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18/10/2016

Pesados e semipesados crescem mais

Por Ana Paula Machado

- 18/10/2016

A venda de caminhões pesados e semipesado deve apresentar um crescimento de 20% no ano que vem. O presidente da Volvo Latin America, Wilson Lirmann, revelou que o segmento de caminhões acima de 45 toneladas deve puxar o aumento nos licenciamentos durante sua apresentação no Congresso AutoData Perspectivas 2017, na terça-feira, 18, na seda Amcham, em São Paulo. “Essa retomada deve acontecer a partir do segundo trimestre de 2017, com forte participação do agronegócio.”

Segundo o executivo. No próximo ano, o volume comercializado deve chegar a 36 mil unidades dos segmentos de semipesados e pesados. Lirmann aponta, no entanto, que setores como comércio e construção não devem contribuir para o aumento no volume de vendas de caminhões pesados em 2017. “São áreas muito ligadas à demanda que foi afetada pela queda de renda da população e pelo desemprego no país”, justifica. “Por isso, a retomada será mais lenta.”

O executivo ressaltou, ainda, que a renovação da frota de grandes empresas deve puxar o aumento nas vendas em 2017. Segundo ele, apesar de alguns clientes ainda terem frota inoperante, a maior parte deve realizar pedidos às montadoras com objetivo de reduzir o custo de manutenção. “Aquele empresário que comprou seus caminhões em 2011 tem de renovar sua frota para manter a eficiência em sua gestão. Por isso, acredito que será esse o cliente que irá ao mercado.”

Fim da greve – Lirmann não repercutiu, mas a Volvo e o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba acertaram acordo para o fim da greve de nove dias na fábrica paranaense da empresa, os trabalhadores aprovaram o adiamento da data-base da categoria e inclui o INPC retroativo a setembro deste ano na data-base de 2017 com aplicação ser definida nas futuras negociações. Em troca desta postergação para o próximo ano, os metalúrgicos receberão abono líquido de R$ 5 mil e reajuste de 9,62% no vale-alimentação, subindo de R$ 419,00 para R$ 460,00.

Segundo o sindicato, está previsto, ainda, que os dias parados serão compensados com a utilização do banco de horas especial. Durante os nove dias de paralisação deixaram de  ser produzidos aproximadamente  490 veículos. A produção diária antes da paralisação estava em 35 caminhões pesados, 14 caminhões médios e cinco ônibus.


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