Temos as obras do PAC, o Caminho da Escola. E os mercados de exportação também tendem a se recuperar”.
Nem todas as 5,6 mil unidades da licitação ganha pela VW Caminhões e Ônibus deverão ser entregues em 2024, mas há expectativa de que boa parte das encomendas seja feita ao longo ano. Serão 4 mil unidades do modelos ORE 1, com base no Volksbus 8.180E, e 1,6 mil da Onuera, configurada no Volksbus 8.180. Todas elas movidas pelo motor Cummins ISF 3.8L e equipadas com ar-condicionado.
Além da companhia da Volkswagen Caminhões e Ônibus venceram os do leilão Iveco, Volare e Agrale. A Mercedes-Benz, que tradicionalmente ganha um ou outro lote, não terá encomendas nesta etapa do programa.
Internacionalização
Em 2024 a VW Caminhões e Ônibus dará mais um passo em seu processo de internacionalização ao inaugurar sua fábrica em Córdoba, Argentina. Serão produzidos caminhões e chassis de ônibus na unidade do Grupo Volkswagen, de onde também saem transmissões para veículos leves e motocicletas Ducati.
Em paralelo a companhia segue abrindo novas frentes, com olhar especial sobre regiões como África, Ásia e Oriente Médio. O e-Delivery, primeiro caminhão 100% elétrico produzido no Brasil, já é exportado para Argentina, Paraguai e Guatemala. Mas Cortes quer mais: “Nosso objetivo é alcançar o maior número possível de exportações, seja de modelos a diesel seja dos nossos elétricos”.
São Paulo – A Vedamotors, fabricante de peças para o segmento de duas rodas, optou por verticalizar sua produção ao investir em fábrica de elastômeros, matéria-prima necessária para confeccionar seus itens de borracha. A decisão foi motivada pelo aquecimento do mercado de motocicletas no Brasil, que durante a pandemia expandiu impulsionado, tanto pela maior demanda por serviços de delivery, como pelo fato de ser opção mais acessível de deslocamento a quem buscava alternativa ao transporte público. E, embora tenha havido certa acomodação após o boom, a expectativa de redução de juros e de maior acesso ao crédito animam o setor e a companhia.
Inaugurada na segunda-feira, 27, a fábrica de elastômeros, de 700 m², começou a ser construída em Lontras, SC, em 2022, e entrou em operação há dois meses. Seu principal objetivo é, além de trazer economia ao processo produtivo, promover maior autonomia à empresa para que ela desenvolva suas aplicações.
Ao todo o aporte anunciado pela Vedamotors, que possui 50% de seu capital italiano, como divisão brasileira do Grupo Athena, é de R$ 32 milhões ao longo de três anos, sendo R$ 10 milhões para iniciar a operação da planta de compostos.
A partir da produção desses insumos, que neste período já conseguiu abastecer 30% da necessidade da empresa – o plano é que, até o fim do ano, o suprimento seja total –, será possível ampliar a variedade e a quantidade de itens do portfólio, além de imprimir mais tecnologia às peças.
A linha de bucha da coroa, usada no sistema de transmissão das motos, foi a primeira a incluir a matéria-prima. Este era um dos produtos que apresentava dificuldades com o elastômero terceirizado mas, desde então, apenas no período de dois meses, a marca já passou a ocupar maior espaço no mercado.
Foi o que contou o fundador e presidente da Vedamotors, José Maurício Felippe, ao contextualizar que o elastômero era adquirido de outras empresas para fazer a injeção, compressão e transferência em peças de borracha produzidas pela companhia, como guarnições, retentores, buchas da coroa e tampas de válvulas, por exemplo.
A partir da verticalização é aguardada a melhoria dos custos, consequência de uma maior velocidade no desenvolvimento de compostos, garantia de qualidade e repetibilidade dos insumos, listou Felippe:
“Teremos nossas próprias formulações, é como uma massa de pão. Projetamos, inicialmente, economia de 8% a 12% no primeiro ano, podendo chegar a 18% no terceiro ano. Já conseguimos dobrar o tamanho da produção de insumos nesses dois meses, de 4,5 toneladas para 6 a 7 toneladas, em apenas um turno”.
O plano é chegar a 24 toneladas e, ao estabelecer o segundo turno de produção, a meta é dobrar, para 48 toneladas. Quantidade que deverá atingir 64 toneladas com três turnos, em três anos.
O investimento de R$ 32 milhões, segundo Felippe, não está focado somente na planta de compostos mas implicará, adicionalmente, crescimento no parque fabril de injeção e compressão de peças. Hoje são produzidas pela Vedamotors 120 milhões de peças por ano e, em três anos, a projeção é chegar em 180 milhões, incremento de 50%.
“A verticalização permite velocidade maior de amostras e tipologias diferentes, e nós poderemos ter formulações adequadas aos nossos produtos e aos objetivos de custo de mercado. Teremos a redução do gasto para fabricar nosso produto, pois em alguns casos a margem era muito baixa, até mesmo negativa. Isso nos dará mais competitividade, inclusive, frente aos importados.”
Hoje trabalham na Vedamotors 240 pessoas. Na nova planta de elastômeros estão empregadas vinte pessoas este ano, volume que dobrará para quarenta em 2024 e chegará aos sessenta em 2025, totalizando trezentos funcionários no período.
A nova unidade inclui um laboratório, máquinas e peças específicas, como balanças de precisão, equipamentos de rastreabilidade lote a lote de composto elastomérico e moderno maquinário de pré-formados de alta precisão. Parcela dos equipamentos é nacional e outra parte foi importada da Inglaterra, da Índia e da Alemanha.
“Não temos fabricantes de elastômeros na região do Alto Vale do Itajaí. Nossa planta é uma das mais modernas. Queremos ampliar a competitividade e o fornecimento para indústrias. Hoje as grandes indústrias praticamente exigem a verticalização do processo. E assim o fizemos.”
Objetivo é ampliar faturamento líquido da Vedamotors em 10% ao ano e, para 2023, a projeção é a de que alcance R$ 158 milhões. Crédito: Divulgação.
Vedamotors quer explorar melhor mercado sul-americano
Seus principais clientes são montadoras de motos, fabricantes da linha automotiva, da linha jardim floresta e da linha de compressores e herméticos. Mas a maior demanda da companhia provém do mercado de reposição.
85% da produção seguem para o aftermarket e, deste porcentual, 10% é exportado. Os demais 15% atendem a indústria. Com a fábrica de elastômeros o plano é ampliar para 15% o volume exportado ao explorar melhor destinos da América do Sul, principalmente a Colômbia.
O faturamento líquido da companhia deverá encerrar o ano em R$ 158 milhões, sendo que 90% dessa cifra provêm da indústria de motos. O objetivo, de acordo com Felippe, é obter crescimento anual de dois dígitos, na casa de 10%.
Um dos grandes objetivos da Vedamotors – que possui 80% do mercado nacional de juntas para motos – é tornar-se a maior fabricante nacional de retentores para duas rodas. E, assim, aumentar a receita dessa linha em 50% até 2025, passando de R$ 25 milhões para R$ 37,5 milhões.
Fundada em 1991 a partir de um negócio familiar criado por Felippe e sua esposa, a Vedamotors trabalhava, à época, somente com jogos de juntas de vedação de motor, hoje uma das suas seis linhas de produtos, que fornece também filtros e retentores.
Em 1994 a operação passou por ampliação significativa e, em 1998, houve a união com o Grupo Athena, forte na fabricação de itens para vedação. Foi quando começou a produção efetiva de itens de borracha. Além de agregar tecnologia às linhas de produção, segundo Felippe, este foi um primeiro passo para globalizar a empresa.
São Paulo – Ao completar dez anos de operação a fábrica da BorgWarner em Itatiba, SP, registra novo recorde na produção de turbocompressores em 2023, com crescimento de 18% sobre 2022, quando já tinha produzido o maior volume de sua história.
Os dois maiores fabricantes de veículos do País, Volkswagen e Stellantis, utilizam os turboalimentadores da BorgWarner. Segundo a empresa 50% dos carros com motores flex turbinados que rodam no País estão equipados com os turbos fabricados desde 2016 no Interior paulista.
Com mais lançamentos previstos e o aumento esperado das vendas de automóveis turboflex a BorgWarner espera por mais crescimento da demanda pelo equipamento e, consequentemente, novo recorde de produção em 2024.
Em dez anos a fábrica de Itatiba já produziu 500 mil turbos para automóveis. O maior cliente é o Grupo Stellantis, porque lidera as vendas no País e tem o maior número de veículos equipados com motores otto bicombustível 1.0 e 1.3 turboalimentados, caso dos Fiat Pulse, Fastback, Toro e Strada, dos Jeep Renegade, Compass e Commander e, mais recentemente, do Peugeot 208. Já a Volkswagen utiliza turbos em seus motores flex 1.0 e 1.4 que equipam Polo, Virtus, Nivus, T-Cross e Taos.
Na avaliação de Wílson Lentini, diretor geral da BorgWarner Emissions, Thermal and Turbo, em 2024 espera-se a consolidação de vendas dos veículos lançados em 2023 – caso das versões turbo lançadas este ano da Strada, 208 e Polo –, com ampliação e maior aceitação da tecnologia em veículos leves no País.
Outro foco de crescimento esperado nos próximos anos é a produção local de carros híbridos flex que deverão utilizar motores a combustão turbinados. Segundo Lentini a BorgWarner já está em processo de cotação para nacionalizar turbos para esses novos modelos.
Turbos para pesados
Este ano também representou para a BorgWarner a consolidação da utilização de tecnologias para motores Euro 6, adotados por todas as fabricantes de caminhões e ônibus desde o início de 2023 para atender aos limites do Proconve P8, o programa nacional de controle de emissões para veículos pesados.
Para os motores Euro 6 a BorgWarner começou a produzir em Itatiba turbocompressores com tecnologia ball bearing, dotados de rolamentos nos mancais para aumentar a eficiência da turbina, reduzindo consumo de combustível e garantindo respostas mais rápidas de torque, o que se reflete em melhor dirigibilidade.
Bons resultados na reposição
A divisão de aftermarket da BorgWarner também obteve bons resultados em 2023. As vendas para reposição da linha de ventiladores e embreagens viscosas para veículos pesados cresceram 48% na comparação com 2022. Já a linha de turbos apresentou alta de 12%.
Também cresceram as exportações de peças e componentes para o aftermarket de países da América Latina: o avanço sobre 2022 foi de 11%, impulsionado pelo lançamento de 21 novas peças de reposição e doze novas aplicações dos componentes. Segundo Guilherme Soares, gerente de aftermarket das divisões Emissions, Thermal and Turbo América Latina, o crescimento das vendas para a Colômbia e a parceria com fábricas da BorgWarner nos Estados Unidos para atender aos países da região foram importantes para garantir o resultado positivo.
Em 2024 a corporação projeta mais crescimento no aftermarket, conforme justifica Soares: “Nossa previsão é que teremos uma elevação de dois dígitos. Também teremos maior abrangência em novos mercados localizados na América Central e no México, por causa da nossa parceria com as plantas dos Estados Unidos”.
Outra novidade será a ampliação do portfólio atual com o mapeamento de aplicações em carros chineses que rodam no Brasil e outros países da América Latina em número cada vez maior, uma vez que a BorgWarner é fornecedor original para fabricantes como BYD, GWM e Foton.