A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, recebeu no início da noite da terça-feira, 10, em seu gabinete na residência presidencial de Olivos, o presidente da Renault local, Thierry Koskas, que anunciou investimento de US$ 100 milhões na fábrica de Santa Isabel, em Córdoba – coincidindo com aniversário de 60 anos da unidade.
Com o aporte a unidade passará a produzir modelos da plataforma de compactos Dacia: Logan e Sandero, incluindo, para o hatch, a variante Stepway. Atualmente estes modelos são vendidos na Argentina importados do Brasil, que também abastece o vizinho com Duster e Master.
Atualmente Santa Isabel é responsável pela fabricação de Clio, Fluence e Kangoo.
De acordo com comunicado da unidade argentina da montadora, a produção dos novos modelos ali está marcada para meados de 2016. A fabricante divide o investimento, que equivale a 875 milhões de pesos, em cinco etapas, a serem realizadas nos próximos 18 meses. A primeira é o desenvolvimento de fornecedores, com 175 milhões de pesos, incluindo ferramentais para produção de armação de portas, capô e porta-malas, “processo atualmente a cargo de fornecedor estrangeiro”. Bancos, parachoques, tapetes, escapamentos, tubos de freio e outras peças também serão localizados.
A segunda é adaptação e modernização de equipamentos da fábrica, com 263 milhões de pesos, a terceira pesquisa, desenvolvimento e engenharia, com 192 milhões de pesos, a quarta é treinamento e formação de trabalhadores – não há menção a contratações –, $ 26 milhões, e a quinta atualização da área de pintura, que receberá novos robôs e processos automatizados para aplicação de selantes e tintas, com $ 219 milhões.
“A chegada desta nova plataforma à unidade permitirá a incorporação de novos modelos ao plano produtivo da Renault na Argentina em médio e longo prazo”, afirma o comunicado.
Segundo o governo argentino o plano da Renault é alcançar, em 2017, produção conjunta de 50 mil unidades de Logan e Sandero na fábrica. Santa Isabel possui atualmente 1,8 mil funcionários e trabalha em dois turnos. Desde sua inauguração, em março de 1955, quase três milhões de unidades de 23 modelos saíram de sua linha de montagem.
O mercado argentino respondeu por cerca de 95% das exportações da Renault do Brasil em 2014, de 34,4 mil unidades segundo dados da Anfavea, em queda de aproximadamente 45% ante 2013, 63,3 mil. No ano pasado o mercado externo respondeu por cerca de 16% da produção total da montadora no País, índice que um ano antes fora próximo de 22%.
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