AutoData - Mercado argentino cai 28% em fevereiro
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06/04/2015

Mercado argentino cai 28% em fevereiro

Por Redação AutoData

- 06/04/2015

O mercado argentino repetiu em fevereiro a tendência do primeiro mês do ano e fechou em queda de 28,4% nas vendas, somando apenas 42 mil unidades emplacadas. Os dados são da Acara, associação dos distribuidores de veículos local, e foram divulgados pelo Tiempo Motor, parceiro editorial da Agência AutoData naquele país.

Em fevereiro do ano passado os argentinos consumiram 58,6 mil veículos.

No primeiro bimestre os licenciamentos alcançaram 108 mil unidades, redução de 35,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram emplacados 167,5 mil veículos.

O nível de estoque está baixo, apesar do mercado recessivo. O motivo é a falta de divisas, vez que o governo argentino limita a compra de moeda estrangeira pelas montadoras. Na última semana houve sinalização de afrouxamento da regra, liberando a aquisição de mais divisas com a contrapartida de manutenção de preços e empregos.

Os argentinos mantiveram a projeção de 600 mil a 630 mil veículos vendidos neste ano, mas o resultado de março poderá provocar revisão destas estimativas.

“A queda de 28% não é um indicador real porque fevereiro do ano passado teve volume alto de vendas, por suceder o melhor janeiro da história da indústria argentina, junto com o de 2013”, afirmou ao Tiempo Motor Abel Bomrad, presidente da Acara. “Em março teremos uma projeção anual mais clara, até porque será um mês em que haverá maior disponibilidade de veículos.”

A baixa nas vendas afetou praticamente todas as marcas, que amargaram na maior parte dos casos redução de dois dígitos nos licenciamentos do mês passado. A líder, Volkswagen, caiu 23,6% e registrou cerca de 8 mil veículos. Em segundo lugar ficou a Ford, com pouco mais de 6 mil emplacamentos em queda de 18,8% e, na terceira posição, a Chevrolet, com 5 mil licenciamentos, retração de 8,6%.

Apenas duas marcas, dentre as dez mais vendidas, registraram crescimento – ainda que com volumes mais tímidos: a Honda, nona do ranking com aumento de 2,4% e 512 licenciamentos, e a Nissan, décima, com crescimento de 66,1% e 495 unidades comercializadas.


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