AutoData - Segue o drama das vendas em queda
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04/07/2016

Segue o drama das vendas em queda

Por Redação AutoData

- 04/07/2016

De janeiro a maio o mercado brasileiro absorveu 811,8 mil  automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, retração de 26,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando registrou 1 milhão 106 mil unidades.Apenas em maio foram 167,5 mil veículos emplacados, volume 21,2% menor do que as 212,7 mil unidades licenciadas no mesmo mês de 2015. O resultado mensal, porém, registrou pequeno crescimento de 2,8% com relação a abril.Os dados são da Fenabrave, Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, divulgados na quinta-feira, 2.

Os emplacamentos de automóveis e comerciais leves no acumulado até maio somaram 784,8 mil  unidades, queda de 26,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram negociadas 1 milhão 65 mil 211 unidades.

Somente em maio o mercado interno absorveu 162,2 mil automóveis e comerciais leves, retração de 20,9% com relação ao mesmo mês de 2015. O resultado mensal, no entanto, se mostrou melhor do que as vendas de abril, quando foram emplacadas 157,6 mil unidades, o que representou  pequeno avanço de 2,9%.

A General Motors encerrou o período na liderança de vendas dos segmentos com 19,5% de participação, seguida pela Fiat com fatia de 15,0%, Volkswagen, 13,5%, Hyundai, 10,1% e Toyota, 8,9%.

Pesados – No segmento de caminhões o cenário também não é nada agradável. Bem ao contrário: segue a forte curva descendente dos últimos meses. Até maio as vendas somaram exatos 21 mil 265 veículos, baixa de 31,8% na comparação com os mesmos cinco meses do ano passado, período no qual foram emplacados 31 mil 183 mil caminhões.

O desempenho isolado de maio, contudo, mostrou vendas de somente 4 mil 84 unidades, queda de 32,2% frente ao mesmo mês de 2015. Na comparação com abril, mais um recuo, ainda que bem menos: 2,5%.

Nos cinco primeiros meses do ano a Mercedes-Benz encabeça as vendas de caminhões com 30,5% dos veículos negociados. A MAN Latin America seguiu a concorrente líder bem de perto e deteve 27,1% , à frente da Ford, que encerrou o período com 15,2% de participação, Volvo, 11,7%, Scania, 7,7%, e Iveco, 5,7%.

No segmento de ônibus o resultado das vendas no acumulado é ainda pior, com queda de nada menos que 42,8%. De janeiro a maio foram negociadas 5 mil 745 unidades contra as 10 mil licenciadas no mesmo período do ano passado.

Apenas em maio ganharam as ruas do País 1 mil 255 ônibus, volume 26,6% menor do que as 1,7 mil unidades emplacadas no mesmo mês de 2015. Contra abril, porém, quando foram licenciados 1 mil 145 ônibus, a curva é ascendente: alta de 9,6%.

Também no segmento de ônibus a Mercedes-Benz encerrou o período até maio na liderança, com 58,6% do mercado. Atrás dela estiveram os produtos da Volkswagen Caminhões e Ônibus, com 14,4% dos négocios, seguidos pela Marcopolo, com 12,6%, Iveco, 4,9%, Volvo, 4,3%, Agrale, 3,1% e Scania, com 1,7%.

Quando da divulgação dos resultados do primeiro quadrimestre, no início de maio, a Fenabrave revisou para baixo suas estimativas de vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Dos 5,8% de queda estimados no início do ano a entidade passou a considerar recuo de 20% nas vendas internas, ou pouco mais de 2 milhões 50 mil unidades negociadas em 2016.

Alarico Assumpção Jr., presidente da Fenabrave, justificou as revisões com base na piora dos cenários econômico e político: “A crise política agrava ainda mais a situação econômica. Não fosse isso, a economia não estaria tão ruim”.


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