A Anef, associação que representa os bancos de montadoras, espera uma acomodação na liberação de crédito para aquisição de veículos até o fim do ano. Projeções divulgadas pela entidade apontam que os recursos liberados terão retração de 1,7% na comparação com o ano passado, reduzindo a queda de 13,1% registrada no primeiro bimestre.
Em comunicado o presidente da Anef, Décio Carbonari, afirmou que os ajustes promovidos na política macroeconômica pelo governo geraram impacto negativo no setor devido à insegurança provocada pelas medidas.
“No primeiro momento os hábitos de consumo e investimentos das pessoas e organizações são impactados por essa insegurança. Mas, uma vez estabilizado, surgirá um novo cenário alicerçado em fundamentos mais seguros e a tendência será a retomada do crescimento.”
Carbonari é otimista: “Nós vamos ultrapassar essa crise como já fizemos em outros momentos de fragilidade ainda maior da economia brasileira”.
De todo modo a crise contribuirá para a redução de 9,4% no saldo de financiamento de veículos e motocicletas, passando dos R$ 212,7 bilhões do fim do ano passado para R$ 192,7 bilhões a encerrar 2015. O valor equivalerá a 4% do PIB brasileiro, ante 4,6% no ano passado.
No fim de fevereiro o saldo do setor fechou em R$ 208 bilhões, queda de 1,1% com relação ao mesmo período do ano passado. Deste total R$ 200,2 bilhões foram contratados por meio de CDC e R$ 7,8 bilhões por leasing.
As taxas de juros médias das associadas da Anef fecharam em 1,49% ao mês, atrativas na comparação com os bancos de varejo, que cobravam 1,86%. Os planos máximos oferecidos são de 60 meses, com 42 meses em média.
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