Sem esquecer seu mercado interno montadoras chinesas miram exportações e conquistar novos mercados
Pequim, China – Não é fácil percorrer os 380 mil m² do Auto China, o salão do automóvel chinês que abriu as portas na Capital Pequim na sexta-feira, 24. Ocupa os treze pavilhões de dois centros de exposições, que ficam lado a lado, o China International Exhibition Center e o Capital International Exhibition Center. Para comparação a área total do Salão do Automóvel de São Paulo, no ano passado, foi de 64 mil m², incluindo um espaço para a realização de test drives.
Dezenas de marcas, conhecidas e ainda desconhecidas dos brasileiros, promovem centenas de lançamentos e atraem a curiosidade do público, que compareceu em peso no primeiro dia. Além de fornecedores e empresas do ecossistema da mobilidade: são mais de 1 mil expositores.
Apesar do tamanho superlativo é difícil conferir as novidades pela quantidade de pessoas que se amontoam próximas aos carros. Jornalistas – são mais de 23 mil credenciados: só do Brasil foram em torno de cinquenta –, influencers, concessionários, executivos de empresas do setor. A organização espera 890 mil visitantes até 3 de maio.
O protagonismo é das marcas chinesas. BYD, Changan, Chery, GAC, Geely, GWM, Leapmotor, MG e suas submarcas, como Denza, Omoda Jaecoo, Aion, Zeekr, Ora e outras, ocupam os maiores espaços. Mas outras asiáticas, como Hyundai, Nissan e Toyota, e europeias, como Citroën, Peugeot e Volkswagen, também marcam presença.
E embora o foco seja o mercado doméstico as atenções estão voltadas para fora. A apresentação do Grupo Chery focou para além do oceano, com anúncio de expansão para Europa, América do Sul e lançamentos globais, para além da China.
Só do grupo que há mais tempo opera no mercado brasileiro, hoje em parceria com a Caoa, foram confirmadas duas novas marcas: a Exeed e a Lepas. A Omoda Jaecoo, que completa um ano de Brasil, confirmou a chegada de dois modelos de entrada, o Omoda 2 e o Jaecoo 3, posicionados abaixo do Omoda 4 que será lançado no Brasil ainda em 2026.
Mais novidades no Brasil
Da MG, do grupo SAIC, o mais importante para os brasileiros é o MG4 Urban, já confirmado para o País e que brigará na faixa de baixo dos elétricos, com BYD Dolphin e Ora 03. Ela também terá uma nova marca, a IM, que significa mobilidade inteligente, e é posicionada no segmento premium de BEVs. Chega no segundo semestre.
A GWM levou o Brasil para o palco de sua apresentação global. Seu CEO, Mu Feng, disse para o mundo que o primeiro híbrido plug in flex fuel será da GWM e está sendo desenvolvido no Brasil.
Ao lado de dois Tank 300, sugere que este será o primeiro modelo alimentado de energia elétrica por uma fonte externa que também poderá consumir etanol ou gasolina em qualquer proporção em seu tanque. O desenvolvimento tem parceria da Bosch e o investimento total é de 80 milhões de yuans.
A GWM também confirmou o Ora 5 para o Brasil. E ainda podem surgir muitas outras novidades para o país no sábado, 25, quando ainda há apresentações de marcas para a imprensa mundial, mas também serão abertos os portões para o público conferir tudo deste superlativo encontro automotivo no maior mercado consumidor e produtor de veículos do planeta.