AutoData - Artilheiros camisa 90
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26/02/2015

Artilheiros camisa 90

Por Redação AutoData

- 26/02/2015

A história dos veículos da General Motors considerados brasileiros de fato e direito começa no transcorrer dos anos 50. Mas automóveis e comerciais de várias marcas da empresa já podiam ser vistos nas vitrinas e ruas bem antes disso: os primeiros em 1925, pequenos furgões que carregavam até meia tonelada. Trazidos dos Estados Unidos em kits eram montados no bairro do Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo. E em 1932, logo depois de mudar sua sede para São Caetano do Sul, surgiam os pioneiros ônibus completos, com carroçarias totalmente feitas aqui.

O primeiro veículo considerado genuinamente nacional, no entanto, foi um caminhão, que saiu da então novíssima fábrica de São José dos Campos, SP, em 1957. Com motor de seis cilindros e 140 cv carregava até duas toneladas. Apenas um ano depois seria apresentada a picape Chevrolet 3100, que ficou conhecida como Chevrolet Brasil, e, derivada dela, em 1964, a perua C1416, depois batizada Veraneio.

O primeiro caminhão movido a diesel saiu da linha de montagem em 1969, o D-70. A picape com o mesmo combustível nasceria quase uma década após, em 1978, a D-10. A empresa voltou a investir no segmento de caminhões em 1996, sobretudo com produtos importados, para deixa-lo novamente em 2002.

Mas, em compensação, com a S10, lançada em 1995, a montadora praticamente criou o segmento de picapes médias no País. O modelo logo se tornou protagonista com versões cabines simples e estendida e, a partir dela, a GM passou a produzir o utilitário esportivo Blazer, ambos hoje totalmente renovados.

Pioneiro – A fase áurea dos modelos Chevrolet aqui começa com o Projeto 676, depois nomeado Opala. Até então automóveis da GM só mesmo os importados. O primeiro automóvel de passeio nacional saiu da linha de montagem oficialmente em 19 de novembro de 1968 em versão quatro portas e motores de quatro cilindros 2,5 litros e seis cilindros 3,8 litros, depois substituído pelo famoso 4.1.

Quase cinco anos depois o segundo modelo de passeio, o Chevette, chegou às ruas, abril de 1973. O compacto sedã inicialmente com duas portas – ganharia uma carroceria hatch anos depois –, motor de quatro cilindros e tração traseira enquadrava-se no programa da empresa de contar já então com um carro mundial. Nasceu na hora certa. Tanto que atingiria 50 mil unidades fabricadas em 1974, ano em que a GMB apresentaria a Caravan, station wagon derivada do pioneiro Opala.

Esses três primeiros modelos perduraram em produção até a década de 90 e ainda hoje são cultuados por admiradores, inclusive por suas versões esportivas, como os Opala SS.

Com a chegada do Proálcool, em 1979, a GM iniciou a produção de veículos movidos a álcool, incluindo picapes. Em 1981 o desenvolvimento do Projeto J já estava bastante adiantado e, sob o nome de Monza, seria apresentado em abril do ano seguinte, dias antes de chegar às lojas nas configurações de três e quatro portas.

O Monza se tornou rapidamente alvo de desejo por parte dos consumidores. Em 1984 foi o carro mais vendido do Brasil. Foi também o primeiro Chevrolet nacional a dispor de injeção eletrônica de combustível, em 1990.

Mais cinco anos e a apresentação de outro carro genuinamente novo: o Kadett, médio que pouco tempo antes chegara ao mercado europeu e que aqui contou também com a Ipanema, sua versão station wagon. Em 1982 ele entraria para a história como o primeiro e único conversível nacional da marca.

Na mesma época a General Motors ingressava no mundo dos 1.0 por intermédio do já então veterano Chevette e sua versão Júnior. Em abril de 1992 o mundo automotivo saberia que o Opala, após 23 anos e 1 milhão de unidades produzidas, não mais seria fabricado e, ainda no mesmo ano, teria no Omega seu sucessor – então o automóvel mais moderno e sofisticado do País.

A década de 90 foi de muitas despedidas: além do lendário Opala chegaram ao fim Chevette e Monza. O primeiro, em 1993, para dar lugar ao moderníssimo Corsa, apresentado em 1994 com motor 1.0 e fenômeno instantâneo de vendas a ponto de a própria General Motors, dias depois de sua apresentação, fazer campanha publicitária para pedir que o consumidor não pagasse ágio. Logo o carrinho ganharia uma versão picape e, em 1995, veio o Corsa Sedan. O Monza cedeu lugar na linha de montagem para o Vectra em 1993.

Coube ao Celta, em 2000, inaugurar o revolucionário conceito de produção de Gravataí, RS, e à Zafira, no ano seguinte, a condição de primeira minivan de sete lugares do Brasil – a Meriva chegaria ao País em 2002, antes mesmo de sua apresentação na Europa. A era dos flex surgiria com o Corsa Flexpower 1.8. O novo Vectra chegou em 2005, um ano antes da segunda geração do Celta, que ganhou a sua versão sedã, o Prisma.

A última década ainda foi palco para importações de outros modelos, como a nacional picape Montana ou os importados Agile e Captiva. Modelos que complementavam a oferta até que a General Motors deflagrasse uma verdadeira revolução em seu portfólio nos últimos anos.

Desde 2011 surgiram Cruze, Onix – hoje o Chevrolet mais vendido no Brasil –, Cobalt e a minivan Spin, além dos renovados S-10 e Blazer, renomeada TrailBlazer. Linha que parece ter reconquistado uma legião de seguidores: em 2014 esse time, que soma dezesseis carroçarias e dezenas de versões nacionais e importadas, atingiu quase 580 mil emplacamentos e colocou a GM na liderança do varejo brasileiro pelo segundo ano consecutivo – um presente e tanto para o nonagésimo aniversário.


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