Hyundai adiciona mais itens de segurança à versão de entrada do Creta

São Paulo – A versão de entrada do Hyundai Creta, agora chamada de Comfort Safety, passa a agregar recursos de ADAS já presentes nas demais versões. A Comfort, sem os itens, saiu de catálogo e agora o SUV parte de R$ 151 mil 790.

O Creta de entrada passa a vir com sistema de alerta e frenagem autônomo, assistente de permanência e centralização em faixa, farol alto adaptativo e detector de fadiga. Em abril a Hyundai já havia mexido no catálogo do veículo ao incluir o sistema Bluelink como item de série.

Foram comercializadas 51,6 mil unidades do Creta até setembro, das quais 43,2 mil no varejo, canal no qual é o modelo mais vendido no País.

Julgamento no STF pode tirar força do Marco Legal das Garantias

São Paulo – Embora tenha validado, em julho, os procedimentos para a retomada extrajudicial de bens móveis, como os veículos, garantindo a constitucionalidade do Marco Legal das Garantias, o STF retomou o julgamento, após pedido de embargos, com uma má notícia para o setor, que aguarda a operacionalização da lei: o relator, ministro Dias Toffoli, mudou seu voto e passou a considerar inconstitucional a atuação dos Detrans para processos de busca e apreensão extrajudicial.

A decisão, caso seguida pela maioria dos membros da corte – o ministro Cristiano Zanin seguiu o relator em seu voto e Gilmar Mendes pediu vistas, atrasando a apreciação do processo em até noventa dias – tira parte da força do Marco Legal das Garantias, que era justamente a agilidade dos Detrans. Toffoli, em seu voto, considerou a atuação dos cartórios constitucionais, mas não a dos departamentos estaduais de trânsito pelo fato deles não estarem vinculados a órgãos de Justiça, o que impede a fiscalização por parte do Poder Judiciário.

O que, na visão da Acrefi, Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento, que participa como amicus curiae no julgamento, pode ser contornado: “Podem ser acertados convênios, como já são feitos em outros casos”, disse Cíntia Falcão, diretora executiva da entidade.

O que muda com a decisão

Por enquanto, disse Falcão, segue o entendimento de julho. Já existem casos de retomadas lideradas por Detrans, como no Mato Grosso do Sul, e um projeto piloto foi iniciado no órgão do Estado de São Paulo nas últimas semanas. Cada órgão estadual é responsável pela regulamentação e operacionalização dos processos.

Os cartórios também estão se adaptando, mas de forma ainda mais lenta, alega a diretora executiva da Acrefi. Existem outras desvantagens, como a jurisdição deles serem apenas municipais e a dos Detrans em todo o Estado – o que impediria a notificação, por parte do cartório, do carro de um morador de São Paulo que trabalha em Diadema, por exemplo, e passa o dia com seu veículo lá.

“O que nós defendemos é que existam mais formas de entrar com pedido de recuperação extrajudicial, que gere uma concorrência saudável, cartórios e Detrans. A demora para retomar o bem por vias judiciais gera um impacto negativo na economia e no mercado de crédito.”

A Acrefi estima que o crédito automotivo brasileiro movimenta cerca de R$ 600 bilhões em contratos com alienação fiduciária. O custo da cobrança da dívida equivale, segundo Falcão, a cerca de 30% do spread bancário. Permitir a retomada extrajudicial dos bens ajudaria a reduzir o spread e tornar o juro aplicado nos financiamentos de veículos menos oneroso para o consumidor.

Ela ressaltou que 80% dos casos de notificações extrajudiciais são resolvidos por meio de acordos dos devedores com os credores: “Não é de interesse do banco fazer a retomada do bem. Nossos associados são instituições financeiras, não concessionárias”.

Próximos passos

O pedido de vista de Gilmar Mendes na segunda-feira, 13, interrompeu o julgamento virtual. O ministro tem até noventa dias para analisar o caso e dar seu parecer e, enquanto isso, a Acrefi seguirá atuando como amicus curiae e trabalhando junto à opinião pública para esclarecer a sua visão do caso.

Enquanto isso o Marco Legal das Garantias, que completará dois anos e ainda caminha a passos curtos para sua operacionalização, corre risco de ser enterrado antes mesmo de começar a efetivamente funcionar.

WEG adquire controle da Tupinambá Energia 

São Paulo – A WEG anunciou a aquisição do controle da Tupinambá Energia, ao comprar 54% do capital social da empresa de serviços para gestão de redes de recarga de veículos elétricos. O valor total do investimento foi de R$ 38 milhões.

A conclusão ainda depende de autorizações regulatórias, informou a WEG em comunicado.

Criada em 2019, em São Paulo, a Tupi Mob é dona do Aplicativo Tupi, plataforma digital que conecta proprietários de veículos elétricos a redes de recarga. Hoje conta com 370 mil usuários cadastrados e 1,3 milhão de recargas realizadas, com fornecimento total de 26 GWh de energia.

A Tupi Mob movimentou R$ 40 milhões em recargas e registrou receita líquida de R$ 8,6 milhões em 2024. Segundo a WEG a aquisição da operação, que conta com 36 funcionários, “fortalece a estratégia de liderar a transformação do setor de mobilidade elétrica, além de abrir caminho à expansão gradual do modelo em mercados internacionais”.

Ford Transit > 60 anos

A primeira unidade da Ford Transit deixou a linha de produção em agosto de 1965. Ali iniciava uma história que se tornaria uma das mais bem-sucedidas da indústria automotiva mundial. Seis décadas depois, o modelo segue como referência em versatilidade, robustez e produtividade, consolidado como a van mais vendida do mundo. São 60 anos ininterruptos de atividade com números tão significativos como sua relevância histórica. 

Ao longo desse período, a Transit evoluiu em design, tecnologia e eficiência, mas sem perder a essência: atender profissionais de todos os setores com confiabilidade e capacidade de adaptação. Como destacava o comunicado original da Ford, publicado na estreia: Todo lojista, empreiteiro, motorista de ambulância, construtor, padeiro ou turista pode encontrar suas próprias necessidades especiais na Ford Transit.” Se em 1965 essa afirmação já soava forte, hoje ela é um reflexo fiel do legado construído pela linha. 

Na América do Sul 

Hoje a linha Transit é formada pelas versões minibus, furgão, chassi, vidrada e a elétrica E-Transit na América do Sul, totalizando 23 modelos e mais de 60 configurações, que podem ser implementadas por empresas parceiras certificadas pela Ford como modificadoras. A Nova Transit 2026, recém-lançada no Brasil, vem ainda mais equipada.

Entre os novos itens, toda a linha traz retrovisores com rebatimento elétrico, painel digital de 8”, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, farol de neblina, multimídia de 12”, monitoramento de pressão dos pneus, ar-condicionado digital e alarme perimetral. Ela vem também com uma nova arquitetura elétrica e conectividade embarcada de fábrica, recursos focados na segurança e eficiência do veículo que aumentam a produtividade do cliente.

Outra vantagem da Transit é o menor custo total de operação, incluindo garantia de 12 meses ou 100.000 km nos modelos diesel e três anos ou 100.000 km para a elétrica E-Transit. E o cliente conta com a assistência pós-venda de toda a rede de concessionárias Ford no Brasil, com atendimento prioritário da estrutura de veículos comerciais Ford Pro.  

A Ford Pro representa hoje cerca de 20% das vendas da marca no Brasil. E este ano cresceu 41% até setembro, com mais de 6.500 unidades vendidas, atendendo desde os segmentos de passageiros, aeroporto, entrega e distribuição de produtos até eletricitários, mineradoras, defesa civil, transporte de cavalos, motorhome e locadoras.

Um fenômeno global em números 

A trajetória da Transit é marcada pela produção de mais de 13 milhões de unidades, sendo 10,1 milhões somente na Europa. Em média, uma nova Transit é fabricada a cada dois minutos e meio, há 60 anos. Quase 20% do mercado europeu de vans de 1 e 2 toneladas pertence à linha Transit, nas versões Transit e Transit Custom. No Reino Unido, mercado histórico do modelo, ela mantém uma hegemonia impressionante: é líder de vendas há 59 anos consecutivos. 

Parte importante dessa liderança está no amplo portfólio: são mais de 1.300 variações configuráveis de carroceria, comprimento, altura, motorização e acabamento, sem contar cores e opcionais. Desde veículos de carga pesada até ambulâncias e soluções personalizadas, a Transit tornou-se sinônimo de adaptação. A capacidade de carga também evoluiu: enquanto a Transit Mk1 levava até 1.700 kg, as versões atuais superam 2.400 kg. Em termos de volume, a maior delas, a Transit L4H3, comporta impressionantes 15,1 m³, espaço equivalente a 236 mil bolas de pingue-pongue. 

Quatro gerações 

Ao longo de suas quatro gerações, a Transit trouxe seguidas inovações para o segmento. O piso de carga plano, com mais espaço e facilidade para o carregamento, e o motor dianteiro, que proporciona uma experiência de direção semelhante à de um carro, foram desde o início diferenciais importantes da van da Ford diante das concorrentes. Com várias opções de modelos para carga e passageiros, ela ficou conhecida por atender desde pequenos empreendedores até grandes frotas e teve um papel importante no crescimento econômico do continente europeu. 

A primeira geração da Transit, equipada com motores V4 ou V6 a gasolina, ou diesel de quatro cilindros em linha, foi a que permaneceu mais tempo no mercado sem grandes alterações, até a primeira remodelação em 1977. A segunda geração, lançada em 1986, trouxe o chamado design “one-box”, com para-brisa e capô inclinados praticamente no mesmo ângulo, e suspensão dianteira independente.  

Já a geração seguinte, em 2000, seguia o design New Edge e tinha como principal inovação a oferta de tração dianteira ou traseira. Com a quarta geração, lançada em 2013, a Transit tornou-se um produto global. Ela estreou na América do Norte em 2014, substituindo a linha E-Series, e logo assumiu a liderança do segmento, que mantém até hoje. Na Europa, também é a van mais vendida da última década.  

Indústria automotiva reduz uso de plástico reciclado após dois anos de alta

São Paulo – A indústria automotiva reduziu o uso de plástico reciclado em suas partes e peças em 2024 e interrompeu sequência de dois anos de crescimento. Ao longo do ano passado consumiu 67 mil toneladas de resinas recicladas pós-consumo, enquanto que em 2023 foram 71 mil toneladas, retração de 5,6%. Nos dois anos anteriores, no entanto, foram registrados aumentos de 7,5% e 40,4%.

Os dados integram o Índice de Reciclagem Mecânica de Plásticos Pós-Consumo no Brasil 2025, levantados a pedido do Movimento Plástico Transforma, iniciativa do PicPlast, desenvolvido pela MaxiQuim.

De acordo com Maurício Jaroski, diretor executivo da MaxiQuim e gestor da área de energia e química sustentável, a redução de 4 mil toneladas é, na realidade, considerada marginal, e não indica uma retração estrutural no setor.

Ele disse que a oscilação pode estar relacionada a fatores conjunturais, a exemplo da competitividade do preço da resina virgem, que pode ter pressionado o uso de reciclados, e da variação no número de veículos fabricados ou de peças de reposição vendidas, o que impacta diretamente a demanda.

“A dinâmica do mercado automotivo é mais sensível a ciclos de produção e de consumo do que a tendências lineares. Trata-se, portanto, mais de um ajuste pontual do que de um recuo efetivo da participação dos reciclados no setor.”

O curioso é que, mais uma vez, o setor automotivo foi na contramão da demanda por plástico reciclado pela indústria geral. O volume total de 1 milhão 12 mil toneladas representa acréscimo de 7,8% com relação a 2023, quando o volume fora de 939 mil toneladas – recuo de 15% frente ao volume de 1 milhão 106 mil toneladas de 2022, o que interrompeu movimento de seis anos consecutivos de alta.

Para Jaroski esta aparente contradição é, na verdade, uma coincidência estatística: “As aplicações automobilísticas não têm o mesmo perfil das embalagens de consumo rápido, de grande volume e ciclos curtos de descarte. As peças automotivas são duráveis, técnicas e de maior valor agregado, respondendo a lógica de demanda distinta. Não há, portanto, relação direta do comportamento do mercado de reciclados como um todo com o uso específico na cadeia”.

Os tipos de plásticos e as aplicações mais comuns não foram alterados de 2023 para 2024. O principal insumo é o PP, polipropileno, utilizado em compósitos para fabricação de pára-choques, painéis e componentes internos. Em menor escala o PS, poliestireno, é empregado em algumas peças específicas e o PET reciclado, em fibras têxteis, ou seja, em revestimentos internos, como carpetes, forros de teto e tapetes.

Há, ainda, o uso em peças de reposição de menor porte, muitas vezes não homologadas pelas montadoras, mas vendidas em autopeças, como apliques, spoilers e componentes plásticos compatíveis.

Menor adesão ao plástico reciclado gera queda no ranking

Com o desempenho aquém no ano passado, porém, a adesão do plástico reciclado pelo setor automotivo caiu duas posições no ranking, ao passar de quinto para sétimo colocado. Do volume de 7,5% do total endereçado ao setor em 2023 recuou para 6,6% no ano passado.

Desta forma a indústria automobilística ficou atrás dos setores de alimentos e de bebidas, com 167 mil toneladas, higiene pessoal, cosméticos e limpeza doméstica, com 132 toneladas, construção civil e infraestrutura, com 130 toneladas, agroindústria, com 92 toneladas, utilidades domésticas, com 81 toneladas e têxtil, com 68 toneladas.

Para este ano a perspectiva é positiva, disse Jaroski: “Há diversas novas homologações em andamento para aplicações automotivas com reciclados, o que deve impulsionar a demanda”:

“Ainda que o mercado de reciclagem como um todo esteja reportando um ritmo mais lento neste início de ano, o setor automotivo tende a absorver mais material reciclado, consolidando-se como um dos segmentos de maior valor agregado dentro da cadeia”.

Primeira quinzena de outubro é a melhor do ano mas fica abaixo de 2024

São Paulo – Foram emplacados 116,1 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus na primeira quinzena de outubro, de acordo com dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData. Apesar de ser o melhor resultado para uma primeira quinzena do ano, superando as 110,9 mil unidades de maio, o volume ficou 4,1% inferior à primeira metade de outubro do ano passado, quando foram emplacados 121 mil veículos.

Com relação a setembro as vendas avançaram 6,4%.

A média diária saltou para 10,5 mil unidades. Em todo setembro a mediana apurada foi de 11,1 mil veículos/dia e, tradicionalmente, o ritmo de vendas costuma acelerar na segunda metade do mês. Mas, caso o ritmo da primeira quinzena se mantenha, o mercado fecharia outubro com 242 mil emplacamentos, volume semelhante ao de setembro, 243,2 mil, que foi o melhor do ano.

Até a quarta-feira, 15, foram emplacados 2 milhões 26 mil veículos no País, resultado 1,8% superior ao de igual período do ano passado.

Veículos leves e faturamento direto

Com 109,7 mil veículos leves licenciados na primeira quinzena de outubro o mês largou com recuo de 3,3% na comparação com igual período do ano passado, que registrou 113,4 mil licenciamentos, segundo dados divulgados pela Bright Consulting. Com relação à primeira metade de setembro, porém, 102,8 mil unidades, o volume de vendas de automóveis e comerciais leves avançou 6,7%.

Os faturamentos diretos responderam por 48,6% dos emplacamentos da quinzena, acima dos registrados em setembro, 46,3%, e outubro de 2024, 46,8%. Foram 53,3 mil unidades, 12% acima de setembro. O showroom também cresceu: 56,4 mil veículos, avanço de 2,1% sobre o mês anterior. Segundo a Bright “o resultado indica frotistas e locadoras mais ativos, sem perda de fôlego do varejo”.

O acumulado do ano soma 1 milhão 919 mil veículos leves comercializados.

A Fiat Strada foi o veículo mais vendido na quinzena, com larga vantagem: 7,3 mil unidades. O vice-líder é inédito: o Volkswagen Tera, 4,9 mil emplacamentos. O Fiat Argo completa o pódio com 4,6 mil.

BYD oferece o Dolphin Mini montado em Camaçari por menos de R$ 100 mil

São Paulo – Com o início da montagem dos seus veículos na fábrica de Camaçari, BA, a BYD passou a oferecer os modelos nacionais na modalidade de faturamento direto, em busca de taxistas e PcD, pessoas com deficiência. A versão de entrada do elétrico Dolphin Mini, por exemplo, com isenções e descontos, passa a ser ofertada por R$ 99 mil.

O Dolphin Mini GL, com autonomia de 250 quilômetros, tem preço público sugerido de R$ 118 mil 990, lembrou a BYD em comunicado. Um desconto de 10% será aplicado para clientes de venda direta – com CNPJ e produtores rurais – somando R$ 107 mil 91. Com a isenção de ICMS e IPI para PcD o preço cai para R$ 99 mil 990 e para taxistas o valor poderá chegar a R$ 98 mil 590.

A versão GL também é ofertada na linha híbrida King e Song Pro, com foco nas vendas diretas: o sedã chega a R$ 124 mil 990 para taxistas e o SUV a R$ 132 mil 990.

Honda Itirapina chega a dois turnos completos com o WR-V

São Paulo – Até dezembro a Honda termina a integração de 250 trabalhadores contratados para a fábrica de Itirapina, SP, com o objetivo de reforçar a produção com a chegada do WR-V, que vem ampliar o portfólio local. Segundo seu diretor comercial, Marcelo Langrafe, esta foi a maior mudança na fábrica, inaugurada em 2019:

“Temos uma fábrica nova e moderna. Além dos novos funcionários instalamos mais equipamentos, mas o grande reforço foi mesmo a força de trabalho. Passamos agora a operar em dois turnos completos em Itirapina”.

Marcelo Langrafe

A meta é ampliar em cerca de 20% a produção de veículos no local. Em 2025, segundo cálculos de Langrafe, sairão das linhas em torno de 105 mil unidades. Com o segundo turno pleno o ritmo subirá para 125 mil já em 2026 – e cerca de 10% têm como destino a exportação.

Em Itirapina são produzidos os veículos City, nas carrocerias sedã e hatch, WR-V e HR-V. A Honda ainda mantém a fábrica de Sumaré, SP, onde são fabricados motores e outros componentes – lá foram contratados mais cem trabalhadores. Toda a operação é abastecida com energia limpa, gerada no parque eólico de Xangri-Lá, RS.

A Honda investe R$ 4,2 bilhões no Brasil até 2030. Parte relevante do investimento foi aplicada no WR-V, SUV construído sobre a mesma plataforma do City e do HR-V. Outra está sendo aplicada no desenvolvimento da tecnologia híbrida flex.

Sem dar datas Langrafe disse que o trabalho vem sendo conduzido e chegará ao mercado “na hora certa”. Em paralelo a Honda expande sua rede de concessionárias, hoje com 210 casas: “Estamos abrindo lojas onde identificamos demanda. Nos próximos dias, por exemplo, inauguraremos uma em Salvador [BA]”.

Honda WR-V tem mesmo porte mas preço menor do que o HR-V

São Paulo – Havia um buraco, em termos de preço, no portfólio brasileiro da Honda. Da versão topo de linha do sedã City à mais barata do SUV HR-V existia espaço para mais um modelo, lacuna outrora ocupada pelo WR-V montado sobre base do Fit, que deixou de ser produzido em 2022 com a reestruturação da gama Honda, que vitimou também o próprio Fit.

Quando o presidente Arata Ichinose anunciou os R$ 4,2 bilhões de investimentos da Honda no Brasil, até 2030, ao vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, em abril do ano passado, o retorno do WR-V foi confirmado. O que não se esperava é que ele chegaria com o porte do HR-V, ainda que com preço posicionado abaixo.

São 4 m 325 de comprimento, 2 m 650 de entreeixos. É apenas 2 cm menor do que o HR-V, com 4 cm a mais de entre-eixos. O porta-malas, porém, oferece 458 litros, bem mais do que os 354 do SUV lançado há dez anos.

O portfólio formado por duas versões, EX e EXL, tem apenas o motor 1.5 flex aspirado que desenvolve 126 cv com transmissão CVT. Bem equipado desde a versão de entrada, com central multimídia, ar-condicionado digital, câmara de ré e o pacote Honda Sensing com tecnologias de assistência ao motorista, parte de R$ 144 mil 990. Para ter faróis de neblina em LED, bancos e volantes em couro, carregador de celular por indução R$ 149 mil 990.

Ocupa a faixa de mercado do City Sedan EXL ao HR-V EX – desconsideramos aqui a versão Touring, mais esportiva. Para Ariel Mógor, gerente de marketing e relações públicas da Honda, o porte não é o principal: o WR-V mira público diferente do HR-V.

“O WR-V será o primeiro SUV de muitos brasileiros”, afirmou, completando que a estratégia de marketing direciona os esforços para jovens, casais sem filhos ou com filhos novos, que usam o carro para viajar: “Por isto o porta-malas maior, por exemplo. O cliente do WR-V fará um uso diferente do do HR-V”.

Complementando o portfólio

Mógor admitiu que pode haver uma canibalização dos dois SUVs, mas minimizou. O WR-V é considerado pela Honda um novo carro, que amplia o portfólio e trará novos clientes à marca.

Para colocar o WR-V no mercado a Honda promoveu a contratação de 350 trabalhadores em Itirapina e Sumaré, SP. Na primeira fábrica, de onde sai o modelo, foram acrescentados 250 funcionários – completando, assim, dois turnos completos de produção.

A capacidade produtiva será ampliada em cerca de 20 mil unidades, para 125 mil carros/ano. Esta é mais ou menos a conta da Honda para a produção do novo modelo. De janeiro a setembro, sem o WR-V, foram comercializados 74,6 mil unidades da marca, das quais 45,3 mil HR-V.

Em torno de 10% do volume tem como destino outros mercados, que também receberão o novo SUV.

Guidepoint faz parceria com Stellantis e entra no Brasil

São Paulo – A Guidepoint formou parceria com a Stellantis para fornecer soluções de telemetria, gestão e segurança veicular na América do Sul. A expansão para a região começará pelo Brasil: a fornecedora mantém parcerias com outras montadoras na Europa, Canadá, México e Estados Unidos.

Dentre os serviços oferecidos pela Guidepoint estão telemetria em tempo real, alertas de acidente e roubo, análise e pontuação do comportamento do motorista, cercas geográficas, histórico de viagens, assistência 24 horas para recuperação de veículos roubados e gestão proativa de veículos, tanto individuais como para frotistas.