São Paulo – Em torno de 60% das peças e componentes importados pela GWM para a montagem inicial dos Haval H6 em Iracemápolis, SP, que iniciará as operações na sexta-feira, 15, estão enquadradas no regime ex-tarifário. Como não são feitos no Brasil, ou não dispõem de volume para nacionalização imediata junto a algum fornecedor, deles são cobrados 2% de imposto de importação.
Em vez de importar kits CKD ou SKD, observou o diretor de assuntos institucionais, Ricardo Bastos, a companhia optou por trazer peça por peça e, para aquelas das 3 mil que compõem o cardápio inicial sem similar local, enquadrar como ex-tarifário: “É mais trabalhoso, mas nos dá mais vantagem”.
Assim a GWM apenas observou o movimento feito pela BYD de pedir redução nas alíquotas de importação dos kits CKD e SKD, que gerou a disputa com as montadoras associadas à Anfavea. De toda forma a companhia aguarda a publicação dos pormenores da medida aprovada pelo Camex de zerar taxas de importação para veículos CKD e SKD durante seis meses, dentro de uma cota de US$ 463 milhões. Segundo Bastos a ideia é promover estudos internos para definir se muda o seu processo ou se mantém o atual.
Para as peças que podem ou que já são produzidas localmente a GWM pagará uma de importação de 14%, 16% ou 18%, dependendo do componente. No cenário atual, sem a publicação do governo a partir da decisão do Gecex-Camex, os modelos híbridos importados em SKD pagam 28% de imposto e 14% no caso dos modelos que chegam em CKD. Para os elétricos importados em SKD o imposto é de 25% e de 10% em CKD.
Em paralelo a empresa trabalha junto a 105 fornecedores locais, que assinaram contrato de confidencialidade, para a localização de componentes. Itens como pneus deverão ser nacionais desde o começo da operação, vidros laterais e traseiros poderão ser localizados em breve, segundo Bastos.
A fábrica será inaugurada com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a produção de quatro versões do H6, empregando 530 trabalhadores em um turno.

