AutoData - Carros até R$ 40 mil respondem por apenas 6% do mercado
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24/08/2016

Carros até R$ 40 mil respondem por apenas 6% do mercado

Por Alzira Rodrigues

- 24/08/2016

Levantamento da Fenabrave mostra uma reviravolta no mercado de veículos por faixa de preço. Em janeiro de 2014, portanto há dois anos e sete meses, os modelos que custavam até R$ 40 mil respondiam por 59% das vendas totais do segmento de automóveis e comerciais leves. Hoje esse índice é de apenas 6%.

Em contrapartida, automóveis com preço na faixa de R$ 40 mil a R$ 50 mil tiveram participação elevada de 19% para 40% e os situados entre R$ 50 mil e R$ 60 mil de 10% para 23%. Também cresceu a fatia dos que custam acima de R$ 60 mil – de 12% para 31%.

Em primeiro lugar, segundo o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr., os números retratam a falta de crédito no mercado que atinge principalmente o consumidor que tem acesso ao veículo de até R$ 40 mil. De outro, vários modelos com preço abaixo desse valor – como Fiat Mille, VW Gol Geração 4, versão anterior do Ford Ka e Chevrolet Celta saíram de linha, restringindo a oferta no chamado segmento de entrada.

Na avaliação de Assumpção Jr., os carros mais baratos podem voltar a vender mais se houver menos restrição ao crédito. Mas reconhece que dificilmente voltará ao patamar de antes, de quase 60% do mercado.

Por ter por base o preço esse levantamento da Fenabrave não contempla tipo de modelo. E a verdade é que hoje poucos compactos aqui produzidos custam abaixo de R$ 40 mil. Uma linha ou outra, como a do Volkswagen Gol e a do Chevrolet Onix, tem uma versão com preço um pouco abaixo dessa faixa.

Dos que são produzidos em maior volume, apenas o Fiat Mobi concentra o grosso de sua oferta na faixa de R$ 30 mil R$ 40 mil. Lançado este ano, o Mobi atingiu venda de 3,6 mil unidades no mês de julho, volume vem abaixo dos primeiros colocados no mês, que foram o Onix, com 11,6 mil, e HB20, com 9,7 mil.

Justamente pela questão das restrições ao crédito os segmentos que mais crescem este ano são os de produtos com maior valor. É o caso, por exemplo, dos SUVs, que no primeiro semestre do ano totalizaram venda de 144 mil unidades, volume 7,8% superior ao do mesmo período de 2015, quando foram emplacadas 133,56 mil dessas unidades.

Com relação ao mercado como um todo o presidente da Fenabrave disse que as vendas se estabilizaram nos últimos meses, comportamento que está se repetindo também neste mês de agosto. Ele mantém a crença de que o mercado chegou em seu patamar mínimo e que a expectativa agora é de alguma retomada no próximo ano. A entidade mantém projeção de que o número de emplacamentos de automóveis e comerciais leves atingirá 2 milhões 30 mil unidades este ano, com queda de 18% em relação ao total vendido no ano passado.

 


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