São Paulo – A Hyundai anunciou Ebru Semizer como sua nova diretora de marketing. Ela se reportará a Chris Lee, diretor executivo de marketing, e a Gerardo Carmona, vice-presidente de vendas, produto e marketing.
A executiva, que passa a liderar as ações de marca e de varejo da Hyundai no Brasil, trabalhou por quase dezenove anos na Mercedes-Benz, dos quais três anos na Turquia, país onde nasceu, e o restante em São Bernardo do Campo, SP, em posições de liderança – no último cargo era a responsável pelo marketing e pela experiência do cliente.
Formada em administração de empresas pela Universidade de Mármara, em Istambul, Turquia, Semizer tem especialização em liderança pela ESMT Berlin, Alemanha, pós-graduação em marketing pela USP, Universidade de São Paulo, e cursos em inovação e inteligência artificial pelo MIT, Estados Unidos.
São Paulo — A tradicional edição especial Perspectivas da Revista AutoData este ano traz onze reportagens e nove artigos assinados por fabricantes de veículos que, em 54 páginas, projetam os rumos de 2026 para a macroeconomia do País, cenário geopolítico, mercado argentino, Programa Mover, tendências tecnológicas apontadas pelo governo e o desempenho de produção, vendas domésticas e exportações da indústria de autopeças, motos, veículos leves, caminhões, ônibus e máquinas agrícolas e rodoviárias.
Além de ouvir mais de três dezenas de economistas, consultores e executivos da indústria sobre suas análises, preocupações e opiniões para o fechamento de 2025 e o desenrolar de 2026 esta edição de outubro traz na entrevista mensal From The Top – também disponível no videocast de AutoData no YouTube – uma exclusiva e importante conversa com Uallace Moreira, secretário de Desenvolvimento Industrial do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O secretário faz um balanço do Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação, e fala da importância da indústria automotiva nos planos de reindustrialização do governo para o País.
Também na edição deste mês relatamos como os eventos climáticos extremos fizeram mais uma vítima no setor automotivo: uma microexplosão atmosférica jogou ao chão todo o telhado da fábrica de motores de Porto Feliz, SP, paralisando toda a produção da Toyota no País, que será retomada ao poucos com um plano emergencial de importação dos sistemas de propulsão híbridos.
E a Honda continua escalando sua produção de motos no País, com o anúncio de investimento de R$ 1,6 bilhão que eleva a capacidade de produção da fábrica de Manaus, AM, para 1,6 milhão de unidades por ano.
Por falar em investimento a BYD finalmente deu o pontapé inicial de parte da operação que promete ter no País. Por enquanto está em funcionamento a linha de montagem de kits SKD, importados semimontados da China, dos híbridos plug-in Song e King e do elétrico Dolphin Mini. A fabricante chinesa ainda está longe de concluir a construção de todos os prédios que pretende erguer no seu complexo industrial de Camaçari, BA, mas já dobrou a promessa de capacidade máxima da planta de 300 mil para 600 mil veículos/ano.
Também nesta edição fazemos um relato de como Antonio Filosa, recém-nomeado CEO da Stellantis, está montando uma nova equipe de liderança global do grupo aumentando o número de executivos brasileiros e italianos que trabalharam com ele nos longos anos em que passou no Brasil, a começar por escalar Emanuele Cappellano para ser o COO da companhia na Europa e puxando para o lugar dele Herlander Zola para comandar a operação sul-americana.
A densa edição de AutoData Perspectivas 2026, com noventa páginas editoriais, está disponível para ser lida on-line (aqui) ou para ter baixado seu arquivo PDF (aqui). Boa leitura e até novembro!
São Paulo – O Grupo BMW completa 30 anos de participação no mercado brasileiro, iniciados por meio de um escritório de vendas em São Paulo, em 17 de outubro de 1995. No começo era apenas a marca BMW, fortalecida com a chegada da Mini em 2009, por meio de importação.
Também em 2009 a BWM Motorrad começou a montar motocicletas em Manaus, AM – hoje mantém uma fábrica, inaugurada em 2016. Dois anos antes antes, em 2014, inaugurou, em Araquari, SC, sua fábrica de automóveis, de onde passou a sair o BMW 320i com opção de motor flex.
No mesmo 2014 chegaram os primeiros carros 100% elétricos, o i3 e o i8, reforçando o pioneirismo da BMW na eletrificação.
São Paulo – O faturamento do setor de autopeças deverá avançar 3% em 2026, segundo projeções do Sindipeças, que calcula receita de R$ 284,1 bilhões para suas empresas associadas. É uma redução no ritmo esperado para 2025, de alta de 6,5% sobre o ano passado, somando R$ 275,8 bilhões.
O presidente Cláudio Sahad afirmou a AutoData – confira a reportagem completa na edição 426 da revista, que traz o especial Perspectivas 2026 – enxergar pontos que pressionam o setor. Responsável por mais de 60% do faturamento o segmento OEM, de peças para montadoras, deverá sofrer com o esperado menor ritmo de crescimento nas fábricas: o Sindipeças calcula alta de 2,4% na produção de automóveis leves e pesados, abaixo dos 4,2% de avanço projetados para este ano.
“O desempenho dos veículos pesados, especialmente ônibus, deverá pressionar a projeção para baixo, devido à base elevada registrada em 2025 com a execução do programa Caminho da Escola”, afirmou o presidente do Sindipeças, acrescentando que a expectativa para leves é de crescimento em ritmo mais moderado. “Deveremos ter uma inflação mais baixa, que favorece o consumo de bens além dos essenciais, que puxará a Selic para baixo em meados do ano, melhorando as condições de crédito. E temos o mercado de trabalho aquecido, que impulsiona o consumo.”
Outro sinal amarelo vem de fora: Sahad vê risco nas exportações para a Argentina em 2026, com as polêmicas em que o presidente Javier Milei vem se envolvendo, e as sobretaxas dos Estados Unidos às autopeças para veículos pesados produzidas no Brasil, hoje em 50%: “Mesmo com possíveis negociações com o governo brasileiro não devem alterar de forma significativa o cenário já estabelecido para o setor automotivo internacionalmente”.
Para as exportações o Sindipeças estima queda de 4,7%, somando US$ 7,9 bilhões, após crescimento de 5,5% esperado para 2025, puxado pela Argentina, para US$ 8,3 bilhões.
As importações, em contrapartida, deverão seguir crescendo: 10% em 2026, para US$ 26,3 bilhões, após a alta de 14% projetada para este ano, US$ 23,9 bilhões. Desempenho que aprofundaria o déficit na balança comercial de autopeças em 17,8% no ano que vem, chegando a US$ 18,4 bilhões
De toda forma a expectativa do Sindipeças é a de que o setor mantenha os investimentos de R$ 6,6 bilhões projetados para 2025 em 2026 e adicione 3,4 mil postos de trabalho, somando 308,9 mil trabalhadores.
São Paulo – A Linha Volvo FH 2026 apresenta tecnologia gerenciada pela inteligência artificial, batizada de I-Torque, em que o sistema passa a trabalhar de forma constante em toda a viagem, deixando o acionamento do torque mais inteligente e ajudando o motorista a economizar até 3% de combustível, segundo a empresa.
A IA monitora a posição do pedal do acelerador, a topografia da estrada, o peso transportado e a velocidade do veículo. Com estas informações mantém o torque em níveis ideais promovendo condução econômica. A tecnologia está disponível nos motores de 420, 460, 500 e 540 cv.
Para a linha 2026 a ergonomia ao motorista foi aprimorada, com a redução dos comandos na coluna de direção: os novos modelos trazem apenas duas alavancas que reúnem funções como setas, piloto automático e freio motor. As engrenagens da transmissão I-Shift receberam polimento como acabamento de superfície para maior suavidade no funcionamento e aumento de durabilidade.
Ainda segundo a Volvo, a IA que determina as melhores marchas utilizando dados de conectividade avançada, I-See elevou para 10 km/h a tolerância para manter marchas, trazendo ganhos em economia.
São Paulo – A Tupy, por meio da MWM, assinou parceria com a PepsiCo para transformar dois caminhões originalmente movidos a diesel em veículos 100% abastecidos por gás natural e biometano. A estimativa é que cada unidade convertida deixe de emitir cerca de 8 toneladas de CO2 por ano.
Com autonomia de até 350 quilômetros por abastecimento os dois caminhões poderão ser reabastecidos na primeira estação de biometano da PepsiCo na América Latina, instalada em Itu, SP, responsável por abastecer 70% da frota a gás da companhia.
Segundo a Tupy o motor movido a biometano oferece maior previsibilidade nos custos com combustível, mantendo torque e potência do motor a diesel. Outro diferencial está na possibilidade de reaproveitar veículos da frota, no caso da PepsiCo composta por 4 mil unidades, prolongando a vida útil e otimizando recursos.
De acordo com Anderson Pinheiro, diretor de transportes da PepsiCo Brasil, a iniciativa deverá ser ampliada à medida que a frota for sendo renovada, “conforme já temos feito: buscando inovações e soluções complementares, de modo que a sustentabilidade esteja sempre alinhada à produtividade”.
São Paulo – Desembarcaram no Porto de Paranaguá, PR, as primeiras unidades do elétrico Geely EX2, segundo modelo que será comercializado no mercado brasileiro em parceria com o Grupo Renault. Ele é o veículo mais vendido na China em 2025 e estreará nas concessionárias em novembro.
A expectativa é a de que ele tenha preço competitivo para concorrer com modelos elétricos compactos como o BYD Dolphin, GWM Ora 03 e o recém-lançado Chevrolet Spark. Segundo Alex Chen, diretor comercial da Geely Auto Brasil, ele “chega como opção de veículo 100% elétrico, moderno e acessível, e que vai conquistar clientes que nunca pensaram em ter um carro elétrico na garagem”.
São Paulo – Prestes a completar cinco décadas de existência, em 2026, a Unipac foi escolhida como um dos dezoito primeiros fornecedores da GWM no Brasil. A montadora chinesa iniciou suas operações em Iracemápolis, SP, em agosto, e a empresa será a fornecedora de protetores de caçamba de plástico rígido, feitos sob medida para a picape Poer P30. As primeiras entregas devem ser realizadas no primeiro semestre do ano que vem.
“Estamos muito honrados de fazer parte deste seleto grupo”, afirmou o diretor comercial da Unipac, Mauro Fernandes, à Agência AutoData. “O objetivo agora é ampliar esta nossa parceria com a GWM para poder aumentar o fornecimento também com outros produtos.”
Luiz Henrique Taniguti, gerente de vendas da Unipac, contou que a GWM os procurou buscando o desenvolvimento de uma peça, mas disse acreditar que o relacionamento deverá ir além por causa de uma identificação de valores e do modo de trabalho: “Numa visão de médio e longo prazo acreditamos que será possível localizar mais itens”.
Representantes da Unipac, sediada em Pompeia, SP, integrarão missão à China para visitar fábrica da GWM e olhar para outras oportunidades. Segundo os executivos a empresa é o único fornecedor brasileiro a participar deste evento global programado para o fim deste mês.
A ideia é não só ampliar a lista de produtos vendidos à GWM: também verificar a possibilidade de fornecer protetores de caçamba a outras fábricas ao redor do mundo.
Sem pormenores Fernandes disse que a empresa tem a intenção de tornar-se internacional e que tem cogitado a possibilidade de fornecimento para a Ásia desde a Tailândia, ou nos Estados Unidos, com unidade no próprio país: “Acredito que antes de 2030 será uma realidade”.
Por ora não será necessário investimento adicional para começar a produção em série do protetor de caçamba, pois a fábrica já tem capacidade instalada. Novo aporte só deverá ser injetado em 2027, quando a nova linha estará plena.
“Até lá temos plena capacidade para atender a esta demanda, então vamos administrando com os recursos que já foram investidos, tanto de equipamentos quanto de mão de obra”, assegurou o diretor. “O mercado automotivo vem andando de lado nos últimos anos, e em toda a cadeia de fornecedores existe capacidade ociosa. Então a entrada de montadoras como a GWM é para ocupá-la.”
Outros projetos trazem perspectiva de ampliar receita
Embora este seja o principal contrato para 2026 Fernandes contou que há outros dois protetores de caçamba no forno, com entrega programada para 2026 a 2027, maturando desenvolvimento e testes, cujos nomes dos clientes não podem ser divulgados por ora.
“A projeção é andar de lado neste ano, o que acredito que dentro deste contexto já é bom, pois o segmento em que operamos tem encolhido. Mas a expectativa, com essas conquistas, é que haja crescimento nos próximos dois ou três anos”.
“Se no automotivo ficará empatado este ano a empresa como um todo deverá crescer algo em torno de 10% a 15%.”
O ano que vem, complementou Taniguti, deverá ser tão desafiador quanto 2025 por causa da conjuntura econômica: “A taxa de juros está alta e não tem perspectiva de cair. E sabemos que o que movimenta o mercado de pesados é a taxa de juros. Então, se andarmos de lado com crescimento marginal em 2026, já será um bom resultado”.
Tanque de ureia com plástico verde está em testes finais
Outro forte da empresa é a produção de tanques de ureia para caminhões. Projeto que está em teste de rodagem final, com duas montadoras reconhecendo o produto em paralelo, é o tanque de ureia fabricado com resina renovável.
Apresentado aos clientes na última Fenatran, em novembro, o produto utiliza insumo produzido pela Braskem que promove a captura de carbono em vez de emiti-lo. Os testes serão finalizados no segundo ou terceiro trimestre do ano que vem.
Além do plástico biológico a Unipac tem trabalhado com resina reciclada em produtos para o aftermarket, em que Fernandes lembra ter maior liberdade de adaptação.
“O objetivo é agregar valor e vida útil ao cliente. E os veículos demandam cada vez mais plástico. Então desenvolvemos novas soluções. Com a transição da matriz energética no setor, a exemplo dos carros elétricos, a bateria traz novo peso ao veículo, e vemos no plástico importante vetor para tentar reduzir o peso e promover a sustentabilidade.”
São Paulo – Para homenagear seus ex-presidentes a Anfir, Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, inaugurou uma galeria de fotos dos dirigentes em cerimônia durante a reunião do conselho de administração. Há imagens de Raul Anselmo Randon, Vasco Antonio Rossetti, Marcos Guerra, Sérgio Antonini, Lauro Pastre Júnior, Cláudio Mugnol, Rafael Wolf Campos, Alcides Geraldes Braga, Norberto Fabris e do atual presidente da associação, José Carlos Sprícigo.
Durante o evento George Rugitsky, economista da Anfir e do Sindipeças, realizou apresentação Perspectivas para 2025 e conjuntura recente, setor automotivo, implementos rodoviários e projeções automotivas. O economista do Bradesco Rafael Murrer discorreu, na sequência, sobre o Panorama econômico no Brasil e no mundo.
São Paulo – A Turbi anunciou a captação via debênture de R$ 156 milhões junto ao Banco Itaú, que aportou R$ 125 milhões, e que também contou com a participação do Credit Saison, companhia listada no mercado de capitais japonês, para complementar a oferta. Os recursos obtidos foram empregados na compra de novos veículos dedicados à locação – cujos contratos partem de uma hora até assinaturas mensais. Desta forma a Tubi alcançou a marca de 7 mil carros em operação, avanço de 100% com relação a setembro de 2024.
Na quarta posição do ranking das maiores locadoras B2C do País a expectativa da empresa é encerrar o ano com faturamento aproximado de R$ 500 milhões.
A Turbi também trabalha com a venda de seminovos, que já responde por 30% da sua receita. No ano passado foram comercializados cerca de 1,3 mil veículos e, para este, a projeção é ultrapassar 2 mil unidades.