Os emplacamentos de caminhões nos doze meses do ano passado somaram 50,5 unidades, queda de 29,4% em relação ao mesmo período de 2015. O volume de licenciamento retornou ao patamar registrado em 1999, quando o mercado absorveu 50,6 mil unidades.
“O resultado é em linha com que se imaginava para o fechamento do ano, mas as condições do mercado de pesados ainda é preocupante para o setor”, revelou Antonio Megale, durante divulgação dos resultados da indústria automotiva na quinta-feira, 2. “As fabricantes de caminhões e chassis estão tendo de suportar entre 70% e 75% de ociosidade em suas linhas de montagem.”
Isoladamente, no entanto, dezembro promoveu certo alívio aos fabricantes ao negociar 4.451 caminhões, alta de 17,1% sobre novembro, mas ainda negativo em 20,8% em relação ao mesmo mês de 2015, quando foram emplacadas 5,6 mil unidades.
As fabricantes produziram no ano passado 60,6 mil caminhões, recuo de 18,2% sobre o mesmo período do ano passado, quando saíram das linhas de montagem 74 mil unidades. Somente de dezembro foram construídos 4,2 mil caminhões, volume 63,6% superior ao do mesmo mês de 2015.
Para Luiz Carlos Moraes, vice-presidente da Anfavea e diretor de relações institucionais da Mercedes-Benz, o período que se inicia deverá ser o início de recuperação do setor, tanto em virtude das necessidades de renovação ainda mais urgentes quanto do ambiente econômico. “A redução drástica do mercado nos últimos anos possibilita renovação de frota das empresas. Depois há sinalização de mais outra safra forte e com a inflação indo para o centro da meta a chance de queda nas taxas de juro mais rápida é maior.”
Ônibus – A queda nas vendas de chassi para ônibus ainda é mais dramática do que a de caminhões. De janeiro a dezembro do ano passado os emplacamentos somaram apenas 11.162 unidades, queda de 33,5% na comparação com o mesmo período de 2015.
Somente em dezembro foram somente 667 chassis vendidos, recuo acentuado de 48,6% em relação ao mesmo mês de 2015.
Mesmo com as exportações em alta de 33,2% no segmento, a produção de chassi para ônibus somou no ano passado 18,7 mil unidades, volume 13% inferior ao registrado no mesmo período de 2015, quando as fábricas produziram 21,4 mil chassis.
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