Montadora de nicho, mas dona de tribo entusiasta, a Troller, na pré-apresentação da nova versão de seu modelo T4, a Bold, mostrou-se empresa cheia de boas expectativas para 2017. Por exemplo: ampliar a rede de concessionários, ainda este ano, em 10%, de 21 para 23 casas, e ir além no ano que vem, não é coisa pouca – particularmente num instante em que a grande maioria das redes de revendedores encolhe de maneira significativa.
A empresa, controlada pela Ford desde 2007, também tem colocado a mão no bolso e gasto dinheiro, R$ 200 milhões na ampliação da fábrica de Horizonte, 47 quilômetros ao Sul de Fortaleza, CE. Como disse Demétrio Fleck, gerente de vendas, marketing e pós-vendas, “investimos fisicamente na nossa capacidade de produção, crescemos 5 mil m2 em área coberta, para 21 mil m2, e em novo depósito de peças. E criamos uma pista de testes pensando em tornar ainda melhor o nosso produto”.
Troller, claro, é empresa de nicho, seus clientes têm sempre o perfil de off-road – a marca é sinônimo de genuíno fora de estrada –, e por essa razão expandir sua unidade produtiva e sua rede de concessionários, principalmente na região Centro-Oeste e Norte, é mensagem que só pode ser entendida como de muita confiança no futuro.
As vendas da Troller vêm em ritmo crescente: 1 mil 146 unidades em 2013, 1 mil 474 em 2014, 2 mil 19 no ano passado. Fleck acredita que 2016 fechará acompanhando o padrão de queda anunciado para a indústria:
“Acredito que as nossas vendas cheguem a 1,5 mil unidades. Quem sabe um pouco mais, 1,6 mil. Chegamos a 1,3 mil de janeiro a setembro”.
Os números podem parecer, assim, meio insípidos. Mas Demétrio Fleck e sua supervisora de vendas e marketing, Carla Freire, que pesquisam e solicitam pesquisas com muita habitualidade, dizem que têm muitas boas razões para serem otimistas com relação ao crescimento Troller.
De acordo com eles 70% dos seus novos clientes têm origem, basicamente, em SUVs e picapes movidos a diesel. Que são, também suas principais concorrentes: Ford Ranger, Toyota Hilux, Mitsubishi Pajero, Chevrolet S10. Incluem, também, nesse grupo, o Jeep Wrangler.
Na verdade Fleck e Carla Freire confiam muito na competitividade dos preços Troller diante de concorrência tão bem posta e afamada.
O caso da versão Bold do Troller T4, da qual a companhia produzirá exatas 180 unidades exclusivas, é bastante ilustrativo. O seu preço é R$ 129 mil 990, R$ 5 mil a mais do que o modelo XLT, sua origem. Seus itens especiais, comprados separadamente, custariam R$ 8 mil a mais: snorkel, central multimídia e pintura especial.
A Troller considera que Bold, cujas vendas começam em 26 de novembro, durante o Troller Bold Day, é a versão, digamos, “animal” da sua linha. Será mostrada durante o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, de 10 a 20 de novembro, no São Paulo Expo. Tão “animal” que, nas peças promocionais, é adjetivada como “inspirado no lado invocado da natureza” – é definição pra trolleiro algum botar defeito.
A descrição: vem com rodas de 17 polegadas e snorkel em preto fosco e pontos de ancoragem dianteiros pintados em vermelho. A carroceria possui duas opção de cores combinadas entre amarela, vermelha e branca. Capota, grade dianteira, para-choques, tampa traseira e acessórios têm a cor cinza escuro com adesivo lateral exclusivo.
No interior há uma central multimídia Kenwood Ecelon em tela de 6,95 polegadas: GPS com navegador Garmin, discagem por comando de voz, DVD, conexão Bluetooth, USB.
O motor da versão Bold é o Ford Duratorq 3.2 turbodiesel de cinco cilindros, de 200 cv de potência, torque de 47,93 kgfm e transmissão manual de seis velocidades.
No Salão do Automóvel a Troller também exporá um novo conceito, por enquanto conhecido pelo nome-código Extreme. Pelo teaser apresentado acompanhará as sagas do Expedition e do Desert Storm. E agora também do Bold.
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