Foram os trabalhadores da fábrica da General Motors em São José dos Campos, SP, os responsáveis pela primeira paralisação de fábrica do ano. Desde a manhã da segunda-feira, 18, os metalúrgicos estão de braços cruzados em protesto contra o valor oferecido pela companhia para a segunda parcela da PLR, Participação nos Lucros e Resultados.
Segundo informações do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos a GM ofereceu R$ 4 250 para a segunda parcela da PLR, valor considerado baixo pelos funcionários que, em assembleia, rejeitaram a proposta. Uma nova reunião ocorreu na tarde da segunda-feira e, devido à sua extensão, a possível nova proposta só poderia ser votada no turno da manhã de terça-feira, 19 – o que fez com que a paralisação ocorresse no primeiro e segundo turnos.
Em comunicado a GM afirmou lamentar a recusa das propostas por parte do sindicato e a paralisação temporária da unidade. Segundo a companhia vem sendo feito “profundo esforço financeiro para o acordo do valor do pagamento da segunda parcela do PLR e paralisação da produção, especialmente no momento de profunda transformação do mercado brasileiro, com queda de 26,6% nas vendas em 2015, só aprofunda ainda mais a deterioração da posição financeira da companhia”.
Ainda no comunicado a empresa afirmou que não estão descartadas outras medidas: “A adoção de outras medidas de cortes de custos podem se tornar necessárias, causando maiores prejuízos aos empregados”.
Sindicato e companhia afirmaram que a nova proposta será votada pelos trabalhadores na manhã da terça-feira, 19, no portão da fábrica. Segundo os metalúrgicos a segunda parcela da PLR não foi paga também aos funcionários das outras fábricas da GM no Brasil, em São Caetano do Sul, SP, e Gravataí, RS.
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