Como no segmento de caminhões, o desempenho no de chassi de ônibus também não se mostra nada animador. As 14,6 mil unidades negociadas de janeiro a outubro representam queda de 36% na comparação com o desempenho de um ano antes, período no qual o mercado absorveu 22,8 mil chassis.

Mais uma vez é a atual situação econômica impactando de maneira negativa o segmento. “A falta de confiança generalizada, a alta nas taxas de juros e as dificuldades em obter o crédito são os maiores dramas”, afirma Luiz Carlos Moraes, vice-presidente da Anfavea e diretor de relações institucionais da Mercedes-Benz.
Somente em outubro as vendas somaram 885 unidades, o que representou uma queda de 69,2% com relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram negociados 2,8 mil chassis para ônibus.
Com o brutal desaquecimento do mercado também o ritmo nas fábricas relentou. Enquanto em outubro do ano passado as fabricantes montaram 2,7 mil chassis, neste último saíram das linhas pouco mais de 1,2 mil, um recuo de 54,3%.
No acumulado do ano até outubro a retração também se mostrou expressiva, de 34,7%, para 19,9 mil unidades contra as 30,5 mil produzidas nos mesmos meses do ano passado.

A exemplo do que ocorre com caminhões, somente no desempenho das exportações que o segmento de chassi para ônibus registra balanço positivo. Nos dez primeiros meses do ano, os embarques registram alta de 7%, para 5,8 mil chassis exportados, 381 unidades a mais do que o volume acumulado de um ano antes.
Apenas em outubro seguiram para fora do País 635 chassis, alta de 7,4% sobre o mesmo mês do ano passado, quando embarcaram 591 unidades.

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