Com base nas informações de suas associadas a Anfavea está prevendo produção recorde no ano agora em novembro, com a saída das linhas de montagem de mais de 200 mil veículos. Em outubro houve pequeno crescimento com relação a setembro, de 2,3%, com a fabricação de 174,2 mil unidades. No acumulado de 2016 a produção atingiu 1,74 milhão de veículos, queda de 17,7% em relação às 2,1 milhões dos primeiros dez meses de 2015.
Os números foram divulgados na segunda-feira, 7, pelo presidente da Anfavea, Antonio Megale, que preferiu por enquanto não rever a meta de a produção este ano chegar a 2 milhões 296 mil unidades. Ele admitiu ser difícil atingi-la – teriam de sair das linhas de montagem 270 mil unidades/mês neste último bimestre – mas destacou que a expectativa é favorável tanto para novembro como também para dezembro.
Um fator que influenciou negativamente na produção do setor neste segundo semestre foi a decisão da Volkswagen de suspender contrato com um grupo fornecedor com o qual vinha tendo problema, o que paralisou suas linhas por mais de um mês. E a retomada teve de ser gradativa, com a produção plena da marca devendo ser atingida apenas este mês.
Até agora agosto foi o melhor mês do ano para o setor em produção, com 190,6 mil unidades, volume que baixou para 178,7 mil em agosto e 170,3 mil em setembro. Outubro, com as 174,2 mil unidades, ainda foi afetado por “problemas de produção em duas associadas”, segundo o presidente da Anfavea.
Vendas locais – Assim como a produção, também o mercado interno teve seu pico em agosto, com o emplacamento de 183,9 mil veículos. As vendas caíram para 160 mil unidades em setembro e atingiram 159 mil no mês passado, pequena queda de 0,6% com relação ao mês anterior e de 17,2% no comparativo com outubro de 2015. Com um dia útil a menos no mês passado, Megale considera que o mercado está estável com vendas diárias na faixa de 8 mil unidades.
“Temos indicadores positivos com relação à retomada da confiança do consumidor e acreditamos que ainda este ano teremos uma retomada. Se as montadoras estão programando produzir mais é porque acreditam em vendas maiores”, comentou o presidente da Anfavea. E se há duvida com relação ao cumprimento das projeções relativas a produção, Megale manteve-se confiante quanto à expectativa de o mercado interno superar 2 milhões.
Os estoques, segundo a Anfavea, mantiveram estáveis nas fábricas e nas redes, com total de 209,2 mil veículos em outubro ante os 212,5 mil de setembro. O nível de emprego sofreu pequena baixa de 0,8% no comparativo do mês passado com o anterior, reduzindo-se para 123,7 mil funcionários na base. Em um ano foram fechados 9,1 mil postos de trabalho, mas tudo indica que os cortes agora passarão a ser mais pontuais. Há atualmente 7,9 mil trabalhadores afastados do serviço, em lay-off ou PPE, número que em meados do ano era quatro vezes maior.
Megale voltou a comentar sobre as discussões com o governo em torno de uma política industrial para o setor, dizendo que dentre as prioridades está o fortalecimento da engenharia nacional, um dos pontos já favoráveis no Inovar-Auto. A Anfavea também quer um programa com prazo maior, de pelo menos dez anos, e a definição de legislações a serem cumpridas no período:
“O tempo de maturação do projeto de um novo carro varia de três a quatro anos e, por isso, é fundamental termos regras pré-definidas para definirmos investimentos junto às matrizes”.
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