São Paulo – A unidade da Maxion em Cruzeiro, SP, realizou a segunda edição do Supplier Award, evento que reconhece os seus melhores fornecedores de itens produtivos, da Maxion Wheels e Maxion Structural Components, com base em avaliações de qualidade, suprimentos, desenvolvimento e projetos de sustentabilidade e inovação.
Mais de 160 pessoas participaram da cerimônia de premiação, com outras trezentas pessoas conectadas pela internet. Dezoito empresas foram premiadas.
Veja os premiados:
Categoria Qualidade
Commodity Matéria-Prima: ArcelorMittal.
Commodity Arames de Solda: Hyundai Arames
Commodity Tubos: Tuberfil
CommodityFixadores: Metalac
Commodity Estampados / Soldados / Corte a Laser: Sky Metal
São Paulo – A empresa de origem chinesa XCMG, conhecida pela produção de equipamentos para a construção civil, ampliará sua operação em Pouso Alegre, MG, para realizar a montagem de caminhões e máquinas 100% elétricos. Para tanto investirá R$ 270 milhões e criará 150 novos postos de trabalho diretos além de outros 315 temporários.
A injeção de recursos animou uma de suas principais fornecedoras de peças e motores, a conterrânea SAIC Motor, que anunciou a instalação de sua primeira fábrica na América Latina na mesma cidade. Os valores a serem investidos ainda não foram divulgados mas as obras deverão começar em meados de 2024.
Além da instalação da nova linha de montagem na XCMG serão construídos, com o aporte, um novo galpão, a fim de ampliar a capacidade produtiva, que hoje gira em torno de 7 mil unidades por ano, e um eletroposto. A área de escritório será ampliada. A fábrica de Pouso Alegre, que emprega hoje em torno de 1 mil funcionários e exporta para Argentina, Chile, Peru e Estados Unidos, tem como meta atingir faturamento de R$ 10 bilhões até 2027.
A XCMG também instalará um centro de pesquisa e desenvolvimento no Estado, a fim de dar suporte às novas tecnologias e aumentar, gradativamente, a nacionalização dos produtos.
O anúncio foi feito pelo governo de Minas Gerais, que em comitiva à China assinou protocolo de intenções sobre o novo investimento. O presidente da XCMG, Yang Dongsheng, afirmou estar otimista com a economia brasileira e que o plano é continuar expandindo para ir além da linha de montagem ao estabelecer a fabricação de peças no Estado.
SAIC Motor instalará fábrica de motores na mesma cidade
A missão internacional do governo mineiro gerou outros frutos pois, assim que foi feito o anúncio da expansão da fabricante de máquinas pesadas em Pouso Alegre, a SAIC Motor informou que instalará, ali, uma fábrica de motores. Trata-se da primeira unidade da empresa na América Latina.
A SAIC é maior das quatro grandes fabricantes de veículos estatais da China e uma das principais fornecedoras de peças e motores para a XCMG. A empresa procurou a comitiva e confirmou sua intenção após o anúncio do investimento de expansão da sua cliente.
De acordo com Xu Qiuhua, um dos diretores da Saic Motor, ao acompanhar o resultado da XCMG nos últimos anos – durante os quais, segundo informações do Estado, a companhia viu seu lucro crescer 700% e o volume de exportações 425% – a empresa procurou o governo de Minas Gerais por entender que se trata de um Estado com alta eficiência e sempre disposto a apoiar as companhias com interesse em investir.
Quando a XCMG instalou-se em Pouso Alegre, nove anos atrás, contou com o apoio da Invest Minas, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, e obteve aporte superior a R$ 1 bilhão. Da área total de 1 milhão de m², 150 mil m² são dedicados à instalação de galpões.
São Paulo – As empresas associadas à Adefa, que representa as fabricantes de veículos argentinas, elegeram Martín Zuppi, presidente da Fiat, Jeep e Ram para a Argentina, para presidir a entidade no biênio 2023/2024. Martín Galdeano, da Ford e ex-presidente, e Pablo Sibilla, da Renault, são os vice-presidentes. César Luis Ramírez Rojas, da Scania, completa a diretoria, na posição de secretário.
O novo presidente é formado em economia, finanças e administração e possui MBA em gestão empresarial pela IAE Business School. Ingressou no Grupo Fiat em 1996 e trabalhou na sede, em Turim, Itália. Assumiu a presidência da Fiat, Jeep e Ram, dentro da Stellantis Argentina, em 2021.
Eleito em assembleia disse que seguirá dialogando com o governo e a com a cadeia de valor para avançar na agenda setorial: “O objetivo é dar continuidade ao intenso trabalho que a entidade está fazendo, estreitando nosso relacionamento com fornecedores, concessionários e sindicatos em conjunto com autoridades nacionais, provinciais e municipais para avançar na implementação de medidas que promovam a produção, exportação, investimentos e empregos, além de reforçar a melhora da competitividade diante de um contexto desafiador”.
Compõem ainda a Adefa, representando as associadas, Raúl Mier, da General Motors, Takashi Fujisaki, da Honda, Santos Doncel Jones, da Iveco, Manuel Mantilla, da Mercedes-Benz, Raúl Barcesat, da Mercedes-Benz Camiones y Buses, Ricardo Flammini, da Nissan, Rodrigo Pérez Graziano, da Peugeot-Citroën, Gustavo Salinas, da Toyota, e Marcellus Puig, da Volkswagen.
São Paulo – Após 61 anos de funcionamento no bairro Planalto, em São Bernardo do Campo, SP, a Toyota encerrou as atividades, conforme o programado, em novembro de 2023. A última peça foi produzida no sábado, 11, e os portões foram fechados, definitivamente, na quinta-feira, 16, após a realização dos últimos desligamentos.
Os 550 operários que trabalhavam na unidade, de importância histórica para a companhia por ter sido a primeira constituída fora do Japão, foram sendo realocados junto com as linhas produtivas em que operavam, a partir de dezembro de 2022, até agora.
No entanto, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, cerca de 150 trabalhadores, a maior parte lesionados, acabou aderindo ao PDV, Plano de Demissão Voluntária. Quem seguiu para as plantas paulistas de Sorocaba, Indaiatuba e Porto Feliz levou dois salários nominais, mais 2,4 vencimentos para quem mudou de endereço, bônus de transferência de R$ 15 mil e estabilidade até novembro de 2026.
Aqueles que não seguiram saíram com 35 salários fixos mais um vencimento por ano trabalhado, considerando a data de saída, doze meses de assistência médica e oferta de cursos profissionalizantes no Senai e no Senac. A eles foi concedido também um bônus que chegou a R$ 24 mil.
A Toyota confirmou, em nota, que finalizou o processo de transferência das operações da fábrica do ABC Paulista para as unidades em Sorocaba, Indaiatuba e Porto Feliz: “Com isto a unidade de São Bernardo do Campo deixa de operar a partir desta data”.
A empresa assinalou, também, que valoriza a história da fábrica de São Bernardo e reconhece “a dedicação dos envolvidos por todo legado e crescimento da companhia construídos com a comunidade, os parceiros e os colaboradores ao longo de seis décadas”.
Mais: “A concentração estratégica das operações no Interior de São Paulo oferece oportunidades de crescimento para a Toyota na competitividade da companhia diante dos desafios do mercado brasileiro”.
Toyota foi a quarta montadora a se instalar em São Bernardo
A história da Toyota no Brasil e em São Bernardo teve início em 12 de novembro de 1962 – ou seja, assim que completou 61 anos findou suas atividades. A instalação se deu muito próxima à da Scania, que iniciou sua operação no município naquele mesmo ano, em 8 de dezembro.
Ela juntou-se à planta da Volkswagen, que chegou ali três anos antes, em 18 de novembro de 1959. E também às unidades da Karmann-Ghia, que abriu as portas em 1960, mas, em 2016, teve sua falência decretada, quando só fabricava peças e deixou centenas sem as verbas rescisórias, e da Mercedes-Benz, na cidade há 67 anos, desde 28 de setembro de 1956.
A Ford, que se abrigou na cidade um pouco mais tarde, em 1967, encerrou sua história no local em 2019, após 52 anos. Sua fábrica dará lugar a centro logístico no terreno adquirido pela Construtora São José.
A mais antiga montadora da região é a General Motors, instalada na vizinha São Caetano do Sul desde 1930.
Nas duas últimas décadas de operação no Grande ABC a fábrica produzia peças para motores, como bielas e virabrequins. Crédito: Adônis Guerra/SMABC.
O futuro (aparentemente) promissor da unidade do Grande ABC
Naquele mesmo ano de 1962 teve início a produção do icônico Bandeirante, utilitário 4×4 que continuou em linha pelos 39 anos seguintes, até 2001. E, a partir de então, a unidade passou a focar a fabricação de peças forjadas para motores, como bielas e virabrequins, que à época da decisão de seu fechamento exportava mais de 80% dos itens para Argentina e Estados Unidos, além de abastecer a planta de Porto Feliz, onde são feitos os motores.
Em 2015 a fábrica ganhou sobrevida ao receber a sede administrativa, transferida de São Paulo. Um ano antes havia a expectativa de que o híbrido Prius fosse fabricado ali a partir de 2016, o que nunca aconteceu. Junto com a nova sede investimento de R$ 19 milhões – de um total de R$ 70 milhões em plano de investimento de 2015 a 2017 – instalou segundo turno de produção e o número de funcionários chegou a 1,7 mil.
Ainda em 2015 outro aporte de R$ 5 milhões construiu o primeiro Centro de Visitas da Toyota na América Latina, que abrigava museu com a exposição dos principais modelos produzidos e onde a história da montadora era contada.
Em 2020 o anúncio da mudança da sede para Sorocaba, junto com o Centro de Visitas, foi o primeiro sinal de que algo não ia bem com os planos para a unidade do ABC.
O segundo veio logo na sequência: o Centro de Pesquisa Aplicada também se juntaria à nova sede. Inaugurado em 2016, após consumir R$ 46 milhões, o espaço dedicado ao desenvolvimento de tecnologia, o primeiro a ser erguido na América Latina, tinha o propósito de elevar o índice de nacionalização.
Fruto do Inovar-Auto, antecessor do Rota 2030, o centro tecnológico desenvolveu, em 2018, em parceria com engenheiros do Japão, o primeiro protótipo de híbrido flex.
O sindicato se opôs a todas essas mudanças ao alegar que a unidade era superavitária, e base exportadora, sem falar em sua importância histórica. No entanto, em abril de 2022, foi anunciado o que mais se temia: o fechamento da unidade situada no número 1 024 da Rua Max Mangels Sênior, concluído em 16 de novembro.
São Paulo – A partir do ano que vem a Amazon começará, nos Estados Unidos, a vender carros em suas plataformas. O primeiro acordo foi fechado com a Hyundai e sua rede de concessionárias, que ainda serão as responsáveis pelas vendas, segundo o portal CBNC.
Nos últimos anos a companhia de varejo eletrônico foi, aos poucos, estruturando seus negócios de vendas de carros com showrooms digitais em seus sites para que os consumidores, a princípio, buscassem e comparassem veículos, mas não a venda pela plataforma, que só oferecia peças de reposição e acessórios.
A partir de 2024 o consumidor poderá fazer todo o processo de compra pela Amazon, optar pelo seu método de pagamento e financiamento e apenas retirar seu veículo nas concessionárias. Como parte do acordo os veículos Hyundai passarão a sair de fábrica com o sistema Alexa integrado.
São Paulo – O Grupo ABG adquiriu a ABC Technologies, fabricante de peças em polímeros injetados e soprados, fibras e borrachas com sede em Araras, SP. A partir de janeiro, quando assumir as operações, passará a ter o nome de Neo Polímeros.
Com 450 funcionários e ocupando terreno de 19 mil m² será integrada ao Grupo ABG que, com a nova divisão em seu portfólio, pretende abrir novas perspectivas e oportunidades de negócios. A Neo Polímeros tem em seu portfólio clientes como General Motors, Honda, Nissan, Renault, Stellantis, Toyota e diversos sistemistas.
São Paulo — Desenvolvido e fabricado no Polo Automotivo Stellantis Betim, MG, o SUV Fiat Fastback alcançou a marca de 50 mil unidades produzidas desde que foi lançado, há cerca de um ano. Sua história começou com um carro conceito apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo de 2018. Quatro anos depois serviu de inspiração para o desenvolvimento do Fastback.
Junto com o SUV Pulse o Fastback ajudou a Fiat a liderar o mercado de B-SUVs no varejo em outubro, com 5 mil 720 unidades emplacadas e 18,3% de participação, avanço de 14% com relação a setembro. Em 2023 a Fiat acumulou a venda de 69 mil 307 unidades, com participação de mercado de 11,1%, o que representa incremento de 50% frente ao mesmo período do ano passado.
São Paulo – O Grupo JCA, dono das marcas Viação Cometa, Auto Viação 1001 e Viação Catarinense, e operador do transporte público municipal de Macaé, RJ, possui 150 vagas em aberto.
Os postos de trabalho são fixos e temporários, uma vez que companhia busca reforçar seu efetivo para dar suporte ao aumento das demandas no fim do ano, e em sua maioria são para motoristas e para operar, principalmente, no Estado do Rio de Janeiro, que concentra 150 vagas.
No entanto, há 25 possibilidades para jovens aprendizes na área administrativa em São Paulo, onde também está sendo recrutado assistente de recursos humanos. Em Niterói, RJ, as oportunidades são para advogado pleno e analista contábil/fiscal júnior.
Existem, ainda, oito vagas para PcDs, pessoas com deficiência, distribuídas por São Paulo, Praia Grande e Sorocaba, SP, Rio de Janeiro, RJ, e Macaé, Florianópolis, SC, e Curitiba, PR. Interessados devem acessar o site do Grupo JCA, na aba Trabalhe Conosco’, ou pelo link.
Belo Horizonte, MG – Começa a ser produzida em janeiro em Sete Lagoas, MG, a Iveco Daily Hi Matic na configuração chassi-cabine, primeira do segmento a oferecer transmissão automática, uma caixa com oito velocidades importada pela ZF da Europa. Dentro do investimento de R$ 1 bilhão programado até o fim de 2024, tem elevadas expectativadas pela direção da empresa.
A Iveco calcula que as vendas do modelo com câmbio automático representará de 5% a 7% da linha Daily chassi cabine. Em três ou quatro anos seguintes a fatia deverá crescer e chegar a até 30%, de acordo com o diretor comercial Carlos Tavares: “O câmbio automático vai se popularizar no segmento da Daily e usaremos o equipamento em outras configurações, começando pelo furgão e, depois, na van de passageiro”.
Câmbio automático de oito marchas é fornecido pela ZF
Planos de exportação para a versão automática também estão no radar da Iveco, que já envia as configurações da Daily manual para Argentina e Paraguai. Ocaminho natural deverá ser começar a embarcar a automática também, conforme a demanda por esse tipo de veículo comece a ganhar forma. Colômbia, Chile e Peru também estão sendo monitorados pela Iveco, mas até o momento são abastecidos pela Europa, processo mais viável por causa dos tributos.
Na comparação com a Daily manual o consumo de combustível do motor 3.0 de 180 cv de potência, acoplado à caixa de transmissão automática, é o mesmo. É ponto importante para o seu público alvo, composto por 50% de motoristas autônomos, que são donos do veículo e realizam a condução diária, e 50% de frotistas, sendo que os dois públicos usam esse tipo de veículo para entregas urbanas.
Para atrair seus clientes a Iveco ofertará a Daily automática em duas versões, Comfort e Tech, com preços aproximados de R$ 300 mil e de R$ 310 mil. A lista de itens de série, desde a versão de entrada, é composta por piloto automático, monitoramento de pressão e de temperatura dos pneus, retrovisores elétricos, volante multifuncional e ar-condicionado.
A conectividade também é uma das apostas da Iveco, que oferecerá gratuitamente por um ano o acesso à plataforma Nexpro, que possibilita monitorar diversas informações do dia a dia do veículo para melhorar o seu desempenho onde é possível, reduzindo consumo e aumentando a vida útil dos componentes.
A projeção interna da Iveco, com base no Renavam, mira 8,5 mil comerciais leves chassi cabine vendidos no Brasil até dezembro, sendo que até outubro a Daily detinha participação de 36,2% contra os 22% com que encerrou 2022.
Para melhorar o atendimento dos clientes da Daily a Iveco anunciou o lançamento do Daily Center, dedicada ao pós-vendas. A primeira unidade foi inaugurada em Belo Horizonte e a segunda já está de portas abertas no Rio de Janeiro, RJ. A meta para 2024 é inaugurar novas lojas, de acordo com as oportunidades e regiões que possuem alta circulação do modelo.
São Paulo – A Renault apresentou na quarta-feira, 16, uma versão elétrica do ícone Twingo, sua resposta ao recente avanço das marcas chinesas nos segmentos de entrada do mercado europeu. Seu preço, segundo afirmou o CEO Luca de Meo ao Automotive News, será inferior a 20 mil euros e o lançamento está previsto para 2026.
“Esta é a nossa bala de prata para a mobilidade urbana sustentável”, disse De Meo, acrescentando que foi desenvolvido em tempo recorde, dois anos, para responder à ofensiva chinesa.
Possivelmente o modelo será produzido na Eslovênia, que atualmente produz o Twingo a bateria e a combustão, e o Clio, além do Smart ForFour, uma derivação do Twingo. Terá fortes concorrentes na Europa, como o Citroën e-C3, que será montado na Eslováquia a partir de 2025, além dos chineses.