As exportações de chassis de ônibus, incluindo unidades montadas e CKD, atingiram 4 mil 656 unidades de janeiro a maio deste ano, em alta de 5,2% ante as 4 mil 412 unidades embarcadas para o Exterior no mesmo período do ano passado. A informação é do vice-presidente de vendas e marketing de mercados internacionais da MAN Latin America, Marcos Forgioni, que participou na segunda-feira, 29, do Workshop Autodata de Tendências Setoriais – Ônibus, no Milenium Centro de Convenções, em São Paulo.
Em sua palestra, no encerramento do evento, o executivo abordou os maiores desafios e as melhores oportunidades na área de exportações para a indústria de ônibus: “É fundamental conhecer as peculiaridades de cada um dos potenciais mercados externos, suas legislações e necessidades. Assim como é de extrema importância ter uma estrutura de atendimento para os veículos exportados”.
Forgioni elogiou o PNE, Plano Nacional de Exportações, divulgado na semana passada pelo governo federal, mas ressaltou que faltam no Brasil linhas de financiamento para os importadores interessados nos produtos daqui. “Isso é usual lá fora e o governo brasileiro deveria investir em um programa de concessão de crédito desse tipo.”
Desde que iniciou suas exportações de ônibus, em 1993, a MAN já exportou 23 mil 461 unidades. “Desse total, 18,2 mil foram exportadas nos últimos onze anos, o que mostra que intensificamos nosso foco no mercado externo. Em 2103 as exportações de ônibus representaram 18% do total da nossa produção no segmento e no ano passado esse índice subiu para 25%.”
De acordo com o vice-presidente da MAN só há um jeito de crescer no mercado externo: diversificar e investir no maior número de potenciais compradores. “Não há mágica para exportar. É um negócio que envolve a soma de vários mercados, dos maiores aos menores.”
A MAN exporta para países da América do Sul e também África do Sul e México, onde conta com linhas de montagem – neste caso, componentes. Dentre as curiosidades citadas por Forgioni há a questão da legislação de emissões: “Exportamos para países com lei de emissões equivalentes às Euro 0, 1, 2, 3, 4 e 5. Imagine a complexidade para manter estoque de peças que atendam todas essas diferentes tecnologias. Mas nessa área é fundamental investir na conquista e principalmente na manutenção de vários mercados”.
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