AutoData - Nissan Kicks terá elevado índice de nacionalização desde o princípio
news
16/04/2016

Nissan Kicks terá elevado índice de nacionalização desde o princípio

Por Marcos Rozen

- 16/04/2016

Quando começar a sair da linha de produção da fábrica da Nissan em Resende, no Rio de Janeiro, o SUV compacto Kicks carregará elevado índice de nacionalização, já na faixa de 75% a 80%. Isso porque o modelo compartilha plataforma com o March e o Versa, que já são ali produzidos – o que facilitará, em muito, a comunização de peças e consequentemente a utilização de partes fabricadas localmente.

Além disso o modelo será muito provavelmente responsável por inaugurar o segundo turno de produção da fábrica, que desde a abertura das portas, há dois anos, funciona em turno único – e para tal está prevista contratação de seiscentos funcionários. O investimento é de R$ 750 milhões.

Mais do que estes dois pontos, entretanto, o Kicks será um marco inesquecível para a Nissan brasileira por representar o primeiro produto global desenvolvido a partir do Brasil. Esse não era o plano original: em 2014, quando foi mostrado pela primeira vez ainda como um conceito no Salão do Automóvel de São Paulo, tratava-se, apenas, de um produto local. Mas diante da boa repercussão e do interesse de outros mercados por modelos deste tipo – vide Ford EcoSport e Jeep Renegade como ótimos exemplos – a Nissan decidiu torná-lo modelo global, com a primazia de produção para o Brasil.

Este desenvolvimento local Nissan, com direito a um dos quatro centros de design da montadora no mundo instalado no Rio de Janeiro, já se mostrou, mesmo que de forma extremamente tímida, na terça-feira, 15, quando a montadora mostrou em São Paulo a série especial Rio 2016, alusiva às Olimpíadas, para o March, limitada a 1 mil unidades – numeradas.

Todos os aspectos adicionais do design do modelo, como saias laterais, spoilers, grade dianteira, um interessante para-choque traseiro e esquema especial de cores, sempre com buscas ao apelo à esportividade, foram desenvolvidos localmente. E, como explica Arnaud Charpentier, diretor de marketing, esta série especial poderá ser repicada por qualquer outra unidade da montadora no mundo. “Só não poderá utilizar a referência aos jogos olímpicos, pois o patrocínio é exclusivo para o Brasil, mas o apelo esportivo que o modelo ganhou permanece e pode muito bem ser aproveitado em outros mercados.”

Baseado na versão topo de linha, a SL, o March Rio 2016 custa a partir de R$ 54 mil, aproximadamente R$ 2 mil além.

O Kicks deverá ser ao menos exibido em sua forma final no próximo trimestre, para aproveitar o impacto de visibilidade das Olimpíadas, em agosto, e possivelmente dará as caras em algum momento do tradicional processo de revezamento da tocha. Mas o próximo lançamento da lista Nissan não é o SUV compacto mas sim os March e Versa equipados com câmbio CVT.

Com os lançamentos Charpentier espera que a participação da Nissan no mercado nacional em 2016 cresça cerca de meio ponto porcentual, para algo em torno dos 3%.


Whatsapp Logo