A CNH Industrial, fabricante de máquinas e equipamentos para agricultura e construção, sinaliza para o aumento das vendas de seus produtos por meio de consórcios este ano. A empresa acredita que essa modalidade de compra será expressiva porque o cenário do setor levou clientes a buscar alternativas de aquisição diante de realidade de restrição de crédito por parte de bancos de varejo e do BNDES. Não à toa, de acordo com dados da Abac, Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio, o número de consorciados no setor de máquinas aumentou de 62,9 mil, em 2014, para 88 mil em 2016, período em que a indústria sentiu os efeitos da crise econômica e viu sua produção cair.
Em 2016, para a New Holland Agriculture – uma das marcas da CNH que, ao lado da Case, atende ao agronegócio –, o consórcio representou de 10% a 15% na participação das suas vendas, informou a CNH sem revelar valores absolutos. Para Christian Gonzalez, diretor de planejamento de produto e serviços comerciais para a América Latina, a modalidade é interessante porque garante condições favoráveis aos produtores e empreiteiras.
No ano passado a New Holland vendeu 6 mil 672 tratores e 1 mil 376 colheitadeiras no País.
Para Gonzalez “o agronegócio, hoje, vive um momento que favorece os investimentos, com corte da Selic e controle da inflação. Mas a insegurança ainda existe. Desta forma, o consórcio se torna interessante ao produtor porque oferece custos baixos, prazos longos e diversidade nas formas de pagamento”.
Além do consórcio Gonzalez contou que a manutenção da linha de crédito Pronamp, do BNDES, também ajudará as vendas da empresa este ano: “O governo sinaliza para a manutenção das linhas de crédito no médio prazo e isso estimula o consumo, sobretudo de parte dos pequenos produtores”.
Segundo dados da Abac dos 88 mil consorciados ativos no ano passado 37,3% deles compraram cotas para aquisição de implementos agrícolas e rodoviários. Outros 27,3% adquiriram cotas para tratores de roda e esteira e retroescavadeiras. 22,6% dos consorciados compraram cotas para aquisição de colheitadeiras e 12,8% para cultivadores motorizados. Os grupos foram formados para vigorarem de cem a 150 meses, sendo que, em média, duraram 118 meses. A taxa média mensal de administração ficou em 0,110% em agosto de 2016, inferior ao 0,125% de doze meses antes.
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