O mercado de veículos de luxo representado pelos grupos com produção local – BMW, Audi, Mercedes-Benz e Jaguar Land Rover – teve disputa altamente acirrada no ano passado. A BMW foi líder com 11.860 unidades e 27,2% de participação, seguida bem de perto pela Audi, com 11.600 veículos e penetração de 26,6%. Ou seja, apenas 260 unidades separaram as duas marcas no ranking dos chamados carros premium, mercado que incluindo as marcas Mini e Jaguar totalizou venda de 43.670 veículos em 2016, com queda de 29,7% em relação aos 62,1 mil de 2015.
A Mercedes-Benz, terceira colocada, também teve desempenho bem próximo ao das marcas líderes, com a venda de 11.285 carros e fatia de 25,8%. A quarta posição foi ocupada pela Land Rover, com 6.693 veículos negociados e participação de 15,3%. Os quatro grupos que inauguraram fábricas no Brasil nos últimos dois anos foram afetados pela retração do mercado, conforme números divulgados na semana passada pela Anfavea.
O grupo que teve menor decréscimo em seus negócios foi o Jaguar Land Rover. As vendas da marca Land Rover caíram 24%, abaixo, portanto, da média de retração do mercado, enquanto as da Jaguar cresceram 113%, saltando de 373 unidades para 796. A BMW teve redução de 25,2% no total emplacado de veículos da marca e de 28% nos veículos Mini. No caso da Audi a queda foi de 33,9% e o desempenho da Mercedes-Benz foi negativo em 35,6%.
Pé direito – Apesar da retração em 2016, o BMW Group Brasil avalia ter iniciado o ano “com o pé-direito”, conforme nota da companhia divulgada na segunda-feira, 9, na qual destaca a liderança da marca no segmento premium. Nos últimos sete anos, segundo a empresa, a BMW liderou seis vezes o mercado automotivo de luxo no Brasil.
“O BMW Group investe em uma estratégia de longo prazo, com foco no crescimento sustentável de suas operações e na máxima qualidade de seus produtos, serviços e também no atendimento ao cliente. A preocupação constante com a excelência é o que impulsiona a marca em meio a um mercado tão competitivo como o segmento de automóveis premium no Brasil”, disse Helder Boavida, presidente e CEO do BMW Group Brasil.
Segundo o executivo, apesar do desafiador momento econômico no Brasil, a empresa trabalhou para ampliar as atividades da fábrica de automóveis em Araquari, SC, com a exportação do BMW X1 aos Estados Unidos e a nacionalização do BMW X4. “Mais importante que a liderança é a confiança na futura retomada do mercado como um todo e a manutenção da saúde de nosso negócio. Para 2017, a prioridade continua sendo a satisfação de nossos clientes”, disse Boavida.
Também o Grupo Jaguar Land Rover mostra-se confiante no potencial do mercado brasileiro, destacando dentre os dados positivos de 2016 a liderança da Land Rover no segmento de SUVs premium no Brasil e a retração dos seus negócios com um todo abaixo da média do mercado.
“O lançamento do Jaguar F-PACE, primeiro SUV da marca em toda a sua história e a chegada dos motores Ingenium Diesel de última geração — que equipam os modelos nacionais do Discovery Sport e do Range Rover Evoque — contribuíram para o desempenho da empresa no ano passado, com mais de 7,4 mil unidades vendidas”, comentou em nota o diretor de marketing e produto da empresa na América Latina, Gabriel Patini.
O sedã esportivo XE, apresentado aos consumidores em 2015, foi o modelo mais vendido da Jaguar no último ano. Já a Land Rover apresentou o Evoque e o Discovery Sport feitos no Brasil, conquistando 26% de participação no mercado de SUV premium. A padronização da rede de concessionários Jaguar Land Rover, que conta com 35 unidades em todas as regiões do Brasil, também foi determinante, segundo os dirigentes do grupo, para o desempenho em 2016.
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