São Paulo – Assim como fez com o ID.4, seu SUV 100% elétrico, a Volkswagen passou a oferecer o ID.Buzz, a Kombi elétrica, exclusivamente por meio de seu serviço de assinatura, o Sign&Drive. Ele pode ser contratado pela internet ou por meio das concessionárias que aderiram ao projeto.
São apenas setenta unidades disponíveis da Kombi elétrica, em planos que partem de R$ 12 mil 990 por mês, em contratos de um a quatro anos que incluem manutenção, seguro, documentação, assistência 24 horas e serviço de rastreador. É possível incluir o aluguel ou compra do wallbox no contrato.
Montada sobre a plataforma MEB o ID.Buzz tem bateria de 77kWh, que fornece energia para motor elétrico de 204 cv, que movimenta o eixo traseiro. A autonomia chega a 420 quilômetros pelo ciclo WLTP.
São Paulo – Os trabalhadores das fábricas da General Motors de São Caetano do Sul, de São José dos Campos e de Mogi das Cruzes, SP, decidiram manter a greve, que já se prolonga por duas semanas, por causa das 1,2 mil demissões que a companhia pretendia fazer no Estado de São Paulo. Mesmo com a decisão do TST, Tribunal Superior do Trabalho, na semana passada, de reintegrar os dispensados, que a companhia afirmou que acatará, em assembleia os trabalhadores optaram por permanecer de braços cruzados.
Representantes dos três sindicatos de metalúrgicos se reuniram na tarde da segunda-feira, 6, com a direção da companhia. Após esta reunião, a depender da proposta da GM, a greve poderia ser encerrada.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região a GM não informou oficialmente como será feita a reintegração dos trabalhadores. Por isto, de acordo com a entidade, ainda não há condições para o retorno ao trabalho.
A reunião se estendeu até a noite. Até as 21h00 as partes ainda não haviam chegado a um entendimento.
Tatuí, SP – São dois mundos completamente diferentes. De um lado o ícone que tira até hoje suspiros de gerações apaixonadas por carros esporte: o Mustang, que na sua versão mais potente Mach 1, vendida no Brasil, tem o tradicional motorzão 5 litros V8 de 483 cv e faz qualquer um parar para ver e ouvir ele passar. Na outra ponta da história está o mais recente lançamento da Ford no País, o Mach E, versão 100% elétrica que empresta o nome Mustang mas não tem a mesma carroceria e nem aparência, mas é dono de esportividade eletrizante: com seus 487 cv e torque imediato acelera de 0 a 100 km/h em 3,7 segundos, mais rápido do que os 4,3 segundos do Mach 1.
Esta é a intersecção dos dois Mustang: são esportivos puro-sangue, mesmo que concebidos em épocas e com propósitos diferentes. O primeiro surgiu pela visão de Lee Iacocca: os jovens clientes estadunidenses desejavam um carro mais moderno do que os sisudos sedãs dos anos 1960. Já o Mach E representa a transição para a mobilidade limpa e tecnológica. Justamente por isto o Mustang elétrico se distancia, e muito, da proposta inicial.
No Brasil a Ford importa a versão mais completa do Mach E, a GT Performance AWD Extended Range, que começou a ser vendida por R$ 486 mil. Como elétricos estão isentos de imposto de importação este Mustang ficou mais barato do que o V8, que custa R$ 576,5 mil.
Nos Estados Unidos ele já é o segundo modelo elétrico mais vendido mas, para o mercado brasileiro, a ideia é outra. Segundo Rogelio Golfarb, vice-presidente da Ford América do Sul, o Mach E é tão versátil em sua proposta que poderá competir pelos potenciais compradores de SUVs premium eletrificados como o Volvo XC40 Recharge e BMW iX3, ou ainda os superesportivos Audi e-tron GT e Porsche Taycan: “Não teremos grande volumes mas queremos ter uma boa participação nesses dois segmentos”.
Puro-sangue eletrificado
São dois motores elétricos, um em cada eixo, que combinam 487 cv de potência e o impressionante torque de 87,7 kgfm. Por isto o Mach E acelera com segurança de 0 a 100 km/h em 3,7 segundos. Sua dinâmica veicular é excepcional.
Na pista de testes da Ford em Tatuí, SP, foi possível verificar que este, sim, é um esportivo puro-sangue elétrico, diferente de alguns modelos chineses que ainda não conseguem reproduzir a mesma dinâmica veicular porque saem de frente nas acelerações, são instáveis em diversas situações e, mesmo tendo grande potência e torque, não oferecem o prazer ao dirigir esportivamente.
Depois de conduzir diversos destes carros é possível dizer que até mesmo alguns elétricos dos fabricantes mais tradicionais, com projetos de carroceria a partir de modelos a combustão interna, não são capazes de oferecer esta dirigibilidade tão esportiva. Mas aqui vai um segredo do Mach E: a distribuição praticamente igual de peso na dianteira e a na traseira é um dos fatores que contribuem para seu sólido comportamento, e temperamento, esportivo.
A bateria da versão GT Performance AWD Extended Range tem capacidade de 91 kWh e garante autonomia de 379 quilômetros no padrão do Inmetro, ou 541 km pelo método WLTP, segundo medições divulgadas pela Ford. Em tempo: a velocidade máxima de 200 km/h está limitada eletronicamente e é claro que com acelerações tão altas a bateria não dura tanto. É o velho dilema de esportivos elétricos: aceleram muiiiito, mas não por muito tempo.
Outro ponto importante no desenvolvimento do primeiro esportivo elétrico da Ford é que foram utilizados materiais especiais em pontos selecionados da carroceria, incluindo aços avançados de alta resistência nas estruturas e painéis, alumínio no capô e peças de termoplástico e fibra polipropileno na traseira.
A carroceria leve e bem amarrada, com pesos bem distribuídos, garante a estabilidade em curvas de alta velocidade. Também contribui para isto a aerodinâmica apurada, a bateria instalada no assoalho para reduzir o centro de gravidade e o conjunto de suspensão independente, do tipo MacPherson na dianteira e multilink na traseira, com amortecedores adaptativos MagneRide.
Para domar toda esta força a Ford utiliza sistema de freios Brembo de alto desempenho na dianteira, com quatro pistões. O sistema incorpora a frenagem regenerativa que recarrega a bateria quando se pressiona o freio ou se libera o pedal do acelerador.
Esportivo ou crossover?
A carroceria do Mach E lembra mais um crossover do que um pony car, denominação que carrega toda a esportividade da dinastia do Mustang. Ele mede 4m74 de comprimento, 2m10 de largura com os retrovisores e 1m61 de altura. A distância entre-eixos de 2m98 é 26 centímetros maior do que a do Mustang V8, o que torna a cabine do elétrico mais espaçosa. Diferente do Mustang tradicional, há bom espaço tanto para os ocupantes da frente quanto para os de trás.
O design mantém alguns elementos clássicos do Mustang, como um nariz de tubarão, o capô longo, a coluna C mais inclinada e as lanternas de três barras. Ao contrário do Mach 1, que não tem tanta tecnologia de segurança embarcada, o Mach E vem de série com um vasto pacote de controles adaptativos de velocidade, alertas de detecção de pedestres e tráfego cruzado. Não poderia ser diferente num produto vendido a este preço.
A cabine, com acabamento minimalista e requintado, traz teto solar, multimídia com a última geração do SYNC, a 4 A, projetada na tela principal de 15,5 polegadas fixada na vertical e painel de instrumentos, também digital, de 10,2 polegadas.
Uma novidade são as portas, sem maçanetas, abertas por um novo sistema de trava eletrônica, por botão, código ou celular, com o aplicativo FordPass.
Além de conforto para os passageiros, o Mustang Mach-E tem ótimo espaço para bagagem. O porta-malas traseiro acomoda 402 litros, com sistema de abertura mãos livres. Há, também, o que nos Estados Unidos é chamado de frunk, um compartimento com capacidade de 139,5 litros sob o capô, mais uma possibilidade criada pelos veículos elétricos com a ausência do motor a combustão na dianteira.
Quem comprar um Mach-E leva um carregador residencial portátil, o Ford Mobile Wallbox, de 7 kW, que recarrega de zero a 100% da bateria em cerca de 14 horas conectado a uma tomada industrial com instalação elétrica dedicada, segundo a Ford.
O Mustang Mach-E tem três anos de garantia e revisões gratuitas pelo mesmo período, sem limite de quilometragem. Ele oferece também garantia especial para o sistema propulsor, que inclui os motores e a bateria, de oito anos ou 160 mil km.
São Paulo – A WIR Automotiva foi incorporada pelo Grupo Carrera, que representa marcas como Chevrolet, GWM, Nissan, Renault, Volkswagen e Bajaj. A partir deste mês os portfólios serão compartilhados e os processos operacionais reunidos.
Embora o valor da transação não tenha sido divulgado o diretor comercial e de marketing da WIR Automotiva, Cassiano Braccialli, afirmou que o maior ganho da operação para a empresa localizada em Santa Catarina, que existe há dois anos – até então pertencente ao mesmo grupo empresarial detentor da Metalúrgica Usisteel, que fabrica componentes para o setor ferroviário e de mineração – está na possibilidade de passar a comercializar peças genuínas das montadoras.
O portfólio da WIR, cujo carro-chefe é o eixo comando de válvulas, conta também com tuchos, balancins e luvas de bico injetor, este para a linha pesada e agrícola. E, segundo Bracciali, já está previsto investimento do Grupo Carrera para promover a ampliação da oferta de peças sob a marca e para trazer novas famílias de produtos.
Tanto que, para comportar maior volume de itens, o centro de distribuição da empresa, em Itajaí, SC, será ampliado ainda este mês: “Começamos com 1 mil m² em março de 2022, em setembro dobramos o espaço e, agora, estamos em vias de aumentar novamente, para 3 mil m²”.
A WIR Automotiva dispõe de escritório em Rio do Sul, SC. A produção, porém, vem toda da China: “Temos fábricas homologadas seguindo modelo e processo de fornecedores semelhante ao das montadoras. Ou seja: elas seguem a nossa receita, o que assegura a qualidade dos produtos”.
De acordo com o diretor comercial devido ao custo mais acessível, além de tecnologia mais avançada e de ponta, a WIR não cogita, por ora, fabricar localmente: “Temos uma operação enxuta, mas escalável. Esse espírito de startup nos permite ser competitivos”.
São Paulo – As vendas de ônibus de maior valor agregado no segmento rodoviário, com mais tecnologia e conforto embarcados, a exemplo do modelo G8, assim como a maior demanda por renovação, que ficou reprimida nos últimos nove anos, principalmente de unidades urbanas para o transporte público, trouxeram um bom desempenho para a Marcopolo no terceiro trimestre.
A receita líquida consolidada avançou 6,5% ante os meses de julho a setembro de 2022 e totalizou R$ 1,6 bilhão, sendo a maior parte, R$ 984,2 milhões, gerados pelo mercado interno. As operações internacionais responderam por R$ 450,4 milhões e as exportações por R$ 180,1 milhões.
O lucro bruto apresentou incremento de 60% com relação ao mesmo período do ano passado e chegou a R$ 371,5 milhões. O lucro líquido, por sua vez, cresceu 246,2%, para R$ 161,7 milhões. O Ebitda atingiu margem de 12,9%, R$ 208,6 milhões, ante R$ 90,5 milhões e margem de 6% de julho a setembro de 2022.
Os resultados positivos vieram mesmo com a queda de 26,5% na produção com relação ao terceiro trimestre do ano passado, totalizando 3 mil unidades. Segundo a Marcopolo o cenário é justificado pela ausência de volumes significativos dedicados ao programa Caminho da Escola e pelo impacto causado pelos efeitos da transição da motorização para o Euro 6.
São Paulo – A venda de veículos na Argentina cresceu 28,5% em outubro na comparação com igual período do ano passado, somando 41,7 mil unidades, de acordo com dados divulgados pela Acara, que também apontaram para uma expansão de 23,9% sobre setembro.
O resultado positivo foi obtido mesmo com o segundo mês do novo imposto criado pelo governo argentino, o PAIS, que elevou o preço de todos os veículos importados, assim como peças e componentes.
No acumulado do ano o mercado da Argentina somou 394,7 mil emplacamentos de janeiro a outubro, volume 11,4% maior do que o registrado nos mesmos meses de 2022. Nesse período os veículos produzidos no Brasil e exportados para Argentina representaram 27% das vendas, porcentual que era de 34% em 2022. Os modelos nacionais corresponderam a 66%, contra 58% no ano passado.
Até outubro a Toyota lidera o ranking por marca com 81,4 mil unidades emplacadas. A Fiat ficou em segundo lugar com 50,9 mil, seguida pela Volkswagen, 47,5 mil.
No ranking por modelos o Fiat Cronos somou 43,2 mil vendas e aparece na primeira colocação, seguido pelo Peugeot 208, 33,6 mil. A terceira posição ficou com a Toyota Hilux, 25,9 mil.
São Paulo – Com 6,1 mil licenciamentos em outubro o Nissan Kicks, fabricado em Resende, RJ, fechou o mês na décima posição do ranking brasileiro de automóveis e comerciais leves mais vendidos. Foi o terceiro SUV mais vendido no mês, atrás do Volkswagen T-Cross e do Chevrolet Tracker, e à frente de modelos tradicionalmente mais vendidos como Jeep Compass e Hyundai Creta, que sequer estão no Top 10.
No ano o modelo da Nissan soma 41,7 mil unidades vendidas, o que mostra que o desempenho em outubro foi bem acima da sua média.
O pódio permaneceu inalterado com relação aos meses anteriores: Fiat Strada em primeiro, seguida por Volkswagen Polo e Chevrolet Onix. As posições se repetem no acumulado do ano.
Desempenho acima da média registrou também o compacto Fiat Mobi, que ocupou a quarta colocação no mês.
Dos dez mais vendidos cinco foram hatches, três SUVs, uma picape e um sedã.
São Paulo – Os 21 dias úteis de outubro, frente aos vinte de setembro, fizeram com que as vendas de caminhões 0 KM reagissem e apresentassem avanço de 8,4% na comparação mensal, com 9,1 mil emplacamentos – ou 712 unidades a mais. Com relação ao mesmo mês de 2022, no entanto, quando foram comercializadas 10,5 mil unidades, a queda foi de 13,4%, segundo os dados da Fenabrave divulgados na quarta-feira, 1º
No acumulado do ano as vendas de caminhões, que somam 85 mil unidades, continuam 17,1% abaixo do resultado de janeiro a outubro de 2022, 102,5 mil unidades.
O presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Júnior, avaliou que os caminhões ainda sentem o baque pela mudança da motorização para o Euro 6, que elevou os preços dos veículos de 20% a 30%, além do cenário de altas taxas de juros e maior seletividade de crédito, que não facilitou a vida de quem queria substituir seu usado por um 0 KM.
“A troca de tecnologia vem se consolidando e podemos dizer que o Euro 6 já compõe 50% das aquisições deste ano”, afirmou Andreta Jr. “É importante, contudo, ressaltar que o preço desses veículos é mais elevado, na comparação com os da tecnologia anterior, o que faz o transportador ficar reticente com relação à sua compra, pois o frete não acompanhou essa evolução.”
Dados da Fenabrave mostram que as vendas de caminhões elétricos sofreram ainda mais neste contexto, uma vez que no acumulado do ano os emplacamentos recuaram 44,9%, de 610 para 336 unidades.
Quanto aos ônibus o segmento continua consolidando sua recuperação frente à fraca base de comparação do ano passado e apresentou crescimento de 21,8% nos dez primeiros meses, com 20,7 mil unidades, ante os 17 mil vendidos de janeiro a outubro de 2022.
Somente no mês passado foram emplacadas 1,9 mil unidades, alta de 5,3% com relação a setembro, quando foram comercializados 1,8 mil ônibus, número semelhante ao de outubro de 2022, sobre o qual se teve aumento de 4,9%.
Andreta Jr. atribuiu a recuperação nas áreas de transportes rodoviário e urbano ao programa Caminho da Escola, que deverá continuar estimulando o segmento em 2024, devido ao novo edital: “Os ônibus têm mostrado sólida recuperação este ano e deverão encerrar 2023 com uma das maiores altas de todo o setor, podendo, inclusive, superar a expectativa da Fenabrave”.
As projeções da entidade para os pesados são de incremento de 18,2% para a venda de ônibus, com 26 mil emplacamentos, e de retração de 23,2% para caminhões, com 96 mil comercializações – o segmento deverá ser o único, na avaliação da Fenabrave, a encerrar 2023 em queda.
São Paulo – Em decisão conjunta, segundo a Toyota, a diretora de comunicação e presidente da Fundação Toyota do Brasil, Viviane Mansi, deixou a companhia. Seus cargos serão assumidos por Roberto Braun, que em sua segunda passagem pela empresa ocupava, desde 2019, a função de diretor de assuntos regulatórios e governamentais.
Mansi, segundo a Toyota,“deixa legado de aprimoramento reputacional nos mais de cinco anos de atuação”.
Viviane Mansi foi diretora de comunicação, presidente da Fundação Toyota do Brasil e porta-voz de ESG por mais de cinco anos. Crédito: Divulgação.
Com 27 anos de experiência no setor, Braun formou-se em engenharia mecânica e fez pós-graduação em administração de empresas e gestão de marketing, além de MBA em comércio internacional.
O executivo iniciou sua carreira na Toyota em 2004, como gerente de relações governamentais, tendo sido o responsável pela negociação de infraestrutura, junto aos governos, para as fábricas de Sorocaba e Porto Feliz, SP, e para as unidades de Pernambuco e Rio Grande do Sul.
São Paulo – As vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus registraram, em outubro, 217,8 mil unidades, segundo divulgou a Fenabrave na quarta-feira, 1º. O resultado mensal é o segundo melhor para o ano, atrás apenas de julho, quando os emplacamentos somaram 225,6 mil unidades incentivados pelos descontos concedidos pelo governo a partir da MP 1 175.
Com relação ao mesmo mês do ano passado, 180,9 mil licenciamentos, as vendas cresceram 20,4%. Na comparação com setembro, 197,7 mil unidades, a alta foi de 10,1%.
Segundo o presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Júnior, o dia útil a mais em outubro, 21 contra vinte em setembro, favoreceu o desempenho do mercado. A média diária chegou a 10,4 mil unidades, também inferior apenas às 10,7 mil/dia de julho. Em outubro do ano passado foi registrado emplacamento médio diário de 8 mil veículos e, em setembro, de 9,9 mil.
O segmento de automóveis e comerciais leves puxou o crescimento em outubro, com alta de 10,3% na comparação mensal e de 22,7% na anual, somando 206,7 mil unidades. No acumulado do ano foram vendidos 1 milhão 741 mil veículos leves, alta de 11,4%: “Se alcançarmos a escala necessária poderemos expandir o mercado em 2024. Para isto necessitamos de uma política permanente para o setor”.
Por causa do dia útil a mais as vendas de caminhões apresentaram crescimento na comparação com setembro, mas com volume negativo com relação a outubro do ano passado e no acumulado do ano. No mês passado foram vendidos 9,2 mil caminhões, alta de 8,4% e queda de 13,5%, respectivamente. De janeiro a outubro o recuo chegou a 17,1%, com 85 mil unidades comercializadas.
O segmento de ônibus registrou avanço de 5,3% na comparação mensal e de 5% na anual, com 1,9 mil unidades. No acumulado do ano o crescimento foi de 21,9%, somando 20,8 mil unidades.
Veto à retomada extrajudicial do veículo
Em nota Andreta lamentou, também, o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao trecho que previa retomada de veículos de forma extrajudicial, como previa o Marco Legal das Garantias, lei 14 711, aprovado pelo Congresso. É um tema que sempre foi defendido pela Fenabrave que, avalia, pode ajudar a reduzir o custo do crédito para o setor por tornar a recuperação do bem mais facilitada.
“O custo do crédito afeta o poder de compra dos brasileiros e precisamos de mecanismos que dêem mais segurança jurídica aos credores para que, desta forma, seja avaliada a possibilidade de diminuir os encargos dos financiamentos. Precisamos de medidas de estímulo ao crédito no País e tínhamos a confiança de que o Marco Legal das Garantias pudesse contribuir”, disse Andreta. “O setor de distribuição de veículos precisa de escala no varejo para operar de forma sustentada e a Lei de Retomada do Bem seria uma forte aliada, reduzindo a restrição de aprovação das fichas cadastrais nos financiamentos dos veículos. Quem mais sofre com este veto são os consumidores.”