AutoData - Indústria projeta alta de apenas 4% nas vendas internas
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09/01/2017

Indústria projeta alta de apenas 4% nas vendas internas

Por Alzira Rodrigues

- 09/01/2017

Após queda de 20,2% em 2016 sobre 2017, as vendas internas de veículos deverão crescer apenas 4% este ano, ficando em torno de 2 milhões 133 mil unidade antes as 2 milhões 50 mil do ano passado. As projeções do setor automotivo foram divulgadas na quinta-feira, 5, pelo presidente da Anfavea, Antonio Megale, que prevê altas maiores tanto na produção como nas exportações, de 11,9% e 7,2%, respectivamente.

Ao divulgar os números Megale reconheceu que a instabilidade que ainda persiste na área política e também na econômica fez com que ele revisasse para baixo a expectativa de alta para o mercado interno em 2017. Há três meses Megale havia falado em crescimento de “um dígito parrudo”, ou seja, algo mais próximo a 10%: “Ainda temos um ambiente político e macroeconômico instável, o que fragiliza o mercado. Não vemos possibilidade de recuperação neste primeiro trimestre”.

A indústria está mais otimista com relação às exportações, projetando o embarque de 558 mil unidades este ano, o que favorecerá a produção do setor. Se concretizadas as projeções da Anfavea, as montadoras vão produzir em 2017 perto de 2 milhões 413 mil veículos, superando em 11,9% o total de 2 milhões 157 mil unidades fabricadas em 2016.

De acordo com Megale, o setor não atingiu a meta fixada para 2016, a de produzir quase 2,3 milhões de veículos no ano, por causa principalmente dos problemas que a Volkswagen teve com um grupo de fornecedores. Após romper o contrato, a montadora teve de paralisar suas linhas de montagem por mais de um mês, deixando de fabricar mais de 100 mil veículos em todo o processo.

Os melhores meses em produção para a indústria automobilística no ano passado foram novembro em dezembro, com respectivamente 216,3 mil e 200,9 mil unidades. “A queda no mês passado com relação ao anterior deve-se exclusivamente à decisão da maioria das montadoras de conceder férias coletivas na virada do ano, o que reduziu o número de dias de produção em dezembro”, explicou Megale.

Com a forte queda do mercado interno nos últimos dois anos, e o consequente reflexo na oferta de produtos, a indústria encerrou 2016 com capacidade média ociosa de 52%. Especificamente no caso dos caminhões a ociosidade chegou a 75%. O nível de emprego caiu 76,1% no ano, baixando de um efetivo de 129,6 mil trabalhadores em janeiro para 121,2 mil em dezembro.

Com cerca de 9 mil empregados ainda em regime de PPE, Programa de Proteção ao Emprego, o presidente da Anfavea preferiu na arriscar projeções quanto ao quadro de funcionários do setor este ano. Ao longo de 2016 a redução do número de funcionário foi gradual e constante, sendo que apenas em dezembro foram fechadas 2,1 mil vagas.


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