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29/08/2016

Anef refaz projeções para 2016

Por Redação AutoData

- 29/08/2016

A Anef, Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras, refez suas projeções para o ano 2016 em seu relatório no qual divulgou seus resultados do primeiro semestre na quinta-feira, 25. A entidade projeta saldo de financiamento de R$ 155,7 bilhões, o que representa uma queda de 15% na comparação com o resultado do ano passado, quando somou R$ 183,2 bilhões. O volume de recursos liberados também deverá registrar baixa de 15,8%, para R$ 77,5 bilhões. No ano passado o valor foi de R$ 92 bilhões.

No primeiro semestre do ano o saldo das carteiras de financiamento somou R$ 169,3 bilhões, queda de 14,2% nos últimos doze meses e de 1,3% em relação ao mês anterior. Do valor total, R$ 164,2 bilhões foram destinados ao CDC e R$ 5,1 bilhões ao leasing, representando quedas de 13,7% e 27,1%, respectivamente. O valor do saldo correspondeu a 3,0 do PIB, mantendo, portanto, o percentual alcançado no mesmo período do ano passado. Segundo a associação, o resultado corresponde a 5,4% do total de crédito do SFN, Sistema Financeiro Nacional, e 10,8% do total das operações de crédito.

De janeiro a junho o total de recursos liberados alcançou R$ 38,6 bilhões, recuo de 17,5% nos últimos doze meses. Para a modalidade de CDC foram destinados R$ 37,5 bilhões e para o leasing R$ 1,1 bilhão. “Esses números são o retrato do cenário econômico atual”, analisa em nota o presidente da Anef, Gilson Carvalho. “A demanda continua muito reprimida, pois o consumidor tem medo de perder o emprego e, por isso, evita contrair dívidas. Afinal, o consumidor só decide pela compra baseado em três pilares: confiança, renda e crédito, elementos que vêm se degradando nos últimos meses. Isso impacta diretamente no volume de vendas e de financiamento.”

O pagamento a prazo se mantém como a opção mais utilizada pelo consumidor para a compra do veículo zero quilômetro. No primeiro semestre deste ano, 58% dos negócios utilizaram essa modalidade de crédito. O CDC foi o preferido por 50% dos compradores, seguido pelo consórcio, 6%, e leasing, 2%. As vendas à vista, por sua vez, bateram recorde e atingiram a marca de 42% – superando em dois pontos percentuais o resultado alcançado no ano passado.

No segmento dos veículos pesados, o Finame ainda é o responsável pela maior parte das operações, com 63% dos contratos. Outras modalidades utilizadas na compra de um caminhão foram CDC, 15% das negociações, e leasing, 1%, enquanto as entregas por meio do consórcio atingiram 4%.

As taxas praticadas pelos bancos das montadoras continuam sendo as menores para o consumidor se comparadas com as oferecidas pelos bancos independentes. Em junho, as entidades ligadas cobraram juros de 23,14% ao ano e 1,75% ao mês, enquanto os independentes, 26% e 1,4%, respectivamente. O prazo médio das concessões foi mantido em 42 meses, enquanto o prazo máximo oferecido pelos bancos é de 60 meses.

A taxa de inadimplência Pessoa Física continua em elevação. Em junho, o índice de inadimplentes na modalidade CDC foi de 4,5%, contra os 3,9% registrados no mesmo mês do ano passado. Na carteira de leasing, foi de 4,3%, o que representou queda de 2,8 pontos porcentuais.


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