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VWCO reduz produção em Resende

Iveco, M-B e Scania também adotaram medidas. DAF e Volvo dizem não ter previsão de layoffs ou férias coletivas.

São Paulo – Após Iveco, Mercedes-Benz e Scania adotarem medidas para adequar sua produção de caminhões e ônibus ao novo tamanho do mercado a Volkswagen Caminhões e Ônibus anunciou a suspensão temporário dos contratos de trabalho de parte do efetivo de sua fábrica em Resende, RJ. O layoff tem período inicial programado de noventa dias, quando parte dos vencimentos será pago por meio do FAT, Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Segundo a companhia a proposta foi aprovada na semana passada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, como forma de preservar os empregos. Em nota a VWCO afirmou que “o atual ambiente de negócios no mercado de caminhões e ônibus, com dificuldades tanto no Brasil quanto em alguns de seus principais destinos de exportação, torna necessário adotar medidas para ajuste dos níveis de produção a uma nova realidade”.

Com a mudança de tecnologia de emissões do Euro 5 para o Euro 6, o que encareceu os produtos de 20% a 30%, a produção de caminhões caiu 30% no primeiro trimestre, na comparação com igual período de 2022, para 24,5 mil unidades. E embora as vendas tenham crescido 6,6%, para 26,8 mil veículos, 94% dos licenciamentos foram dos modelos Euro 5 produzidos no ano passado.

A Scania e a Mercedes-Benz anunciaram o encerramento do segundo turno de suas fábricas em São Bernardo do Campo, SP, e a Iveco concedeu férias a parte dos trabalhadores de Sete Lagoas, MG. 

A DAF informou, em nota, que parou pontualmente a produção em Ponta Grossa, PR, na sexta-feira, 14, e tem nova parada programada para o dia 24 “apenas para readequação das linhas de produção”. Não há, segundo a empresa, previsão de layoff ou férias coletivas: diz ter “oportunidades abertas para a contratação de novos funcionários, seguindo o plano de expansão das fábricas”.

A Volvo disse, por meio de nota, que não tem previsão de férias coletivas ou layoff em Curitiba, PR. Mas desde o início do ano reduz os volumes diários de produção, para atender à programação que, em 2023, está menor do que foi no ano passado.

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