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10/03/2017

Recessão econômica, aqui, é a maior desde 1948

Por Redação AutoData

- 10/03/2017

Que a recessão econômica no Brasil está mais prolongada do que se esperava já se vê, há meses, na mesa dos brasileiros e nas filas de emprego pelo País. O que não se imaginava é que o PIB,Produto Interno Bruto, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos, fechasse 2016 com queda de 3,6%. É a segunda queda consecutiva da atividade econômica: em 2015 o recuo foi de 3,8%. E, considerando os dados do IBGE, a retração dos últimos dois anos representa a maior recessão que já vivemos desde 1948.

Segundo Rebeca Palis, coordenadora de contas regionais do IBGE, em alguns anos a retração do PIB foi maior do que a de 2016, mas nunca a economia brasileira havia somado 7,2% de queda em um biênio: “A magnitude da queda, olhando o biênio, é a maior desde 1948”.

A série histórica do IBGE para o PIB começa em 1947, mas apenas em 1948 há dados de variação anual.

A pesquisadora contou que “em outros períodos algumas atividades econômicas davam uma segurada na economia. Nesse biênio a retração foi disseminada em toda economia, o que não é muito comum de acontecer. Serviços foram muito afetados, o que antes não acontecia muito”.

O resultado negativo dos dois anos seguidos fez o PIB do País voltar para patamar registrado no terceiro trimestre de 2010, segundo o IBGE. No último trimestre de 2016 o PIB recuou 0,9% com relação ao trimestre anterior e caiu 2,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O tombo foi generalizado em todas as atividades econômicas, com a agropecuária liderando os recuos em 6,6%, seguida pela indústria, com retração de 3,8%, e serviços chegando a queda de 2,7%.

Para Antônio Megale, presidente da Anfavea, a situação do Brasil em 2016 foi “dramática, pior do que o setor industrial imaginava. Nossa expectativa é a de que a economia melhore com os projetos de infraestrutura que devem melhorar o cenário. Mas, mesmo assim, haverá um crescimento pequeno, se comparado às quedas seguidas do PIB que tivemos. A estimativa é a de que a economia cresça 0,5% este ano”.


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