No máximo no início de setembro a Anfavea anunciará suas novas projeções para as exportações brasileiras de veículos em 2015 – este segmento ficou de fora da revisão dos números, anunciada no começo de junho. A informação foi concedida à Agência AutoData pelo presidente da associação, Luiz Moan, que fez a palestra de abertura do Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2015, na segunda-feira, 20, na Fecomércio, na zona central de São Paulo.
De acordo com Moan as novas projeções serão positivas tanto em valores quanto em volumes. No primeiro caso a alta será de um dígito, na faixa de 2% a 3%, enquanto no segundo alcançará os dois dígitos – os números ainda não estão totalmente fechados, mas poderão ser antecipados no início de agosto, a depender da finalização de alguns cálculos. As exportações não foram revistas no mês passado pois a Anfavea aguardava o anúncio do Plano Nacional de Exportações e também o avanço das negociações de acordos de comércio com outros países da América do Sul como Colômbia e Peru.
No fechamento do primeiro semestre os números de exportação apontaram crescimento de 16,6% em autoveículos montados – automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus – e queda 18,4% em máquinas agrícolas e de construção. Em dólares, o resultado foi negativo em 7,4%. A projeção atual, do início do ano, aponta alta de 1,1% nos embarques em volume, para 338 mil unidades de autoveículos e de 1% em maquinário agrícola e de construção, para 13,9 mil unidades, além de elevação de 2,5% em valores, para R$ 11,8 bilhões, incluindo máquinas agrícolas e de construção.
Em sua apresentação no evento Moan chamou a atenção para o que considerou como exagero no clima pessimista e de crise no País. “Em máquinas agrícolas, por exemplo, não há explicação técnica para redução de vendas” – que caíram 25% no primeiro semestre na comparação com o mesmo período do ano passado: “Temos uma safra agrícola recorde à frente”. A razão é apenas uma, ponderou: “Queda do nível de confiança do comprador e do investidor”.
O dirigente citou algumas ações da Anfavea, diretas ou indiretas, para combater este cenário: ações específicas de venda, a exemplo do Salão Auto Caixa e do Festival do Consorciado Contemplado, e o PPE, Programa de Proteção ao Emprego, “que assegura estabilidade ao trabalhador durante o programa”.
Moan ainda lembrou que “nenhum centavo de investimento das associadas à Anfavea foi postergado” diante do cenário atual, mas refez os cálculos para o início da retomada. “Acreditávamos que a inflexão da curva poderia começar neste segundo semestre, mas agora vemos este movimento no segundo trimestre de 2016.” Esta segunda metade de 2015, de qualquer forma, pelas estimativas do presidente da Anfavea, “será estável com relação ao primeiro, com viés de alta. Não cairemos mais do que já caímos”.
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