O BMW Grup Brasil anunciou na segunda-feira, 29, início da produção na sua fábrica de Araquari, SC, do utilitário esportivo X4. O modelo entra em linha de montagem efetivamente na quarta-feira, 31, e será o sexto veículo da marca a entrar em produção no País, depois de Série 3, Série 1, X1, X3 e Mini Countryman.
O anúncio foi feito pelo CEO e presidente da empresa no Brasil, Helder Boavida, no escritório da marca em São Paulo. De acordo com o executivo, a produção local do veículo é projeto inserido no programa de investimento da empresa de € 256 milhões para até dezembro de 2017. “A decisão está lastreada em preservar a rentabilidade do produto. Como modelo importado, as margens estavam ficando ameaçadas.”
Para a produção nacional foi escolhida a versão xDrive28i X Line, modelo que representa 80% do mix de venda do X4 no Brasil. O carro possui motor 2.0 litros de 4 cilindros com 245 cv. Os outros 20% são vendas da versão com motor de 6 cilindros, que continua sendo trazido de fora. De acordo com o Boavida, o SUV não recebeu nenhuma alteração se comparado ao importado, inclusive no preço. A rede começa a receber as primeiras unidades nacionais ainda em setembro por R$ 299 950,00.
Com o X4 nacional, a fabricante espera emplacar 45 unidades/mês até o fim do ano, um crescimento de 50% nas vendas. O executivo justifica que a oferta do carro feita somente com importação limitava os negócios. “A demanda é maior do que nossa capacidade de atender o cliente somente com importados.”
De acordo com Boavida, a fábrica de Araquari deve produzir este ano por volta de 16 mil unidades, com o Série 3, o carro-chefe, respondendo por 34% do mix da produção ou 4,5 mil unidades anuais. A unidade possui capacidade para 32 mil veículos/ano e, atualmente, emprega setecentas pessoas. No local apenas a estamparia está de fora do processo produtivo.
O executivo lembra que tanto os veículos quanto a fábrica cumprem as exigências do Inovar-Auto, mas que o processo de aumento de localização de componentes é uma busca cotidiana. Chicote, bancos, o desenvolvimento do motor flex e partes de carroceria já são exemplos de conteúdos de fornecimento local. “Importante destacar, porém, que a missão é produzir e vender o mesmo tipo de produto tanto aqui quanto em qualquer parte do mundo. Foi isso que nos proporcionou a oportunidade de exportar X1 para os Estados Unidos.”
O presidente do BMW Group Brasil estima mercado de automóveis em 2015 abaixo de 2 milhões de unidades, com o segmento premium somando 47 mil unidades. Ano passado, o segmento de luxo encerrou com 58 mil unidades. Para Boavida, a BMW deve ter desempenho igual ao do mercado. Pelas suas contas, a marca até julho participou com 26,4%, atrás da Audi e da Mercedes-Benz. Ano passado encerrou com 26,6%. “Se chegarmos à liderança ótimo, mas nossa prioridade é ter clientes satisfeitos e resultados rentáveis.”
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